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Não são de burro, mas também não chegam ao céu

por Francisco Clamote, em 24.02.12
Dizem os actuais (des)governantes que não só cumprem tudo o que a "troika" manda como até vão mais além, mas o certo é que  não resolvem os problemas do país, antes os agravam.
Como diz  Paul  Krugman, na crónica parcialmente reproduzida aqui, o país está a ser sacrificado em nome de teorias que, está a ver-se, só contribuem para degradar a situação económica e social do país.
Quem o diz é a União Europeia que prevê, para este ano, uma quebra na economia portuguesa da ordem dos 3,3%, superior às últimas previsões do governo (-3%) e do Banco de Portugal (-3,1%) e que, a nível europeu, apenas é suplantada pela  pela Grécia (-4,4%).
Ah!, mas contra todas as evidências, o ministro Gaspar mantém a crença de que a austeridade vai permitir a Portugal recuperar "gradualmente"a confiança e a credibilidade.
É uma pena, mas é um facto que nem a voz de Gaspar, nem a dos demais membros do governo, incluindo o Moedas, chegam aos mercados. E o pior é que, tal como a da ministra Assunção Cristas, a clamar por chuva, também não chegam ao céu.
Não é que sejam "vozes de burro", que estas já toda a gente sabe que não chegam lá, mas são vozes de obstinados e cegos o que vem a dar no mesmo.

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publicado às 14:35


Sacrifícios sem nenhum proveito

por Francisco Clamote, em 23.02.12
"Mesmo os países bons alunos em matéria de austeridade, como Portugal e Irlanda, que fizeram tudo os que lhes foi exigido, continuam a enfrentar custos de financiamento exorbitantes. E porquê? Porque os cortes na despesa deprimiram profundamente as suas economias, enfraquecendo as bases de tributação a um tal ponto que o rácio da dívida em relação ao produto [PIB], o indicador standard para medir o progresso orçamental, está a piorar em vez de melhorar."
Paul KrugmanPain Widhout Gain (Extracto. O original, em inglês, na íntegra: aqui)

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publicado às 16:33


A economia a correr atrás da própria cauda

por Luis Moreira, em 20.02.12

Os sectores económicos protegidos pelo Estado, os negócios que secam o estado, os lóbies que não desarmam. O Pedro Guerreiro no Jornal de negócios:

Quando se fala em sectores protegidos e "rendas monopolistas" toda a gente pensa na EDP (como antes se pensava na PT). Toda a gente e a "troika", que trouxe o assunto na algibeira na actual visita. Mas o Governo, que antes bramia vigorosamente contra a empresa, besuntou-se na sua privatização e já fez uma nova proposta para amortizar o défice tarifário que protege os subsídios às eólicas e os contratos de longo prazo da EDP, e agrava em até 15% os subsídios às indústrias na cogeração. Traduzindo: o lóbi da EDP vence o da Galp (e o dos cimentos, pasta e papel e têxteis). O que pensa Pedro Passos Coelho disso?

Mas há mais, muito mais do que a energia nesse imenso sector de empresas que são ou foram beneficiados por contratos protegidos das volatilidades dos mercados e da concorrência. Há construtoras como a Mota-Engil, as concessionárias de auto-estradas como a Brisa, muitas criminosas parcerias público-privadas, SCUT e outras minas e armadilhas. Há falta de concorrência entre produtores e as grandes distribuidoras, como a Sonae e a Jerónimo Martins. Mesmo na banca, depois das desgraças agora visíveis nos créditos concedidos sobretudo no BCP e na Caixa, é preciso garantir que o novo crédito, se o houver, não tenha como destino solver as tesourarias dos mais influentes, mas sim salvar uma economia que está a ficar seca como um bacalhau ao sol.

Falta falar dos interesses protegidos no Estado. Incluindo as empresas públicas, precisamente aquelas que estão a drenar o crédito. No sábado, o "Público" mostrava: mais derrapagens em 2011 e incapacidade de cortar custos em 15%, como exigido. É escandaloso que nove meses depois de se lhes ter encostado a faca à garganta, haja empresas de transportes a correr atrás da cauda, fazendo muito pó sem sair do sítio. O que prova que elas só apresentarão planos de saneamento financeiro no último suspiro; e que têm cobertura política dos seus ministérios sectoriais (como a Economia) em desafio às Finanças. A derrapagem no sector dos transportes é maior que os salários que a função pública perde. É preciso dizer mais?

