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O meu avô e o rádio dele

por Licínio Nunes, em 03.07.13
O meu falecido avô paterno, só acreditou que o 25 de Abril de 1974 era mesmo o reviralho, depois de ter ouvido a confirmação no serviço português da BBC, e no mesmo monstro de rádio em que tinha ouvido as noticias da guerra, vinte anos antes. Brinquei muitas vezes com ele, a este respeito, mas só hoje o consegui entender.

Estamos a viver uma ópera-bufa, mas ainda é pior do que parece, vista de perto. OK! Desta vez não foi a BBC, mas foi lá da terra. E explica tudo. Tudinho, desde a posição daquela coisa que é suposta ser o garante da constituição e do normal funcionamento das instituições — quem quiser que apresente uma moção de censura no parlamento — até ao inenarrável Pedrocas. Estão todos a fazer uma única coisa: evitar que a Margrave de Brandeburgo tenha surpresas nas próximas eleições alemãs.

E continuam alegremente impávidos e serenos, porque são ainda mais medíocres e incompetentes do que a nós nos parece. A lei portuguesa estipula que cada grupo parlamentar só pode apresentar uma moção de censura em cada sessão legislativa e tanto o PS como o PCP e o BE já o fizeram. Está salva a querida líder prussiana! Estará? Veja-se até que ponto esta gentinha é rasca: os Verdes têm um grupo parlamentar e ainda não apresentaram nenhuma moção de censura, este ano. Será possível que não tenham reparado? Os ingleses repararam. Vai ser um Verão muito, muito, muito quente...

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publicado às 16:48


ça va, dit le diable?

por Rogério Costa Pereira, em 03.07.13
O Governo vai cair e o outro cavaleiro do apocalipse já vem a caminho para se montar na "legitimidade democrática" da praxe (maculada por um sistema eleitoral caduco e viciado). A seguir, com Seguro feito PM, virá o segundo resgate. A esquerda parlamentar começará a pedir a cabeça de Seguro quando começarem a cair as pauladas da austeridade de nova cor. Ça va, dit le diable? O catano! Agora era o momento, repito e hei-de repetir-me, de acabar com este regabofe. Não me conformo e não sigo esse caminho de mais-do-mesmo. Não há outro? Inventa-se. Abre-se. Fazem-se pontes. O caminho está lá. Existe. Há que o desbravar. O Bloco irá, de novo, estou certo, tentar aproximar-se do PCP. Veremos a resposta.

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publicado às 16:09


O PCP e as suas eleições antecipadas

por Rogério Costa Pereira, em 03.07.13

"Jerónimo de Sousa defende eleições antecipadas. Para o líder do PCP, «não há outra saída democrática digna» para a situação do país que não seja a marcação de eleições antecipadas." [TSF]

Não deixa de ser curioso ver Jerónimo de Sousa, sem qualquer estratégia concertada com o Bloco e/ou com os partidos de esquerda extra-parlamentar, e sendo ele o principal responsável por essa falta de unidade ou aproximação, pedir eleições antecipadas. 
Eu também quero muito que o Governo caia, mas não quero eleições antecipadas e se elas acontecerem tudo farei para as instrumentalizar e, através delas, ajudar a demonstrar a falácia democrática em que este regime e este sistema eleitoral se consubstanciam (mas isso é não é assunto para agora).
Jerónimo sabe que a seguir virá mais do mesmo e que só a cor mudará. No entanto, nada fez, nada faz, para abrir o partido a uma União de Esquerda e oferecer ao país uma verdadeira solução alternativa. Não compreendo. E não aceito. E não perdoo. Melhor, quero muito estar enganado no que começo a compreender. Mas está difícil. E não perdoo. Era agora a Hora. O umbigo do PCP, maior do que Portugal, acha que não. 
E não me venham acusar de irrazoabilidades manifestas ou de este meu sonho (uma União de Esquerda) não passar disso. Antes de haver telemóveis, os telefones estavam todos agarrados à parede.

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publicado às 09:30

No dia 3 de Julho de 1850 nasceu, em Lisboa, o compositor, pintor, poeta, arqueólogo e coleccionador de arte português Alfredo Keil.

Era filho de João Cristiano Keil e de Maria Josefina Stellflug, ambos de origem alemã e radicados em Portugal. Adquiriu a sua educação básica na Alemanha, berço do romantismo.
Estudou desenho e música em Nuremberga, numa academia de artes, dirigida por um pintor. Em 1870, devido à guerra Franco-Prussiana, regressou a Portugal. Em 1890, o ultimato inglês a Portugal ofereceu a Alfredo Keil a inspiração para a composição do canto patriótico "A Portuguesa", com versos de Henrique Lopes de Mendonça. A cantiga - A Portuguesa - tornou-se popular em todo o país e seria, mais tarde, usada como hino nacional de Portugal.
Pintor do romantismo, numa época em que a arte mundial ia em direcção ao realismo, deixou centenas de quadros com impressão fina e delicada, de excelente qualidade. Músico e compositor lírico, escritor e poeta, Keil não era pintor a tempo inteiro, embora também não fosse um artista de fim-de-semana, pois pintava regularmente
Era um pintor de paisagens, mas também de interiores requintados, como o quadro “Leitura de uma Carta”, trazido a público em 1874 e recebido com entusiasmo, tanto pela aristocracia ainda dominante, como pelos burgueses endinheirados, a quem a arte singela do romantismo sensibilizava mais fortemente.
Em Portugal, a sua presença como pintor foi ofuscada pelo brilhantismo com que se destacou na música e na poesia. Foi na música, sobretudo, que obteve o seu maior sucesso, tendo composto, em 1891, o hino patriótico “A Portuguesa”, aprovado como hino nacional em 1911, após a proclamação da República no ano anterior. Ironicamente, Keil tinha morrido, em Hamburgo, exactamente três anos antes do primeiro dia da Revolução, no dia 4 de Outubro de 1907.

