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Os meus sinceros agradecimentos ao pessoal da ventoinha

por Rogério Costa Pereira, em 23.07.11

Figueira da Foz-20110723-00034.jpg
Se fizerem muita questão, dia 31 à noite podem ligá-la outra vez, embora eu ache isso uma maldade para com as senhoras que alugam os chapéus com e sem saia. Fica entre vocês, a troika e a vossa consciência. Aproveito, já agora, para meter uma cunha e pedir a quem de direito para puxar o mar tipo meio quilómetro para cima. Vejam lá isso, sim?

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publicado às 15:22


8 comentários

De Luis Moreira a 23.07.2011 às 15:27

O mar é com a Assunção, se conseguir encontrar o secretário de estado certo, isso do mar arranja-se.

De j a 23.07.2011 às 15:40

Há dias recebi um email de um tipo que conheci na bloga e com quem me chateei algumas vezes porque tinha a impressão de ser um gajo arrogante e um pouco tonto. Perguntava-me se estava bem, sempre com aquele tratamento por tu que sempre me fez confusão, e desconforto. Não é que o tratamento por tu me incomode, apenas me faz confusão. É que eu prefiro tratar as pessoas pelo nome mesmo que a seguir use o tratamento por tu, você ou senhor, ou vossa mercê.

Continua…

De j a 23.07.2011 às 15:41

Continuação…

Ao longo de dois anos aquela relação teve altos e baixos mas percebi que o tipo nem é arrogante nem parvo. Apenas é, mas nunca percebendo bem o quê. Em boa verdade também foi coisa de que desliguei, porque me desliguei da bloga, pois fui percebendo que os amigos virtuais são isso mesmo, virtuais. E eu prefiro o cheiro das pessoas e não o de um teclado de um computador ou o sentir da pele de um rato.

Mas com a minha eterna ingenuidade lá respondi de uma forma quase, ou mesmo, intimista, como se fosse uma pessoa com que me tivesse habituado a conviver, a tomar um café, ou a comer umas sardinhas ou um bacalhau migado com batatas a murro (que bom que estava, hoje, ainda mais tendo o bacalhau sido assado por mim).

Continua…

De j a 23.07.2011 às 15:42

Continuação…

Para minha surpresa, ou talvez não, a minha resposta bateu no tecto, pois do tipo não houve mais sinal de vida, eis, quando, precisamente quando o tipo estava a caminho da minha terra, fui lá ao sítio dele, onde já não ia há muito tempo, e, coincidência que me espanta, eu que sou um tipo agnóstico, céptico e racional até à medula, ou seja, que não acredita em bruxas mas que tenho a suspeita de que elas andam por aí, constato que o tipo rumava à minha terra, vindo lá do sol-posto à procura do que eu tenho, sentado, olhando para esse mar imenso e vendo a curva do Mondego no sítio onde este vem encher o mar, enquanto, neste exacto momento, escrevo sentado no sofá separado por uma portada envidraçada que me protege do vento.

Continua…

De j a 23.07.2011 às 15:42

Continuação…

Escrevendo com um beijo para ti, Laura, que recuperas de um problema de saúde grave, que os médicos, apesar de te terem aberto do externo até abaixo do umbigo, ainda não percebem de que problema se trata. Suspeita de cancro, mas que afinal parece já não ser, mas que te tirou vinte e cinco quilos do teu corpo doce em cerca de três meses. E que a mim me arranca as entranhas. Porque sofro em silêncio por ti. Um silêncio que não é virtual. Um silêncio de uma dor que domino, aqui ao teu lado, a dois metros de ti.  Vendo o mar e a curva do Mondego. Nem te passa pela cabeça que estou a escrever para ti. A mulher da minha vida. A única que sempre amei. A Mulher e, tantas vezes, a Mãe.

Continua…

De j a 23.07.2011 às 15:43

Continuação…

Dorme, meu Amor. Esperando que estejas bem lá para as cinco da tarde. Para um passeio junto à marinha, para mais cem metros de uma caminhada lenta. A pé. A caminho da tua recuperação por que espero tão ansiosamente. Tu ensinaste-me a perceber que os amigos são para cheirar, para tocar, para amar. Mas não através um rato e de um teclado, sem sal nem cheiro, onde a virtualidade não faz nenhum sentido.

Fim

De Rogério da Costa Pereira a 23.07.2011 às 16:03

Desabafou, o j.? Fico satisfeito por essa parte e aceito humildemente o merecido raspanete (excepto a parte do tu, velha luta minha neste país de doutores e engenheiros). Que tudo lhe corra bem, são os meus sinceros desejos. Com azedume e dor escreve V.exa bem melhor, para que saiba.
PS - Ia ligar um dia destes.

De Luis Moreira a 23.07.2011 às 21:06

J, se isso é porque eu trato a Cristas por Assunção não esqueça a lição do Álvaro, a quem eu tratava por Santos Pereira...

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