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Para onde foram as flores?

por Licínio Nunes, em 24.06.13
Amanhã, 25 de Junho de 2013, o Homem Mais Poderoso do Mundo vai "apresentar a sua visão" a respeito das alterações climáticas e como as combater. Tenho dúvidas a respeito do poder concreto do tal "homem mais poderoso...", mas este é dos casos em que esse poder existe. O que ele irá dizer, pode oscilar entre a proverbial montanha que pare um rato, até a uma enorme cavacada — nada de insultar classes profissionais dignas.

Duvido que esta venha a ser a conclusão final. A escolha do local tem um peso simbólico muito grande, do lado de lá do Atlântico. Georgetown é a escola da governação e da administração pública e há séculos. Por isso, sinto-me capaz de fazer uma aposta: Barack Obama irá anunciar o fim do pipeline Keystone. Está em muito mau estado, a Columbia Britânica anunciou recentemente a proibição da versão mais curta. Não é vinculativa e o governo federal canadiano pode anular a decisão. Não pode ir contra a decisão daquilo a que os canadianos chamam As Primeiras Naçãoes e estas opõem-se frontalmente. De forma mais resumida, o caminho mais curto (cerca de 600 milhas) para o escoamento das areias betuminosas da província de Alberta está vedado; resta o mais longo (cerca de 5 vezes mais) até ao Golfo do México. Pode acabar amanhã, o assunto está dentro do âmbito do poder executivo do presidente americano.

Se isto acontecer, ou quando isto acontecer, será rigorosamente a primeira vez na História em que um produtor maior de hidrocarbonetos fósseis se verá impedido de levar o seu veneno até aos sagrados mercados. Claro que também é possível que o senhor Obama queira afirmar de facto a tal "liderança americana" e anuncie o estabelecimento de limites fixos ("hard cap") para a emissão de dióxido de carbono. Se o fizer, estará efectivamente a antecipar-se ao governo chinês, que pondera fazê-lo para 2016, mas a este respeito, se alguém me desse vinte euritos para apostar, eu colocaria cinco no "sim", outros cinco no "não" e guardaria o restante para mim.

Vem tudo isto também, a respeito do pronunciamento recente da Presidenta Dilma. Ficámos a saber que o Brasil irá reservar as receitas do petróleo para investir na educação do seu Povo. Acontece que o "petróleo brasileiro" ainda não existe.

Enquanto produto vendável, ainda não existe. Está naquela fase do trólaró que eu já referi nestas páginas. É um produto de muito má qualidade, azedo (o que quer dizer, com elevado teor de contaminantes) e inusitadamente ácido; comparado com a rastemenga canadiana continua a ser um néctar de deuses. Parece que o Brasil planeia fazer com ele algo semelhante ao que a minúscula Noruega fez com o petróleo do Mar do Norte. Não o irá conseguir, e sim, existe algo de profundamente injusto em tudo isto.

Ha-Joon Chang chamou-lhe "...dar um pontapé no escadote...", como se alguém usasse um escadote para subir à altura pretendida, e depois lhe desse um pontapé, para evitar que outros consigam seguir na sua peugada, e sim, é exactamente isso que os freis tomases da mundialização fazem. Acontece que, neste caso, é a única coisa a fazer: 80% das reservas fósseis conhecidas são in-queimáveis e esta é a mãe de todas as bolhas financeiras. Tudo somado, desde a bolha japonesa do início dos 1990's, passando pelos sub-primes americanos da última década, até às desgraças europeias presentes, não passam de bolinhas de sabão, sopradas por uma criança.

O Mundo até pode começar a acelerar amanhã mesmo. Como o mostra o caso brasileiro, nada será simples. Um chinês diria provavelmente "...que possas viver em tempos interessantes...", sem nos explicar que há muito de maldição naquela prece. Por esta triste Europa, as direitas mais rançosas e as esquerdas mais inúteis, acusam-se mutuamente de reaccionarismo e de acordarem os velhos demónios. Ambos têm razão. A nós, ficam-nos apenas as perguntas do Pete Seeger: "Quando iremos aprender?"