Abertura da ópera “Dona Branca”, de Alfredo Keil
Oquestra Sinfónica Portuguesa
Maestro: Johannes Stert
Hino Nacional de Portugal - A Portuguesa (versão completa/com letra)
Música: Alfredo Keil
Soprano: Elisabete Matos
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Maestro: João Paulo Santos

 

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publicado às 00:01


Quero o meu País de volta!

por Licínio Nunes, em 02.07.13
Este post era para ser a respeito da unidade da esquerda. Das esquerdas, da sua multiplicidade, simultaneamente força e fraqueza. Perdi-me. Os acontecimentos de hoje cortaram por completo o meu fio de pensamentos. De um presidente que iça o sinal da ocupação estrangeira, a um primeiro-ministro que joga a sua sobrevivência num golpe-de-mão contra o seu parceiro político, aliado ou refém. Chega! Isto já não é sequer a respeito de ideologias. Quero o meu País de volta e JÀ!

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publicado às 23:06


Alfredo il grande - Ópera de Gaetano Donizetti

por António Filipe, em 02.07.13
No dia 2 de Julho de 1823 realizou-se a estreia de uma ópera de Donizetti, que foi a primeira e a última apresentação desta obra.

“Alfredo il grande” é uma ópera séria, em dois actos, escrita pelo compositor italiano Gaetano Donizetti, com libreto de Andrea Leone Tottola, possivelmente baseado numa ópera com o mesmo nome, composta, em 1818, por Johann Simon Mayr e que conta a história do rei anglo-saxónico Alfredo o Grande. Foi a primeira incursão de Donizetti na história britânica. Mas pode dizer-se que esta ópera foi um falhanço espectacular.
O libreto era muito mau e a música não ajudou muito, embora Donizetti se tenha esforçado por avivar a história monótona, adicionando uma variedade de cenas com muita gente e música animada. A estreia teve lugar no Teatro São Carlos, em Nápoles, que veio a revelar-se como a cidade mais complicada durante toda a carreira de Donizetti, onde os críticos e as audiências eram extremamente exigentes e difíceis.

Ária "Non m'ingannai", da ópera “Alfredo il Grande”, de Donizetti

Tenor: Bruce Ford

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publicado às 00:01


A nomeação de Maria Luís Albuquerque para o cargo de Ministra das Finanças é uma provocação reles e vil saída da cabeça de uma criatura infame que, de derrota em derrota que não mata-mas-mói (não ainda totalmente real e eficaz, para meu lamento; que tais derrotas são o lado para onde eles melhor se deitam), insiste em vingar-se de quem, dia após dia -- na rua, nos jornais e nas redes sociais --, faz por lhas infligir. Falo das pedras no caminho do esvaziamento, do despejo, do esgotamento de um país; as areias na engrenagem da aniquilação total. Falo do POVO que ousa respirar.

Para o “neoliberalismo segundo coelho e respectivos caudilhos”, quanto pior melhor. Não quero com isto dizer que Gaspar era melhor do que a ora indigitada – ao nível do “pior é impossível”, não é sério fazer tal comparação. Ao dizer que, para Passos y sus muchachos, “quanto pior melhor”, refiro-me ao pior para Portugal e para os portugueses.

Gaspar era a pedra angular deste governo e das suas políticas de terra queimada. O plano de acabar com Portugal e com os Portugueses, pela via duma espécie de genocídio social, cultural, económico e institucional, sustentando numa espécie de solução final política, foi traçado a régua e esquadro por Gaspar, orientado pelos seus mandantes. E, ainda que fosse factual que Gaspar houvesse sido escolhido por Passos para a função – no que não concedo e apenas por uma questão de raciocínio refiro --, tal não retiraria ponta de verdade ao que atrás disse. Pelo contrário. Passos, eleito pelo voto popular, era a legitimação democrática, salvo seja, de um mercenário pago para trazer o país até aqui. Mas Gaspar já fez o seu trabalho e pode seguir adiante, para outras funções.

Em suma, neste estado de coisas, tanto fazia escolher Maria Luís Albuquerque como a nossa senhora de Fátima. O trabalho já está feito e o barco dos infernos já dispensa Caronte. Aos olhos dos neoliberais, o ideal até dispensaria, neste momento, um ministro das finanças – não vá correr-se o risco de o escolhido não ter a arte e o engenho de ir além de apenas se certificar de que o leme se mantém seguro na direcção do abismo.

