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Aumentos nos transportes - todos têm razão

por Luis Moreira, em 22.07.11

A esquerda diz que com este aumento de 15% se incentiva o uso dos carros privados. A direita diz que, com o mesmo aumento, se desencentiva a procura de habitação longe das cidades e que se incentiva a melhoria dos transportes públicos .

Seria então melhor uma sobretaxa sobre os combustíveis, diz a esquerda. Seria necessária uma nova política de arrendamento para chamar mais gente para o centro das cidades, diz a direita.

 

Os sindicatos dizem que é um assalto ao bolso dos portugueses, não se entendendo bem se encontram alguma vantagem para as empresas.

O governo informa que vai ser criado um título de transporte familiar para as famílias com menos posses .

Uma coisa é certa. Com uma inflação à volta dos 3% este aumento é cinco vezes superior.Ou este governo arranjou aqui mais um imposto ou o governo anterior andou nas encolhas e há mais um déficite para pagar.

Outra coisa certa é que é o povo que vai pagar!

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publicado às 02:44


23 comentários

De Luis P. Lima a 22.07.2011 às 18:49

Não interessa qual a minha côr  nem qual a côr de quem comenta esta e outras notícias...! Quando toca a pagar quem mais o deve fazer? Sempre o fomos, somos e seremos sempre nós a pagar: o povo, ou de outra maneira, as pessoas que constituem o País. É como quando queremos uma coisa... o que fazemos?: Compramos/Pagamos...!
Só é pena é que o dinheiro que, também nós, pagamos em impostos seja tão mal aplicado ou distribuído! Será que não vêem que se forem mais equitativos/justos todos viveríamos mais satisfeitos e até pagaríamos mais ainda e com mais gosto!? Assim a única saída é o mercado paralelo e consequentemente o piorar da situação. É a pescadinha de rabo na boca!
Que pena o ser humano ser ganancioso!
Luis P. Lima

 

De Carlos a 22.07.2011 às 19:32

Por muito que a todos custe os aumentos elevados de preços de bens e serviços, não faz sentido que eles sejam subsidiados, porque esse subsídio do preço aproveita a todos, "ricos" e "pobres"  e gera injustiça social. Por isso sempre defendi que os preços devem corresponder ao custo real do bem ou serviço adquirido. Devem-se apoiar as pessoas que necessitem, não os preços.

De Luis Moreira a 22.07.2011 às 19:49

Estou de acordo, meu caro O governo deve distinguir quem pode pagar de quem não o pode fazer. Nos transportes, no SNS, na Educação e...essa coisa do gratuito é que não há.Pagam sempre os contribuintes.

De Raul Calado a 22.07.2011 às 23:52


Esta opinião é verdadeiramente extraordinária!
"não faz sentido que êles( os aumentos de preços dos bens e serviços) sejam subsidiados,porque isso aproveita a todos,ricos e pobres.E GERA INJUSTIÇA SOCIAL."
Parece-me que o Carlos, preocupado com isto, acha bem o que vem acontecendo : os de menos posses vão pagando todos os impostos ( o que não se passa com os de mais posses... pelo menos de maneira proporcional ao rendimentos), mas está revoltado porque os transportes públicos, por serem  subsidiados, vão TAMBEM beneficiar os ricos.
E êle acha que que isto sim É GERADOR DE INJUSTIÇA SOCIAL.
Considero genial o raciocínio.Só haverá uma pequena questão para resolver -- e se os ricos nem sequer usarem os transportes públicos ?
Tenho a solução : basta arranjar uma taxa compensatória para os ricos. É o equilibrio desejavel...

De serafim a 22.07.2011 às 22:02


tem razao o caralho eu reformado vou pagar 34euros 7 euros de aumento

De Luis Moreira a 22.07.2011 às 22:19

Ó Serafim, os reformados devem pagar menos, é isso que estamos a dizer. Uns dos ...mas esse seu amigo que lhe saiu da boca, nem pó, safe-se sozinho.