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publicado às 22:25


Na economia os dados estão lançados

por Luis Moreira, em 14.02.12

O Ocidente, com uma economia montada na energia proveniente do petróleo e do gás que não tem, está quase totalmente dependente dos países do Médio Oriente.

Deixou que as suas industrias fossem transferidas para a China correndo atrás de baixíssimos salários. Por outro lado os Chineses são exímios a copiar os produtos, não gastam em inovação, compram um carro ocidental desmancham-no peça por peça e copiam-no , vendendo-o a metade do preço.

A economia ocidental desde 2000 que não cresce o suficiente para criar emprego e riqueza.

A questão que se coloca é a seguinte: e quando o Ocidente não tiver dinheiro para comprar o petróleo e o gás e os produtos chineses?

O Ocidente evoluiu para uma economia de serviços, uma economia pobre, sem capacidade de criar riqueza e postos de trabalho como a industrialização consegue fazer. A financeirização da economia é a última fase deste processo e deu no que deu. Como se sai daqui? É que a prazo esta situação não serve a ninguém!

Os Chineses já andam por aí a comprar activos no ocidente para terem uma palavra a dizer. Vão pagar o estritamente necessário ( o menos possível) para lhes comprarmos os produtos, assim exportando o seu modelo social miserável.

Nos próximos cinco anos a economia ocidental vai fazer ajustamentos mas não são suficientes para se equivalerem aos dois dígitos de outras economias. O empobrecimento é inevitável e o dinheiro vai concentrar-se ainda mais nos que constituem o 1% que já o têm.

Isto claro, se o modelo for o mesmo, mas se o Ocidente perceber que é no social que deve apostar, na solidariedade e numa sociedade civil mais forte e informada, então, quem caminha para um futuro explosivo são as sociedades mais desiguais e com menos oportunidades para todos.

Não se trata de sermos todos iguais, trata-se de todos terem iguais oportunidades.

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publicado às 17:30

Embora o PIB de Portugal vá afundar nos próximos seis meses as notícias não são todas más. Na verdade os sinais avançados da economia europeia fazem prever um bom crescimento nos países de zona euro o que vai puxar pelas nossas exportações. Os mil milhões que o BPI disponibilzou para apoiar as PMEs exportadoras vêm no melhor momento e, naturalmente, não é por acaso que aparecem agora.

"Já para o conjunto dos países membros da OCDE, em particular para os Estados Unidos e para o Japão, os indicadores avançados “mostram uma mudança positiva na dinâmica de crescimento”. No caso da Zona Euro, estes continuam a sinalizar um crescimento inferior ao da média de longo prazo, mas também aqui pode haver boas notícias, com a OCDE a detectar “a emergência de sinais de moderação da recente deterioração” das perspectivas económicas para os próximos seis meses. As últimas previsões do FMI antecipavam uma recessão na Zona Euro de 0,5% no conjunto de 2012.
Em vias de estabilizar a desaceleração do crescimento estará o Brasil. Já para a China, os indicadores da OCDE apontam agora de forma mais pronunciada para um abrandamento do crescimento da actividade económica."

Começam a aparecer sinais de retoma da economia o que é a melhor notícia que podíamos ter. Como são previsões a seis meses ( curto prazo) é muito natural que se confirmem!

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publicado às 09:00

A boa notícia é que a Zona Euro tem a economia a crescer.

Esta retoma é impulsionada sobretudo pelos indicadores relativos à atividade económica nos Estados Unidos e no Japão, mas a organização aponta que existem sinais de retoma em várias outras economias avançadas. Os indicadores relativos à Rússia e à índia demonstram um crescimento potencial da atividade económica.

No que diz respeito à zona euro, apesar da tendência de queda se manter, a OCDE diz que deteta já "sinais preliminares de que a recente deterioração nos CLI [indicadores compósitos avançados] se está a moderar", e mesmo que em sete dos 15 países que partilham a moeda única os indicadores apontam já para uma retoma.

Com esta ajuda externa que puxa pelas nossas exportações ( a actividade que se tem mostrado mais activa) e se o governo abrandar as medidas recessivas ( mas levando a efeito as reformas estruturais) pode ser que o pesadelo seja menos negro e mais curto.

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publicado às 22:42


Uma economia para as pessoas, diz Louçã

por Luis Moreira, em 12.02.12

Louçã não desarma.

