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Ontem vi apenas a parte final do Prós e Contras. Ouvi Almeida Santos preocupado com a necessidade de termos de pensar nos problemas a um nível global. Falava, sobretudo, no capitalismo e nos seus efeitos, e na necessidade de haver uma regulação internacional do mesmo. Almeida Santos nada tem contra o capitalismo, mas vivemos num mundo que já não pode ser olhado em termos estaduais, pelo que temos de ter regulação supranacional. Dir-se-ia que esta observação se estende a muitos outros domínios.


É verdade que vivemos numa economia globalizada e também é verdade que a reivindicação de Almeida Santos é antiga. Fala-se, a esse propósito, do interesse comum de todos os povos, que reclama um sistema mundial de gestão, perante a crise do Estado para defrontar tantos dos problemas cuja causa identificamos como exterior ao mesmo.


Há, de resto, experiências históricas de tentativas de unidade, mas essa foram experiências impostas, o que não é o pretendido neste debate.


Em todo o caso, se, do ponto de vista dos princípios (jurídicos), a igualdade entre os Estados é o que se proclama, ainda não se conheceu um modelo internacional que não mostrasse, no domínio dos factos, que seja qual for a estrutura de poder que se invente, ela serve, em primeiro lugar, os interesses do país dominante.


Na comunidade internacional, o Estado ainda é o agente político interventor por excelência e não há igualdade efectiva verificada, o que é, de resto, legalmente assumido, por exemplo no Conselho de Segurança com o direito de veto. Este direito não é mais do que a garantia de que os interesses dos Estados que o detêm não são ultrapassados pela maioria dos votos do resto do mundo.


Isto não é uma crítica. É a descrição dos factos, daquilo que é a realidade da comunidade internacional.


A revindicação de uma qualquer organização mundial que, de boa fé, regule o capitalismo e todas as outras matérias supranacionais nas causas e nos efeitos, vai sempre deparar-se com essa coisa que se chama Estado.


 


 

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publicado às 12:27


1 comentário

De Zé do Telhado a 23.02.2010 às 19:41

Ó Bélinha, vamos conversar? Sim? Então, continuo eu. Repare bem. Entidade supranacional. Ela já existe. Sabe quais são? As multinacionais dos seguintes sectores: Pescas, agricultura, agroquímicos, tecnologias, indústria de guerra (armamento), indústrias farmacêuticas, indústrias extractoras, indústrias na área de energia (petróleo), a indústria financeira que transformou o mundo num casino e sempre que giravam a roleta a bola caía sempre no lado deles etc. Quem detinha e detém o controlo de muitas delas? Empresários ligados às finanças e com assento nos parlamentos (senado) de países poderosos. Quem beneficiou com isso? Os ricos. Sim, porque esses "gajos", os pobres, é que dão cabo desta treta toda. Se não fossem eles os ricos comiam-se uns aos outros. Por outro lado, essa globalização vem do tempo dos "illuminatti", procurando também contrariar a igreja católica que sofreu das mesmas tentações, passando pelo  club Bilderberg que tenta influênciar, através do controlo dos recursos e dos meios produtivos e da dependência que geram por serem detentores dos mesmos, as nações do mundo. Pelo caminho, como convém, vão criando alguns novos ricos e recrutando uns quantos, pagando com favores, para se colocarem ao serviço deles. O interesse comum de todos os povos, neste momento e no futuro, é o regresso às fronteiras e, com parcimónia, continuarem a transaccionar bens, mas sempre com o destino em suas mãos. Por outro lado, nunca os príncipios jurídicos foram garante do que quer que seja, porque estes foram sempre manipulados em benefício do mais forte e poderoso: Quer Exemplos? Pela nossa parte, Portugal, deixe dizer-lhe: Temos água, mar para explorar, florestas, Sol gratuito e capacidade de produzir e inovar. O que nos impede de fazer tudo isso? As empresas e governos (alguns) que globalmente sugam o sangue de cada um, e, também, porque passamos a vida a ser esperançosos e a não construir a ESPERANÇA. Poruqe criámos uma mentalidade de gento dependente ao invés de sermos pessoas adultas e com capacidade de, mesmo vivendo a dor, transformar a nação. Porque somos egoístas e memnino(a)s com birras, queremos ter tudo e não abdicar de confortos. Porque não queremos sacrifícios, por exemplo: abdicar de uma parcela do 13º mês, os que podem, abdicar de uma parcela nas taxas de juro dos empréstimos para a habitação, abdicar, reduzindo, as rendas altíssimas, porque não se disponibilizam as casas devolutas,  atribuir uma só reforma, ao invés das duas e três reformas que se recebem, abdicar, a partir de determinados níveis, de uma parte das pensões e ordenados, pagar mais impostos sobre os lucros e capitais, isentando os capitais reinvestidos, abdicar de direitos ditos garantidos, abdicar, entre muitas outras coisas, de um sistema corporativista e, por último, deixarmo-nos de nos servir e pensar em servir o outro, todos os outros. Mas também, adoptar uma politica de controlo de natalidade que em muitos países conduz a uma taxa elevada de morbilidade e adoptar uma política de natalidade nos países Europeus. Sabe o que vai acontecer (guarde este comentário)? Vamos regressar às fronteiras, ou por decisão de cada povo ou forçados por uma guerra que já se cheira. Por outro lado, deixe-me dizer-lhe: Felizmente que esta crise apanhou todas as gerações, idosos, meia idade e jovens. Assim ficaremos com a memória do que não devemos repetir, pelo menos nos próximos cem anos. DESCULPE-ME QUALQUER ERRO. COMO ESCREVO DE EMPREITADA NÃO CORRIJO.

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