De luis neves a 22.07.2011 às 22:30

Pergunto a quem governa e sem tom critico, quando já não circular massa líquida após despesas, recordemos que erradamente o BCE aumentou as taxas de juro e quem o diz é o Nobel da Economia Paul Krugman, produzindo para a nossa economia real um agravamento ao nível das famílias e empresas.
Para as famílias, além do aumento além das casas, são os combustíveis, agora os transportes, portanto lá se foi a alternativa, seja qual for, teremos brevemente que começar a utilizar bicicletas, não esquecendo o tal imposto de 3,5% sobre rendimentos a plicar até 23 Dezembro.
Recordam-se dos preços que pagavam em Junho nos supermercados?, hoje aqui amanhã ali os produtos estão a subir e uns claros 5%, quando se mecher no IVA, ou sentimos esse peso ou generosamente não será aumentado, isto claro depois destes aumentos efectudos de forma abstrata.
Resumindo a economia vai-se ressentir drásticamente, destes aumentos directos e indirectos, para a maioria dos portugueses representa sintéticamente menos liquidez e essa ausência transfere-se para os mercados; comércio e serviços, indústria e claro que o governo tem de se consciencializar terá menos impostos e sobretudo terá mais corrupção, mais economia paralela e sobretudo mais desemprego.
Quanto ao desemprego a taxa real neste momento já é superior a 15 %, apesar dos valores oficiais serem diferentes e será perto dos 20 % no fim de 2013.
Claro que poderemos sempre apostar nas exportações, mas só representa uma pequena franja em termos de nº de empresas, o grosso da coluna estará sempre do lado do mmenos comércio e serviços e respectivas indústrias subjacentes.
Assim sendo quem quer investir num mercado em recessão, gerar de desemprego e sem políticas de prevenção e rectificação desta fatalidade.

De Luis Moreira a 22.07.2011 às 22:43

Pois é, Luis. Já há exemplos no México e na Argentina que caíram em recessões que duraram dezenas de anos. Sai-se delas, empobrecendo o povo e canalizando os recursos para a economia de bens transaccionáveis, e exportação. O povo, mais pobre, encarrega-se de diminuir as importações. O déficite da balança comercial é coberto pelos  empréstimos .Quem nos safou foi o Brasil, os emigrantes, a UE...agora não há mais, temos mesmo que pagar. 

De luis neves a 22.07.2011 às 23:05

Correctíssimo, subscrevo integralmente e assino por baixo

De ze a 22.07.2011 às 22:50

Sai mais barato andar de carro pessoal.
Recuso-me a sustentar os cabecilhas de certas Empresas de transporte que ganham balúrdios, enquanto que os mecânicos e motoristas ganham uma miséria.

De Luis Moreira a 22.07.2011 às 23:36

Zé, também acho que este país é demasiado injusto. Quando o governador do Banco de Portugal ganha mais que o Presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, está tudo explicado.

De Erico a 23.07.2011 às 05:06

Nossa, e eu achando q esse tipo de coisa só acontecia aqui no Brasil.
Acho um belo tapa na cara fazer o povo pagar pela má administração de um governo. Duvido que quem administrou porcamente o dinheiro do país anda de transporte público.
Mas não é o fim do mundo, basta escolher pessoas melhores para administrar o país nas próximas eleições.

De Olivas a 23.07.2011 às 08:18

Uma coisa é certa: alguém andou estes anos todos nos transportes públicos sem pagar.
Isto de uns pagarem para os outros andarem tem de acabar. Então são os de fora das grandes cidades tem de pagar os transportes públicos dos outros. As pessoas tem de se habituar a pagar se utilizarem, e se os sindicatos querem grandes aumentos e regalias tem de saber que alguém tem de pagar. E o problema é que se é o estado a pagar são realmente os outros que pagam.
A regra tem de ser: USA PAGA.