"O único reajustamento de que precisamos é de correr com os agiotas", considerou, à margem de uma visita à Feira do Fumeiro de Vinhais, em Trás-os-Montes, em que defendeu que "não é possível continuar a pagar à pirataria financeira juros incomportáveis que criam mais dívida por cada dia que passa".

Para Louçã, "o reajustamento que a democracia precisa é recuperarmos a Europa para os europeus, a economia para as pessoas e as prioridades para o emprego e isso é o que é necessário no nosso País".

O líder bloquista considerou ainda que "quem está a olhar para a Grécia, que está a viver a ferro e fogo uma política de despedimentos e de destruição da economia, já sabe o que são os reajustamentos da troika".

"O reajustamento da troika é mais dívida com mais miséria e, em Portugal, nós já temos um quarto das pessoas à beira da miséria", acrescentou."

Estamos todos de acordo não sabemos é como se chega lá!

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publicado às 19:04

Com a economia a crescer 1% desde 2000 só com profundas reformas é possível revitalisar a economia e sustentar o estado social! Só as empresas de transportes devem 17 mil milhões, para as financiar teremos que retirar dinheiro às PMEs, à industria, agricultura, pescas...

"Quanto à reforma dos transportes e quando questionado sobre se não teme as manifestações dos trabalhadores, o ministro explicou o porquê da reforma. "Temos uma dívida das empresas de transportes de 17 mil milhões de euros, 10% de tudo o que produzimos num ano. Se não atacarmos os problemas estas empresas vão à falência".
Por isso, garante, "não há alternativas a estas reformas. Se não o fizermos estes trabalhadores vão perder os seus postos de trabalho".
Santos Pereira garante que estas reformas têm o acordo de alguns autarcas da Junta Metropolitana de Lisboa e sublinhou que "passam também pela dispensa de trabalhadores, rescisões de mútuo acordo".
Para o ministro a "reestruturação é vital. Se não atacarmos estes problemas vamos asfixiar o crédito do resto das PME".

Temos um modelo de desenvolvimento que nos trouxe a esta situação. Manda o bom senso que nos livremos dele com reformas profundas mas o menos dolorosas possível! Não há outra saída!

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publicado às 11:00


Não diga asneiras, porra! sr ministro

por Luis Moreira, em 07.02.12

O deputado Agostinho Lopes do PCP ( veja o vídeo) hoje deixou vir ao de cima o que faria se tivesse condições para isso. É assim, porra! e não se fala mais nisso!

felizmente, para nós todos, até para ele, embora não esteja em condições de apreciar, estamos, granda porra! numa democracia burguesa que assenta no facto singelo de todos poderem expressar a sua própria opinião.

E, a grande porra! é que a Nissan ao ver o país de joelhos e ao verificar que as fábricas que tem um bocado por todo o mundo são mais que suficientes para a procura que não cessa de cair,porra! deu o dito por não dito e tentou, porra, o "golpe do baú", porra! E, se o emigrante ministro tivesse, porra, aberto os cordões à bolsa, porra? Seria chamado à Comissão para que o deputado comunista o questiona-se quanto ao "roubo", porra! que o ministro tinha feito, dando apoios e mais apoios a uma multinacional que, porra! um dia zarpa de cá do rectângulo.

E não há dúvida, isto de governar um país onde, porra! se tem que tomar decisões que não nos agradam é uma grande, porra!

PS: como sabem, no país vizinho, porra, é um pau de figueira...

Reparem como o deputado diz entre dentes : "o sr seria doutorado, segundo chegou aqui a portugal..."

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publicado às 20:00


O Brasil e os direitos humanos em Cuba

por Luis Moreira, em 01.02.12

O Brasil tomou a dianteira a todos os países da América do Sul o que lhe dá a oportunidade de influenciar o que se passa naquela zona do mundo. Já ultrapassou a Inglaterra e é hoje a 6ª economia mundial o que lhe confere um papel relevante no concerto das Nações.

Os sinais de que o Brasil não esquece essa condição estão aí evidentes. Desde os Jogos Olímpicos e o Campeonato Mundial de futebol que está a organizar até ao afastamento progressivo dos Estados Unidos, arriscando uma agenda política própria como são as aproximações diplomáticas a vários países de várias partes do mundo, como a China, a Índia e outros no médio oriente.

 A Presidente Dilma visitou agora Cuba e no seu primeiro discurso não deixou de chamar a atenção para os atropelos aos direitos humanos que são permanentes neste país. Ora, todos ainda nos lembramos do Brasil da ditadura com milhares de pessoas desaparecidas e assassinadas.

