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Já estivemos mais longe.

por Celia Correia, em 13.11.13

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publicado às 19:04


O Tao da política

por Licínio Nunes, em 13.11.13
Vastos, vastos, nove rios atravessam a China
E apenas um caminho de ferro de Norte a Sul

Mao Tse Tung — Para onde foi o Grou Coroado?


A merda e a banha de cheiro, apenas à superfície o assunto é o mesmo. No primeiro caso, o autor convida-nos a chamar-lhe nomes. Convém que lhe façamos a vontade, de forma expedita e curta porque, embora os bits não tenham cheiro, o espectáculo da degenerescência é sempre desagradável e é isso que ali é exposto, ou seja, a mediocridade das "elites" que conduzem a Europa à sua nova Idade Média, não porque o queiram, não porque sejam mauzinhos; apenas porque forças mais altas o ditam. No segundo caso, o assunto é a China.



Sou suficientemente..., digamos que tenho a maturidade suficiente, para me recordar do tempo em que "transístores japoneses" designava produtos de baixo preço e baixa qualidade. Ali ao lado, os antepassados dos smartphones Samsung eram contrafacção, "cópias não autorizadas", enfim, em tudo diferentes do que são hoje. E provavelmente só os bisnaus como eu é que se recordam dos Datsun 1200, fortes, feios e muito razoavelmente baratos. Hoje em dia, tudo é diferente. Tudo é fabricado na China, certo?

Errado. Como exemplo, apenas cerca de 3% dos produtos consumidos nos Estados Unidos são fabricados na China; até serão provavelmente os 3% mais importantes, mas esse é outro assunto, faz parte do que faz a decadência da Europa, e é outro assunto.

O assunto é a China e como o Daniel Oliveira muito bem frisa, o mais certo é que venha aí tempestade. Com excepção da escala envolvida, tudo indica que o processo siga, qualitativamente, etapas análogas às de outras potências asiáticas. Não vejo nada que não sejam boas notícias para o Mundo. Quanto à política dos ditames e da forma mais taoísta possível, regressamos rigorosamente ao início: ...acontece.

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publicado às 14:28


ah, pois é!

por Celia Correia, em 12.11.13

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publicado às 23:29


Águas tumultuosas

por Licínio Nunes, em 12.11.13
Este post foi inspirado por um artigo fantástico do Der Spiegel e por uma imagem ainda mais fantástica. Espero que eles não levem a mal o link directo, o artigo em si é a narrativa duma jovem alemã (!) "turquificada" à força pelos seus compatriotas relutantes. Com boas intenções, diga-se.



Quanto aos efeitos..., bem, leiam e cada um que tire as suas conclusões. A minha contribuição pretende apenas relembrar que a coexistência entre culturas muitos diferentes e com um longo passado de antagonismo, nunca é coisa simples. É sempre navegação difícil em águas tumultuosas, entre Scylla e Caribdis; sempre entre o síndroma de Younghusband e o síndroma de Heke.

Vejamos o primeiro escolho. O coronel (depois general) Younghusband foi o comandante da primeira expedição militar britânica ao Tibete, no início do século vinte. Do ponto de vista militar, a história não tem história, mas depois, à chegada a Lhasa, o comandante reportou uma recepção entusiástica: os cidadãos da capital acotovelavam-se nas ruas, batendo palmas à passagem das tropas. Acontece que os tibetanos batem palmas para afugentarem os demónios. E deitam a língua de fora em sinal de respeito.



Pois é! Vejam-se os mal-entendidos que gestos culturais vulgares podem produzir, se não houver um mínimo de bom-senso para relativizar as diferenças. Scylla pode ser uma armadilha mortal, vejamos o seu gémeo do outro lado do estreito.

Hone Heke foi um guerreiro maori da Nova Zelândia, em meados do século dezanove. Acontece que coisas como "paus de bandeira" têm um significado totémico profundo na cultura maori, pelo que Heke se tornou notório por decepar todos os que encontrava. Onde quer que houvesse uma bandeira britânica ondulando ao vento, era certo e sabido que, mais cedo ou mais tarde, ele por lá passava e..., zás! já não era. Este comportamento esteve na origem da chamada guerra de Flagstaff e Heke foi morto nessa guerra.



