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No dia 3 de Março de 1988 morreu em Kassel, na Alemanha, o violinista Henryk Szeryng. Tinha nascido no dia 22 de Setembro de 1918, em Żelazowa Wola, na Polónia. Aos 5 anos começou a estudar piano e harmonia, com a sua mãe, mas, aos 7 anos, mudou para o violino. Depois de estudar em Berlim, entre 1929 e 1932, foi para Paris, onde continuou os seus estudos no Conservatório, com Jacques Thibaud. Graduou-se com o primeiro prémio, em 1937 e estreou-se como solista em 1933, tocando o Concerto para violino, de Brahms. Entre 1933 e 1939 estudou composição com Nadia Boulanger. A sua fluência em línguas foi utilizada pelo governo polaco durante a 2ª Guerra, trabalhando como oficial de ligação e intérprete, o que o levou a interromper a carreira musical.
Contudo, Henryk Szeryng não parou completamente de tocar, uma vez que dava concertos para as tropas aliadas. Foi em consequência de um desses concertos, na Cidade do México, que foi convidado para dar aulas no Conservatório local. Aceitou o cargo e, em 1946, obteve a nacionalidade mexicana. Retomaria a carreira de violinista apenas em 1954, por insistência do seu compatriota polaco, o pianista Arthur Rubinstein. Daí em diante os dois tocaram e gravaram, em conjunto, inúmeras vezes.

1º andamento da Sonata nº 5 “Primavera”, para violino e piano, de Beethoven
Violino: Henryk Szeryng
Piano: Arthur Rubinstein

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Frédéric Chopin – O "Segundo Mozart"

por António Filipe, em 01.03.12

No dia 1 de Março de 1810, na aldeia de Żelazowa Wola, Ducado de Varsóvia, nasceu Frédéric Chopin. Filho de mãe polaca e de pai francês expatriado é considerado um dos maiores pianistas e compositores do período romântico. Recebeu as suas primeiras aulas de piano da sua irmã mais velha, Ludwika, e foi, posteriormente, ensinado pela mãe. O seu talento musical manifestou-se imediatamente, ganhando, em Varsóvia, a reputação de "segundo Mozart". Aos sete anos já era autor de duas polacas para piano. Apareceu pela primeira vez em público, como pianista, aos oito anos de idade.
Aclamado na sua terra natal como uma criança prodígio, aos vinte anos deixou a Polónia para sempre. Mudou-se para Paris e lá viveu uma importante parte da sua curta vida. Chopin estava a caminho de Paris quando recebeu a notícia de que tinha fracassado o levantamento de 1830, pela restauração da independência da Polónia. Regressar ao seu adorado país tornou-se uma ideia distante, se não impossível.
Na capital francesa, fez carreira como intérprete, professor e compositor e adoptou a versão francesa dada ao seu nome, Frédéric-François Chopin. O seu nome polaco era Federico Chopino. De 1837 a 1847 teve uma relação turbulenta com a escritora francesa George Sand.
Foi, na sua época, muito reconhecido como pianista, mas o séc. XIX não deu a devida atenção às suas composições. Antes dele, houvera as sonatas e os concertos de Beethoven e, depois, sucederam-lhe as imponentes obras para piano de Brahms e outros pós-românticos. Generalizou-se a opinião de que Chopin tinha sido um compositor de peças para piano bonitas mas triviais, utilizadas como música de salão. Mas o séc. XX fez a justiça de reconhecer a sua música como expansora do universo harmónico e formal. A sua força, brilho e poesia tornaram-se uma verdadeira adoração para os mais notáveis pianistas.
Chopin continua a ser uma das grandes, senão a maior, de todas as referências da música de piano. Célebre e apreciado pelo grande público, sobretudo por causa dos seus Nocturnos, é também preferido dos estudiosos e intérpretes, a propósito dos seus complexos e completos estudos para piano. Um dos mais exaustivos e consagrados cultores da grande música de Chopin foi o pianista Arthur Rubinstein.
Sempre com a saúde frágil, Chopin morreu no dia 17 de Outubro de 1849, em Paris, com apenas 39 anos, vítima de tuberculose. No seu funeral, a que assistiram cerca de 3 mil pessoas, junto ao túmulo, foi tocada uma versão instrumental da célebre “Marcha Fúnebre”.