É bom, muito bom, ver o Brasil integrar por inteiro as sociedades democráticas liderando todo um continente onde ainda há bem pouco tempo se ouvia o som das "botas cardadas"!

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publicado às 18:00


O novo capitalismo de estado

por Luis Moreira, em 26.01.12

Diz o Pedro Lomba no Público: que espera Portugal quando se agarra a "salvadores" que são " estados capitalistas" , que mexem com a sua bem visível mão na economia, muito para além da mão invisível do mercado? Angola entrou por aqui dentro as mais das vezes sem dinheiro, pede emprestado e depois paga com "o pelo do mesmo cão", tem milhares de portugueses a trabalhar no seu território, oferece-se como um importante mercado para as nossas exportações, enfim, estamos nas mãos do Angolanos. E, vamos dizer mal deles na comunicação social do estado ? Foram cinco jornalistas para a rua de uma só vez! A dependência paga-se!

Com a China, outro estado capitalista ou que pratica o capitalismo de estado, vamos na mesma, vai comprando e nós sequiosos do seu dinheiro. Estamos à espera de quê, que o estado Chinês venha para aqui e não meta a sua mão bem visível nos mercados e na economia? Estados intervencionistas muito para além dos estados sociais democratas da Europa que praticam a economia social de mercado?

Temos consciência que por cada acção de empresa que vendemos a estes estados capitalistas entregamos parte da nossa soberania? Onde estão os indignados com a perda da soberania quando assinamos o acordo da Troika?

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publicado às 20:43


A economia paralela é filha dos altos impostos

por Luis Moreira, em 18.01.12

Bastava taxar a economia paralela para termos as contas certas, a dívida e o deficit a 2,9%. Claro que a economia paralela resulta dos altos impostos e do desemprego.

Com o planeamento fiscal que só as grandes empresas se dão ao luxo de ter ( exige consultores muito bem pagos e grandes lucros para se tornar atractivo) foge-se à taxação legalmente. As outras que não têm esses meios, apertadas por altos impostos e tendo como parceiros de negócio gente desempregada, foge não declarando e não registando.  Começa por desvirtuar a concorrência pois quem foge oferece melhores preços e, aqui, inicia-se um círculo vicioso. Quanto mais alta a carga fiscal mais incentiva a economia paralela.

Uma forma de a atacar mais eficazmente é a Administração Fiscal a aceitar como benefício para quem paga. Mas normalmente a fuga faz-se nos impostos indirectos como o IVA . Trazer estas actividades para dentro do sistema exige grande dispêndio por parte da administração fiscal.

Há, pois, que baixar os impostos se queremos diminuir a economia paralela, até ao limite que já não valha a pena o risco.

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publicado às 12:00


O germe do declínio na China

por Rolf Dahmer, em 16.01.12

Muitos acreditam que à Pax Americana em declínio se segue outra Pax liderada pela China. Eu nunca acreditei nisso porque vejo a China apanhada no mesmo linearismo como (quase) todo o resto do mundo. Vejam esta impressionante reportagem que dá para pensar: qual será a derrocada para o mundo quando esta bolha rebentar?

 

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publicado às 20:00

O que se está a fazer na EDP e nas Águas de Portugal, privatizando as empresas mas mantendo os comissário partidários no controlo do processo, é bem o sinal e o aviso que quem queira comprar as empresas tem que perceber que os negócios se fazem envolvendo o estado. Que privatizar não é sinónimo de mais concorrência, mais regulação, mais mérito. Não, privatizar é comprar as facilidades necessárias para que as empresas possam fazer bons negócios. E essas facilidades são monopólio do estado. Quem não perceber perde!

Os Chineses não vão ter dificuldades nenhumas em trabalhar assim, afinal lá na sua terra é assim que funciona, os privados na China tomam as iniciativas que o Partido único lhes concede. Ninguém se engane, na China não há iniciativa privada, há negócios que o estado abre à exploração dos privados. O que é substancialmente diferente de ter liberdade individual para criar, inovar, experimentar...

É esta filosofia estatal que explica que a Justiça e a sua consentida ineficácia sejam o maior empecilho ao desenvolvimento da economia e das empresas.