E foi para o Céu. Mas, ainda imbuído no frenesim da batalha, continuou a fazer o que estava a fazer antes, decepando em sério tudo o que remotamente se assemelhasse a paus de bandeira. Jesus Cristo acabou por reparar neste comportamento e dirigiu-se-lhe, tentando chamá-lo à razão.

— Vamos, então, que se passa? Acalma-te, não pode ser nada assim tão grave...

Heke encarou-o e respondeu (não me apetece traduzir) — Fuck off, man. This is my culture...

Pois é! Desde já me declaro pronto a deitar a língua de fora a alguém que eu respeite, desde que tenha a certeza que o gesto é adequadamente interpretado. Mas não tentemos tapar o Sol com esta peneira, porque em muitas circunstâncias e em muitas culturas, se o assunto for, por exemplo, o papel social das mulheres, ou a importância do clitóris, a reacção é..., Ah! Fuck off...

Coexistência de múltiplas culturas implica construir pontes. Todas elas necessitam pelo menos de dois apoios.

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publicado às 14:04


Pensamento sábio de Margarida Rebelo Pinto

por Alexandre Santos, em 08.11.13

 

    Margarida Rebelo Pinto, o que vos diz o nome? Inteligência, sabedoria, conhecimento? Não! Algo está mal quando em público e nomeadamente num telejornal de prestígio se dá a palavra a uma pessoa como esta mulher.

    Não me confundam com alguém que não defende os ideais da democracia pois quem me conhece sabe quem sou. A questão aqui é dar a palavra a uma “escritora” de contos de fadas e histórias de amor sobre como vai o estado do país. Por muito que todos tenham a sua opinião nunca eu daria uma resposta convicta e científica a quem quer que seja sobre se o uso excessivo do telemóvel tem influência directa com o cancro. O que quero transmitir com isto é que se pôs assuntos demasiado sensíveis e de conteúdo económico e social na boca de uma mulher que escreve “O dia em que te esqueci”; “A minha casa é o teu coração” ; “Diário da tua ausência” ou o melhor; “Sei lá”. Sei lá era o que ela deveria ter respondido quando lhe perguntaram a sua opinião sobre o actual estado do país. Era a resposta mais assertiva e mais inteligente que poderia ter vindo da boca de quem acha que manifestações por parte de pessoas desesperadas significam falta de civismo e desrespeito a quem tenta governar o país. Mas há que mostrar respeito a quem faz um guião da reforma do estado enquanto vê o Benfica a jogar pra liga dos campeões? Continua muita coisa a não bater certo. Mas é então que surge a inteligente frase do pensamento neoliberal: “Todos ganhamos menos e todos temos de aprender a ganhar menos”. A história do viver acima das possibilidades já cheira mal mas acho que esta senhora até tem razão. O meu conceito de viver acima das posses poderá ser o simples facto de comprar um livro da Margarida. É algo que não é de primeira necessidade e ainda se estraga muito dinheiro em lenços pela choradeira no final de se ler a história, nesta situação admito que a pessoa que compre um que livro dela viva acima das posses, é um gastador! Mas o barco afundou quando veio à baila o aumento das taxas moderadoras nos hospitais. Ela acha muito bem que se aumente porque são máquinas muito grandes e necessitam de financiamento. Mas então e os impostos pagos pelas pessoas? Não será isso a forma de pagamento dos serviços públicos? Talvez não saiba o que sejam impostos e contribua para a chamada economia paralela, mas sou só eu a dizer.

    Do ponto de vista de um simples e humilde aspirante Economista o dia de eu comprar um livro desta senhora irá chegar quando o preço por quilo de papel do livro estiver mais barato que o preço por quilo de papel higiénico.

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publicado às 18:54


Proposta de novo condomínio.

por Manuel Tavares, em 07.11.13

 

 

Os moradores do prédio Lusitânia vêm por este meio solicitar o envio de propostas com vista a nomeação de um novo condomínio, dado que o actual em parte se encontra ausente e a outra quanto mais mexe, mais põe em causa a integridade estrutural do edifício.

 

O prédio ocupa aproximadamente 92 090 km2 incluindo a piscina do estuário do Tejo. Apresenta visíveis sinais de degradação devido a humidades persistentes que causam o surgimento de bolores, e está de igual forma infestado de ratos, que comem tudo e se reproduzem a velocidades estonteantes.