Posto isto, e porque parece mal não ter alguém na pasta das Finanças, qual a razão para não dar mais uma cuspidela no POVO e escolher quem, antes de o ser, já reúne todas as condições para não o ser? Penso que foi o João Semedo que disse, as palavras são minhas mas ideia é esta, que a cabeça de Maria Luís Albuquerque podia ser pedida hoje mesmo, que quem o fizesse não cairia no ridículo.

Por mais absurdo que pareça, Passos escolheu Albuquerque para o cargo porque esta já reunia, hoje mesmo, aos olhos da higiene democrática, condições para ser demitida de secretária de estado. Que pior afronta para a democracia e para o regular funcionamento das instituições democráticas do que escolher Albuquerque? Alguém que comprovadamente mentiu e reincidiu na mentira? Antes que alguém ousasse pedir-lhe a cabeça, Passos promoveu-a. E como se deve estar a rir, e como deve estar a ser felicitado pela sua vilanagem companheira.

Se vivêssemos numa Democracia, se tivéssemos um Presidente da República, o governo cairia já hoje. Mas tal não acontece nem vai acontecer pelas mãos de Aníbal, o traidor. Para o decano regedor da destruição pátria, ora elevado a chefe de estado, este é um sonho tornado realidade.

E amanhã assistiremos à alegoria sórdida que aníbal, Passos e seus mandantes nos servem no prato – o gozo primário de homologar a ignomínia. Apesar de não a ter jurado – ou por isso mesmo --, à constituição democrática que cada vez mais se resume ao papel, sinto-me completamente desobrigado de respeitar o estado de sítio actual. E direi e agirei em conformidade.

Não assistirei cego, surdo e mudo a este “quanto pior melhor”, que tem como fim único a destruição e venda a retalho do país do meu filho. Continuarei a não dar para o peditório destes canalhas. Não assistirei sentado à destruição de Portugal. E continuarei a escrever e a fazer, em Liberdade – aqui ou ali --, aquilo que a consciência me dita.

Continuo a sonhar que é possível, mesmo que tudo indique o contrário. Assim o engenho e as forças mo permitam – e a loucura não me atente --, continuarei a contribuir para o extermínio do projecto de aniquilação de Portugal.

Este é o meu testemunho e a minha certeza. 

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publicado às 22:42

No dia 1 de Julho de 1784, faleceu, em Berlim, o organista, improvisador e compositor alemão Wilhelm Friedemann Bach, um dos filhos do mais conhecido compositor Johann Sebastian Bach. Tinha nascido em Weimar, no dia 22 de Novembro de 1710.

Apesar de ter sido um reconhecido génio, como organista e compositor, sempre teve salários e empregos instáveis, acabando por morrer na pobreza.
Tendo recebido as primeiras lições de música do seu pai, aos 16 anos foi para Merseburg, onde aprendeu violino.
Para além da educação musical, Wilhelm frequentou a escola normal, em Wiemar. Quando, em 1723, o pai assumiu o cargo de Cantor da Igreja de S. Tomás, em Leipzig, matriculou-o na Escola de S. Tomás, associada à igreja. Depois de se graduar, em 1729, matriculou-se em Direito, na Universidade de Leipzig, mas, mais tarde, ingressou na Universidade de Halle, onde estudou Direito e Matemática.
Em 1733, Wilhelm Friedemann Bach foi nomeado organista da Igreja de S. Sofia, em Dresden. Quando concorreu pra o cargo, tocou uma nova versão do Prelúdio e Fuga em sol maior, BWV 542, composta pelo seu pai, Johann Sebastian Bach. O júri descreveu Friedemann como sendo claramente superior aos outros dois candidatos.
Em 1746, Wilhelm tornou-se organista da Igreja de Nossa Senhora, em Halle, onde, desde o início, foi profundamente infeliz. Em 1749, envolveu-se num conflito com o cantor da igreja, que se apropriou de fundos que eram devidos a Friedemann. Em 1750, as autoridades da igreja repreenderam-no por ter ultrapassado o tempo de uma licença sem vencimento, que passou em Leipzig. Em 1753, fez a primeira tentativa de arranjar outro cargo. Esta e outras tentativas que se seguiram não tiveram sucesso.

Em 1764, deixou o emprego em Halle, sem perspectiva de outro emprego. A sua situação financeira deteriorou-se de tal modo que, em 1768, tentou retomar o seu emprego em Halle, mas sem sucesso. Sobreviveu, durante algum tempo, à custa do ensino.
Depois de deixar Halle, em 1770, viveu em Braunschweig durante vários anos. Ainda concorreu ao cargo de organista da Igreja de S. Catarina, mas sem sucesso. Depois, foi para Berlim, onde, inicialmente, foi bem recebido pela Princesa Anna Amalia, irmã de Frederico, o Grande. Mas, mais tarde, caiu em desgraça, devido a circunstâncias ainda hoje desconhecidas. Acabou por morrer na miséria.


Sinfonia em fá maior, de Wilhelm Friedemann Bach
Agrupamento “Il Giardino Armonico”

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