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Um governo de esquerda e os impossíveis impossíveis

por Rogério Costa Pereira, em 10.11.12

"Não haverá um governo de esquerda que não inclua o PS", diz Daniel Oliveira. Sucede, digo eu, que um governo que incluísse o PS -- este ou qualquer outro, que aquilo não tem salvação, tanto é o cartão viciado -- não seria um governo de esquerda. 
Não é possível um governo de esquerda sem uma cisão no PS, isso sim! Impossível? Nada é impossível nos tempos que correm. Alguém acreditaria, há dez anos, que o grau de perda de soberania atingiria este patamar insano? Que estaríamos sob o jugo de um "governo" sem réstia de legitimidade democrática, avençado de interesses estranhos ao país e com ordem para o destruir? Pois... 
Como disse Alexis Tocqueville, "Os acontecimentos podem passar do impossível ao inevitável sem pararem no provável". Nunca tal frase foi tão verdadeira. E, já agora, como diz um velho ditado, relembrado por Eça nas suas Cartas de Inglaterra"A História é uma velhota que se repete sem cessar". É impossível que seja impossível não se dar a sã reviravolta, como sempre deu em momentos aparentemente perdidos.
Acreditemos, caramba, ou acreditam eles por nós!

Adenda: Também este texto vai alinhado à esquerda. À direita, o vazio...

 
 
 

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publicado às 19:08


2 comentários

De António Filipe a 10.11.2012 às 21:05

"Alguém acreditaria, há dez anos, que o grau de perda de soberania atingiria este patamar insano? Que estaríamos sob o jugo de um "governo" sem réstia de legitimidade democrática, avençado de interesses estranhos ao país e com ordem para o destruir?"
________________________

Não querendo parecer iluminado e, muito menos, profeta, há muito mais de 10 anos que eu acreditava, previa e receava que isto viria a acontecer. E sempre o disse a muita gente, que não me acreditava, há mais de 25 anos (ainda o PS podia ser considerado um partido de esquerda). E tenho vindo sempre a dizê-lo e tem vindo sempre a acontecer.
E, não 
querendo parecer iluminado e, muito menos, profeta, vou dizer, agora, que acredito, prevejo e receio que, daqui a 25 anos, se a esquerda continuar com as atitudes sectárias que sempre teve, teremos não só ainda menos soberania mas também um governo não democrata que, com a ajuda de uma qualquer potência estrangeira, conseguiu levar a cabo a destruição do país.
O governo de esquerda, que eu, sinceramente, acredito que seria a solução e que o Louçã, hoje, disse desejar para Portugal, nunca será possível enquanto todas as pessoas de esquerda não se unirem, esquecendo as pequenas divergências, para se dedicarem à causa comum que é a destruição do capitalismo, que só defende os mercados e que só pretende que os ricos fiquem mais ricos à custa dos pobres ficarem mais pobres.
Eu não tenho ilusões: não defendo e nunca defendi nem Sócrates, nem Hollandes, nem Obamas. Para mim, só servem para desviar atenções. Mais tarde ou mais cedo provam que, afinal, não têm vontade nenhuma de estar ao lado dos que os elegeram, mas antes, passam para o lado (se é que alguma vez lá não estiveram) do grande capital, da banca e dos mercados, a quem se subjugam e a quem subjugam os respectivos povos. Nunca dei, nem darei para esse peditório. Tive alguma (pouca) ilusão nos tempos que se seguiram ao 25 de Abril de 1974. Durou poucos meses essa ilusão. Cedo me apercebi que, afinal, o povo unido podia ser vencido, porque, mais tarde ou mais cedo, era enganado e traído por alguns daqueles dirigentes políticos que, com ele, gritavam:"O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO!"
E, antes que me perguntem porque é que eu não cruzo os braços e continuo a minha luta, respondo já:
É que ainda não perdi a esperança de ver toda a gente de esquerda unida em torno do ideal que é de todos, pondo de parte as guerrinhas que só prejudicam e permitem que a direita avance a passos largos, porque os de direita unem-se sempre que acham necessário e nunca perdem tempo. O inimigo do povo é só um: o grande capital, sempre, mas sempre, apoiado pela direita.

De Ana Bento a 11.11.2012 às 22:39

«É que ainda não perdi a esperança de ver toda a gente de esquerda unida em torno do ideal que é de todos, pondo de parte as guerrinhas que só prejudicam e permitem que a direita avance a passos largos, porque os de direita unem-se sempre que acham necessário e nunca perdem tempo. O inimigo do povo é só um: o grande capital, sempre, mas sempre, apoiado pela direita.»

É isto tudo,amigo Filipe.

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