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Dirijo-te estas palavras sabendo que o faço a alguém cujos neurónios entraram em guerra fratricida e bastarda ao ponto de só restar um (o mais escasso e ligeiro) — lamentavelmente, o que te sobrou está meio metro acima do habitat natural, desfruta de cauda acelerante e tem como ambição única irromper por um óvulo. Ciente disso, mas porque tenho bom coração, avanço.

Na última semana, resolveste publicitar — várias vezes — a tua imbecilidade. Percebo, porque te enxergo a natureza, a tua cretinice genética e “eurotica”. Os genes fazem-te, os euros justificam-te (perante o espelho aldrabão que te dá as trombas a ver).

Assim, e munido do tal espermatozóide mascarado de neurónio, decidiste fazer história. Por fortuna de quem te lê e essência tua, não fizeste a dos outros e desvelaste a tua. És uma espécie de rei midas da merda: transformas em trampa tudo aquilo em que tocas. Se por acaso te caísse nas mãos um qualquer pasquim pago para ser gente, havias de conseguir reduzi-lo a um teu irmão de sangue, assemelhá-lo à tua essência estéril.

És uma peçonha, pois. Porém, essa dor que te atenta e que tentas, para te aliviar a mágoa, passar para os outros, esse beliscão na alma que não tens, essa vocação de idiota útil — e outro tipo de utilidade não terás — estão condenados a ser só teus. Olha para trás. Olha para o teu reles viver e para tempo que levas desde o nascer. Traduzes-te num zero abaixo da nula referência. Algo numericamente impossível. Não chegas a ser nada, portanto. Um dia que te atinjam com um espelho fiel, morrerás em agonia — envenenado pela verdade que a representação te dá.

Bufas as bufas do bufos (eis a tua biografia) e usa-las como se tudo (as ventosidades e os respectivos excretores) fosse gente. Lamentavelmente, e isso deve doer — os meus pêsames à tua mãezinha —, nunca (nem os “teus”!) algum dia te levarão a sério. O problema, bobo desta corte, é que tu próprio não passarás do vento malcheiroso dos cus que a cada tempo (há séculos) te vão expelindo.

No entanto, verdade seja dita, estás cada vez mais acompanhado – não partiram o cabrão do molde. O teu fedor, honra te seja feita, é evidente — não enganas ninguém. Outros perfumam-se à francesa e, por vezes, a confusão de aromas engana ao primeiro lanço. És um puro óbvio e por isso — sempre de mola no nariz — acompanho o teu percurso.

Continua a fazer por nos ilustrar, faz pela comenda que um dia, por merecimento, te afixarão no focinho. És-nos necessário, cumpres o papel de grilo mudo do inferno, como que um sinal de animais na estrada.

Ainda assim, e perante tão reles intruso, que se foda o carro.

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publicado às 15:49


11 comentários

De jotaeme a 26.08.2010 às 16:30

Rogério, tendo a "felicidade" de por aqui aportar e participar nestas temáticas, não deixo de me congratular com o estilo aberto e sem papas na língua com que se discutem os  pontos de vista! Mas esta abertura de espírito, não tem feito escola nos últimos tempos! Só os convenientes, na mira de á frente receberem o soldo pela "concordância"! Esses não devem gostar do estilo!Por isso a minha satisfação por este seu desassombro, com o qual concordo na íntegra, se dirigido como penso á figura aqui tratada!
Sublime a última frase!
É um partir para a guerra de peito levantado!
JOrge madureira

De Rogério Costa Pereira a 26.08.2010 às 19:00

São tantas as figuras, Jorge. Ainda agora na praia me calhou uma família delas no toldo ao lado.

De António Parente a 26.08.2010 às 18:43

Não sei a quem se refere o post e nem quero saber. Não gosto do estilo e quando não gosto afasto-me, deixo de ler.

De Rogério Costa Pereira a 26.08.2010 às 18:54

E faz muito bem, António.

De valter marques a 26.08.2010 às 19:33


acho que nem devia perder tempo a comentar..

De António Parente a 26.08.2010 às 20:14

Discordo. Imagine que todos ficavam desagradados com o estilo e deixavam de ler o blogue. O Rogério ficava intrigado com o contador do sitemeter a zeros. Penso que é um acto de delicadeza informarmos o bloguer do que gostamos e do que nos desagrada para ele perceber o impacto que está a ter. A intenção não é fazê-lo mudar de estilo ou condicionar a forma como escreve. É dar-lhe, muito simplesmente, um feedback sobre o que foi publicado. Pode-se concordar, pode-se discordar ou pode achar-se tão mau ou tão bom que ou se elogia ou se diz que não presta. Quem publica um blogue, gasta o seu tempo a publicar coisas, tem uma caixa de comentários aberta e perde o seu tempo a ler o que os comentadores escrevem merece esta atenção. 


Eu parei de ler no parágrafo onde se fala de "peçonha". Esta pode ser uma informação importante. Se eu quisesse insultar alguém e descobrisse que só liam as minhas primeiras 150 palavras então não perdia o meu tempo a escrever 300. Concentrava os insultos em 150, conseguia o meu objectivo e os leitores iam até ao fim.


Com o meu comentário o Rogério percebe que há 1 leitor que não gostou e 3 adoraram. Dirá para os seus botões: badamerda para o 1. 


Por isso, comentar é importante mesmo quando se detesta o estilo.

De Marco a 26.08.2010 às 23:49

Mau, não tínhamos combinado que estas postas eram nas madrugadas de Sábado para Domingo?

Se estas coisas começam a sair à semana, e a horas de gente decente, temos o caldo entornado...

Saudações (e hoje, porque me apetece, não sei por que razão, leoninas)!

De Rogério Costa Pereira a 28.08.2010 às 02:15

Este já conhecias, Marco. Foi escrito à hora de sempre nos dias de sempre. É um remake. Não sejas queixinhas e inbejoso. ;)

De josé magalhães a 28.08.2010 às 12:08

Subscrevo e faço meus os comentários do António Parente.
Infelizmente, ao contrário dele, deu-me para ler até ao fim. Depois da peçonha, piorou. Não gostei do estilo, dos termos, da redacção. Há quem goste deste género, mas não é o meu caso. E o meu gostar ou não, nada tem a ver com o/a destinatário/a do post, que não conheço.
De vez em quando venho até este sítio, mas nunca me apeteceu comentar até agora. Faço-o aproveitando o comentário de outrem para o dizer como se fora meu.
Voltarei, claro, até para ver se o estilo e os termos são para continuar, ou se pelo contrário, não serve de exemplo, e então, tirarei a necessárias e devidas conclusões.
Aceitem os meus desejos de bons posts e de prosperidade.
José Magalhães

De burns a 28.08.2010 às 19:52

continuas o mesmo sujo apesar de teres sido expulso do anterior colectivo
vais continuar a ser o mesmo sacana enquanto tiveres garantida a dose diária de lentilhas por conta do orçamento de estado
vai trabalhar parasita

De Anónimo a 28.08.2010 às 21:04

Rogerio da Costa Pereira tens a resposta no CORTA _ FITAS. Vai te Foder, seu porco xuxa! Compra o pririlau primeiro, porque é coisa que não tens entre as pernas. Podes garvar o IP, porque se te metes comigo, podes crer que tens de volta.

 

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