 

A morada é :

 

Lusitânia

Extremo ocidental do bairro europeu (passando a urbanização castelhana, seguir sempre em frente só parando à vista do mar)

Contacto telefónico - (00351) seguido de qualquer número à sorte desde que tenha nove dígitos, é provável ser de imediato atendido visto que o tempo disponível é muito (os moradores estão quase todos desempregados, e para além de tempo têm todos 2 ou 3 telemóveis).

Facebook - Os moradores estão todos lá agora.

Mail - É escusado... Usado apenas como login do facebook ou de jogos online.

Basta falar com qualquer morador para a mensagem nos chegar quase de imediato, hoje em dia já começa a ser difícil actualizar o estado do facebook com algo decente.

 

Assinado: A comissão instaladora de um novo condomínio que pare de nos gamar.

 

@ manuel tavares

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publicado às 13:35


Poesia toda…poesia de todos.

por Manuel Tavares, em 07.11.13

 

Tenho sempre muito respeito pela poesia toda. Por muito horrível que seja, representa sempre um esforço da pessoa de se conectar com algo mais profundo. A poesia é um exercício tipo Houdini... Destravando a alma.

 

Depois quando nos sentamos a olhar para eles (os que pensamos ser nossos poemas) reparamos que nunca foram nossos... Deste “ele” que olha, pesa, analisa e se "orgulha"... Porque a grande estupidez é que não há má ou boa poesia... Há poesia que resulta ou não.

 

Haverá certamente aberrações, mas há coisas incrivelmente bem escritas que não resultam e outras quase toscas que são uma preciosidade... A poesia é um género absolutamente “não literário”! Está algures entre o silêncio e a música...

 

Por isso experimentem todos escrever poesia. É um fantástico exercício que resulta, quanto menos tentamos fazer dela algo “útil”, para além de útil para nós próprios.

 

Experimentem todos! Mesmo, mesmo todos! Antes que a "privatizem"…

 

© Manuel Tavares 

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publicado às 13:06


Haja Musica (26)

por Herculano Oliveira, em 07.11.13

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publicado às 11:49


@ Pawel Kuczynski

por Celia Correia, em 06.11.13

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publicado às 19:53


A NSA, as massas e a psicologia (II)

por Licínio Nunes, em 06.11.13
Quando a 9 de Outubro de 1967, o exército boliviano capturou Che Guevara, foi encontrada na sua posse uma mensagem cifrada, pronta para ser enviada a Fidel Castro. Está reproduzida na imagem a seguir. Quem quiser conhecer a mensagem original, vai ter que ler mesmo até ao fim, porque não tem qualquer interesse. O único facto de interesse é que, sem a chave, a mensagem não poderia ser decifrada, nem com acesso a um computador contendo todos os átomos de silício do Universo, nem sequer com capacidade infinita.

Os algarismos da linha central, em cada um dos blocos, são a chave criptográfica. Apenas dois pormenores: tem exactamente o mesmo tamanho da mensagem clara — a primeira linha — e os dígitos da terceira linha (o textocifrado) são iguais à soma modulo 10 das duas linhas acima. A operação consiste apenas em adicionar dois números e ignorar os ...e vai um... gerados. Por exemplo, logo no início, 3 + 8 modulo 10 = 1; 8 + 6 modulo 10 = 4. A operação inversa é a subtracção modulo 10, que consiste apenas em ignorar os ...e empresta um... resultantes. No mesmo ponto, 1 - 8 modulo 10 = 3; 4 - 6 modulo 10 = 8. Funciona, hein? E é ainda mais fácil do que a adição e subtracção normais.



E até já funcionava nos tempos da Idade das Trevas. A cifra de Vernam foi inventada em 1917, mas nunca despertou qualquer interesse. Pura e simplesmente, ninguém sabia como avaliar um sistema criptográfico, fosse ele qual fosse. Apesar disso, afirmar em certos círculos, como eu já por aqui o fiz, que a criptologia não era uma disciplina cientifica antes de 1949, era o bastante para sair de lá com os olhos todos negros. É claro que eu diria o mesmo, apenas de forma mais defensiva, mas concordo que falar em "três novas ciências" talvez não seja a melhor forma de apresentar o assunto. Aquele tal fulano que eu mencionei, faleceu já este século, após uma longa luta com a doença de Alzheimer, mas foi um homem do século vinte, por excelência.

