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Ceci n'est pas un blogue

por Rogério Costa Pereira, em 02.05.08

Aqui fica o exemplo de um post atento, circunstanciado, totalmente assente em factos, nada especulativo, invasivo ou despropositado, enfim, tudo o que de bom a bloga portuguesa tem para nos dar. Como desconheço o que faz o respectivo autor, estando assim impossibilitado de o comparar, em termos profissionais, a quem quer que seja, o que poderia dar azo a análises do nível das que ele acolhe na caixa de comentários do post a que acima aludo, limito-me a sublinhar a inquestionável elevação do post em causa, esperando, no entretanto, que o Fernando não ganhe a vida com isto dos blogues, pois, dessa forma, pouco o incomodará o que possam dizer, na caixa de comentários que se segue, da sua distinta forma de blogar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:36


26 comentários

De Rogério da Costa Pereira a 02.05.2008 às 15:13

Lampião,
concedo que a vida dá voltas. Ainda assim, sempre, que me lembre, bati mais a outras portas. Essa da TVI era mais para o, hoje, arrastador. Quanto a Vexa, és um provocador de meia tigela.

(pode não resultar óbvio, por isso o esclareço: no meu 1º comentário não me refiro ao FM, certo que presumi que também não era a ele que se referiam os comentários da Ana e do Pedro)

De tric a 02.05.2008 às 15:42

" limito-me a sublinhar a inquestionável elevação do post em causa "

não tenha duvidas que é de uma grande elevação !! e a forma como termina o postem relação ao Malabarist é um must...

" Fica, para registo e como disse Rui (Reininho), “a atitude tão clara e tão óbvia de quem anda a enganar”.

( na minha opinião , tambem se aplica a FC , basta ler o seu ultimo post que mais uma vez se esconde atras da capa do jornalismo...)

mas a resposta do AUTOR ao comment do Malabarista é *****

"Sobre o resto que escreve limita-se a descarregar a sua irritação. Compreendo-o perfeitamente, mas não há rigorosamente nada neste texto que não mereça. Amplamente."

mas nada melhor que ler e reler

http://cachimbodemagritte.blogspot.com/2008/05/o-malabarista.html

De Joao Cardoso a 02.05.2008 às 19:43

"GLORIOSA historia cristã de Portugal" é puro analfabetismo funcional. Primeiro porque gritar é feio. Segundo porque História se escreve com maiúscula e acento. E terceiro porque mesmo a História Religiosa de Portugal tem coisas de cristão, outras de mouro e muitas de outras crenças.
Portanto não vale a pena explicar-lhe que a luz da moral é muito fraquinha quando se utiliza em História. Era perder tempo, porque o tric vive às escuras.

De tric a 02.05.2008 às 18:46

"A História é uma ciência, meus senhores, e mal de nós se assim não fosse."- João Cardoso

"A maior crítica que lhe podemos fazer é justamente a que Aron fazia a Sartre: a de ser um moralista."

interpretar a factos historicos de Portugal com a moral toina jacobina de Rui Tavares , faz com que a GLORIOSA historia cristã de Portugal , seja algo de que os cristãos se devam estar constantemente envergonhar-se e a pedir desculpas...

os factos historicos devem ser analizados a luz da moral do tempo em que ocorrem e não à luz da moral do sr. Rui Tavares

PS - "Para começar prova que havia pelo menos um judeu em Lisboa, o rabi Abraão Ibn Ezra que alguns anos mais tarde e sob a forma de poema “recordava amargamente o sofrimento dos vencidos”."

caridade cristã!! deixaram um pra contar a história, e como é judeu , acrescentar muitos pontos...

De Joao Cardoso a 02.05.2008 às 17:15

"Entenda-se por objectivo não afirmar que os “Judeus foram passados a fio de espada” quando não há nenhum documento que confirme a existência de Judeus em Lisboa àquela época".

Não tinha apanhado a discussão sobre a crónica de Rui Tavares, mas já agora, também digo qualquer coisinha. Também não sou medievalista mas como praticante do ofício quando não sei pergunto aos livros. Os livros, neste caso concreto o estado da arte, ou seja, o livro, chama-se D. Afonso Henriques, é da autoria de José Mattoso, e tem umas páginas sobre o assunto. Para começar prova que havia pelo menos um judeu em Lisboa, o rabi Abraão Ibn Ezra que alguns anos mais tarde e sob a forma de poema "recordava amargamente o sofrimento dos vencidos". Só cito um bocadinho:

"Houve assassinatos e gente esfomeada a gemer por todas as partes
A casa de orações e louvores foi vilmente profanada
E gente estranha, hoste feroz, rasgou de Deus a lei verdadeira."

