Alguém duvida que neste novo acordo de coligação ficou estabelecido que o Portas coordenará a acção do Coelho? É que o Coelho cedeu em tudo, entregando a Economia e as Finanças ao parceiro (na prática, a Ministra das Finanças limita-se a fazer Orçamentos, que terão de merecer o aval do Portas). O único papel do Coelho, a única ordem que ele tem, e que cumpre custe-o-que-custar, é para manter este governo de pé. Alguém, lá fora e cá dentro, precisa disso (de um coelho "à frente" do governo, a assegurar-lhe a "legitimidade democrática") para poder concluir o que está a fazer. É que "o trabalho" já segue em piloto automático; estará naquele ponto onde até nem interessa muito ter o controlo formal sobre as Finanças (as ditas já estão completamente viciadas e infectadas). O míssil já passou aquele ponto onde deixou de ser possível (aos olhos de quem o controla) impedir a explosão. Alguém duvida que neste novo acordo de coligação ficou estabelecido que o Portas coordenará a acção do Coelho? E que isso não interessa nada aos donos de Portugal? A ver vamos, como se desenvolve o saque. A ver vamos, como extirpamos esta vilanagem do país. E, finalmente, e com isto só aparentemente me contradigo, veremos também até que ponto o biltre do Portas é um dos donos da voz, cujo umbigo o obriga a expor-se ainda mais, apesar de isso não interessar nada. É que, para além de tudo ser naturalmente muito estranho, há algo de sinistro e arrepiante nisto e que me deixou os sentidos em alerta máximo.
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