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Consequências do caso Relvas/Lusófona

por Francisco Clamote, em 06.07.12

Não restam dúvidas de que a "licenciatura" de Miguel Relvas em   Ciência Política e Relações Internacionais "adquirida" na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, em Lisboa (doravante, simplesmente, Lusófona) não passa de uma anedota de mau gosto, tanto mais que, através de dados vindos a lume no "Público" de hoje, se ficou também a saber que foram atribuídas ao (ainda) ministro Miguel Relvas equivalências em 11 cadeiras, "com base, essencialmente, na experiência profissional que declarou ter obtido em quatro empresas privadas" com as quais a ligação não durou mais do que "alguns meses" (citações extraídas da edição do "Público de hoje, pág. 7).

Só que, e isto é o mais grave, a "anedota", além de ser de mau gosto, é  altamente prejudicial. A começar, para o próprio Relvas, cuja credibilidade, que já não era muita, passou a zero,  excepto para Passos/Coelho que, como já veio declarar publicamente, mantém toda a confiança no sujeito, o que parece indiciar a existência duma singular (ou dupla) dependência até agora inexplicável.

Prejudicial também para a Lusófona que, não sabendo da existência de relvas daninhas, passou a sabê-lo à sua custa, pois é mais que certo que, depois do conhecimento deste caso, já não se livra de ser cotada como uma fábrica de diplomas, tanto mais que foi divulgado pela própria Lusófona que o caso Relvas não é único: há "89 alunos que pediram admissão (...) e que obtiveram entre 120 e 160 créditos devido ao reconhecimento da sua experiência profissional e académica (edição citada do "Público" pág. 6). O que significa, com grande probabilidade, que o caso Relvas, não sendo  único, poderá não ser também o mais escandaloso, probabilidade que se infere não só dos números referidos, mas também do facto já igualmente divulgado de que na Lusófona  não está estabelecida  qualquer limitação no que respeita á atribuição de créditos em função da experiência anterior dos alunos. 

Que Relvas e a Lusófona saiam penalizados do caso, não é motivo para tirar o sono a ninguém, excepto aos próprios. Actos deles, problema deles. 

Já é muito diferente o caso  dos actuais e dos antigos alunos da Lusófona que, inocentes, correm o risco de vir a ser os mais prejudicados. Alguém duvida que tais alunos, mesmo tendo feito um percurso académico sem falhas, vão ver as suas competências postas em dúvida apesar de terem sido adquiridas com toda a limpeza e legitimidade?

No meio de toda esta história, esta é, sem dúvida, a mais grave das consequências. Não sei quem poderá vir a responder por elas. A Lusófona, sem dúvida. Mais alguém?

(ilustração daqui)

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publicado às 16:29

Na escola privada ou na escola em associação é fácil saber o custo real de um aluno. É a mensalidade paga, num caso pelos pais no outro caso pela transferência do estado para a escola. Na escola estatal é que nunca se conseguiu saber vá lá saber-se porque . Desde logo porque há profundas desigualdades : Os alunos que estudam no ensino público português não custam todos o mesmo aos cofres do Estado, existindo “profundas desigualdades” no país, revelou nesta quinta-feira Guilherme D'Oliveira Martins, baseando-se num relatório do Tribunal de Contas.

De acordo com Oliveira Martins, o estudo mostra que, “em Portugal, a educação não é uma realidade homogénea, mas assimétrica”. “Há profundas desigualdades e o Estado não pode ser indiferente a isso. Tem de introduzir factores para um maior reforço da aprendizagem, para que sejam reforçados com equidade. Ninguém pode ser prejudicado nem privilegiado”, defendeu o ex-ministro da Educação.
De acordo com o especialista, existem grandes diferenças entre os alunos do litoral e do interior, assim como entre os dos grandes centros urbanos e das localidades mais pequenas. “Há zonas onde as escolas são mais limitadas”, afirmou.

A decisão de realizar um estudo foi tomada pela comissão parlamentar de Educação, que defendeu ser essencial conhecer quanto custa aos cofres do Estado cada aluno, para se poder avaliar as políticas públicas na área da Educação.

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publicado às 20:00

A autonomia da escola também permite que se adapte ao perfil dos seus alunos .