Passos Coelho prometeu-nos que tudo faria para aligeirar o peso do Estado, retirar o estado de sectores económicos onde a iniciativa privada já mostrou ser mais capaz mas, em vez disso, espalha os tentáculos do estado por tudo o que é economia. Em vez de recuar e dar espaço à iniciativa privada e guardar energias para melhor regular, Passos Coelho intervém até ao absurdo de nomear para empresas que passaram a ser privadas, os seus colaboradores nas tarefas do estado e do partido.

Isto não é culpa da Troika! Quando o programa de "ajuste financeiro" tiver terminado deixam de haver razões para que este governo continue. Avance-se para um governo que liberalize a economia regulando-a, que aprofunde o Estado Social, que crie igualdades de oportunidades para todos.

Não basta encher os bolsos a reformados milionários e mandar emigrar os jovens!

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publicado às 20:00


Ratos-muita-espertos

por Francisco Clamote, em 12.01.12
Os "laranjas" são os primeiros a abandonar o navio. Depois do merceeiro do Pingo Amargo, um conhecido "laranja", também a Logoplaste, presidida por Alexandre Relvas, outro "laranja" não menos "famoso", "pondera levar o departamento financeiro para Londres".
Tal é a confiança que estes "laranjas" depositam no governo da sua cor. Muito espertos, estes "ratos" ...

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publicado às 21:44


O que não lembra ao diabo lembra ao "Álvaro"

por Francisco Clamote, em 12.01.12
A imagem de Portugal no exterior foi afectada pela crise da dívida? Parece que sim, segundo o ministro da Economia, dos Transportes (e não sei que mais), mas não é problema para o qual o "Álvaro" não tenha solução. A crer no que ele diz, a solução passa pela exportação dos pastéis de nata, sem esquecer, naturalmente,  as bandeirinhas postas em tudo quanto é artigo de artesanato.
É com uma "anedota" destas que vamos assistir à recuperação da economia portuguesa? Esperem por isso. De preferência, sentados.

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publicado às 17:43

No tempo do meu pai a maior ambição era ter um emprego no estado, na minha geração era ser bancário. Esta geração, metade dela, já quer ser empresário, a outra metade divide-se entre os que emigram e não estão para passar os melhores anos da sua vida "em vil tristeza" e os que querem ser funcionários públicos.

Só que estes últimos querem ser funcionários públicos com os direitos todos: vencimento igual aos privados, segurança no emprego, progressão na carreira...e isso não há, nem aqui nem em lado nenhum!

Há uma baixa auto-estima e baixa confiança que não conseguem ultrapassar. O que é que sabemos fazer? O que é que gostamos de fazer? Em vez de responderem a estas perguntas preferem passar os melhores anos da sua vida à espera que sindicatos, associações, partidos, grupos de pressão...se batam por eles na esperança vã de pouco fazerem e muito ganharem. Estas expectativas foram criadas pelo Estado, por razões eleitoralistas (os funcionários públicos são 700 000 que sempre podem arrastar um dos seus familiares o que dá 1 400 000 eleitores) os partidos do governo tudo oferecem e  tudo prometem.

E deram o que não tinham para dar! E criaram falsas expectativas e gente sem genica e pouca disposta a lutar pela vida. As empresas públicas são um alfobre de "meninos e meninas de família" a ganharem muito mais que o resto dos trabalhadores a que se junta o pessoal político. Daí a indignação sempre que há uma privatização. As empresas passam a ter os accionistas que exigem resultados e sem trabalho não se obtêm resultados.

Um clamor de indignação e de greves atravessam a economia e o país, afivela-se o patriotismo, vendem-se os anéis, aqui Del'rei que estamos a vender ao desbarato e os "centros nacionais" vão lá para fora.

Mas há gente jovem do melhor que pede meças a nível internacional, que criam empresas de sucesso, apostam na inovação, na investigação, em mercados concorrenciais e têm sucesso. É nestes que devemos apostar, é seguindo o caminho do empreendorismo, do mérito e da responsabilidade que podemos fazer alguma coisa de positivo pelo nosso país!

Só assim conseguiremos um estado social sustentável e acabar de vez com a miséria que atinge dois milhões de portugueses!

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publicado às 12:00

Novos projectos no montante de 221 milhões de euros, anunciados pelo ministro Portas. Não deveria ser o Álvaro? Ou as más notícias ficam para o ministro da economia?

