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Ópera “Beatriz e Benedicto”, de Berlioz

por António Filipe, em 09.08.13
No dia 9 de Agosto de 1862, o compositor francês Hector Berlioz, assumiu o papel de maestro, na estreia da sua ópera “Beatriz e Benedicto”. O evento realizou-se no Neues Theater, em Baden-Baden.

“Beatriz e Benedicto” é uma ópera cómica, em dois actos, com libreto em francês, escrito pelo próprio compositor, baseado na obra de Shakespeare “Muito barulho para nada”. Berlioz terminou a partitura desta ópera logo depois de terminar e antes de produzir a monumental ópera “Os Troianos”. Pouco depois da sua triunfante estreia, Berlioz dirigiu as duas primeiras actuações de uma versão alemã de “Beatriz e Benedicto”, em Weimar.
Como o próprio Berlioz refere nas suas memórias, em Weimar foi “inundado por todo o género de amáveis atenções”. A ópera “Beatriz e Benedicto” não é levada à cena com frequência e nunca se tornou parte do habitual repertório operático. No entanto, existem várias gravações e a sua abertura, que refere várias passagens da ópera, é frequentemente ouvida nas salas de concerto.


Abertura da ópera “Beatriz e Benedicto”, de Berlioz
Academy of St. Martin in the Fields
Maestro: Sir Neville Marriner

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Guilherme Tell, de Rossini

por António Filipe, em 03.08.13
No dia 3 de Agosto de 1829 realizou-se no Théâtre de l'Académie Royale de Musique, em Paris, a estreia da ópera “Guilherme Tell”, de Gioachino Rossini.

“Guilherme Tell” é uma ópera em quatro actos, com libreto de Etienne de Jouy e Hippolyte Bis, baseado na peça com o mesmo nome, de Friedrich Schiller. Inspirada na lenda de Guilherme Tell, esta foi a última ópera de Rossini, embora o compositor tenha vivido durante mais quarenta anos.
A duração da ópera (cerca de quatro horas) e as exigências do elenco têm dificultado a sua produção. Quando isso acontece, sofre muitos cortes. Tem sido apresentada, tanto em francês como em italiano.
Na Itália, pelo facto de glorificar uma figura revolucionária contra a autoridade, a ópera “Guilherme Tell” enfrentou dificuldades com a censura e o número de produções foi limitado. Por outro lado, em Viena, e apesar dos problemas com os censores, teve 422 actuações, no Vienna Court Opera, entre os anos de 1830 e 1907.
Hoje em dia esta ópera é mais conhecida pela sua famosa abertura. O seu final, cheio de energia, é particularmente conhecido devido ao facto de ter sido usado no programa de rádio e televisão americano, “The Lone Ranger”. Alguns excertos da Abertura foram também usados em vários filmes e Dmitri Shostakovich faz-lhe referência na sua 15ª Sinfonia.


Abertura da ópera “Guilherme Tell”, de Rossini
Orquestra do Teatro alla Scala de Milão
Maestro: Riccardo Muti

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Don Giovanni, de Wolfgang Amadeus Mozart

por António Filipe, em 01.08.13
No dia 1 de Agosto de 1977 estreou-se na Kleines Festspielhaus de Salisburgo, a ópera “Don Giovanni”, de Wolfgang Amadeus Mozart.

Don Giovanni é uma ópera em dois actos, da autoria de Mozart, com libreto de Lorenzo da Pontem, que relata as peripécias de um nobre depravado que seduz as donzelas prometendo casamento, mas que, depois, as abandona.
A estreia absoluta desta ópera realizou-se no dia 29 de Outubro de 1787, em Praga, onde o maestro foi o próprio compositor. Devido ao sucesso, no ano anterior, com a sua ópera “As Bodas de Fígaro”, o director do Teatro Nacional de Praga, Pascoale Bondini, encomendou uma nova ópera a Mozart, que voltou a chamar o libretista Lorenzo da Ponte, com o qual voltaria a trabalhar em Così Fan Tutte.
O libreto de Da Ponte foi denominado de “drama giocoso”, termo que denota uma mistura de drama e comédia. Mas Mozart catalogou a obra como sendo uma ópera buffa, significando ópera cómica. Seja como for, é, na realidade, uma mistura de comédia, drama e, até, elementos do sobrenatural. Em 1979 foi feita uma adaptação para o cinema da ópera Don Giovanni, pelo realizador Joseph Losey.


Abertura da ópera Don Giovanni, de Mozart
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Herbert von Karajan

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L'infedeltà delusa, de Haydn

por António Filipe, em 26.07.13
No dia 26 de Julho de 1773, realizou-se, em Eszterhazy, na Hungria, a estreia da ópera “L'infedeltà delusa”, do compositor austríaco Franz Joseph Haydn.