E foram passados a fio de espada muitos dos sitiados? Foram e não foram. Foram: "mas os cavaleiros alemães (...) com grande escândalo, sem respeitarem o estabelecido, deixaram entrar muitos mais homens do que o número acordado (...) entregaram-se a toda a espécie de abusos e violências, incluindo o assassinato do velho "bispo", que normalmente se admite ser o bispo da comunidade moçárabe ainda existente em Lisboa." “As violências e distúrbios (...) são atribuídas apenas ao Flamengos e Alemães. Podemos imaginar, sem receio de engano, que teriam sido muito mais arbitrárias, cruéis e generalizadas do que as referidas por ele."
Não foram, por ser duvidoso que as espadas dos cruzados tivessem fio: no armamento da época a espada não é normalmente uma arma de corte, mas de "peso". É mais provável que tivessem usado o fio dos punhais...
Posto isto Rui Tavares tem razão, mesmo que a sua fonte tenha sido António Borges Coelho, excelente historiador, mas com alguma tendência para o empolgamento, é verdade.
Antes que chegue um idiota qualquer a dizer que José Mattoso é suspeito porque foi fundador do BE, riu-me antecipadamente. É consensual que ele está para a historiografia medieval portuguesa de finais do séc XX como Herculano o esteve para a do séc. XIX. Claro que o que Alexandre escreveu hoje está, em muitos casos, ultrapassado. A História é uma ciência, meus senhores, e mal de nós se assim não fosse. E é provável que parte da obra de José Mattoso venha a ser ultrapassada pelos medievalistas que hão-de vir.
Mas é o estado da arte.
Quanto ao resto, se me comparassem profissionalmente, no que toca a trabalho de investigação, com o Sr. Hermano Saraiva, sentia-me insultado. Em termos de investigação é o grau zero da nossa historiografia. Enquanto divulgador de História tem um trabalho simpático, a despeito dos muitos disparates e inexactidões que profere. E aqui a comparação nem sequer é acusativa. A mim não me incomodava...

De Rogério da Costa Pereira a 02.05.2008 às 17:52

Já agora, tric, lê também este: http://cachimbodemagritte.blogspot.com/2008/05/not-with-bang.html

De Aires da Costa a 02.05.2008 às 21:18

"Em História existem dados objectivos (ex: D. Afonso Henriques foi o primeiro rei de Portugal)"

Sem pretender contestar esta interpretação da História de Portugal, não resisto, perante as calinadas epistimológicas do comentador, a perguntar:
Será que a mãe de D. Afonso Henriques a chamada "rrainha dona Tareyja de Portugal", não lhe é anterior ?

in Tit. VIII, nos Port Mon. Hist., Seriptore

De Aires da Costa a 02.05.2008 às 21:31

"GLORIOSA historia cristã de Portugal , seja algo de que os cristãos se devam estar constantemente envergonhar-se e a pedir desculpas… "

Não sei porque motivo os cristãos de Lisboa deveriam pedir desculpas por terem sido massacrados pelos cristãos flamengos e alemães. Talvez o ilustre historiador cristão me saiba explicar.

De tric a 02.05.2008 às 22:11

“GLORIOSA historia cristã de Portugal” é puro analfabetismo funcional.

Primeiro porque gritar é feio.

-não é gritar, é uma evidência!

Segundo porque História se escreve com maiúscula e acento.

- tentarei corrigir

E terceiro porque mesmo a História Religiosa de Portugal tem coisas de cristão, outras de mouro e muitas de outras crenças.

- você é mesmo historiador !!??ao colocar a religião cristã no mesmo patamar que a religião dos mouros e as outras crenças na História Religiosa Portugal , o meu tico é levado a concluir que você bebe na mesma fonte que o Malabarista Rui Tavares

"Portanto não vale a pena explicar-lhe que a luz da moral é muito fraquinha quando se utiliza em História. "

a mim não tem que explicar nada! vocês historiadores é que devem pratica-la sempre fazem a analise dos dados históricos, mas basta ver os historiadores vedetas da comunicação social (ex. o Malabarista ) a falar sobre o periodo do Estado Novo, para ver que se a História é aquilo, então de ciência não tem nada !!


"Era perder tempo, porque o tric vive às escuras."

ahhh, umas vezes às escuras outras com luz (raras, mas às vezes acontece) outras a média luz ,etc

De mpb a 04.05.2008 às 15:17

Olhe, já agora vá também ao meu "blogue" e leia com calma e veja se trata mal alguèm e se está na linha do que de bom se faz em Portugal.
MUSICA MAESTRO

Como diria o Saramago, obrigadinho pela atenção dispensada.

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