Where have all the flowers gone?
Long time passing
Where have all the flowers gone?
Long time ago
Where have all the flowers gone?
Girls have picked them every one
When will they ever learn?
When will they ever learn?

Where have all the young girls gone?
Long time passing
Where have all the young girls gone?
Long time ago
Where have all the young girls gone?
Taken husbands every one
When will they ever learn?
When will they ever learn?

Where have all the young men gone?
Long time passing
Where have all the young men gone?
Long time ago
Where have all the young men gone?
Gone for soldiers every one
When will they ever learn?
When will they ever learn?

Where have all the soldiers gone?
Long time passing
Where have all the soldiers gone?
Long time ago
Where have all the soldiers gone?
Gone to graveyards every one
When will they ever learn?
When will they ever learn?

Where have all the graveyards gone?
Long time passing
Where have all the graveyards gone?
Long time ago
Where have all the graveyards gone?
Covered with flowers every one
When will we ever learn?
When will we ever learn?

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publicado às 19:14


As portas que a esquerda abre e fecha

por Rogério Costa Pereira, em 24.06.13

O Seara diz que não tem a mínima dúvida da sua legitimidade para se candidatar à CML. E eu tenho a absoluta certeza da falta de legitimidade do Seara. Basta ler a lei e ter algum bom senso na respectiva interpretação. Olhar a letra e atentar no espírito da dita, que está bem à vista -- diga ela presidente de câmara ou da câmara. Isto do tal movimento de nome suspeito (que se qualifica pela negativa, dizendo o que não quer parecer ser: xenófobo, racista e pela supremacia racial) ter tido a ideia de avançar com as providências cautelares é uma bela lição para esquerda autofágica que temos. E, mais uma vez, imputo as principais culpas ao auto-enclausurado PC (mesmo porque o PC até interpreta a lei à maneira do Seara). Quando falo de esquerda refiro-me à esquerda parlamentar e extra-parlamentar, que ainda não percebeu que esquerdismos teimosos poderão ser o seu fim. Não se abram, não, que um dia querem e, tanta é a ferrugem, não conseguem. E com as portas que fecham olhem as portas que (se) abrem. E olhem quem por elas entra. Vocês são os responsáveis e nós não permitiremos que se esqueçam disso na hora de apontar dedos (quem é este "nós"? Eu e quem pensa da mesma forma, e olhem que não são assim tão poucos).

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publicado às 11:08


Apostasia

por Luís Grave Rodrigues, em 24.06.13

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publicado às 01:53

No dia 24 de Junho de 1906, nasceu, em Paris, o violoncelista francês Pierre Fournier, considerado “o aristocrata dos violoncelistas”, devido à sua elegante musicalidade e imponente som.

Filho de um general do exército francês, Pierre Fournier foi ensinado pela mãe a tocar piano. Mas, ainda em criança, teve poliomielite e perdeu destreza nos pés e pernas. Tendo dificuldades com os pedais do piano, virou-se para o violoncelo.
Licenciou-se no Conservatório de Paris com a idade de 17 anos, em 1923. Foi aclamado como “o violoncelista do futuro” e ganhou fama pelo seu virtuosismo e técnica do arco. Tornou-se muito conhecido quando tocou com a Orquestra dos Concertos Colonne, em 1925.
Fez digressões por toda a Europa, tocando com muitos dos mais famosos músicos do seu tempo.
Foi professor na École Normale de Musique, em Paris e no Conservatório de Paris, de 1937 a 1949. Em 1948, fez a primeira digressão pelos Estados Unidos, onde actuou, com muito sucesso, em Nova Iorque e Boston.
A partir de 1956, começou a residir na Suiça, embora nunca tenha renunciado à cidadania francesa. Dava aulas privadas de violoncelo, na sua casa, em Genebra. Um dos seus alunos fo o violoncelista inglês Julian Lloyd Webber. Em 1963, foi feito membro da Legião de Honra.
Pierre Fournier continuou a actuar em público até dois anos antes da sua morte, que ocorreu no dia 8 de Janeiro de 1986.

Suite nº 1, para violoncelo, de Johann Sebastian Bach

Violoncelo: Pierre Fournier

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publicado às 00:01


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