Esta ópera, com libreto italiano de Marco Coltellini, é a mais antiga das principais obras para palco, de Haydn. A estreia realizou-se em honra da Princesa Eszterhazy, irmã do Príncipe Nikolaus Eszterhazy, para quem o compositor trabalhava, como foi escrito na dedicatória do libreto impresso. Contudo, uma segunda impressão do libreto, desta vez com uma nova dedicatória, revela que a ópera foi, novamente, encenada, em honra da Imperatriz Maria Teresa, que, de vez em quando, se deslocava a Eszterhaza para ouvir óperas, no dia 1 de Setembro de 1773 e no dia 1 de Julho do ano seguinte.
Não existem registos desta ópera ter sido encenada outra vez durante a vida de Haydn. De facto, nunca mais foi ouvida, na sua forma original, até à década de 1950, quando foi produzida para a Rádio Húngara e, depois, encenada em Budapeste. Ironicamente, a disponibilidade de modernas edições e a alta qualidade das gravações fez de “L'infedeltà delusa” uma das mais familiares e mais encenadas comédias de Haydn. Incluindo produções em Inglaterra, França, Suécia, Alemanha e Estados Unidos.


Abertura da ópera “L'infedetà delusa”, de Haydn
Ensemble Musica Rara
Maestro: Arnold Bosman

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O Rapto do Serralho, de Wolfgang Amadeus Mozart

por António Filipe, em 16.07.13
No dia 16 de Julho, de 1782 estreou-se, no Burgtheater, em Viena a ópera “O Rapto do Serralho”, de Wolfgang Amadeus Mozart.

"O Rapto do Serralho", K. 384, é uma ópera, em três actos, composta por Mozart, com libreto de Johann Gottlieb Stephanie.
Konstanze, uma nobre espanhola, a sua criada inglesa Blondchen e Pedrillo, noivo de Blonde e criado de Belmonte, foram raptados por vários piratas turcos. O Paxá Selim comprou-os para o seu harém, que também é uma casa de campo. A ópera então começa com a chegada de Belmonte ao harém, para raptar a sua amada e também os criados.
Mozart recebeu o libreto no dia 29 de Julho de 1781. Tinha tido poucas oportunidades de compor, profissionalmente, durante o Verão, e, por isso, começou a trabalhar imediatamente e com entusiasmo. Numa carta que escreveu ao pai, Mozart indica que estava muito entusiasmado com a perspectiva de ter uma ópera sua interpretada em Viena.
Inicialmente, Mozart pensava que só tinha dois meses para terminar a ópera, pois havia a intenção de a encenar na altura da visita, em Setembro, do Grande Duque da Rússia, filho de Catarina, a Grande e herdeiro do trono. Mas, por fim, foi decidido que seriam interpretadas óperas de Gluck, o que deu mais tempo a Mozart.
A estreia de “O Rapto do Serralho” foi um sucesso. As primeiras duas interpretações renderam 1200 florins, três vezes mais que o salário de Mozart no último emprego que tivera em Salzburgo. A obra foi repetida, várias vezes, durante a vida de Mozart, em Viena e em todos os sítios da Europa, onde se falava alemão.
Embora esta ópera tenha permitido a Mozart elevar substancialmente a sua reputação junto do público, como compositor, não fez com que enriquecesse, uma vez que só foi pago um preço fixo de 450 florins, sem nunca ter recebido mais pelas interpretações que se seguiram à estreia. “O Rapto do Serralho” chegou a Paris, em 1801, encenada no Théâtre de la Gaîté e continua a ser uma ópera frequentemente interpretada nos dias de hoje.


Abertura da ópera “O Rapto do Serralho”, de Wolfgang Amadeus Mozart
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Fabio Luisi

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No dia 18 de Junho 1821, sob a direcção musical do próprio compositor, estreou-se, no Schauspielhaus de Berlim, “O Franco-atirador”, ópera em três actos, de Carl Maria von Weber, com libreto de Friedrich Kind.

“O Franco-Atirador” é uma das óperas do romantismo alemão, embora ainda conserve algumas características melódicas do classicismo. É um singspiel, ou seja, uma ópera que alterna passagens cantadas com passagens faladas. É considerada a primeira ópera nacionalista alemã, cujo libreto se baseia numa lenda popular e muitas das suas melodias são inspiradas no folclore alemão.
Apesar das suas inovações, o Franco-Atirador tornou-se rapidamente num sucesso internacional, atingindo cerca de cinquenta representações nos 18 meses que se seguiram à estreia. Entre alguns dos muitos artistas que foram influenciados pela ópera, encontra-se Richard Wagner, que é, por muitos, considerado o sucessor de Weber.


