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Neoliberalismo for dummies

por Rogério Costa Pereira, em 25.01.13

Ouvi ontem à noite, na rádio, que Marques Mendes teria anunciado, na TVI 24, a existência de um acordo entre o governo e os “parceiros sociais” sobre a questão dos 12 dias. Já era tarde e pensei que havia de ser exagero ou da boca do radialista ou dos meus cansados ouvidos.

Hoje de manhã, leio no DN que: "Na prática há um acordo feito. Não está ainda formalizado, mas está feito", afirmou. Segundo Marques Mendes, "este acordo tem dois aspectos. O objectivo de redução para os 12 dias mantém-se, mas a sua aplicação será gradual. Muito gradual. Não três, quatro ou cinco anos, mas muito mais tempo. O Governo salva assim a face mas a grande vitória é da UGT. E bem. Acho que é sensato, porque me parecia ser de uma certa violência aquilo que existia".

Vou ser franco, estou cansado. Cansado de me repetir perante tanta repetição. Sinto-me como que a jogar o jogo deles. As minhas palavras têm sido mais ou menos as mesmas. E, francamente, penso que com estoutro post poderia, vivesse eu bem com isso, ter dado por encerrado este meu capítulo de acção. Poder podia, é um facto. Podia mudar a forma de teclar e mudar o formato do teclado. Até podia enlouquecer, se quisesse (trocando as voltas aos passos do Herberto Hélder). Mas há argumentos contra factos.

Vou narrar. A coisa é mais ou menos self-explanatory. Ontem o cu do neoliberalismo, António Borges, que tem (só ele) onze dedos no gatilho, veio dizer que chegava de austeridade. Houve para aí uma esquerda que embarcou na conversa e até bateu umas palminhas. No mesmo dia, Marques Mendes, mandatado como está, anuncia o que parece que anunciou. Dois factos, pois. Aparentemente desencontrados, mas obviamente concertados.

De Borges já disse, mais do que uma vez, o que pensava. Está a soldo do Goldman Sachs e tudo o que ele diz é em prol do patrão. Patrão com quem nunca terá assinado contrato, logo não precisam de o rasgar. Está como efectivo. Há tempos — isto é como as cerejas —, alguém dizia que o tipo havia sido sumariamente despedido do GS. Pensem de novo. Nunca o trabalho foi tanto para o goldman boy.

Quanto ao marcelo-versão-de-bolso (já repararam que o tipo até tenta imitar o caga postas de pescada de Domingo à noite na TVI?; a voz, o tom…), quanto ao Mendes, dizia, ainda não o dissequei que chegue, sendo que seria um prazer fazê-lo mesmo, ao invés de com palavras. Mas cinjo-me às palavras e faço-o de seguida. Tudo sobre Marques Mendes.

Já está.

Agora a UGT. Roma não paga a traidores. Mas eles nunca foram romanos, ergo, talvez Roma lhes pague. No que me toca, vou registando. Sendo que já todos os homens de bem terão percebido quem é aquele tipo que todos os dias anuncia rasgar o acordo para todos os dias o voltar a assinar. Um parceiro social, por certo. Meus caros, nos dias de hoje, parceiro social é quem recusa sentar-se à mesma mesa com o neoliberalismo que nos rege e que põe o fascismo em pose de menino de coro.

Já está.

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publicado às 11:07


O homem da dinamite

por Francisco Clamote, em 29.09.12
Já não é a primeira vez que António Borges, consultor do governo para as privatizações, lança mão do dinamite. Fê-lo ao vir declarar que era urgente a baixa de salários. Repetiu a cena com a apresentação da "boa" solução para a RTP, através da sua concessão a uma entidade privada. 
A meu ver, porém, ainda não tinha usado uma tão forte carga de dinamite como hoje, ao defender que as alterações que o Governo queria fazer à Taxa Social Única (TSU) constituíam uma medida "extremamente inteligente" e ao qualificar de "completamente ignorantes" os empresários que se manifestaram contra as alterações.
Que o homem não tem a mínima sensibilidade social está bem patente nas afirmações que tem proferido em catadupa. O que surpreende é a sua incapacidade para avaliar os efeitos das cargas de dinamite que usa.
Depois de o governo ter recuado na aplicação das referidas medidas, Borges, ao lançar esta bomba, insulta os empresários, dinamitando qualquer hipótese de o governo ainda vir a poder conseguir algum tipo de consenso com o mundo empresarial e, ao mesmo tempo, deixa Passos Coelho em muito maus lençóis. No mínimo, chama-lhe "frouxo".
Depois disto, o mais surpreendente é que Passos Coelho não despeça Borges sumariamente.
Será que Passos Coelho é suficientemente imbecil para não ver que Borges, tal como Relvas, só contribuem para denegrir ainda mais a sua imagem? Ou será que Coelho não passa dum "boneco" na mão destes dois "artistas"?Francamente, não vejo outra alternativa.
 Qual delas, a pior? Não sei, mas seja como for, certo é que nenhum dos três presta!

