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O fidalgo falido

por Luis Moreira, em 12.02.12

O Presidente da Comissão Europeia criticou o facto de Portugal fazer negócios com Angola. Mas se a UE não tem dinheiro, onde podem ir financiar-se os países europeus? Onde há dinheiro. E a Alemanha não faz o mesmo?

Vejamos: é condenável um país-membro procurar financiamento fora da União? De maneira nenhuma. Primeiro porque a União tem as portas abertas ao exterior. Segundo porque a União tem falta de capital. Sendo assim, só resta a Portugal (e outros países) procurar capital onde ele existe, para financiar projectos comuns ou para vender activos: em Angola, no Brasil, na China, na Índia (ainda para mais com dois destes espaços temos uma convivência de séculos e língua comuns…). Porque sem capital não há desenvolvimento económico.
Antes de falar Martin Schulz devia, também, ter meditado noutro pormenor: nem o seu próprio país recusa oportunidades de negócio no exterior. Na China, na Índia, no Brasil, em Angola (e até em sítios pouco recomendáveis). É por estas e por outras que a União se parece cada vez mais com uma aristocracia decadente: tem os bolsos vazios, mas age como se fosse um clube de ricos."

"Negociar com Angola é o declínio". Mas nós temos lá muitos milhares de portugueses não podemos nem devemos virar-lhes as costas.

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publicado às 11:00

Eu até estou de acordo com os Alemães mas não é pelas mesmas razões! Merkel tem razão quanto aos túneis e às autoestradas. O dinheiro deveria ter sido dirigido para as PMEs , para a inovação, investigação e produção de bens transaccionáveis e exportáveis de que a Alemanha é a nossa melhor cliente.

Quanto ao dinheiro Angolano na verdade se é só pelo dinheiro é uma opção catastrófica. Os Alemães  sabem que os Angolanos não põem cá um "tusto", e que a Caixa Geral de Depósitos empresta e eles pagam "com o pêlo do mesmo cão"! E, também sabem que a GALP tem em Angola importantes negócios na área do petróleo e que temos muitos milhares de nossos compatriotas a fazerem pela vida naquele país africano.

Mas compreenderão mal que a China esteja a comprar tudo com muito dinheiro sem outra razão aparente. A verdade é que a Alemanha para além de ser o nosso melhor cliente tem em Portugal, há muitos anos, empresas fundamentais para a nossa economia, como a AutoEuropa e a Siemens. Estas empresas, criaram à sua volta "clusteres" de saberes, envolvendo empresas e jovens técnicos, muito contribuindo para o desenvolvimento da tecnologia em Portugal.

Isto é mais do que suficiente para podermos compreender porque em apenas dois dias dois políticos alemães de primeira linha mandaram recados para o governo.

Afinal as linhas estratégicas com que Portugal se coze, orientam-se para a UE ou para África e Ásia? Os alemães gostavam que não houvessem dúvidas quanto a essa questão central!

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publicado às 09:00


O betão a mandar

por Luis Moreira, em 01.02.12

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publicado às 17:30

“A esperança não é a convicção de que as coisas vão dar certo, mas a certeza de que as coisas têm sentido, como quer que venham a terminar.” Václav Havel

O MNE da República Tcheca, Karel Schwarzenberg, através do seu chefe de gabinete, mandou agradecer o meu mail que lhe tinha escrito a título de comentário à sua recente entrevista em DER SPIEGEL: “Temos de nos afastar da Europa das mentes pequenas!”

Ao ministro, que além do meu esboço estratégico NEW DEAL e a respectiva carta à Chanceler Merkel também recebeu a minha “Carta aberta à Chanceler da República Federal da Alemanha, Dra. Angela Merkel”, escrevi entre outras coisas:

“(...) Actualmente aconselho aos meus amigos portugueses que se juntem com outros pequenos parceiros da UE para juntos inicicarem em Bruxelas um debate sobre uma radical mudança de estratégia da UE e a sua consequente orientação para fora (...)”

