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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 


"Vivemos num vácuo visionário e fazendo shopping é que procuramos algum sentido“ Stephan Grünewald, investigador de consumo, Colónia  – DER SPIEGEL

Descobri, por acaso, no site do Jornal de Negócios a seguinte notícia de Dezembro do ano passado:  Portugal, que futuro? Exportar, exportar, exportar.

O crescimento do País está agora, em exclusivo, nas mãos das exportadoras

“(...) Como Fernando Pessoa, há quem pense que os portugueses ficaram desempregados desde a descoberta do caminho marítimo para a Índia.

Um manifesto exagero. Depois de ter dado novos mundos ao mundo, Portugal dá a volta ao antigo lema e projecta um novo desígnio nacional: vender o mais possível lá fora, para que possa crescer cá dentro (...)”. Jornal de Negócios de 14 de Dezembro 2010

Bom, sob o ponto de vista estratégico-holístico, Fernando Pessoa tem razão. Portugal desde então nunca mais conseguiu realizar aquele espantoso flow quinhentista. Mas tem capacidade para fazê-lo, é só uma questão da estratégia certa ... e de algum tempo.

Todavia, isso do “dar a volta ao antigo lema e projectar um novo desígnio nacional: vender o mais possível lá fora, para que possa crescer cá dentro” constitui um erro crasso, pelo menos em relação ao alegado “designio nacional”. De facto, isso do “quero exportar” constitui um objectivo virado para dentro e egocêntrico. Para Portugal alcançar um sucesso sustentável e duradouro, o desígnio, assim como o objectivo superior do país, devem exprimir uma vontade primária de servir e não de servir-se.

Exportar querem todos, mas ao país, apesar de dispor de uma série de produtos bons e exportáveis, falta-lhe um perfil mais consistente no mundo: o de solucionador de problemas para um grupo-alvo predilecto no mundo, onde Portugal e só ele possa dar cartas melhor que ninguém. Nada contra as exportações, que se exporte tudo que for possível. Porém, isso ajuda mas não chega. Se Portugal continuar com essa estratégia de dispersão do “tudo o que vem à rede é peixe”, fazendo por cima concorrência aos chineses, o país continuará sem poder de atracção suficiente para satisfazer ele só as elevadas necessidades internas artificialmente criadas através dos subsídios da CEE e do endividamento que se seguiu.

“E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado”.

Bíblia, Mateus 23:12

A Bíblia tem razão, pois foi exactamente isso que aconteceu na UE nos últimos 30 anos: autoexaltação financiada através de um saque aos sóciosistemas – às custas dos menos favorecidos entre nós e, sobretudo, do terceiro mundo. E enquanto os primeiros membros da UE já estão a sofrer as consequências, os restantes ainda aguardam a sua vez – que chegará de certeza, a não ser que o sistema mude fundamentalmente de comportamento.

Se o país finalmente aplicar a estratégia certa, depois de uma redução forte mas passageira do nível de vida actualmente em curso, poderá recuperar o nível de vida anterior – mas desta vez totalmente por mérito próprio e sem subsídios nem endividamentos exagerados. Se beneficiará do apoio estratégico-imaterial do seu suprasistema União Europeia, que lhe proporciona vento em popa, dependerá da estratégia da própria UE. Se ela não mudar essa estratégia errada,  Portugal terá virar-se sozinho e com vento de frente ... e sairá como a Fénix das cinzas.

Resumindo: o antigo, nobre e sublime lema de Portugal “dar novos mundos ao mundo”, deve ser continuado, ainda que num patamar superior. Dar-lhe a volta e criar um novo desígnio nacional primariamente materialista, não resultará.

A todos os que querem exportar, exportar e exportar, convencidos de que esta é a solução, recomendo a leitura do livro “The Logic Of Failure: Recognizing And Avoiding Error In Complex Situations” do Prof. Doutor Dietrich Dörner que serve para identificar e corrigir paralogismos.

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publicado às 19:00



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