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| No dia 29 de Junho de 1941, faleceu, em Nova Iorque, um pianista e compositor, que também foi primeiro-ministro. Tinha nascido no dia 18 de Novembro de 1860, em Kurylovka, na Polónia. | ![]() |
Ignacy Paderewski ingressou no Conservatório de Varsóvia em 1872 e, entre 1884 e 1887, estudou em Viena. A partir de 1887, deu concertos na capital austríaca e em Paris, Londres e Nova Iorque. O seu sucesso foi enorme e, por onde quer que andasse, era seguido por legiões de admiradores. Em 1898 passou a viver na Suíça e foi professor de piano no Conservatório de Estrasburgo.
Foi um incansável defensor da causa nacionalista da Polónia. Durante a primeira guerra mundial, foi membro do Comité Nacional Polaco, organização que lutava pela causa da independência da sua terra natal. Em 1921, Paderewski apresentou vários concertos de beneficência nos Estados Unidos, em prol dos familiares de vítimas da guerra. Após o início da Segunda Guerra Mundial, assumiu, em Paris, a liderança do Movimento Nacionalista Polaco. Com a ocupação da França, em 1940, emigrou para os Estados Unidos. Sempre admirado como concertista, procurou, na política, uma maneira de extravasar o seu firme patriotismo. Chegou a ocupar, entre 17 de Janeiro e 27 de Novembro de 1919, o cargo de primeiro-ministro da Polónia, mas, por falta de apoio político, nunca chegou a realizar o sonho de ser presidente da República.
Não podendo continuar na política, Paderewski regressou ao piano e conquistou novamente o público. Reconhecido como um grande intérprete de Chopin, empreendeu, por conta própria, uma edição completa das obras daquele compositor.

Convidei o Licínio Nunes para participar na pegada por causa de um post que li dele algures no facebook e que me encheu as medidas. Não me questionem qual foi o post, o que dizia ou onde o li. Sei que o sacana do post me berrava: “convida o gajo”. E assim foi. Tal como a minha avó me ensinou. Convidei. E ele, incauto e quase às cegas (visto deste lado, imagino que não do lado dele), aceitou.
No dia 9 de Julho do ano passado, o Licínio publicou A Nave dos Loucos. Desde então muitos se seguiram e, a cada dia, dei por mim a abrir a pegada na expectativa de ver se lá vinha nova carta em forma de palavras e imagem e som -- os posts do Licínio são quase sempre assim, nessa forma "tridimensional".
Para quem, como eu, anda nisto dos blogues há quase dez anos, a forma do Licínio se exprimir, de construir os posts, era uma novidade. Uma forma de estar distinta e distinta (não me repeti). Comecei a dizer aos meus mais próximos para ousarem entrar naquela forma de interagir com o mundo, ciente de que as muitas letras, nestes espaços de ler-e -partir, poderiam afastar quem gostaria de ler do que tinha de ser lido. Durante todo o tempo em que compartilho este espaço com o Licínio, e já lá vai quase um ano, por teimosia minha, nunca entrei no perfil dele. Queria manter intacta a voz da rádio. Não por receio de me desiludir – impossibilidade manifesta --, mas porque me dava gozo ler aqueles posts sem saber pormenores acessórios -- quem és, donde vieste, como chegaste aqui.
Nunca lhe perguntei e, obviamente, ele nunca me respondeu; nem nunca se deu à resposta.
Hoje, achei chegada a hora e fui ver dele. De algo pré-pegada que me matasse a curiosidade que subitamente (o tanas) me atacou; um ano são quase sempre 365 dias e, em cima disso, na blogosfera e no facebook, a medição do tempo não se guia pelo relógio.
E apenas posso dizer que, não lamentando a minha forma e feitio de agir – neste caso particular --, estou a modos que a maldizer o fim-de-semana que me atrasará a chegada do “Deus Não É Para Aqui Chamado” (wook e Chiado Editora).
Assim como mato a barriga de misérias (falo da curiosidade), ouso reproduzir os perfis públicos reproduzidos pela Chiado Editora (que valem o que valem – não li o livro mas já li o autor) do Licínio e do Livro (cuja capa podem ver em imagem).
Tirou bilhete para o inferno...mas de ida e volta.
Mestre e doutorando em Engenharia Mecânica e programador de Tecnologias de Informação, teve um percurso profissional ligado ao sector Naval, antes de enveredar pelo mundo da Informática, onde se destacou no desenvolvimento de vários web sites e na administração de sistemas.
Em determinada altura do seu percurso o seu potencial e capacidades ficaram ofuscados pelo vício e inerente afastamento dos padrões de uma "vida normal".
Acabou por cair nas teias de uma organização que usa a reabilitação como um meio de escravatura num negócio de milhões. Acreditou que aquilo não era o "fim da linha" e tentou agarrar-se, no meio de uma vigilância apertada, a uma instituição que o "libertou" e lhe proporcionou o contacto com um mundo novo de oportunidades.
A AMI foi a tábua de salvação e acabou por fazer a ponte para um programa que visa a reinserção social, designado por "Vida Nova", onde voltou a ganhar confiança nas suas capacidades, entretanto, novamente, no mercado de trabalho e escrevendo "Deus não é para aqui chamado", uma história que relata o pesadelo dos que, como ele, procuram a salvação e encontram uma nova forma de pesadelo.
Um missionário evangélico americano recebe um chamamento Divino, para partir para Espanha e aí salvar os jovens perdidos no flagelo da droga.
Armado com as suas certezas inabaláveis, os obstáculos transformam-se em vantagens e as ameaças em oportunidades. A obra nasce, o juízo Divino mantém-se em suspenso. Os destinatários da salvação, esses buscam a esperança e encontram o esquecimento. O Mundo já não existe para eles, pois já não o conhecem.
E as outras pessoas, nesse tal Mundo?
Essas, muito provavelmente, dormem melhor, à noite. Quando chegar a sua vez, já niguém falará por elas.
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