Após a sua morte, a viúva fez um comentário que eu achei tocante. Disse ela que o marido, se disso tivesse tido conhecimento, teria achado extremamente irónico o facto de ser universalmente considerado como o criador da Idade da Informação..., por um motivo simples: Claude Elwood Shannon odiava a palavra "informação". Odiava! Comunicação, comunicações e mais comunicações; no fim de contas, informação é algo que todos sabemos o que é, excepto se tivermos que responder à pergunta ...o que é a informação?. Provavelmente, em vez de falar em "novas ciências", a melhor abordagem será falar num novo paradigma que muda tudo, mas radicalmente, tudo em que toca. E não há volta a dar-lhe, chamamos-lhe Teoria da Informação.

O trabalho seminal de Shannon inaugurou a Idade Moderna, que acompanhou e configurou a Guerra Fria. Funcionou e temos a certeza que funcionou porque estamos aqui a discutir o assunto, doutra forma já não existiríamos, mas há alguns fumos melífluos de fantasia que têm que ser afastados, para que estas afirmações se percebam: se eu escrever uma carta, a fechar num cofre e de seguida, esconder o cofre, algures na cidade de Lisboa, isto não é segurança, é apenas ofuscação; mas, se eu der o cofre, juntamente com as chaves, a um arrombador de cofres e ainda assim, ele não for capaz de ler a carta, isso é segurança. A cifra de Che Guevara tem segurança infinita, porque a sua chave é (a) aleatória, (b) do mesmo exacto comprimento que a mensagem e (c) usada apenas uma vez. A segurança de qualquer algoritmo criptográfico depende exclusivamente da chave e essa segurança é demonstrável e calculável.

A Idade Moderna — e por extensão, a Guerra Fria — foi a idade da segurança demonstrável; e da comunicação. O tratado ABM foi o único verdadeiro sucesso na limitação de armas nucleares, porque ambas as partes perceberam que a pior situação possível seria ficarem cegas, até na situação dum ataque nuclear; a "linha vermelha" existiu (e existe) mesmo, e na única vez em que ficou indisponível, durante o putsch de 1991, criando uma situação potencialmente mais perigosa do que a crise dos mísseis de Cuba, o comandante das forças estratégicas soviéticas ordenou que os lançadores balísticos SS-19, ocultos na taiga siberiana, saíssem dos seus campos de tiro e se deslocassem várias centenas de quilómetros para Sul, oferecendo-se assim à detecção. É claro que os conflitos periféricos da Guerra Fria mantiveram muitas das características dos conflitos anteriores, mas a verdade simples é que o podão do Ian Fleming, mais a colecção intragável de podões que ele criou, nunca percebeu que estava a viver no passado.

Se existe algo que o exemplo inicial demonstra, é que "segurança da informação" é algo que pode ser atingido até contando pelos dedos. Apesar da evidência, a vasta maioria continua a preferir os Bond, James Bond. Acontece apenas que já não estamos a viver na Idade Moderna da criptologia e na Idade Contemporânea, a nossa, a nossa responsabilidade individual não pode ser enjeitada. Apesar disso, enjeitamo-la, damos para todos os peditórios da NSA, dos fettucini, do linguini e do esparguete; chamamos-lhe psicologia, tem de certeza a ver com massas, mas decerto que é psicologicamente mais satisfatório acreditar em heróis e vilões do que na matemática. Prefiro a piza.



Como tinha ficado prometido, quem quiser ler aquela mensagem do Che, mais não tem que usar a tabela abaixo. Parece que tinha qualquer coisa a ver com o Regis Debray, ou então era outra...

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publicado às 16:56


O Argumento Ontológico

por Luís Grave Rodrigues, em 06.11.13

 

 

O "Argumento Ontológico" é, de facto, um curioso jogo de palavras capaz de nos entreter por quase meio minuto.
Contudo, e paradoxalmente, tem sido um dos argumentos mais utilizados tanto por teístas como por deístas para "demonstrar" a existência de Deus. 
Ou seja, como se para os crentes a existência de Deus dependesse da capacidade lúdica de... um jogo de palavras.

