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A chamada política do don´t ask, don´t  tell, iniciada nos EUA em 1993, significa isto: os militares homossexuais e bissexuais  que revelem a sua orientação sexual devem ser expulsos das Forças Armadas.  Esta "política" baseia-se, concretamente, numa lei federal, que tem por fundamento esta ideia: "it would create an unacceptable risk to the high standards of morale, good order and discipline, and unit cohesion that are the essence of military capability".


A aplicação prática da lei tem sido altamente discricionária, pois se se entende que não se deve "investigar" a orientação sexual dos militares, qualquer "conduta suspeita" de homossexualidade ou de bissexualidade impõe, claro, "medidas".


Muita gente, desde 1993, foi expulsa do Exército. Centenas por ano, na verdade.


Por outro lado, a política do don´t ask, don´t tell dá um sinal positivo à homofobia, como é evidente, desde logo às Forças Armadas. São conhecidos casos de homicídio no seu interior, de homossexuais, "convidados" a revelarem a sua orientação sexual.


Esta política discriminatória, com o rosto de Clinton, foi combatida, durante a campanha presidencial, por Obama. Agora, este parece decidido a cumprir a sua promessa.


Ontem, ouvi reacções como a de MacCain, que disse isto: "At this moment of immense hardship for our armed services, we should not be seeking to overturn the 'don't ask, don't tell' policy."


Sem comentários.

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publicado às 11:21


20 comentários

De vasco a 04.02.2010 às 16:39

uma facada do clinton foi o que o DADT foi.

De PGFV a 04.02.2010 às 16:45

Uma coisa é a lei existir, outra é haver instruções precisas para excluir homossexuais (homens ou mulheres) nos procesos de Recrutamento e Selecção.

No momento, não sei como é, mas duvido que estejamos minimamente perto, das práticas (boas) Inglesas

Antes da profissionalização das Forças Armadas, cumpri o serviço militar obrigatório e fui integrado enquanto técnico no processo de Avaliação dos candidadtos a umas das escolas profissionais militares, cabendo-me a responsabilidade da entrevista psicológica. Recebi claras instruções para despistar homossexuais masculinos ou femininos.

De PGFV a 04.02.2010 às 17:01

Não creio que seja por aí!...

Mas as boas práticas Inglesas podem bem ser um exemplo a seguir: São feitos processos de Recrutamento e Selecção direccionados ao público LGBT, tendo mesmo sido publicados anúncios em revistas LGBT. As práticas de gestão dos Recursos Humanos, protegem claramente em situação de igualdade as pessoas LGBT e isso foi tornado público.

De pedro oliveira a 04.02.2010 às 22:02


As boas práticas do Reino Unido.
Mais uma prova que as liberdades individuais são muito mais respeitadas nas Monarquias que nas repúblicas.
Holanda, Dinamarca, Suécia, Reino Unido, Espanha só para citar alguns países europeus que me ocorreram , de repente, estão aí para o provar.
Por cá vamos cantando e rindo embora com alguns progressos (tímidos) nesta matéria.
Há, relativamente, pouco tempo tivemos um ministro da defesa não homofóbico e a lei que será (será?) aprovada (embora considere os homossexuais casados cidadãos de segunda impedindo-os de adoptar) parecem-me um passo no caminho certo. 

De BlackPaulo a 05.02.2010 às 00:57

Ate' Clinto ja se arrependeu do "don't ask, don't tell", teve de facto consequencias nefastas para muita gente Quanto a MacCain, que era um moderado, ainda estou por saber que raios lhe aconteceu para mudar tanto nos ultimos 3 anos, sem duvida para pior e com uma hipocrisia irreconhecivel ( e vem-me por exemplo tambem Mitt Romney 'a memoria). O "maverick" subiu-lhe 'a cabeca, ou entao foram as Palinadas e o medo de se tornar irrelevante, quem sabe, eu nao compreendo mentes Republicanas.
 

De Anónimo a 05.02.2010 às 14:10

 só queria alertar que a homofobia é uma realidade muito enraizada nas forças armadas portuguesas! sem duvida que para nós, termos a lei a nosso favor dá-nos uma certa segurança, no entanto há uma grande percurso a seguir até, pelo menos, estarmos ao mesmo nível da sociedade civil.

De daf a 05.02.2010 às 14:41

"só queria alertar que a homofobia..."  comentário daf

De nuvens de fumo a 05.02.2010 às 14:47

Do ponto de vista operacional não existe nenhuma diferença, é de facto uma questão simplesmente  de processos.

De PGFV a 05.02.2010 às 16:51

Uma questão de diferença de processos como diz e bem, mas que provoca implicações completamente diferentes, porque são isso mesmo processos compelatamente diferentes e com isto não pretendo referir, que o pragmático processo descritivo americano seja melhor ou pior. Se no processo americano, a questão é clara, formal  e as regras  estão definidas e escritas, no processo português a a regra existe apenas ao nível da informalidade e das práticas. Como são as práticas que têm consequências, em ambos os casos a regra é aplicada, só que enquanto no processo Americano, existe algo escrito (independentemente de ser bom ou mau), sobre essa prática podemos desenvolver discursos critícos. No caso tuga, fica ao

Arbítrio de quem aplica a regra (informal). Trocando por miúdos, jamais em Portugal, um candidato, excluído à carreira militar, por ter caido nas asneira de ter tido que era gay na entrevista de selecção, poderá recorrer com base nisso.

De daf a 05.02.2010 às 20:05

já bato continências á uns bons anos e não conheço nehum(a) luís!!

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