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Porreiro, pá; mas continuo a não gostar de ti

por Rogério Costa Pereira, em 21.10.13

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E lá me convenci a ler a entrevista que o Sócrates deu ao Expresso. Seria fanatismo não o ter feito. Só não comprei o jornal por uma questão de Princípio. Um dia, ainda no tempo do "arquitecto", assim decidi. E assim tenho feito. E farei, até que decida o contrário. O que não me parece que esteja para breve. 
Quanto à entrevista. Com uma ou outra excepção, gostei do que li, embora tenha embirrado com aquela novidade irritante na apresentação das perguntas. "Ele isto, ele aquilo". E depois cai uma resposta. Deve ser mais alguma coisa "que está a dar" só porque algum jornal estrangeiro de nomeada faz assim. Não há provincianismo tão puro como o de uma certa Lisboa. Mas a esse pormenor Sócrates é alheio. Adiante.
Porrada que ferve. E língua bem afiada. Impossível eu não gostar do tom geral. 
Porrada no rodinhas das finanças boches, um dos mentores do que nos está a acontecer agora. Não é novidade mas gostei de o ver confirmado.
Porrada no Santana. Nesse, só se perdem as que não lhe acertarem em cheio no focinho. Essa puta que joga mais baixo do que barriga de crocodilo e com quem um dia o país terá de ajustar contas. 
E porrada nesta coisa que nos governa. A acreditar no Sócrates, e neste ponto acredito, foi o próprio Barroso, entusiasta do PEC4, que o avisou que o PSD iria votar contra. A razão nem carecia de ser dada. Apenas para ganhar as eleições. Nada de novo, portanto, não ser nos detalhes contados. E o diabo está mesmo nos detalhes. Valeu ao menos por isso. 
Não gostei mesmo nada da parte "filosófica" da entrevista, com citações de 5 em 5 linhas. Mas o homem sempre gostou de citar. Nada a fazer. E agora que é mestre o diabo que o ature. Foi tanto ismo e ista que cheguei ter vontade de levantar o dedo e pedir para sair mais cedo. Sócrates está baralhado e ainda não sabe como vai juntar tanta filosofia da moda com a política à qual claramente vai regressar (ele acaba por dizer que já está algo cansado de apenas contemplar). Aquela resposta ao caso da tortura de Estado num caso hipotético em que Lisboa estivesse sobre ameaça terrorista é um novelo. Sócrates sabe bem o que faria e percebeu bem a pergunta. Mas fugiu a ela, enrolado em citações.
Quanto à origem do dinheiro, fiquei como devo ficar. Com a ausência de uma condenação penal pelo que quer que seja. E com a minha opinião em relação ao caso Freeport. O homem até poderá ter metido a unha aqui ou ali (e apenas digo isto para melhor me explicar), mas não tem a ponta de um corno a ver com o Freeport.
O tema da homossexualidade é patético. Desde logo, porque sempre me serão indiferentes as opções sexuais de cada um, só não me sendo indiferente que alguém seja prejudicado pelo que faz dentro de portas. Desde com consentimento esclarecido dos intervenientes, claro. Nunca perceberei a homofobia e tendo a reduzi-la a uma imensa vontade de experimentar e sentir que o melhor é lembrar e provar a cada momento que se é muito macho. Ou então uma auto-repulsa que se projecta nos outros. Em qualquer caso, graves indefinições sexuais. Que raio tenho eu a ver com as opções sexuais do outro é algo que me ultrapassa. E voltamos de novo ao Santana, filho de carne e que não degenerou, do queirosiano Dâmaso de papel. Os pormenores da origem do boato já os conhecia. Apenas não pensei que Sócrates viesse um dia a falar deles. E também não vejo a razão para se justificar, a não ser o facto de estar em pré-campanha. 
Em suma, gostei da entrevista, gosto das ganas do homem, não gosto do homem. Não me incomoda que volte à política, ainda para mais se vier para chamar os bois pelos nomes, mas não voltará a contar com o meu voto (já expliquei as razões e as ditas não são agora para aqui chamadas). De resto, dá-me imenso gozo sentir toda a tralha de direita a bater o dente de cada vez que o homem está para falar e a lamber as feridas depois da faladura. Uma última coisa. A minha decisão de não voltar a não comprar o Expresso saiu reforçada. Aquela cena de ser o líder que a direita sempre quis foi puro sarcasmo. E o pasquim não tinha o direito de tirar a frase do contexto e de a pôr a circular. Diz que é uma espécie de "jornalismo".

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publicado às 03:23


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