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Sem palavras

por Francisco Clamote, em 09.11.12
Perante a situação dramática em que o país já vive; o desastre que o Orçamento do Estado para 2013 anuncia, confirmado por pareceres de todas as autoridades independentes com competência na matéria (Conselho Económico Social  - CES - e Conselho das Finanças Públicas - CFP); a conduta errática do actual (des)governo; o vazio que mora em Belém; o nojo causado por "discursos" como o de Isabel Jonetestou a ficar sem palavras.

Hoje, sobra-me uma: DESESPERANÇA.

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publicado às 15:38


2 comentários

De estradasemfim a 10.11.2012 às 19:10

O "nojo" a que refere é ouvir verdades como temos que saber economizar, como por exemplo escovar os dentes com a água de um copo e não água corrente?
Ou deixar de gastar sem ver.
Pessoas com a sua visão do mundo realmente só podem ter DESESPERANÇA.
Triste.

De rui david a 11.11.2012 às 09:50

Caro estradasemfim


O nojo não é "ouvir verdades como temos que saber economizar, como por exemplo escovar os dentes com a água de um copo e não água corrente.
Ou deixar de gastar sem ver."
Isso são verdades comezinhas que podem ser ditas em qualquer local, em qualquer circunstâncias. Já foram ditas e reditas por todos em suas casas. Eu já o fiz, em minha casa, umas vezes em tom calmo, outras vezes de forma mais exaltada.
O nojo é estas palavras serem ditas num inevitável contexto político.
Isto é: estas verdadinhas da lana caprina (se estiver sol ponha um chapéu na cabeça e assim se evitam muitas insolações desnecessárias, se chover ponha uma gabardina e calce galochas, e assim se evitarão muitos resfriados e idas desnecessárias ao Hospital com o inevitável congestionamento das urgências e à farmácia com os inevitáveis gastos que isso acarreta) faz sentido que sejam repetidas em casa em situações correntes do quotidiano.
Quando estas verdadinhas são transpostas para um discurso público sobre a pobreza, e exprimem até uma visão que quer a senhora e você queiram ou não, é político, uma vez que são proferidas no espaço público pela responsável máxima de uma instituição de enorme visibilidade, falando nessa qualidade, num contexto social em que as pessoas estão a passar e vão passar por muitas dificuldades, provavelmente, para muitos, de forma definitiva, estas verdadinhas ditas num tom entre o cristãmente recriminatório e o paternalista, assumem um carácter obsceno. É só isso.

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