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Aos mesmos gabinetes de sempre! José Aguiar - Branco, Sérvulo Correia, Morais Leitão e Gouveia Pereira. Como se pode ver na imagem acima ao todo executaram-se 673 reabilitações de escolas ( as de 2011 não estão terminadas). Se dividirmos os 719 milhões de euros pelas 673 escolas temos que o custo das obras foi acrescido de 1 068 350, 66 euros por cada uma.( um milhão e sessenta e oito mil trezentos e cincoenta euros e sessenta e seis cêntimos)
Não me venham dizer que a Parque Escolar não foi mais um exemplo de "fartar vilanagem" ! A que título é que uma empresa que tinha como objectivo reabilitar edifícios paga a peso de ouro a advogados ? Como é que há pagantes, que somos nós todos, que podem defender uma empresa que actua desta forma? Quando é que vamos deixar de ver as coisas que nos dizem respeito directamente, com as cores da partidarite aguda?
Eu próprio lancei mais de um dezena de hospitais novos ( incomensuravelmente mais caros e mais complexos que a reabilitação de edifícios escolares) uma centena de Centros de Saúde, durante cinco anos e nunca paguei um tostão a juristas externos ao Ministério. Trabalhei sempre com dois jovens advogados que tinham anos de treino em concursos públicos e obras públicas e que sabem mais do direito aplicável dos que estes "especialistas" que aprendem com os juristas funcionários públicos.
Estes pagamentos  são apenas uma forma de distribuir dinheiros públicos à semelhança das parcerias publico privadas e de outros negócios que as empresas do regime fazem com o estado.
Deixemos de defender o indefensável e exijamos que se responsabilize quem actua desta forma à frente de empresas públicas.
PS: li agora no "i" que apenas foram reabilitadas 181 escolas secundárias. Assim sendo os advogados custaram por escola : 3 972 375 569,00 euros! Isto é, só esta verda duplica o custo por metro quadrado reabilitado!

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publicado às 14:08


As grandes sociedades de advogados

por Luis Moreira, em 25.01.12

As grandes sociedades de advogados adquiriram uma dimensão e um poder tal que se transformaram em autênticos ministérios-sombra.
É dos seus escritórios que saem os políticos mais influentes e é no seu seio que se produz a legislação mais importante e de maior relevância económica.
Estas sociedades têm estado sobre-representadas em todos os governos e parlamentos.
São seus símbolos o ex-ministro barrosista Nuno Morais Sarmento, do PSD, sócio do mega escritório de José Miguel Júdice, ou a centrista e actual super-ministra Assunção Cristas, da sociedade Morais Leitão e Galvão Teles.
Aos quais se poderiam juntar ministros de governos socialistas como Vera Jardim ou Rui Pena.
Alguns adversários políticos aparentes são até sócios do mesmo escritório. Quando António Vitorino do PS e Paulo Rangel do PSD se confrontam num debate, fazem-no talvez depois de se terem reunido a tratar de negócios no escritório a que ambos pertencem.
Algumas destas poderosas firmas de advogados têm a incumbência de produzir a mais importante legislação nacional. São contratadas pelos diversos governos a troco de honorários milionários. Produzem diplomas que por norma padecem de três defeitos.
São imensas as regras, para que ninguém as perceba, são muitas as excepções para beneficiar amigos; e, finalmente, a legislação confere um ilimitado poder discricionário a quem a aplica, o que constitui fonte de toda a corrupção.
Como as leis são imperceptíveis, as sociedades de jurisconsultos que as produzem obtêm aqui também um filão interminável de rendimento.
Emitem pareceres para as mais diversas entidades a explicar os erros que eles próprios introduziram nas leis. E voltam a ganhar milhões. E, finalmente, conhecedoras de todo o processo, ainda podem ir aos grupos privados mais poderosos vender os métodos de ultrapassar a Lei, através dos alçapões que elas próprias introduziram na legislação.
As maiores sociedades de advogados do país, verdadeiras irmandades, constituem hoje o símbolo maior da mega central de negócios em que se transformou a política nacional.

 

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/poder--associados (http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/poder--associados)

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publicado às 18:00


Comentário aos comentadores

por António Filipe, em 05.12.11

Nos dias de hoje, os canais de televisão estão infectados por um vírus a que chamam comentador e que, supostamente, sabe falar, com autoridade, sobre qualquer tema político, económico, social ou até desportivo que lhe seja apresentado. São umas impressionantes cabecinhas que começaram a estar na moda há cerca de uma dezena de anos e que, em tempos de crise, parecem reproduzir-se como coelhos. Alguns conseguem dar opiniões acerca de dez ou quinze livros por semana! E alguns (livros) bem gordinhos. O que me leva a pensar que esta gente não dorme ou tirou um curso de leitura rápida, daqueles que se compram na internet. Já não falo na quantidade de jornais e revistas que passa por aqueles olhos. São crânios que fazem inveja ao comum dos mortais que se vê e deseja para conseguir andar a par de tanta informação que pulula pelos vários canais de televisão, rádio, jornais e internet.
Mas o que me leva a este desabafo é o facto de estes comentadores quererem sempre dar a ideia de que são politicamente imparciais. Qualquer espectador atento e com dois dedos de testa repara, muito rapidamente, que isso não acontece. Até porque toda a gente sabe quem eles representam ou quem já representaram. A grande maioria é membro de um qualquer partido político e alguns até já foram dirigentes e não consta que tenham entregado o cartão. Não há nada de errado com isso, a não ser o facto de tentarem atirar-nos areia para os olhos, afirmando constantemente que as suas opiniões são isentas. A própria publicidade que é feita às rubricas de comentários, normalmente inseridas em noticiários, faz questão de anunciar essa isenção. “Hoje à noite, a não perder, a opinião totalmente isenta e independente do comentador da (preencher nome da estação), (preencher nome do artista) ”.
Mas o mais engraçado é quando um jornalista assume o papel de comentador. Este, por norma, faze questão de dizer que, sendo jornalista, não pode tomar partido. Quer dizer, tem uma opinião sobre o assunto em debate, mas tem que ter cuidado com o que diz, porque é jornalista. Donde se conclui que aquilo que ouvimos pode ou não ser a verdadeira opinião do comentador, o que se torna muito confuso.
E já agora e a propósito, outra coisa que me faz confusão é ouvir os advogados e os juízes. Constantemente ouço expressões como “Não posso falar sobre esse caso”, “Só posso comentar em termos gerais”, “Está em segredo de justiça, portanto não posso falar”. Principalmente no caso de advogados, toda a gente deduz, com alguma facilidade, qual é a sua opinião. Mas ele próprio não se pode pronunciar!
Mas há uma coisa que acontece de tantos em tantos anos que, para mim, é a cereja em cima do bolo. Refiro-me ao “dia de reflexão” que acontece no dia anterior às eleições. Nesse dia ninguém se pode pronunciar acerca de qualquer tema que possa influenciar o resultado das eleições. Será que os dias de pré-campanha, os dias de campanha oficial e os meses e anos de campanha não oficial não serão suficientes para o povo reflectir e decidir em quem vai votar?
Em canais estrangeiros de rádio e televisão, que faço questão de ouvir e ver com alguma regularidade, não me apercebo destes desnecessários cuidados que existem por cá, onde, afinal, tudo parece correr pior do que nos vários países onde estas preocupações não existem.

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publicado às 01:55


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