Eis o "Argumento Ontológico", formulado por Santo Anselmo de Cantuária em 1078:
1 - É possível conceber (mesmo para um ateu) um ser sobre o qual nada de melhor possa ser concebido, ou seja, um ser maior que o qual não se pode conceber outro ser;
2 - Um ser que não exista no mundo real é, exatamente por esse motivo, menos que perfeito;
Logo,
3 - Deus existe!

E eis a refutação do "Argumento Ontológico":
1 - A criação do mundo é a realização mais maravilhosa que se pode imaginar;
2 - O mérito de uma realização é o produto:
a) Da sua qualidade intrínseca;
b) Da capacidade do seu criador.
3 - Quanto maior é a incapacidade (ou desvantagem) do criador mais impressionante e fantástica é a sua realização;
4 - A desvantagem mais formidável para um criador seria a sua própria inexistência;
5 - Portanto, se supusermos que o Universo é o produto de um criador existente, podemos conceber um ser ainda maior - precisamente o ser que criou todas as coisas sendo inexistente;
6 - Um Deus existente, portanto, não seria um ser maior que o qual não se pode conceber outro ser, porque um criador ainda mais formidável e incrível seria um Deus que não existe;
Logo,
7 - Deus não existe!!!

 

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publicado às 11:29


Haja Musica (25)

por Herculano Oliveira, em 05.11.13

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publicado às 23:18


Levem lá o "grosso"!

por Manuel Tavares, em 05.11.13

"Prejuízos dos quatro maiores bancos dispararam 65% até Setembro"

In "Público".

 

Adivinhem quem é que vai pagar isto?


Nem com todas as ajudas e mais algumas... Depois de décadas de má gestão, da promoção do mais desenfreado consumismo e irresponsabilidade (não me digam que os bancos não são responsáveis por isso em muito, por que são, dado que sem grevo não há vícios) eis que a banca portuguesa surge em todo o seu esplendor ... raquítico.


Os primeiros a pagar serão os empregados dos próprios bancos, que serão despedidos aos milhares, a seguir será naturalmente o consumidor que pagará esta factura.


Continuaremos a ver os mesmo rostos durante mais uns bons anos a gerir esta "banca do peixe" que por cá temos... Esses nunca serão responsabilizados e têm já garantidos "amanhãs dourados" à conta de chorudas reformas.


Mesmo com o BCE a emprestar-lhes dinheiro ao preço da "uva mijona", dinheiro esse que eles usam, não para revitalizar a economia nacional, mas para investir em dívida pública o que lhes permite fabulosos lucros, mesmo, mesmo, mesmo assim o crédito mal parado é avassalador. Lá está, os tais anos a "assobiar para o lado", a emprestar a torto e a direito ao consumo mais idiota, a "investir" apenas em betão, alcatrão deixando à míngua a economia real deram nisto.


  "Gestores da banca portuguesa em reunião"  Foto: Manuel Tavares 

 


Eu tenho andado calado à espera dos que vêm aí justificar esta MONUMENTAL "ENTERRADELA" da Banca Portuguesa! Desses senhores muito graves e sérios, que dizem tanta vez em tom displicente, "que nem precisam de Portugal", que "têm o grosso da sua actividade lá fora" e blá, blá, blá, blá !


Então se têm o "grosso" lá fora saiam de vez! Ficavam menos bancos, certamente mais fortes, que empregariam muita da malta que vocês vão agora despedir como quem larga um lastro que vocês, miseráveis incompetentes agiotas, criaram! Sim, foram vocês que cavaram essa "fossa" onde agora chafurdam!


Mas sair? Sair para onde? Para um sítio onde não haja um BCE que lhes ponha a mão por baixo? Ou uma TROIKA que lhes forneça "verdinho" como se não houvesse amanhã? Ou um Estado que sistematicamente se põe de cócoras perante estes senhores e lhes concede todas as facilidades e mais algumas (incluindo o "favor" de se endividar, o favor de lhes conceder um regime tributário de excepção, o favor de lhes conceder o monopólio de revitalizar a economia, coisa como já disse, que eles nunca fazem, porque afinal são um "negócio", negócio que como se vê gerem com elevada "perícia" e "sucesso").


