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Há já algum tempo que não escrevo... Circunstâncias da vida pessoal tornaram mais aguda a minha consciência de como deve ser difícil para muitos, com menos condições materiais que eu, conseguirem sequer uma respiração que lhes instile alguma esperança no corpo e sobretudo na alma.
No entanto sou pouco dado a derrotismos apesar de episódicas melancolias. Sou um optimista compulsivo, porque a vida a isso obriga também, no entanto não estamos por aqui apenas "para tocar o barco para a frente", esquecendo que este mete água sempre pelos mesmos rombos no casco.
Sempre detestei alarmismos excessivos e teorias da conspiração... No entanto algo se passa aqui e no mundo, que é no mínimo alarmante e não despido de carácter conspirativo.
As pessoas querem mudanças mas já não acreditam em revoluções, e com razão, não é isso que nos propõe a Democracia?
As pessoas querem justiça laboral e social, mas já não acreditam em sindicatos ou partidos, e com razão, não é isso também apanágio de uma sociedade civicamente activa?
Os protestos são cada vez mais inorgânicos e numerosos, isso por um lado significa um certo despertar cívico finalmente à margem das estruturas políticas vigentes, no entanto se esse protesto não se organizar numa acção concertada, regular e coerente pode cair no erro de servir apenas de mera válvula por onde se escoam as tensões de um sistema manhoso e com todos os meios e mais alguns ao seu dispor.
Não me iludo, a ideia de comunidade só existe hoje em dia se se cruzar com algum tipo de interesse egoísta comum. A maior parte dos cidadãos não está grandemente interessado na cor do sistema vigente (quanto a mim bem, todos temos mais que fazer), desde que este lhes dê um mínimo espaço de crescimento pessoal e dos seus mais próximos . Um sistema que falha neste singelo objectivo há muito entrou em bancarrota ética e civilizacional.
Mas afinal que sistema é este que todos falam? Um sistema que parece imune a qualquer tipo de reforma (quanto mais mudança de fundo), um sistema que parece imune às críticas dos mais variados sectores ideológicos, sociais, culturais, religiosos ou mesmo institucionais.
Existe um enorme ruído mediático, mensagens contraditórias de organizações que apoiam os poderes ocultos planetários, mas que surgem amiúde a criticar políticas que elas próprias criaram ou ajudaram a implementar.
No meio de toda esta confusão, aparentemente espontânea mas que parece cada vez menos inocente, propostas racionais, justas e equilibradas vão caindo em saco roto para que alguém escape entre os pingos da chuva.
O maior dos problemas mundiais, a corrupção, que todos os anos rouba boa parte da riqueza de muitas economias já de si grandemente fragilizadas (e continua a roubar sobretudo dessas), permanece um problema que não só não é resolvido como as armas para o combater (a justiça) vêem os seu orçamentos reduzidos, junto com a perpetuação de leis ineficazes a punir o grande crime, mas cada vez mais implacáveis com quem subtrai uma maçã...
Lenta mas inexoravelmente não se vislumbram melhorias num quadro já de si negro. O sistema dos interesses instalados, esse gigantesco vírus, parece ir adquirindo resistências para todo o tipo de antibióticos ou vacinas que os homens de boa-fé vão tentando inventar.
A estratégia desses poderes parece ser assim o recorrer às esmolas faseadas (coisa fácil para tanta fortuna acumulada que não pára de aumentar), que permitam conter o descontentamento social, mas em simultâneo ir progressivamente aumentando a temperatura da panela onde neste momento já cozem os mais fundamentais direitos cívicos.
O vírus parece assim totalmente fora de controlo, quase abolidos que estão os mecanismos que pensávamos nós estarem perpetuamente assegurados pelas nossas "Democracias representativas". Assistimos assim de certa forma a um triunfo do "mundo velho", um "neo-feudalismo" insaciável, cego e obtuso, que parece querer arrastar definitivamente a humanidade para a pior das trevas, aquela que por fora parece esplendorosa e "moderna".
Continuarmos assim à espera que toquem à porta do vizinho pode já não ser estratégia suficiente, verifiquem primeiro se a casa ao lado já não está... vazia.
© Manuel Tavares
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