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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 



Muito portugueses de feitio

por Rogério Costa Pereira, em 24.08.11
O Roberto é muito português de feitio, diz uma senhora ao telemóvel. A mesma que assevera, aqui penso que já a falar para a praia inteira, que não se sente profissionalmente realizada lá fora e que Portugal está sempre fora do nosso tempo (dela e do Roberto). Entretanto, o resto da família, num português entremeado de francês, diz mal do DSK (demorei quase a conversa toda a perceber de quem raio falavam, embora o nome estivesse constantemente a ser repetido). Todos os homens usam anéis e correntes de ouro. As mulheres berram. Quando estão a usar a parte avec do cérebro, berram ainda mais alto. Ao falarem com o homem que aluga os toldos, fazem-no em francês. Ele, sem as olhar nos olhos, responde-lhes em português cuspido. E lá continuam todos, uma frase em português, uma frase em francês. Perguntam em francês, respondem em português. Tudo feito de forma aleatória (ou fui eu que não logrei ali ver regra), numa mistura intrigante e enervante. A do Roberto desligou o telemóvel e foram todos à água, excepto um que "estava capaz de dormir aqui um bocadito". Não percebi se era o Roberto.
Fizeram-me lembrar um fulano que insistia em falar francês comigo. Quando lhe disse que falasse português, ele desculpou-se com a dentadura, que tinha sido comprada "na Franca". Juro que não é anedota. Agora, vá lá (eles dizem muito isso no fim das frases), vou ver se mudo de sítio.

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publicado às 18:26


3 comentários

De Luis Moreira a 24.08.2011 às 19:04

Vá lá...são os que constroem janelas para trás e fenêtres para a frente.
Chove - til?. Não, pinga seulement.
Coment s'apelle? Claro que se come com a pele...vá lá.
E a referirem-se a Portugal, dizem "lá bas"

De Rogério Costa Pereira a 24.08.2011 às 19:35

ehehe
Mas o que realmente me incomoda é não ensinarem português aos filhos. São uns perfeitos idiotas.
Em contraste, ainda ontem me calhou ao lado um casal, ele francês, ela portuguesa, com um filho de três anos. O miúdo falava francês e português. É tão simples, nestas idades os miúdos assimilam tudo, ele fala francês com ele e a mãe fala português.   

De PALAVROSSAVRVS REX a 24.08.2011 às 21:51

Fiquei horrorizado uma vez em Viana do Castelo: os pais falavam num português popular, escorreito,  com toda a gente, mas os seus putos só articulavam um francês irredutível e pedante.


Tive um desgostoso nojo.

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