De JL a 23.07.2011 às 10:39

O problema dos transporte públicos não é tanto o de se morar longe das cidades. O problema é as cidades em si não estarem construídas segundo uma organização lógica e propícia à circulação dos transportes públicos. Para que um transporte pública seja eficiente as cidades precisavam estar organizadas em três zonas distintas: habitação, zona comercial e zona industrial. Um autocarro poderia então fazer o que seria basicamente uma linha recta ou um círculo e praticamente sempre cheio. No entanto as cidades crescem de acordo com uma lógica sem lógica nenhuma. Parece que não existe uma vontade real de resolver o problema e cada vez que há um interessado em construir um novo bloco habitacional faz onde lhe dá mais jeito. Para isso os planos directores são constantemente mudados... (ups, lá estou eu a atentar contra o bom nome...) Cada vez que uma reformada resolve abrir uma loja de meias abre onde pode mas também onde quer, normalmente na garagem de sua casa. Cada vez que um desempregado abre um café tenta fazê-lo o mais longe possível da concorrência a pensar que assim vai ter a casa "à pinha", mas também onde foi autorizado. Dependendo do valor dos terrenos e do monopólio dos terrenos (que algumas vezes são comprados em antecipação por alguém que já conversou com quem de direito onde vai ser feita a alteração do plano director) lá abre uma fabriqueta nova no outro extremo da cidade... Quem é que consegue fazer render um autocarro se tiver que visitar todos esses pontos? Se então não há autocarro para sair de casa, ir para o trabalho, ao almoço ir comprar um par de meias (se a loja estiver aberta ao almoço pois é precisamente a hora que tenho disponível - também nunca percebi estes horários comerciais... depois queixem-se das grandes superfícies), almoçar, voltar ao trabalho e ir buscar os putos que estavam na lixívia para ir para casa, lá vou eu ter que comprar um carro.

De Luis Moreira a 23.07.2011 às 12:34

Os centros das cidades estão, praticamente, vazias. Há que chamar as famílias, para dar vida à cidade, descongestionar entradas e saídas de 200 000 carros todos os dias só aqui em Lisboa, um milhão em Londres. Os combustíveis baratos foram-se para sempre, não voltam mais.

De Jose Castro a 23.07.2011 às 12:32

Custa e muito termos de chegar a esta situação, mas o que é facto é que, não havendo dinheiro, não há como tapar os enormes buracos das empresas de transportes. Foram muitos anos,com governos de todas as cores, que nada fizeram para corrigir uma situação que se sabia ia para o abismo.
Mas, reconhecendo a brutalidade da medida, não quero deixar de chamar a atenção para o facto de ser necessário muito mais do que simplesmente aumentar tarifas. Todo o sector pecisa de uma mexida em larga escala: há que reorganizar o sector, se calhar diminuindo o numero de empresas, mas certamente impondo cortes nos custos de exploração das mesmas, cortes esses que não podem ser cegos de uma percentagem igual para todos. Há que ver as diferenças de situação e certamente umas podem cortar mais do que outras. Também se tem de olhar para a organização e tutela do sector, para já não falar nos acordos de empresa que precisavam de ser moralizados. Assim se contribuirá para um sector mais digno, com maior capacidade de resposta às necessidades dos cidadãos.
Ficam estas ideias.

De Luis Moreira a 23.07.2011 às 12:42

Tem toda a razão, meu caro. A verdade é que por razões alheias à razão, nunca se conseguiu impor uma autoridade única para os transportes que tivesse uma visão global do assunto a nível da região, tanto em Lisboa como no Porto. Até constroem parques de estacionamento na Baixa para chamar carros para dentro da cidade. Há milhares de prédios em mau estado que podiam ser convertidos em parques auto para os moradores. Há alguns, muito poucos.
Vamos ver , o que acontecerá às estacas de madeira em que assentam os prédios, depois destes atentados de construção de parques subterrâneos, com cortes de veios de água e mudança das condições para que foram criados.

De paulo a 23.07.2011 às 12:37

Eu não me indignava se para pagar fosse como para receber, percebem o que quero dizer ? Para pagar temos de harmonizar com a Europa e para os vencimentos será que temos que harmonizar com a China ?

De Luis Moreira a 23.07.2011 às 12:46

Estive na China há menos de um ano e, digo-lhe, aquilo não é flôr que se cheire. vai chegar a vez de um bilião de pessoas que vive mal a par de 700 milhões que já vive como nós, colocar problemas insolúveis.A miséria não é solução em lado nenhum e só funciona, temporariamente, em ditadura. No Chile tambem foi assim com Pinochet.

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