Abertura da ópera “O Franco-atirador”, de Carl Maria von Weber
Orquestra Sinfónica da Radiodifusão do Japão
Maestrina: Simone Young

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Abertura “Egmont”, de Beethoven

por António Filipe, em 24.05.13
No dia 24 de Maio de 1810 estreou-se, no Teatro Hofburg, em Viena, a Abertura “Egmont”, de Ludwig van Beethoven.

Quando, em 1809, Beethoven recebeu uma encomenda para escrever música programática para a peça “Egmont”, de Goethe, escritor por quem Beethoven tinha profunda admiração, o compositor aceitou imediatamente. A música incorpora a convicção de Egmont e de Beethoven de que a morte não é um fim quando a esperança e os ideais permanecem intactos.
Egmont conta a história da perseguição espanhola ao povo dos Países Baixos, durante a Inquisição, no séc. XVI. O Conde Egmont é, inicialmente, leal aos espanhóis, porém sente-se incomodado quando vê as injustiças cometidas por eles e pede tolerância por parte do Rei de Espanha.
No entanto, por ordem do Duque de Alba, comandante das forças espanholas, Egmont é preso e condenado à morte. A sua morte como mártir servirá, mais tarde, como impulso decisivo para a rebelião.
Egmont, de Beethoven, consiste num conjunto composto pela abertura e mais nove peças para voz e orquestra, que narram essa história. A abertura em particular, destaca-se, hoje em dia, nas salas de concerto, devido à sua força, nobreza e carácter triunfante.


Abertura “Egmont”, de Beethoven
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Leonard Bernstein

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Florian Leopold Gassmann – Compositor alemão

por António Filipe, em 03.05.13
No dia 3 de Maio de 1729 nasceu em Brüx, na Boémia, o compositor Florian Leopold Gassmann, pertencente ao período de transição do barroco para o clássico.

Foi um dos mais importantes compositores de ópera, imediatamente antes de Mozart. O pai, que era ourives, opunha-se a que ele seguisse uma carreira musical. Teve as primeiras lições de música com o mestre de coro Johann Woborschil. Em 1757 foi nomeado mestre do coro de Veneza e, até 1762, escreveu uma ópera por ano para o carnaval daquela cidade. Muitos dos libretos foram escritos pelo dramaturgo Carlo Goldoni. Em 1763 foi chamado para compositor de bailado na corte do Imperador José II, em Viena. Em 1764 tornou-se compositor de câmara para o imperador e, em 1772, maestro da corte. Em 1766, Gassmann encontrou, em Veneza, o jovem Antonio Salieri, a quem ensinou composição e convidou para regressar com ele para Viena.
Salieri permaneceu em Viena e sucedeu a Gassmann como compositor de câmara do imperador. Outro compositor italiano, Giuseppe Bono, sucedeu-o no cargo de maestro da corte. Em 1771, Gassmann fundou a Sociedade de Artistas Musicais, que organizou os primeiros eventos musicais públicos em Viena. Esta instituição social dedicava-se, em particular, às viúvas e aos órfãos dos membros falecidos. A sua oratória “La Betulia Liberate” foi composta para esta sociedade. No dia 21 de Janeiro de 1774, Florian Gassmann faleceu, em Viena, devido às consequências de um acidente que tinha ocorrido aquando da sua última visita à Itália.


Abertura de “Filosofia ed Amore”, de Florian Leopold Gassmann
Eclipse Chamber Orchestra
Maestrina: Sylvia Alimena

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No dia 21 de Abril de 1749, contra a vontade do compositor, realizou-se a estreia da “Música para os reais fogos de artifício”, de Haendel.

Em 1749 o compositor inglês, de origem alemã, Georg Friedrich Haendel, que viveu entre 1685 e 1759, escreveu a suite “Música para os reais fogos de artifício”, para comemorar a assinatura do tratado de Aix-la-Chapelle, que pôs fim à Guerra da Sucessão da Áustria. A primeira apresentação desta obra, no dia 21 de Abril, foi mais um ensaio público do que uma estreia, pois a estreia absoluta estava marcada para o dia 27. No entanto este ensaio juntou 12000 pessoas, causando enormes engarrafamentos na ponte de Londres.
Da estreia propriamente dita, o mínimo que se pode dizer é que foi atribulada. Aconteceu no dia 27 de Abril de 1749 e a emoção não esteve ausente: a estrutura montada especialmente para a ocasião ardeu parcialmente, além de ter chovido durante o concerto, o que terá, provavelmente, ajudado a apagar o fogo-de-artifício e a ensopar o público.


Abertura de "Música para os reais fogos de artifício”, de Haendel
Orquestra Sinfónica da BBC e Banda dos Fuzileiros de Sua Majestade
Maestro: Sir Andrew Davis

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