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tortoise

por Rogério Costa Pereira, em 05.10.13

Quando alguém como a Lucy Pepper (esta e também esta -- o último link remete para um vídeo, belo de belo, que é "apenas" o "bar" onde demasiadas vezes me sinto em casa) desenha as palavras que ainda não foram inventadas e decide mostrá-las ao mundo, arrisca-se a que alguém como eu pegue nessas "palavras" e as leia à minha maneira. Há exactamente duas semanas, ironia das ironias, soube pela Lucy que tinha perdido um amigo (ele não me perdeu a mim, eu perdi-o a ele; mas o tango dança-se a dois). Não foi por isso que a minha amiga inventou a tortoise (eu é que uso e abuso da criatura, da tortoise, entenda-se). Quando a Lucy me alertou, EU disse-ME que não diria publicamente de mim, de nós, e das minhas razões (as tais que o meu proverbial mau feitio, de mui largas costas faz o comum dos mortais dispensar -- e duas semanas já o provaram à saciedade; salvo amigas e imparciais e excepções; porque ELE é ELE e ELE nunca tinha perdido um amigo; e eu sou... "este..."). Não queria voltar a este tema, mas não é todos os dias que um amigo (AMIGO!) nos avisa (por meio de um blogue) que nos morreu; e eu andava mesmo à procura de palavras para dar a quem nunca mas pediu. Este post não É, portanto. Este post nunca existiu; nem vocês o estão a ler. Ouso, porque sim e porque tenho de o fazer, pegar nas "palavras" da Lucy e fazê-las minhas. Para este caso que agora dou por encerrado. Definitivamente. O caso, não a amizade. O amigo ter-me-á perdido (segundo a sua crença e a sua bíblia -- e as questões religiosas são o que são), mas eu não perdi amigo nenhum. E por aqui me fico. Não mudei de ser, não mudei de parecer (porque não mudei de ser) e, já agora, não confundo esse meu amigo que me perdeu com abjectos seres que por aqui passaram a dar vivas -- "afinal és mesmo o traste que és, se dúvidas houvesse... não queres comparar a tua palavra à do amigo que te perdeu, pois não?".

 

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publicado às 00:22


O post do Filipe

por Rogério Costa Pereira, em 20.09.13

O post do Filipe deve ser lido. Saiu-lhe da alma. O ex-amigo sou eu (as regras dele assim o impuseram). A única versão disponível será a dele, porque jamais darei publicidade às minhas razões, como me parece que as coisas têm de ser feitas no mundo dos HOMENS. Apenas posso dizer que, só agora, e por esta publicação, soube que perdi um amigo. A pegada continua. 

 

Adenda: entretanto, o post do António Filipe eclipsou-se, juntamente com os comentários que já levava (esses são irrecuperáveis -- e nesses incluo o da minha mulher, que merecia mais respeito do que um delete; é por ela que faço esta adenda), o que faz este post ir parar a lugar nenhum. Mas a cache do google permite-me evitar ficar a falar sozinho. Soube, por uma amiga, que tinha perdido um amigo, e foi com espanto que vim à pegada e li o que infra reproduzo. Tenho as costas largas, bem sei... A bonomia do António Filipe não é comparável ao meu proverbial mau-feitio. Jogo um jogo perdido para o "público", no tabuleiro que o António Filipe inventou (há coisas que não se escrevem para quase 4000 pessoas lerem). O post magoou-me até às lágrimas. Pelo inusitado, pelas mentiras que ostenta e pelo atentado à minha honra e à do António Filipe. O post escrito diz muito. O post apagado, comentários incluídos, diz ainda mais. Cito o António Filipe: "Aos 61 anos...". Só quem nos conhece, e falo do conjunto, sabe da estupidez que hoje acontece. Longe de mim lavar roupa suja em público, mas tenho um nome e um filho. Um dia destes, o Francisco perguntará pelo Filipe. Não sei lhe saberei explicar...

 

 

 

Ontem perdi um amigo!
Aos 61 anos, e a “coleccionar” amigos desde os 4 ou 5, nunca me tinha acontecido. É um sentimento novo e muito estranho para mim. E o que mais me irrita é que já há bastante tempo pressentia que isto me podia acontecer, com este amigo em particular. Não com qualquer outro, mas só com este. A sua história de descartar amizades ditava-me que, mais tarde ou mais cedo, faria o mesmo com a amizade que tinha por mim e que, ele próprio, em várias ocasiões, me disse que era especial. Penso que foi o amigo mais recente. E o primeiro e único a deixar de o ser. E estou convencido que era uma amizade muito forte. Embora curta e recente, foi talvez uma das mais fortes que já tive. O que torna o seu fim ainda mais estranho e doloroso. Um dos meus lemas de vida tem sido conseguir o maior número de amigos possível. Nunca fui de opinião de “poucos, mas bons”. Sempre pensei que quantos mais, melhor. É certo que há meia dúzia que sempre foi especial. Este, que agora perdi, estava incluído nesse número dos “especiais”. Nunca, mas nunca, me passou pela cabeça perder um amigo que fosse. Até agora, os únicos amigos que perdi foi por morte deles. Situação contra a qual nada pude fazer. Mas este está vivo. Facto que me deixa mais irritado, por pensar que talvez pudesse ter feito alguma coisa para evitar este desfecho. A verdade é que tudo foi causado por uma coisa que aconteceu entre este amigo que perdi e outro amigo comum, que ainda continua a ser meu amigo. Nada mais que um mal-entendido. De repente, vi-me envolvido no meio de uma querela que me ultrapassou completamente. Ao tentar apaziguar as coisas e evitar uma ruptura, que me parecia iminente, entre aqueles dois amigos, acabei por perder um deles. Foi pior a emenda que o soneto, porque um desses amigos cortou relações com o outro, quase imediatamente, e, mais tarde, comigo. Não é necessário entrar em pormenores, mas a única coisa que eu tentei fazer foi evitar que uma coisa, que eu considerava sem importância nenhuma, causasse inimizades entre dois amigos meus. Sentia que isso poderia acontecer devido ao facto de um deles, como já referi, ter um histórico de descartar amigos com alguma facilidade. Tentei evitar o pior. Não consegui e, pior ainda, fiquei a perder. Se a perda fosse material, nem sequer estaria a escrever estas linhas. Mas perdi uma amizade. E isso vale mais que qualquer bem material. E custa muito mais. Continuo a pensar que o amigo que eu perdi não tinha razão nenhuma para cortar relações com o outro. E muito menos teve razões para cortar relações comigo. Será, porventura, fácil dizer isto, porque é sempre fácil dizer que a culpa é do outro. Por certo, o amigo que perdi pensará que a culpa também não é dele. É normal. E humano. Foi, talvez, falta de diálogo. Aliás, foi, de certeza, falta de diálogo. Diálogo que eu tentei que acontecesse, mas também não consegui. Tenho a sensação de que falhei em todas as frentes. Mas, agora, o mal está feito e já não podemos voltar atrás. Ou talvez pudéssemos, mas tenho a sensação que a amizade nunca mais voltaria a ser o que era. Foram cerca de dois anos que valeram a pena, por muitas e variadas razões. Foi uma amizade que nunca esquecerei. Como nunca esquecerei que, pela primeira vez, em quase sessenta anos, perdi um amigo. Um grande amigo. Tudo farei para que não volte a acontecer.

