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Os Contemporâneos: yá, eles podem

por Rogério Costa Pereira, em 05.05.08

A medo, abomino desilusões, lá mudei para a RTP1, por volta da hora a que o Professor Marcelo costuma acabar de ditar aquilo que será a semana do país (adoro o Professor, mas dá-me muito mais gozo ouvi-lo, no dia seguinte, na abertura de todos os espaços informativos da Antena 1 - hoje era que o Pedro Passos Coelho e o Pedro Lopes andam entretidos com o jogo da cadeira. Parece que só há espaço para um - sentença ditada. Conformem-se, pois). Mudei para a RTP1, dizia, e voltei ao meu filme - Bee Movie. O Professor ainda ditava Bóhs! Dei mais 5 minutos e eis-me, finalmente, frente a frente com o Bruno Nogueira a explicar as regras da casa. Animado com o "interrail da Maddie" e com a "Simone vs gajo de 26 anos em horário nobre", fui ficando, ficando e acabei por ficar até ao fim. E gostei. Não é fácil, nos dias que correm tentar romper o exclusivo dos Gato Fedorento. Até o Herman tentou e veja-se o que lhe aconteceu: acabou na Antena 1 a fazer uma croniqueta diária chamada "O tal país", a qual, ó sina, a do homem, mais uma vez, não tem piadinha nenhuma. Os contemporâneos arriscaram, cientes onde se estavam a meter, e, até ver, parece que ganharam a aposta. Está lá, com as excepções abaixo enunciadas, um bocadinho de tudo o que é bom, em fresquinho e desanuviado - este final é o mais perto do The Office que até agora vi feito na TV à portuguesa, e, salvo erro, há-de ter saído das unhas deste senhor. E tudo num belo formato. Achei o sketch da avaliação dos professores demasiado longo e pobre para ser o través de todo o programa, mas percebi a ideia e concordo. Há a necessidade de um sketch ao melhor estilo “continua-daqui-a-uns-minutos”. Porém, tem, s.m.o., que ser uma coisa mais ligeira, menos maçadora, que não dê motivo, e tempo, ao espectador para mudar de canal. De resto, basta um desses sketches, e o do elevador, brilhante, tem todos os ingredientes. A onda será mais essa, menos avaliação de professores, mais elevadores a apitar.



O sketch do Papa foi, também ele, muito pobrezinho. Ousou demasiado e, ao invés de roçar o costas largas do nonsense, andou ali de mãos dadas com os malucos do riso. Em suma, assim eles consigam limar algumas arestas, temos homens. Temo, porém, que não mantenham os fantásticos resultados de ontem (quase um milhão de espectadores). Falta-lhe ali qualquer coisa que segure o espectador que se ri com os malucos do riso, o lorpa português, tão bem ilustrado na Liga dos Últimos (fantástico programa), sem afugentar os adeptos do, alguém assim o chamou, humor inteligente. Um exemplo, melhor, “o” exemplo: Ministry of Silly Walks. Esta porra faz rir qualquer um, sejam lá quais forem os motivos que despertem a vontade. Saibam inventar algo parecido, como o RAP não se cansa de fazer, programa sim, programa não, e manterão o milhão. Caso contrário, continuarei a vê-los na RTP2. Uma última palavra para os actores: o Bruno Nogueira não tem que sair do registo dele, é certo, mas não encaixa em todos os papéis. O Nuno Lopes esteve absolutamente soberbo. E a Maria? Tão desaproveitadinha.

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publicado às 17:13


21 comentários

De morfose a 06.05.2008 às 10:56

Não é uma questão de ser chavão, mas de se verem coisas no humor nacional que são copiadas/emprestadas/baseadas nas série britânicas que todos conhecemos.

De .Ypslon a 06.05.2008 às 10:50

Eu gostei do programa. Não achei genial, mas gostei. Também não percebo muito bem a tendência actual de se comparar qualquer coisa de humor em Portugal com Monthy Python ou qualquer coisa inglesa. E que tal começar-se a criar padrões de referência diferentes? Já começa a ser chavão!

De lampiao a 06.05.2008 às 11:57

As minhas condolentes desculpas à menina fernanda, pois se eu já, em tempos, a safei das garras do feroz VLX que, vejam lá, a acusou de ser um homem, não merecia agora ser assim rasteirado à entrada da área, á socapa, sem o arbitro ver. Contava, obviamente, com uma boa margem de indulgência.

Agora AMP (mais justine que juliette) você que fez as honras de capataz de balneário da gerência, quero dizer-lhe que estou envergonhado com a sua conclusão. O comentário era para o ordinarote ? por dizer que VPV não tinha percebido a líbido de MFM ? agora sim, pode ser ordinarote porque ao escrever MFM pode, a MF Moller, não Mónica, sentir o ultrage.
aceite os cumprimentos do lampiao

De Rogério da Costa Pereira a 06.05.2008 às 19:09

Realmente esse tal de Monthy não tem nada a ver. Já os Monty Python têm e sempre terão tudo a ver com a comédia.

De .Ypslon a 06.05.2008 às 17:43

Todo o humor é baseado nas séries britânicas? Porquê a comparação? É certo que Monthy e outros marcaram um estilo, lançaram bases e direccionaram todo o humor numa direcção. Mas agora, vistas as coisas, já não tem nada a ver!

De carlos barbosa oliveira a 05.05.2008 às 22:21

Também fui lá a medo. Não desgostei,mas fiquei com muitas dúvidas em relação ao futuro. Ou descamba e apaga-se, ou ganha chama e vence as barreiras da insegurança que os póprios contemporâneos revelaram. Falta-lhes qualquer coisa...sei lá! talvez um pouco de Viagra para lhes dar autoconfiança.
Inteiramente de acordo em relação ao Herman. A diferença é que a SIC não poupa no VIagra para ver se o homem se endireita e volta a ter piada!
Desculpe lá a conversa parva, mas fiquei assim desde que li o que se tem escrito na imprensa portuguesa acerca d Maio de 68. Até fiz um post sobre o assunto, lá no meu Rochedo. Sem Viagra, claro

De gibel a 05.05.2008 às 18:27

ñão, não vi; perguntei ao luis filipe menezes que tenho lá arrumado ao lado do robot de cozinha, debaixo das taparueres e o gajo esclareceu-me, depois de me dar a previsão meteorológica e recitar as euronews.

De Rogério da Costa Pereira a 05.05.2008 às 18:23

Calma. Estes ainda não têm estatuto para isso. Os Gatos já por aí andaram. A estes há que dar-lhes tempo.

De gibel a 05.05.2008 às 18:20

vi! fraquinho! desculpa, mas um gajo depois de se empaturrar com little britain, gentlemen league ou good gracious me...olha, esforcem-se mais! quando é que estes humoristas nacionais se esforçam por criar figuras realmente politicamente desgradáveis, incómodas, que superem o que é previsível:brincar com o papa? etc.? gasto demais. até os malucos do riso podem fazer isso. este país leva-se demasiado a sério e não ridiculariza outros personagens/figuras de consenso.

De gibel a 05.05.2008 às 17:56

meu caro, isto cá para mim, enquanto não conseguirem fazer por cá uma coisa que tenha aí pelo menos um décimo de km de auto-estrada da piada e da genialidade que tem, por exemplo, o little britain (http://br.youtube.com/watch?v=-9IdOAQU-wQ), não tenho pachorra para esta gente contemporânea ou menos contemporânea, ou hermans, ou fedorentos, sabe-me tudo a amostras de monthy pythons atamancados.

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