"Assim, foi aprovado uma resolução onde o Governo aprovou contratos de investimento com oito empresas, “que correspondem a 221 milhões de euros” e que vão criar cerca 280 postos de trabalho, senda esta uma perspectiva “conservadora”, realçou o ministro durante a conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros.
Paulo Portas afirmou que estes investimentos “são importantes” e vão ocorrer nas áreas de “óptica, vidro, minérios, turismo, electricidade, plástico.”
As empresas em causa são: BA Vidro, Somincor - Sociedade Mineira de Neves Corvo, Marope Algarve - Hotéis de Portugal, Efacec Engenharia e Sistemas, a Efacec Energia - Máquinas e Equipamentos Elétricos, Leica - Aparelhos Ópticos de Precisão, Silvex - Indústria de Plásticos e Papéis, e Efapel - Empresa Fabril de Produtos Eléctricos.
Paulo Portas explicou que dois dos projectos de investimento visam a “internacionalização de uma empresa nos EUA. Um mercado onde é muito importante Portugal crescer.”

Por acaso fico muto contente. Uma destas empresas nasceu há trinta anos e este vosso amigo foi o seu primeiro Director Financeiro e andou com o filho do empresário a correr o país para contactar as empregadas dos supermercados que colocavam o preço nas embalagens. Máquinas mais leves e mais baratas e agora cá está com novos negócios e com fábrica própria e novos produtos criados pela própria empresa.

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publicado às 13:00


Um país de moscas-mortas

por Francisco Clamote, em 05.01.12
Os insistentes apelos à emigração dirigidos aos jovens e aos portugueses mais qualificados vindos da parte do governo do primeiro-ministro Coelho e dele próprio, não caíram em saco roto. Mais atentos aos sinais dados por este governo de que está disposto a prescindir dos melhores e, logo,  do futuro do país, os empresários são os primeiros a seguir o convite e a zarpar para outras paragens. Anteontem soube-se que a dona do Pingo Doce já foi de malas aviadas para a Holanda e ontem ficou a saber-se que o grupo editorial Leya do empresário Miguel Paes do Amaral está a despedir trabalhadores em Portugal e a apostar no Brasil.
Tendo em conta que estes não são casos isolados, restam poucas dúvidas de que a Comissão Liquidatária presidida pelo primeiro-ministro Coelho está a desempenhar bem o seu papel, pois por este andar, mais dia menos dia, este "jardim à beira mar plantado" vai ficar às moscas.
De preferência, moscas-mortas que são mais fáceis de aturar.

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publicado às 18:34


O oráculo de Belém

por Francisco Clamote, em 05.01.12
Na mensagem de Ano Novo, Cavaco Silva pronunciou-se a favor duma “agenda orientada para o crescimento da economia e para o emprego”. Só que, para não variar, esqueceu-se, uma vez mais, de enunciar os itens da agenda para a concretização do crescimento, tarefa  que, no caso, até não era particularmente difícil.
De facto, Cavaco Silva nem precisava de inventar a roda, pois já foi inventada. Para começo de conversa, bastava que recomendasse ao governo do primeiro-ministro Coelho que não mandasse borda fora algumas das apostas dos Governos do PS, designadamente, nas energias renováveis, nas novas tecnologias, na investigação e na ciência, 
O recado justificava-se tanto mais quanto é certo que este governo está apostado em destruir todas as bandeiras dos governos liderados por José Sócrates, por mais desastrosas que sejam para o país as opções da Comissão Liquidatária passista. Hoje mesmo tivemos uma vez mais a prova: enquanto durante os Governos de José Sócrates se investiu, como nunca, na investigação e na ciência, com excelentes resultados reconhecidos internacionalmente, soube-se hoje que a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) este ano, vai dispor, apenas de 394,5 milhões de euros, montante que é 40%  (!) inferior ao do atribuído à FCT no ano de 2009. 
Cavaco Silva sabe, e se não sabe tinha obrigação de saber até porque se ufana de ser um bom economista, que o investimento naqueles sectores tem retorno assegurado, dada a sua relevância em termos de aumento da competitividade da economia (a curto, médio e longo prazo) e tendo em conta o forte contributo dado para reequilíbrio das contas com exterior, quer pela via da diminuição das importações de combustíveis fósseis, quer através do aumento do valor das exportações associado a produtos de base tecnológica de alto valor acrescentado.
Cavaco Silva, todavia, prefere remeter-se a um discurso redondo e vazio, do tipo oráculo que, como tal, se presta a agradar a gregos e a troianos, discurso que é, por isso mesmo, o que, pessoalmente, lhe convém. Todavia, o que é bom para ele, é mau para o país. E ele quer lá saber?...

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publicado às 00:02


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