É isso... Levem então o "grosso" todo da vossa actividade lá para fora... Força aí, que por cá estamos fartos de levar com o vosso "grosso"!

 

@ manuel tavares

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publicado às 09:46


Mais 1 comboio - Jorge Palma

por Celia Correia, em 04.11.13

Mais 1 Comboio
(letra de Jorge Palma / música de Flak)

Vejo tanto olhar encafuado
Em automóveis bestiais
Casos graves de bem estar,
Por mais que tenham, nunca têm a mais.

Aleijados do conforto
Refugiados na T.V.
O pior não é estar triste,
O pior é não saber porquê.

Há o entretenimento
Há o remoto control
Há-de haver mais um comboio
Para o centro comercial

Nesta altura ninguém faz greve,
Embora muitos tentem adormecer
Alguns vão derretendo a neve
Nas colheres a ferver

Nas entradas do metro, o frio
É combatido com papel de jornal
Útil informação para os que estão na frente,
Cegos pelas luzes do Natal

 

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publicado às 20:02


Haja Musica (24)

por Herculano Oliveira, em 04.11.13

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publicado às 17:00


... de Direito Democrático

por Rogério Costa Pereira, em 03.11.13

Sacana de país este.

Sacana de gente esta; a que não se cansa de dar estalos e a que não se cansa de dar a outra face.

Sacana de insónia esta, que me impede de cumprir o “vou dormir” que disse há umas horas.

Não nos tiram a pata cima e roubam-nos mais do que o brilho dos olhos.

Arrancam-nos a vista à dentada e ainda nos cospem no vazio que fica.

Quem se agacha a este “Estado”, que nos quer tirar até o que não temos, acaba por ser cúmplice desse "Estado", e assim nos tornamos cúmplices do nosso próprio estado de negação; deixa estar e deixa andar; paga agora e morre o mais cedo que possas. Aceitas?

Aceitas ser cúmplice, camarada, companheiro e palhaço de um Estado bêbado que nos quer levar ao coma alcoólico da inacção?

Pode um gajo ser cúmplice da sua própria morte?

Ai o respeitinho?!

Ai a porra que vou dizer caralho?!

Ai! mas é o meu filho que dorme!, e que já tem os netos como fiadores de um porvir que por este andar não virá.

Esse sim, vale um ai. Todos os ais. E todos os meus ais serão para que ele não os grite.

E ai que cobarde seria eu se me deixasse ficar. Assim quietinho, resumido aos ais. A dizer ai. Apenas ai.

Ai que é tão injusto? Ai, vamos mas é ver no que isto dá? E esses filhos do diabo lá querem saber do que é justo?

O meu nome está ali em cima. E eu não ficarei por baixo. Nem embarco mais em manifestações folclóricas que apenas servem para dar fôlego ao “Estado” que nos impede o respirar; nos impede o estar.

Tirem-me a puta da pata de cima. Não é um pedido, é mesmo uma ameaça. E outras, de outros, virão.

E um dia chegará o Dia.

O Dia que nunca falhou; o passado é a maquina do tempo para o futuro. Olhai a História.

E o Estado será resgatado e devolvido aos seus apelidos.

...de Direito Democrático. 

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publicado às 05:11


Parabéns, Mia. Nunca ganharás o Nobel. Escreves bem demais. E, como se não bastasse, o teu pensar incomoda os não-pensantes. Mas essa cena dos prémios de literatura devia ser automática. Um gajo escrevia "A varanda do Frangipani" e pimba... Nobel. Talvez o da Paz, também, pelo teu estar e ser nesse teu Moçambique que agora resolveu ensandecer sem máscaras. Que a guerra, essa, nunca chegou a terminar. Em suma, como lutas em ambos os campos, é certo que não ganharás nem um nem outro. Ou não fosses tu um homem de Paz e de Letras. O da Literatura acabará um dia por ser ganho pelo Excel e o da Paz pelas agências de rating. Hoje em dia, não ganhar um Nobel é ganhar um Nobel. Já ganhaste os que interessam. E acima de tudo já ganhaste o que te interessa. Falta agora ganhar Moçambique. Boa sorte, Mia. "A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos."


