Eles (Relvas & C.ª) bem que falavam, antes do assalto ao poder, em "gorduras" do Estado. Afinal, Relvas, pelo menos, sabia muito bem do que falava, por experiência própria. De facto, segundo as contas da "Visão" (edição de hoje) a autarquia de Tomar, gastou, só nos últimos seis anos, a bela maquia de 26.463 euros com o telemóvel atribuído a Relvas.
Poderá objectar-se que é tudo legal. Mesmo perante a eventual objecção, nem sequer me vou dar ao trabalho de saber se a atribuição de um telemóvel ao presidente da Assembleia Municipal de Tomar (ou de qualquer outro município), sem limites na sua utilização e à custa do contribuinte é legal ou não. Pela razão simples de que se é legal, é evidente, a todas as luzes, que não o deveria ser.
Não estou com isto a defender que a atribuição de telemóveis de serviço deva ser simplesmente abolida. Muito longe disso, porque, em muitos casos, essa atribuição tem plena justificação. É o caso dos membros dos executivos governamentais e camarários e dos directores-gerais e chefes de serviço da administração central e local. Nesses casos faz todo o sentido, dentro de certos limites, como óbvio.
Não assim no caso ora vindo a público, nas páginas da Visão, em relação a Relvas, caso que, admito, não será único.
Seja ou não seja caso único, é inadmissível que alguém, na situação de Relvas (presidente duma qualquer assembleia municipal) tenha direito à atribuição de telemóvel para usar como bem entender e ainda por cima, como no caso dele, sem limitação nos gastos. A participação, durante um ano, em meia dúzia (se tantas) reuniões da Assembleia Municipal de modo nenhum o justifica, até porque as reuniões são convocadas com antecedência e não é por telemóvel.
Quem assim procede, gastando quantias exorbitantes, como no caso de Relvas, usando em proveito próprio, dinheiros públicos, sem qualquer justificação (legal, ou não) merece inteiramente o nome de "sanguessuga".
Não ganhou, porventura, esta espécie o direito a tal designação exactamente porque se alimenta sugando o sangue alheio? Onde a diferença?
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Só faltava a Caixa Geral de Depósitos começar a dar prejuízos e deste montante 500 milhões. Apesar dos administradores serem mais que muitos e serem dos melhores banqueiros que há em Portugal e arredores, até temos que lhes pagar muitíssimo porque podem vir ( mauzões) os gananciosos lá de fora e oferecerem-lhes mundos e fundos e nós ficarmos sem eles. Íamos ter prejuízos pela certa!
Pois como é a primeira vez que a Caixa Geral de Depósitos tem prejuízos e deste montante eu, e muita gente, gostaríamos de saber quais foram as operações que concorreram para tal resultado.
Negócios "finos" ? do Joe? com o BPN? com o BCP? Com a dívida do estado? Com o Ramo Segurador? Com os Hospitais, HPP?
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Concursos Públicos
Diário da República nº 255 (2ª Série) – Aviso nº 11.466
Declara-se aberto concurso – I.P.J.
Método de selecção:
"Apreciação e discussão do currículo profissional do candidato."
(o uso do singular é gafe ou lapso?)
Aviso simples, pág. 26922 do D.R.
Concurso externo de ingresso – C.M.Lisboa
1. Prova de conhecimentos globais (escrita) com a duração de 90 minutos – com os seguintes parâmetros:
a) Direitos e Deveres da Função Pública e Deontologia Profissional;
b) Regime de Férias, Faltas e Licenças;
c) Estatuto Disciplinar dos Funcionários Públicos.
2. Prova de conhecimentos técnicos: Inumações, cremações, exumações, trasladações, ossários, jazigos, columbários e cendrários; e ainda transporte e remoção de restos mortais.
3. Exame médico para aferição das capacidades físicas e psíquicas do candidato.
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