Face à presumível receptividade do teor do meu mail da parte do MNE checo, não é de excluir de todo que a minha proposta estratégica sobre a resolução da crise europeia tenha caído em chão fértil, tendo lugar uma iniciativa conjunta dos pequenos parceiros da UE em Bruxelas. Isto antes que aqueles países que ainda se encontram em fila de espera para o abismo, também sejam vitimados pela (des)governação da Sra. Merkel.

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publicado às 18:00

É verdade! Os investidores estão a emprestar dinheiro à Alemanha a taxas de juros negativas. (-0,01%). Quer dizer daqui a uns meses quando chegar a altura de arrumarem as contas os investidores recebem menos do que o que emprestaram!!! Mas não são os mesmos que emprestam à Grécia a 130% e a Portugal a 15%? São, mas eles preferem ter a certeza de receberem, mesmo que seja menos, do que correrem o risco de um daqueles países sair do Euro e com isso levarem uma porrada de 30% de uma só vez!

Digam lá porque razão a Alemanha há-de ter pressa em tomar medidas para controlar os mercados que estão a sugar os países periféricos quando, ela própria, ganha com isso?

É uma visão de curto prazo, um estadista percebia que ter uma União Europeia forte e sustentável é muito mais importante do que ganhar uns trocos. É verdade! Mas agora vá dizer isso aos contribuintes alemães!

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publicado às 11:30

Volta a esperança, vem ai gente que não conta histórias nem filmes com finais felizes. Gente que se propõe a implementar uma maior disciplina orçamental e iniciar programas financeiros e orçamentais plurianuais. A Presidência Dinamarquesa!

"O ministro dinamarquês Wammen apontou como lema e grande prioridade para o seu semestre uma "Europa responsável", indicando que Copenhaga concentrar-se-á em aplicar as decisões de reforçar a disciplina orçamental, adoptada no último Conselho Europeu, assim como as novas propostas de maior vigilância.
Outro "dossier" muito importante que vai ser trabalhado pela presidência dinamarquesa, embora certamente vá passar para a cipriota, no segundo semestre, é o das complexas negociações do orçamento plurianual da UE pós 2013, as chamadas "perspectivas financeiras 2014-2020".
A Dinamarca elegeu em Outubro um novo governo, liderado pela primeira-ministra Helle Thorning-Schmidt, eleita por uma coligação de esquerda.
Thorning-Schmidt é a primeira mulher a aceder ao poder no país e encerrou no recente sufrágio uma década de governo de direita.

Como se vê gente de esquerda que se preparou enquanto oposição. Em democracia a esperança está sempre ao virar da esquina!

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publicado às 17:11

Mário Soares foi e ainda é um grande político. Ele melhor do que ninguém apanha o que é fundamental e "encontrar soluções para salvar o Estado Social" é tudo o que é preciso dizer para todos perceberem o que realmente está em causa. Quais são os melhores meios instrumentais? Onde se cruzam as necessidades basilares das pessoas e a sustentabilidade do sistema? O que é preciso fazer?

 

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publicado às 12:00


A dívida europeia!

por Luis Moreira, em 28.12.11

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publicado às 09:00


Cenários possíveis para a Europa

por Luis Moreira, em 21.12.11

Cinco cenários para a Europa desde o sonho ao inferno!

Cenário 1: A sátira de Ferguson - a Europa dos três blocos com capital em Viena

Cenário 2: A União Europeia em pleno, uma potência mundial

Cenário 3: União Europeia perdendo peso mundial e zona euro encolhendo

Cenário 4:  Europa fragmentada e o novo papel do Mediterrâneo

Cenário 5: União Europeia com uma "coroa" periférica de estados autoritários

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publicado às 21:00


Ah! bem...

por Luis Moreira, em 21.12.11

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publicado às 09:00

Discurso veemente no Parlamento Europeu, que faz a denúncia desta falperra* pseudodemocrática em que vivemos a fingir que se resolve a crise

Quem fala assim não é gago !!! O discurso aponta a direcção certa: União Política da UE. Só que como os governos nacionais ainda não estão preparados para darem este passo, os povos da UE, enquanto não chegam lá, precisam de alguma coisa que faça sentido para se entreterem. Já sabem: New Deal!