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publicado às 02:51

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publicado às 02:25


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publicado às 22:31


A NSA, as massas e a psicologia (I)

por Licínio Nunes, em 02.11.13
Há muito, muito tempo, houve um faquir que deu um espectáculo de hipnotismo de massas no Coliseu. Descalço e vestido (despido?) a rigor, era a imagem perfeita da ideia que os ocidentais têm a respeito do seu mister. No ponto culminante do espectáculo anunciou: "Quando eu acabar de dar três voltas a esta mesa, vocês estarão todos hipnotizados e vão fazer tudo o que eu vos mandar!". Uma volta e "Bazoon!", duas voltas e "Tafoon!". Quando estava a concluir a terceira, deu um topanço em cheio na perna da mesa com os dedos descalços do pé direito e disse "Ai! Merda...". Foram precisas duas semanas para limpar o Coliseu.


Existem nestes assuntos de espionagem e privacidade, componentes de psicologia de massas que eu compreendo tão mal como a diferença entre o esparguete e os cannellonis: com os olhos fechados, o sabor é o mesmo. Mas, massas à parte, o assunto já foi importante, extremamente importante. Até ao final da Segunda Guerra. Aqueles tempos foram a Idade das Trevas e por um motivo simples, isto é, ninguém sabia exactamente o que estava a fazer, mas o público em geral, atribuía-lhes poderes quase divinos. Um dos autores que tiraram partido dessa, ingenuidade, chamemos-lhe assim, foi Edgar Allan Poe. Em "O Percevejo Dourado, Poe expõe os rudimentos da construção de códigos criptográficos e depois opina que todos eles podem ser quebrados porque "...o que a imaginação dum homem concebeu, o engenho doutro irá revelar".

The Gold Bug

A verdade é que os factos sempre pareceram dar razão a Poe, sempre, até ao final da tal Idade das Trevas. Quem estiver interessado nos seus últimos dias, pode, por exemplo, assistir à representação fabulosa da Kate Winslet. Quanto ao resto, o filme exagera algo da importância militar e estratégica que a quebra do Enigma alemão teve. O facto simples é que, a partir do desembarque na Normandia, os generais aliados preferiram ignorar as informações que lhes chegavam de Bletchley Park, exactamente como os generais alemães tinham escolhido ignorar a mensagem Verlaine, que os serviços de informações da Whermacht tinham identificado correctamente. Só para terminar as referências ao filme, que se deixa ver com agrado, o "Tom Jericho" é a personagem que mais se afasta do rigor histórico, embora o facto de a personagem real não gostar de mulheres não tenha qualquer importância e a sua semelhança com o Guião da Reforma do Estado termine rigorosamente aí. O Tom Jericho real desconfiou que o motivo da confirmação repetida da opinião de Poe se encontrava numa área obscura da matemática, designada por Teoria dos Grupos, mas também não foi mais além.

A Idade das Trevas foi a idade do ouro da espionagem e da criptografia. A sua importância real é assunto que nunca consegue produzir qualquer consenso. Será que Stalin deslocou os exércitos do extremo-oriente para a frente de Moscovo por ter finalmente acreditado nas mensagens de Richard Sorge, ou porque já não tinha outra alternativa? E, voltando muito brevemente ao filme, o que é que os Aliados ocidentais sabiam realmente a respeito dos massacres de Katyn?

Com uma única excepção. A 4 de Junho de 1942, o Império do Japão, com uma superioridade militar esmagadora, perdeu a Guerra do Pacífico em cerca de 5 minutos. O testemunho do fulano que disse (!) "Tora! Tora! Tora!" é inequívoco. E tudo isto porque "AF tem falta de água". Os americanos ainda não conseguiram recuperar dessa vitória e hoje estamos todos hipnotizados, como o público do Coliseu. (*)

Entretanto, a Idade das Trevas acabou quando um fulano americano criou três novas ciências, em pouco mais de um ano, entre 1948 e 1949. A Idade Moderna fica para depois.



(*) A melhor referência que eu conheço para este assunto, é do site da NSA. O link dá erro, a paranóia, essa, nunca dá tréguas:

"AF is short of water"

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publicado às 17:13



página facebook da pegadatwitter da pegadaemail da pegada



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