1º andamento do Concerto nº 2, op. 21, de Chopin
Piano: Arthur Rubinstein
Orquestra Sinfónica de Londres
Maestro: André Previn

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No dia 28 de Janeiro de 1887 nasceu em Łódź, na Polónia, o pianistaArthur Rubinstein. Começou a tocar piano muito cedo, com apenas três anos. Aos 6, tocou em público pela primeira vez. Entrou para o Conservatório de Varsóvia aos oito anos, onde foi aluno de Paderewski. Prosseguiu os seus estudos em Berlim, onde se apresentou, em recital, em 1900. Em 1906 estreou-se em Nova Iorque, como solista da Orquestra de Filadélfia. Regressou, depois, à Europa e, em Paris, trabalhou como professor de piano.
Em 1916 visitou a Espanha, onde interpretou composições de Granados e Manuel de Falla, que lhe dedicou a “A Fantasia Bética”. Em 1919 foi ao Brasil e conheceu Villa-Lobos. Foi o responsável pela divulgação das suas mais famosas composições. Em sua homenagem, Villa-Lobos escreveu o “Rudepoema”, em 1926. Stravinsky também lhe dedicou os 3 Movimentos de Petruschka - considerada a sua mais difícil obra para piano.
Depois de algum tempo dedicado a intensivos estudos, Arthur Rubinstein viajou até aos Estados Unidos, em 1937. A partir daí, teve a sua reputação de grande intérprete assegurada. Em 1946, obteve a cidadania norte-americana, depois de ter fugido da França em 1940, por causa da invasão alemã. Impressionado por essa experiência e pelos crimes do nazismo, nunca mais se apresentou em concerto na Alemanha. Rubinstein revelava extrema modéstia quando falava de si próprio. Mostrava interesse não apenas pela música, mas também pelos pequenos e refinados momentos de prazer que a vida oferece. A sua última actuação em público teve lugar em 1976, quando já estava com 89 anos. Morreu em Genebra, no dia 20 de Dezembro de 1982.


Scherzo nº 2, op. 31, em si bemol menor, de Chopin
Pianista: Arthur Rubinstein

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Arthur Rubinstein

por António Filipe, em 20.12.11

No dia 20 de Dezembro de 1982 morreu, em Genebra, Arthur Rubinstein, um dos mais virtuosos pianistas do século XX. Nasceu em Łódź, na Polónia, a 28 de Janeiro de 1887 e começou a tocar piano com apenas três anos. Aos 6, tocou em público pela primeira vez. Entrou para o Conservatório de Varsóvia aos oito anos, onde foi aluno de Paderewski. Prosseguiu os estudos em Berlim, onde se apresentou, em recital, em 1900. Em 1906 estreou-se em Nova Iorque, como solista da Orquestra de Filadélfia. Regressou, depois, à Europa, onde, em Paris, trabalhou como professor de piano.
Em 1916 visitou a Espanha, onde interpretou composições de Granados e Manuel de Falla, que lhe dedica a “A Fantasia Bética”. Em 1919 foi ao Brasil e conheceu Villa-Lobos. É o responsável pela divulgação das mais famosas composições daquele compositor. Em sua homenagem, Villa-Lobos escreveu o seu “Rudepoema”, em 1926. Stravinsky também lhe dedicou os 3 Movimentos de Petruschka - considerada a sua mais difícil obra para piano.
Depois de algum tempo dedicado a intensivos estudos, viajou até aos Estados Unidos, em 1937. A partir daí, teve a sua reputação de grande intérprete assegurada. Em 1946 obteve a cidadania americana. Arthur Rubinstein revelava extrema modéstia quando falava de si próprio. Mostrava interesse não apenas pela música, mas também pelos pequenos e refinados momentos de prazer que a vida oferece. A sua última actuação em público deu-se em 1976, quando já estava com 89 anos.


Último andamento da Sonata para piano nº 23 “Appassionata”, de Beethoven
Pianista – Arthur Rubinstein

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