“É preciso que as escolas tenham mais autonomia e possam organizar currículos para os seus alunos”, sustentou.
Albino Almeida aponta como exemplo de boas práticas contra o abandono e o insucesso programas como o FENIX, o Mais Sucesso e o desenvolvido pelos Empresários pela a Inclusão Social (EPIS).
“A EPIS tirou muitos alunos do abandono”, acrescentou referindo a importância de apresentar contas todos os anos.
Da mesma forma, sublinhou que as escolas que têm melhores resultados trabalham de forma diferente.
“Há várias formas de trabalhar, há alunos que aprenderiam independentemente de estarem na escola ou não, mas há outros que têm mais dificuldades”, referiu.
“Acumular dificuldades leva a que 30% dos alunos chegue ao 9.º ano com pelo menos uma retenção”, frisou, defendendo que chumbar um aluno deve ser “o último dos caminhos, depois de todos os outros estarem esgotados”.
O segredo, disse, é o trabalho por grupos de professores: “Não é ser piegas pedir a diferenciação de percursos para os alunos. Nem todos aprendem da mesma maneira”.
Albino Almeida considera que o país tem de “mudar a visão estratégica da Educação” e defende a frequência obrigatória de Estudo Acompanhado, no âmbito da revisão curricular que está em curso.

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publicado às 22:30

A OCDE constata que em Portugal o aluno está menos no centro do sistema e que isso se reflecte na maior percentagem de reprovações.

Para a OCDE é "óbvio" que o aluno não está no centro da aprendizagem porque existem elevados níveis de repetência, acima da média da OCDE. Portugal tem o quarto nível mais alto de repetências, entre os 34 países, de acordo com dados do PISA de 2009, já conhecidos, sobre os resultados dos alunos de 15 anos a língua materna, a matemática e a ciências. Em média, dez em cada 100 alunos repetem um ano, apontam os directores das escolas portuguesas.

Enquanto o sistema for centralizado, a autonomia da escola for deficiente e não houver uma verdadeira avaliação dos professores e escolas não sairemos da cauda da classificação.

Em Portugal, "os níveis de reprovação são mais altos do que na maior parte dos países" e, na Europa, os que mais reprovam são Portugal, Espanha, Luxemburgo e França.

A "excessiva" utilização do "chumbo" reflete o facto de "o quadro de avaliação não estar definitivamente centrado no aluno", reduzindo as expetativas dos professores sobre os alunos, e o professor acaba por não investir tanto tempo no progresso do estudante, disse o especialista.

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publicado às 16:50

"UMA OVELHA NEGRA NÃO ESTRAGA O REBANHO....."

A TELEVISÃO NÃO NOTICIOU...(vá-se lá saber por quê!!!...)
NEM O MIGUEL SOUSA TAVARES COMENTOU....PORQUE SERÁ..?????

Domingo, 9 de Janeiro de 2011
Uma Ovelha Negra Não Estraga o Rebanho
No meio da crise sócio/económica e do cinzentismo emocional instalado no país há vários meses, eis que o *relatório PISA* trouxe algumas boas
evidências para Portugal Penhorado E a melhor de todas, a que considero verdadeiramente paradigmática, foi omitida pela maioria dos órgãos de comunicação social: Mais de 90% dos alunos portugueses afirmaram ter uma imagem positiva dos seus professores!
O relatório conclui que *os professores portugueses são os que têm a imagem mais positiva de entre os docentes dos 33 países da OCDE*, tendo em 2006 aumentado 10 pontos percentuais.
O mesmo relatório conclui que os professores portugueses *estão sempre disponíveis para as ajudas extras aos alunos e que mantêm com eles um excelente relacionamento.*
Estas evidências são altamente abonatórias para os professores portugueses e deveriam ter sido amplamente divulgadas pelos órgãos de comunicação social (e pelos habituais *"fazedores de opinião"* luxuosamente remunerados que escrevem para os jornais ou são comentadores na rádio e na televisão) que* ostensivamente consideram os professores do ensino básico e secundário uma classe pouco profissional*, com imensos privilégios e luxuosas remunerações...
Uma classe profissional que deveria ser acarinhada e apoiada por todos, que deveria ter direito às melhores condições de trabalho (salas de aula,
equipamento, formação, etc.) e que tem sido maltratada pelo poder político e por todos aqueles que tinham o dever de estar suficientemente informados para poder produzir uma opinião isenta para os demais membros da comunidade.
*Ao conjunto destas evidências acresce outra, onde o papel do professor é determinante: *a inclusão*.
O relatório revela-nos que *Portugal é o sexto pais da OCDE cujo sistema educativo melhor compensa as assimetrias sócio/económicas!*
E ainda refere que *o nosso país tem a maior percentagem de alunos carenciados com excelentes níveis de desempenho em leitura*.
Nada acontece por acaso! Os professores portugueses são excelentes profissionais, pessoas que se dedicam de corpo e alma aos seus alunos,
*mesmo quando são vilipendiados e ofendidos por membros de classes profissionais tão corporativistas (ou mais!) que a dos professores*!
Como diz a quase totalidade dos alunos, os professores são excelentes pessoas que estão sempre disponíveis para ajudar os seus alunos. Esta é que é a realidade dos professores das escolas do ensino básico e secundário!
Obviamente que, *como em todas as demais classes profissionais, haverá exceções à regra, aqueles que não cumprem, não assumem as suas
responsabilidades, não justificam o ordenado que recebem.* Mas, assim como uma andorinha não faz a primavera, também uma ovelha negra não estraga um rebanho.
Pergunto: porque se escondem os arautos da desgraça, detentores da verdade absoluta, que estão sempre na linha da frente para achincalhar os professores do ensino básico e secundário.* Estranha-se o silêncio*.
Margarida Rufino in *Jornal de Cascais*

