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Um dos promotores da iniciativa, que solicitou o anonimato, disse que a bandeira monárquica foi ali colocada a meia haste, durante a madrugada, como prova do «estado da nação». Estranho o anonimato:  nada tema, senhor anónimo. Mais adiantam que o país "nunca esteve tão desalentado como agora, quando se comemora o centenário da República". Nunca. É pensar nos séculos de história de Portugal, nos horrores que já se viveu, mas não, nunca. Nunca, como agora. E uma coisa é certa: problemas como o défice, a estagnação da economia, o desemprego, a pobreza, seriam resolvidos com a restauração da monarquia. Sim, com um Rei, imagine-se, e com o fim do princípio de liberdade que me leva a poder escolher quem eu quero para chefe de estado, venha ele, ou ela, de onde vier, sejam quais forem as suas origens. Um rei e, depois dele, o seu filhote ou filhota, mesmo que seja um idiota chapado, porque o sangue é que conta.


Mas respeitemos as convicções de cada um.


Bonito é roubar a bandeira republicana e colocar, no seu lugar, a bandeira monárquica. E no Parque Eduardo VII.


Um parque assim baptizado em honra de Eduardo VII, de Inglaterra, famoso pelas suas  infidelidades conhecidas e toleradas pela obediente esposa, um verdadeiro playboy, o que me parece indiferente, mas que é o retrato tão actual da queda dos valores conservadores que as monarquias europeias pretendiam e pretendem hipocritamente representar.


Já o Parque Eduardo VII, rapidamente "desligado" de quem lhe deu o nome, é um belo local para hastear a bandeira monárquica. Ele pretende, no seu projecto urbanístico, "prolongar" a Avenida da Liberdade e no topo encontra-se um monumento, de gosto altamente discutível, mas que em todo o caso é o Monumento 25 de Abril.


Estes monárquicos são tão patuscos.

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publicado às 12:59


39 comentários

De Zé do Telhado a 27.03.2010 às 14:45

Minha querida Belinha, sabe porque gosto do Zé do Telhado? Porque foi um verdadeiro mártir da nação. Fou o único gatuno a ser desterrado, só porque roubava ricos e distribuia aos pobres. Os outros gatunos, ficando pela nação, deixaram a linhagem e os genes por aí espalhados. Este tipo, o Zé, devia ter uma estátua maior que a do Pombal.

De Isabel Moreira a 27.03.2010 às 14:47

está nervoso? que interessa quem deu o nome a quem? isto é um texto de humor, ó gente inquieta. é a avenida da liberdade, que hoje tem um significante diferente, com o marquês que era um déspota logo no seu início, é o monumento ao 25 de abril, é o corropio à noite, tudo isso,está a ver? há muito que se fala das contradições simbólicas desse lugar, livra.

De Isabel Moreira a 27.03.2010 às 14:48

que demagogia

De Zé do Telhado a 27.03.2010 às 14:51

Cara Isabel, Inglaterra é uma país monárquico. Que me diz sobre aquela falta de democracia que por ali vai? Aquele povo gosta mesmo de ser escravo, não!? E a Holanda, o que tem para me dizer? E a Dinamarca!?

De Zé do Telhado a 27.03.2010 às 14:53

Ó Belinha, também quero entrar na conversa. Publique lá os meus comentários e responda. Já tou a ficar cos azeites!!!

De Samuel de Paiva Pires a 27.03.2010 às 15:12

Cara Isabel,

Resumida, pois. Talvez não fosse mal pensado operacionalizar os conceitos de democracia, liberdade e igualdade. E sim, esses são valores mas não são de hoje. São de há, pelo menos, 25 séculos. Sem os operacionalizar (de forma resumida, claro está, que isto da blogosfera não é, obviamente, para andar aqui a fazer teses de doutoramento), não pode sequer argumentar que a república será o melhor regime, como se fosse auto-evidente (à semelhança da tese que apresentou no Prós e Contras quanto à auto-evidência constitucional relativa ao casamento gay).

Ademais, teria que delimitar espacialmente tal análise e efectuar comparações. Porquê? Ora vá lá ter com qualquer britânico, dinamarquês, sueco, espanhol, belga ou norueguês e diga-lhes que nos respectivos países não há democracia, liberdade ou igualdade. Estando os três conceitos intimamente relacionados, se me permite a sugestão, talvez não fosse mal pensado dar uma vista de olhos na obra de Robert Dahl e na acepção de poliarquia.

Qualquer politólogo ou filósofo político que se tenha debruçado sobre a eterna questão do melhor regime, se espantaria com tão douta acepção auto-evidente. Nada é auto-evidente ou auto-explicativo. Por isso mesmo, tal como refere, é apenas uma opinião, que, por preconceito ou ignorância, tenta fazer disfarçar de forma pseudo-intelectual como conhecimento. No fundo, é o velhinha retórica republicana do "é melhor porque sim".

Estou esclarecido, obrigado.

Cumprimentos

De Nuno Castelo-Branco a 28.03.2010 às 14:59

Demagogia? Claro que existe e em todos os sectores. É uma tentação à qual ninguém consegue escapar. Neste caso, a Isabel cedeu à mesmíssima demagogia, quando decidiu invocar "valores morais", atirando logo com o "bife de lombo das amantes" deste ou daquele monarca. Como se eles alguma vez se tivessem preocupado em alardear públicas virtudes. A mania da perseguição moralista encontra-se, isso sim, num oitocentismo já muito a fazer despontar o republicanismo militante. Basta dar uma vista de olhos naquilo que se grasnou nas patéticas e masoquistas Conferências do Casino e concluir acerca da sanidade mental daquela gente.
A república portuguesa é um pulmão que se afoga em si mesmo. Basta abrir qualquer jornal e ver o que se passa. Não tem nem consegue impor nem uma ínfima parte do espírito cívico que a monarquia constitucional normalizara na país. Na educação? Zero. Na Justiça? Pouco ou nada. Para ficarmos por aqui. E por favor, não recorra aos chavões acerca do que "se dizia da rainha Dª Amélia" e outras habilidades discursivas do estilo. Além de ser vergonhoso para quem argumenta, carece de qualquer tipo de prova factual.

De Ted a 29.03.2010 às 10:58

Minha Querida Belinha sei perfeitamente que a Sra. também sabe que o valor da propina é bastante pequeno tendo em conta o custo total de um curso... por isso acho de bom tom e só lhe fica bem, tal como todos nós que frequentamos instituições de ensino superior agradecer aos Portugueses o esforço deles para nós ajudar a ser alguém neste mundo, afinal de contas são eles que ainda lhe pagam o salário.
Para hastear bandeiras não se faz grande esforço, mas pelo menos as pessoas moveram-se por aquilo em que acreditam... na opinião de muitos é bastante mais trabalhoso e custoso do que ficar recalcada com o seu delicado traseiro numa cadeira apenas fazer comentários jocosos e viperinos. Veja a situação por este prisma... se a Querida Belinha tivesse perdido o mesmo tempo que perdeu a escrever este texto infeliz sobre uma bandeira, a lutar por aquilo que acredita ou então fosse fazer voluntariado por alguma causa nobre (ex: lutar contra a fome), seria mais proveitoso para si e para a sociedade.

De nuvens de fumo a 29.03.2010 às 12:17

Os Republicanos são quem manda aqui, por isso....
Azareco

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