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Doença de Alzheimer existe?

por Rolf Dahmer, em 15.10.11

“MEDICINA: Há décadas que os cientistas investigam a doença de Alzheimer, a qual retira às pessoas as suas capacidades mentais. Contudo, da descoberta de medicamentos salutares encontram-se mais longe que nunca. A autora de livros Cornelia Stolze* até acredita ser a doença uma quimera – o investigador Alzheimer Konrad Beyreuther contradiz.”

Wirtschaftswoche de 08.10.2011

O artigo do prestigiado magazine alemão Wirtschaftswoche que decerto caiu que nem uma bomba nos círculos médicos alemães e do qual passo a traduzir algumas passagens, mostra que com a grande crise mundial de sentido, social e económica, os velhos poderes e as as velhas certezas lineares começam a vacilar.

Mas possivelmente médicos, dementes, os respectivos familiares e políticos são vítimas de um grande paralogismo e correm atrás de um fantasma. Isto pelo menos afirma a bióloga e autora de ciência de Hamburgo, Cornelia Scholze, no seu livro, Vergiss Alzheimer“ (Esquece o Alzheimer). As suas teses centrais são:

Demasiados efeitos secundários ou efeitos nenhuns

O Alzheimer como doença nem é claramente definido nem permite um diagnóstico seguro:

- Os dementes são carimbados à toa como doentes de Alzheimer. 

- Os doentes recebem medicamentos caros e inúteis que não os beneficiam a eles, só aos fabricantes. 

-As verdadeiras causas da demência, tais como efeitos secundários de medicamentos, infartos do cérebro, depressões, alcoolismo,

ressecamento e muitas outras, não são vistas.

- Por falta de um diagnóstico certo, os doentes recebem a terapia errada e sofrem desnecessariamente. 

- Em vez disso, os médicos ganham muito dinheiro com alegados testes de detecção precoce, os quais com o diagnóstico errado de Alzheimer metem medo às pessoas sãs.

E os quatro medicamentos Alzheimer actualmente no mercado, na verdade alcançam volumes de vendas de milhares de milhões, contudo até o investigador Alzheimer de renome Konrad Beyreuther diz: “Eles não detêm o curso da doença”.

Sra. Stolze, o fotógrafo Gunter Sachs em Maio suicidou-se aos 78 anos porque estava convencido de estar doente de Alzheimer. A senhora afirma que essa doença não existe. Será que Sachs foi vítima de uma quimera? 

Stolze: Desde o meu ponto de vista sim. Ele colocou a pistola na cabeça porque estava convencido de estar em vias de adoecer de Alzheimer, tendo pelos vistos um grande pavor de perder o controlo sobre a sua vida. E isso apesar de não ter sofrido nem sequer um princípio de demência. Porque em realidade ninguém sabe o que é Alzheimer. Mesmo depois de mais de 30 anos de investigação intensa, essa alegada doença não pode ser diagnosticada inequivocamente.

Uma tese arriscada. Facto é que milhões de pessoas na velhice perdem a sua memória.

Stolze: Naturalmente muitas pessoas de idade sofrem de uma demência, ou seja, uma perda das suas faculdades mentais. Estão confusas, perdem a orientação, tornam-se incontinentes ou alteram o seu modo de ser. No entanto, estes sintomas podem ter causas diversas. Só que, com os depósitos de proteínas que alegadamente são características para o Alzheimer e das quais sempre se diz que são as responsáveis pela o decadência mental, isto – provavelmente – nada tem a ver.

Se não é Alzheimer, o que é que despoleta a degradação mental?

Stolze: Nas minhas pesquisas encontrei muitas causas que provocam sintomas semelhantes à demência ou podem simular uma demência. O assustador é: muitas dessas causas em princípio já são conhecidas há muito tempo – e apesar disso frequentemente não se dá por elas. Isto começa com uma simples falta de líquidos e problemas com o diabetes, indo até uma paleta completa de medicamentos que precisamente pessoas de mais idade tomam diariamente.

Quais são os remédios mais perigosos?

Stolze: Existem mais de 130 medicamentos que podem provocar uma demência permanente ou um estado de confusão mental com alucinações e alterações da consciência. Trata-se sobretudo de medicamentos contra a dor e antidepressivos, mas também preparações cardíacas e medicamentos para a asma. Além disso, os calmantes que frequentemente são administrados nos lares para a terceira idade, são especialmente problemáticos.

Es os outros agentes que desencadeiam a doença?

Stolze: Também ataques de apoplexia despercebidos, abuso de álcool, pressão cerebral aumentada, alimentação deficiente e mesmo a solidão podem ser a causa se a memória falha mais e mais. Bem assim as depressões, das quais p.ex. sofria Gunter Sachs, podem provocar sintomas de demência. Tudo isto hoje é frequentemente metido no mesmo saco e rotulado com a etiqueta de Alzheimer.

Não é indiferente o nome do problema?

Stolze: De modo algum. Porque devido à fixação no Alzheimer, os médicos frequentemente não identificam as verdadeiras causas dos achaques. Por isso, muitos pacientes sofrem de perturbações mentais, se bem que estas poderiam ser curadas.Professor Beyreuther, o senhor na Alemanha é tido como a sumidade na investigação Alzheimer. Andou atrás de um fantasma?

 

Beyreuther: Naturalmente não. Acho a afirmação da Sra. Scholze, que o Alzheimer não existe, bastante corajosa. Afinal conhecemos uma série de defeitos genéticos que fazem com que as pessoas mergulhem aos 50 ou 60 anos nessa doença e no respectivo desamparo.

Stolze: A demência devida a factores hereditários, constitui a excepção absoluta.

Beyreuther: Na verdade efectivamente apenas um milésimo de todos os doentes Alzheimer é afectado por um defeito genético tão maciço. Mas as alterações que decorrem nos cérebros dessas pessoas são idênticas àquelas de todos os outros pacientes Alzheimer.

Stolze: Como sabe quem tem Alzheimer e quem não tem? De facto quase nenhum paciente é autopsiado depois da morte. Ao mesmo tempo todos os statements oficiais rezam que apenas a autópsia pode dar a certeza se um cérebro apresenta os depósitos de proteínas tidas como típicas. Isto são por um lado placas amilóides e por outro os assim chamados fibrilas tau.

http://www.wiwo.de/technik-wissen/alzheimer-die-erfundene-krankheit-483500/

* Lutadora contra o cartel do medo

 

Cornelia Stolze, 45, é bióloga diplomada que hoje vive como autora livre em Hamburgo. Escreve sobre medicina e psicologia para o semanário “Die Zeit”, a revista “Stern” ou “Geo”. Antes ela trabalhava como assessora de imprensa  em institutos de investigação, tais como o Max-Delbrück-Centrum em Berlim e o Instituto Max-Planck-Institut para Bioquímica em Martinsried, próximo de Munich. Stolze foi redactora de ciência no jornal „Berliner Zeitung“ e o jornal „Die Woche“. Livro: „Vergiss Alzheimer“ (Esquece o Alzheimer)

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publicado às 22:00


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