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publicado às 16:00

Eu tive uma professora primária que nos passava trabalhos para casa que eram um pavor. No dia seguinte esses trabalhos (não feitos ou mal feitos) correspondiam a um "arraial de reguadas". Em Castelo Branco, não chegávamos a entrar na escola, à chuva e muitas vezes à neve, em fila indiana, a professora à porta a ver os trabalhos um a um. Essa professora foi uma das três pessoas mais importantes da minha vida mas isso não evitou que eu, criança, na quarta classe, andasse fugido da escola por dois dias. Com medo!

Claro que hoje a questão não se coloca assim mas dá para ver como é difícil deixar velhos hábitos. Só uma luta muito grande de professores, pais, clínicos e alunos permitiu que hoje se discuta se os Trabalhos Para Casa (TPC) podem ou não ser prejudiciais. Pelo que vejo nos meus sobrinhos são exercícios leves mas se somarmos os exercícios leves de cada uma das disciplinas as crianças não falam com os pais e não têm tempo para brincar. E isto é numa casa onde a geração anterior (os pais ) são licenciados e a mãe é mesma directora numa faculdade pelo que podem, muito, ajudar os filhos e facilitar-lhes as dúvidas.

O que será aqui em baixo na casa da vizinha porteira onde pais e avós não passaram do obrigatório?

Se calhar a virtude estará a meio termo, os trabalhos de casa serem passados em dias muito específicos em matérias de mais difícil compreensão e ou importância.

Se me perguntarem eu sou pela brincadeira em casa com os pais e os irmãos.

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publicado às 11:00

...O método seguiu cinco passos: "Primeiro, a Florida começou a classificar as escolas de A a F, segundo a capacidade e progresso dos alunos em testes anuais de leitura, escrita, matemática e ciência. O estado dá dinheiro adicional às escolas que têm A ou melhoram a sua classificação, e os alunos das escolas que tenham dois Fs em quatro anos podem transferir-se para escolas melhores. Segundo, a Florida deixou de permitir que os alunos do terceiro ano que mal consigam ler passem para o quarto (prática comum em toda a América, chamada "promoção social"). Terceiro, criou um sistema de pagamento de mérito, no qual os professores cujos alunos passem certos exames recebem bónus. Quarto, dá aos pais muito mais escolha, com cheques estaduais, entre escolas públicas, convencionadas, privadas e até online. Quinto, a Florida criou novos métodos de certificação para atrair pessoas mais talentosas para a profissão, mesmo que essas pessoas não tenham um grau académico específico em educação" (The Economist, 25/Fev, p. 41; ver o site da fundação do ex- -governador, www.excelined.org).

Este é um caso entre vários, não muito original, mas mostra o essencial. Tem coisas parecidas com o que por cá tenta o senhor Ministro da Educação, mas uma diferença essencial: confiança nas pessoas. Na Florida acha-se que alunos, pais e professores sabem o que é melhor, e o Estado apenas os ajuda nesse esforço. Note-se que esta não é uma solução liberal. Continua a haver escolas públicas e o Estado tem enorme intervenção, classificando, subsidiando, bonificando. Mas a atitude de fundo é subsidiária, dando primazia à sociedade como agente e finalidade, não à genialidade do especialista que julga saber. Por exemplo, em Portugal avaliam-se professores, na Florida avalia-se o seu trabalho. Cá criamos exames para promoção na carreira, lá usam-se os testes dos alunos para premiar os docentes....

PS a partir de um texto de João César das Neves no DN

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publicado às 22:00


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