* falperra |ê|

s. f.

s. f.

1. Lugar infestado por salteadores.

2. [Figurado]   [Figurado]  Diz-se do comércio pouco escrupuloso que explora a clientela.

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publicado às 17:00


Vamos falar de salários mínimos?

por Luis Moreira, em 14.12.11

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publicado às 16:00

Discurso de Helmut Schmidt no Congresso do SPD.pdf
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A lição de um dos poucos políticos visionários ainda vivos que iniciaram a União Europeia. As razões para a existência da União Europeia; os banqueiros que se apresentaram como os homens providenciais e os políticos medíocres;

"...Entretanto o euro tornou-se na segunda moeda mais importante da economia mundial. Esta moeda europeia é até, quer interna, quer externamente mais estável do que o dólar americano e mais estável do que o marco foi nos seus últimos dez anos. Toda a conversa sobre uma suposta «crise do euro» é conversa fiada leviana dos media, de jornalistas e de políticos.
Mas desde Maastricht, desde 1991/92, que o mundo mudou imensamente. Assistimos à libertação das nações do leste europeu e à implosão da União Soviética. Assistimos à ascensão fenomenal da China, da Índia, do Brasil e outros «estados emergentes», que antigamente chamávamos «Terceiro Mundo». Simultaneamente, as economias reais de grande parte do mundo «globalizaram-se», em alemão: quase todos os estados no mundo dependem uns dos outros. Principalmente, os actores nos mercados financeiros globalizados apropriaram-se de um poder, por enquanto, totalmente sem controlo"

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publicado às 17:00


Alemanha (take three): 1951 - Angela Merkel (Angela Merkel)

por Rogério Costa Pereira, em 10.12.11

Ich bin ein Berliner

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publicado às 19:51

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publicado às 23:13

Os estados membros acordaram em o BCE tomar uma posição central na confiança do sistema. "Num exemplo elucidativo, o BCE vai poder emprestar liquidez a 1% aos bancos quando o estado italiano pede a 6 ou 7%, ou seja o estado italiano poderá pedir aos seus bancos para financiar a dívida a uma taxa muito mais baixa. "Digo Itália mas podia dizer Espanha", que são exactamente os dois países não intervencionados mais castigados nos mercados." diz Sarkozy.

O poder de fogo de resgate na zona euro será assim reforçado em 500 mil milhões em 2012 mas também contando com uma nova participação do FMI.

" "David Cameron pediu o que entendemos ser inaceitável, um protocolo para exonerar o Reino Unido de algumas regras, com uma derrogação na regulação nos serviços financeiros: A falta de regulação foi uma das razões da actual crise", disse o francês.

Vamos lá ver se é desta que os estados regulam e fazem cumprir a Lei que é proteger a generalidade da sociedade e não os especuladores.

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publicado às 12:42


Quem fala assim não vai preso.

por Luis Moreira, em 08.12.11

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publicado às 11:00

"A crise poderá escalar de modo que a política deixa de ser dona da situação. Mesmo os países com o rating de topo AAA não pderão confiar na manutenção do seu rating”. SPIEGEL ONLINE de 06.12.2011 citando a advertência da Agência de Rating Moody’s feita em fins de Novembro 2011

Na verdade estava desejando expressamente que os políticos da tribo “Merkozy” chegassen a um ponto onde compreendessem que a táctica deles para a salvação da Europa e do Euro, baseada em meios materiais-mecanicistas, tinha chegado ao fim da linha e que se impunha – finalmente! – a adopção de uma estratégia.

Ao mesmo tempo e já há mais de um ano me colocava a questão: será que os principais actores políticos que nos últimos dois ou três anos cometeram esses actos sem nexo, isto é, os líderes das partes oriental e ocidental do velho império dos francos, primeiro precisam de uma advertência séria para mudarem de comportamento?