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publicado às 22:17

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publicado às 01:45

O salário mínimo é o salário abaixo do qual ninguém está interessado em trabalhar. Assim, o mercado de trabalho encarrega-se de o calcular, não há, pois, razão para que se determine por decreto-lei o salário mínimo.

É, claro, que para este conceito não entram outros considerandos que não os económicos. Não há aqui razões de equidade, nem de justiça, nem morais. Até mesmo razões de produtividade não são para aqui chamadas, afinal todos sabemos que um chefe de família produz o mesmo quer os seus filhos estejam ou não bem alimentados e frequentem ou não uma boa escola.

António Borges navega nestas águas. Em termos macroeconómicos as medidas tomadas no que se refere à redução dos salários, têm razão de ser porque apanham quatro ou cinco milhões de trabalhadores e isso tem impacto macroeconómico. Mas ao nível individual isto fere, na maioria dos casos, a qualidade (já baixa) de vida dos trabalhadores e suas famílias. É, também por isso, que estas reduções nunca são dirigidas a quem ganha muito porque são "apenas" uns milhares e sob o ponto de vista macro - económico não tem impacto nenhum. Também aqui não entram considerandos de ordem moral ou de equidade. 

Descer os salários em Portugal, como bem percebeu Teodora Cardoso, é empurrar ao país para uma economia do terceiro mundo de onde é muito mais difícil sair do que da presente situação. Este conceito de salário mínimo, como é bom de ver, só é aplicável numa sociedade "musculada" onde os trabalhadores não tenham acesso a direitos laborais, nem a serem defendidos por sindicatos e, onde o conceito de "acordos colectivos" não é aceite. O exemplo maior foi a sua aplicação no Chile de Pinochet, por "Friedman e os seus muchachos", respaldado em milhares de desaparecidos e prisioneiros. A luta de um salário digno, com direito à saúde e à educação não se compadece com salários de miséria. E o conceito neoliberal de salário mínimo é para aí que aponta!

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publicado às 11:00

Cara(o)s associada(o)s
Em O Referencial nºs. 103/104, divulgado em Janeiro passado, integrado num conjunto de artigos sobre a Eurocrise, foi publicado um texto de José Romano - "Futuro da Europa" - que termina com uma breve nota especulativa sobre o caso particular de Lisboa nos "idos de Março" que estão para vir. Aí se vislumbrava que, por esses dias, o todo iluminado António Borges estaria a mandar em Portugal, imposto pela troika.
Muitos duvidaram e consideraram que o nosso arquitecto estava a exagerar... A Goldman Sachs influenciava muito, mandava muito, mas não conseguiria repetir em Portugal o que se passa na Grécia, em Itália e no BCE...
Pois bem, António Borges, como diria o José Romano, está hoje junto ao espelho do hall de entrada a ajeitar o nó da gravata, nos momentos que antecedem a entrada em cena.

http://economia.publico.pt/Noticia/antonio-borges-vai-liderar-equipa-que-supervisiona-as-privatizacoes-1532024

Isto é, aí o temos, de mansinho, para habituar a opinião pública à sua discreta presença. Presença que será suficientemente publicitada e condimentada q.b. com os seus elevados méritos profissionais, grande experiência na área financeira, conhecimento dos mercados, alto quadro da Goldman Sachs (vice-presidente do Conselho de Administração do banco Goldman Sachs International, em Londres), figura respeitada internacionalmente e, até há bem pouco tempo, representante do FMI na Europa. Os comentadores e politólogos de serviço tratarão de difundir e amplificar o condimento, acrescentando que será uma importante mais valia para o país e para os portugueses no combate à terrível crise que estamos a viver e cuja causa imediata, afirmarão eles, é termos "vivido acima das nossas possibilidades".

Querem tentar evitar o efeito de choque político inicial, mas rapidamente absorvido, quando das nomeações/imposições de não escrutinados democraticamente na Grécia e na Itália. São eles, respectivamente, Lucas Papademos e Mario Monti. Por coincidência, também eles, tal como António Borges, altos quadros do banco americano de investimento Goldman Sachs. Já para não falar de Mario Draghi, o todo poderoso presidente do sacrossanto BCE, politicamente independente e não sujeito a escurtínio democrático.

Como a memória é curta, relembremos o que António Borges, em plena crise do "subprime" (2007/2008), afirmava publicamente sobre os produtos ditos tóxicos. Dizia ele que os mesmos estavam a ser diabolizados sem razão. Pois eram produtos financeiros que muito tinham dado e podiam continuar a dar ao desenvolvimento e vitalização dos mercados financeiros para a criação de riqueza:

 O Sub-prime" é uma das melhores inovações dos últimos anos - António Borges

Não duvidemos: a democracia está em causa! O perigo é eminente! Temos de ser capazes de enfrentar os mercados e os seus servidores!

Forças são necessárias e urgentes!

Cordiais saudações

Vasco Lourenço

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publicado às 19:00


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