P. S.:
Depois de esperar uma semana que o amigo a que me refiro me contactasse e não tendo isso acontecido, decidi, eu próprio, tentar contactá-lo. Fiz várias chamadas para o telemóvel e ele não atendeu nem devolveu a chamada. Finalmente, depois de algumas chamadas sem sucesso, fui surpreendido com uma mensagem (SMS) em que dizia que me contactaria mais tarde. Isso nunca aconteceu. Concluí, então, que ele não estava, de todo, interessado na minha amizade.
Alguns dias depois, contactou-me, levando-me a pensar que a minha conclusão anterior estaria errada.
Marcámos um jantar para conversarmos.
Esse jantar nunca se chegou a realizar porque ele se recusava a falar sobre o assunto que levou a este desentendimento.
Alguns dias depois voltámos a “conversar”, no “chat” do Facebook. Embora eu tenha reiterado várias vezes que não gostava de usar esse meio de comunicação para discutir este assunto, pois preferia fazê-lo pessoalmente, ele insistia em usá-lo.
Nessa “conversa” tentei fazer-lhe ver que era muito importante para mim conversar sobre o assunto que, em cima, descrevo. Depois de muita relutância da parte dele, consegui, finalmente, convencê-lo que esse assunto devia ser esclarecido para que, no futuro, não fosse uma coisa que estivesse pendente sempre que nos encontrássemos. Isto é, eu só queria “arrumar o assunto”.
Ficámos, então, de combinar um encontro para este fim-de-semana.
Qual não é o meu espanto quando ontem, sexta-feira, ele me contactou, novamente no “chat”, dizendo-me que, afinal, não estava interessado em falar do assunto.

Estando ciente de que fiz tudo o que estava ao meu alcance para “reatar” a amizade, tenho que me render à evidência que, de facto, terminou. Com muita mágoa minha.

P. P. S:
Esta é a última publicação que faço no blog “Pegada”.
Foi com muito prazer que, ao longo de quase 3 anos, todos os dias dei um pouco de mim a este blog.
É com tristeza que vos abandono nesta plataforma. Provavelmente não sentirão a minha falta, mas, caso queiram, encontrar-me-ão no Facebook.
Um enorme abraço para todos.

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publicado às 23:18


"Era o povo, jeremias ou lá o que és. Era o povo."

por Rogério Costa Pereira, em 15.02.13

A maior parte das reacções aos posts da pegada acontecem no facebook. Por aqui rareiam os comentários. E isto é um facto. O outro facto, que eu não poderia deixar resumido ao silêncio das nossas caixas de comentários, é o que vos deixo de seguida. Podia chamar-lhe uma bengalada queirosiana, dada por um Homem a um dos dâmasos-da-vida, ora feito jeremias. Mas não direi nada disso (ups, já disse…). Abaixo volto a gritar de orgulho. De seguida seguem-se os tais comentários.

De jeremias a 15.02.2013 às 18:31

Arrepiante como 38 anos depois do 25 de Novembro ainda a comunalha se junte para cânticos destes...

De António Filipe a 15.02.2013 às 22:05

jeremias ou lá o que és, onde é que estavas no 25 de Abril?
Eras um dos que estavas no telhado da sede da PIDE, na António Maria Cardoso, em Lisboa, a mandar tiros cá para baixo, onde gajos como eu tinham que se esconder debaixo das viaturas militares para não serem baleados?
O único crime que estávamos a cometer era tentar derrubar o fascismo para que, gajos como tu, jeremias ou lá o que és, pudessem ter a liberdade de vir para aqui mandar bojardas.
Enquanto isso, jeremias ou lá o que és, milhões de pessoas pelo país fora, cantavam "cânticos destes".
E, sabes, jeremias ou lá o que és, não eram "comunalhas" (nem sei o que isso quer dizer).
Era o povo, jeremias ou lá o que és. Era o povo.

[tens arrepios jeremias? Agasalha-te!]

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publicado às 23:24


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