Bom, parece que isto acabou de acontecer com a advertência da agência de rating Standard & Poor's de ontem – apesar – ou por causa? – das “receitas políticas” que agora se pretende encontrar de vez contra a crise da Europa e do euro em mais uma daquelas cimeiras onde a montanha acaba por parir um rato. Uma vez que em primeira linha se trata de conceber um conceito estratégico e só em segunda linha um conceito político, resta presumir que os actores políticos continuarão a reagir linearmente, confundindo tácticas com estratégia. Assim torna-se cada vez mais provável que ficaremos apanhados pela “avalanche de rochas” causada por actos defeituosos contínuos nas última décadas, que destruirá todas as estruturas obsoletas do velho paradigma ainda em vigor. Da hipótese de que com a estratégia certa é possível converter essas energias destruidoras em novo crescimento orgânico – p.ex. através de um New Deal para o mundo –, quase ninguém quer saber. De momento só existe uma certeza: a nossa situação continua empolgante e torna-se cada vez mais perigosa.

P.S. A actual situação faz-me lembrar o seguinte vaticínio do meu professor, Prof. h.c. Wolfgang Mewes, que no início de 2003 escreveu na sua carta aberta aos políticos alemães:

“(...) Concluindo: os problemas crescem mundialmente, em praticamente todos os campos conhecidos. O pior, contudo, é o facto dos problemas crescerem mais depressa do que podem ser resolvidos. Se não acontecer algo de fundamental, mais dia menos dia sepultarnos-ão. Já hoje, muitos deixaram de ver uma saída. Os gestores andam permanentemente à volta do mundo num activismo cada vez mais cego, as burocracias pululam, há cada vez maiores e mais congressos mundiais. Mas os problemas não são resolvidos. Antes pelo contrário: eles não páram de crescer e se de vez em quando se consegue resolver um ou outro problema isolado, os conflitos continuam a alastrar debaixo

dos pés (...)”

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publicado às 18:00

Claro que a Angelita não surpreendeu, limitando a cumprir-se, como já aqui adiantava o António. A coisa resume-se a um novo tratado de adesão (disse bem, tratado de adesão). Um tratado de adesão é aquele em que, grosso modo, uma das partes se limita a aderir (ou não) às cláusulas que lhe são apresentadas pela contraparte. E é isso que a dupla que o António refere agora nos manda às ventas. "A chanceler alemã disse esta manhã, no Bundestag, que a Europa está prestes a criar um união orçamental, depois de ter discutido com o presidente francês formas de «refundar» a UE". Falo pois em contrato de adesão, sim, não à UE, mas a uma união de dois países (que ou matam ou se matam), da qual todos os outros não serão mais que meros vazadouros. Sucede que a este contrato de adesão falta a hipótese do "ou não". Assinamos e pronto, é essa a ideia. Rigidez orçamental, diz agora quem foi a primeira a quebrá-la (é bom não esquecer que enquanto andava a dr.a Ferreira Leite a vender os anéis para cumprir o défice, esta gente, com a garganeira que lhes é habitual, ultrapassava-o pela direita). O casalito sabe o que quer e sabe com quem conta. Um dos que não lhes faltará é o ond'é-c'assino que nos desgoverna. Vamos pois a isso, cambada. Vinde a nós as vacas a voar e bois a parir, que a gente cá se habitua.

Lema, a "nova europa" já tem. Libertem-nos, pois. Heil!

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publicado às 11:01

Que medidas são necessárias para segurar o Euro?

A escalada dos juros da dívida pública de Itália e Espanha, revelou ao mundo aquilo que há muito tempo se antevira: A União Europeia está entre a espada e a parede. O dinheiro necessário para um eventual auxílio à Itália e à Espanha é demasiado elevado para que isso possa acontecer. Podemos falar em austeridade, em cooperação europeia e numa série de outros aspectos essenciais para a resolução desta crise mas é agora claro que ou o BCE imprime dinheiro como se não houvesse amanhã ou o Euro acaba.

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publicado às 11:00


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