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Critica de Almada Negriros :
Sault du Lapin

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publicado às 10:00


Pintores e Quadros famosos - Almada Negreiros

por Luis Moreira, em 12.02.12
                                                                                          Autoretrato em grupo

José Sobral de Almada Negreiros, artista plástico e escritor, nasceu em 1893 em São Tomé e Príncipe, onde o pai era administrador do concelho da cidade. Estudou no colégio jesuíta de Campolide, para onde entrou em 1900, aos sete anos de idade, após a morte prematura da mãe, em 1896, e a partida definitiva do pai para Paris nesse mesmo ano. Aí realizou os jornais manuscritos "República", "Mundo" e "Pátria". Após o encerramento do colégio, frequentou entre 1910 e 1911, o liceu de Coimbra, de onde passou para a Escola Nacional de Belas Artes, em Lisboa. Em 1915, integrado no grupo "Orpheu", centrou a sua polémica ideológica numa crítica cerrada a uma geração e a um país que se deixava representar por uma figura como Júlio Dantas. Mostrando se convicto de que «Portugal há de abrir os olhos um dia», lançou, em 1917, um "Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX", precavendo as contra a «decadência nacional», em que a «indiferença absorveu o patriotismo».

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publicado às 10:00


Poesia ao nascer do dia - Almada Negreiros

por Luis Moreira, em 12.02.12

Ruinas Pandeiros rôtos e côxas táças de crystal aos pés da muralha.
Heras como Romeus, Julietas as ameias. E o vento toca, em bandolins distantes, surdinas finas de princezas mortas.
Poeiras adormecidas, netas fidalgas de minuetes de mãos esguias e de cabelleiras embranquecidas.
Aquellas ameias cingiram uma noite peccados sem fim; e ainda guardam os segredos dos mudos beijos de muitas noites. E a lua velhinha todas as noites réza a chorar: Era uma vez em tempo antigo um castello de nobres naquelle lugar... E a lua, a contar, pára um instante - tem mêdo do frio dos subterraneos.
Ouvem-se na sala que já nem existe, compassos de danças e rizinhos de sêdas.
Aquellas ruinas são o tumulo sagrado de um beijo adormecido - cartas lacradas com ligas azues de fechos de oiro e armas reais e lizes.
Pobres velhinhas da côr do luar, sem terço nem nada, e sempre a rezar...
Noites de insonia com as galés no mar e a alma nas galés.
Archeiros amordaçados na noite em que o côche era de volta ao palacio pela tapada d'El-rei. Grande caçada na floresta--galgos brancos e Amazonas negras. Cavalleiros vermêlhos e trombêtas de oiro no cimo dos outeiros em busca de dois que faltam.
Uma gondola, ao largo, e um pagem nas areias de lanterna erguida dizendo pela briza o aviso da noite.
O sapato d'Ella desatou-se nas areias, e fôram calça-lo nas furnas onde ninguem vê. Nas areias ficaram as pègadas de um par que se beija.
Noticias da guerra - choros lá dentro, e crépes no brazão. Ardem cirios, serpentinas. Ha mãos postas entre as flôres.
E a torre morêna canta, molenga, dôze vezes a mesma dôr.

Almada Negreiros, in 'Frisos - Revista Orpheu nº1' Tema(s): Ruínas  Ler outros poemas de José Sobral de Almada Negreiros 

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publicado às 08:00


Pintores e Quadros famosos - Almada Negreiros

por Luis Moreira, em 11.02.12

José Sobral de Almada Negreiros

Artista plástico, dramaturgo, romancista e poeta.

A obra de Almada insere-se no 1º Modernismo português, tendo representado, juntamente com o restante grupo de "Orpheu", o ponto mais alto do Futurismo em Portugal. Perpassou, posteriormente, por outras sub-correntes como o sensacionismo, o dadaísmo, o interseccionismo e o surrealismo.

Desenvolveu também outras actividades relacionadas com artes plásticas.

Em 1919, não satisfeito com os seus estudos em Portugal, vai estudar pintura para Paris onde assimila novidades plásticas e literárias. Colabora em numerosas publicações. Viveu em Espanha entre 1927 e 1932.

 

                                                                                      Retrato de Fernando Pessoa

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Pintores e Quadros famosos - Almada Negreiros

por Luis Moreira, em 10.02.12

Almada Negreiros :Na Gare Marítima da Rocha de Conde de Óbidos, Almada Negreiros realizou seis pinturas murais, organizadas como se fossem dois grandes trípticos, um representando cenas da vida lisboeta ao domingo, junto ao Rio Tejo, e outro, o tema da emigração, condensada numa cena de despedida no cais. Nestes trípticos, conjuga-se o desenho geometrizado, de raiz cubista, com um tema populista local. Por este último aspecto, poderia considerar-se Almada um pós-moderno avant la lettre, ele que foi um dos principais introdutores do modernismo em Portugal, desde os anos dez do século vinte!

 

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Poesia ao nascer do dia - Almada Negreiros

por Luis Moreira, em 06.01.12
Reconhecimento à Loucucura
 
Já alguém sentiu a loucura
vestir de repente o nosso corpo?
Já.
E tomar a forma dos objectos?
Sim.
E acender relâmpagos no pensamento?
Também.
E às vezes parecer ser o fim?
Exactamente.
Como o cavalo do soneto de Ângelo de Lima?
Tal e qual.
E depois mostrar-nos o que há-de vir
muito melhor do que está?
E dar-nos a cheirar uma cor
que nos faz seguir viagem
sem paragem
nem resignação?
E sentirmo-nos empurrados pelos rins
na aula de descer abismos
e fazer dos abismos descidas de recreio
e covas de encher novidade?
E de uns fazer gigantes
e de outros alienados?
E fazer frente ao impossível
atrevidamente
e ganhar-Ihe, e ganhar-Ihe
a ponto do impossível ficar possível?
E quando tudo parece perfeito
poder-se ir ainda mais além?
E isto de desencantar vidas
aos que julgam que a vida é só uma?
E isto de haver sempre ainda mais uma maneira pra tudo?

Tu Só, loucura, és capaz de transformar
o mundo tantas vezes quantas sejam as necessárias para olhos individuais
Só tu és capaz de fazer que tenham razão
tantas razões que hão-de viver juntas.
Tudo, excepto tu, é rotina peganhenta.
Só tu tens asas para dar
a quem tas vier buscar



José de Almada Negreiros
Poemas
Assírio & Alvim
 

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Que diria hoje Agostinho da Silva?

por Rogério Costa Pereira, em 01.11.11

 

Não ouso insinuar que estava errado, Professor. Limito-me, com mais factos (todos ignóbeis) e 21 anos depois, a afirmá-lo. No entanto, gostava muito, deuses à parte, de o ouvir falar desta Europa de hoje. Deste nosso Portugal de gaspares. Do que fizeram à sua "guerra do homem contra o homem", como ideal económico que o Professor alegorizava com a, hoje, lengalenga do "lápis mais perfeito". Uma coisa é certa, foram os portugueses que fizeram de Portugal aquilo que ele (não) é hoje. Ontem, quando via o "Meia-Noite em Paris", de que o Luís já aqui falou, imaginei-me numa mesa, de trinco na boca, a ouvir Pessoa e Agostinho. A falar de Portugal. Sabendo de antemão o quanto vos deixámos mal. É uma pena haver horas, Professor; é uma pena haver portugueses que insistem em rumar contra Portugal. E alguns, veja bem, nem são ministros ou deputados. São o Dantas do Almada. E, assim sendo, eu quero mesmo ser Espanhol! 

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publicado às 11:11


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