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A catástrofe é eminente e não vejo meios de conjurá-la.
Vem-me também à memória a Crónica de Uma Morte Anunciada do Garcia Marquez.
Os adversários do determinismo histórico têm tido a oportunidade de ver desenrolar-se à sua volta nos últimos dois anos um processo cujo desenvolvimento é conhecido de todos, salvo, aparentemente, alguns dos seus principais protagonistas, mas que é inexorável.
Inúteis os milhões de estudos sobre exemplos idênticos noutras épocas, divulgados numa escala nunca antes imaginada.
O rumo está traçado. E não se limita à alegada "destruição criativa" dos "mercados". Começa a assumir contornos que põem novamente em cena a solução última para os problemas criados pela acumulação excessiva: a guerra.
| No dia 22 de Março de 1930 nasceu, em Nova Iorque, Stephen Sondheim, o maior compositor vivo de musicais americanos. | ![]() |
Desde os anos 50 que se dedicou à escrita de letras e músicas para o teatro. O jornal “The New York Times” já o considerou como “o maior e talvez o mais conhecido artista do teatro musical americano”. A sua importância é tão grande, que foi o único compositor a ganhar sete vezes o Tony, o prémio americano para o teatro, além de um Óscar (pela Melhor Canção, no filme Dick Tracy, de 1990), inúmeros Grammy e um Prémio Pulitzer.
A infância de Sondheim foi atribulada. Os pais não lhe ligavam muito e, quando tinha dez anos, o pai abandonou a família. Sondheim chegou mesmo a odiar a mãe. Um dia uma amiga ofereceu-lhe um prato. Escreveu uma nota de agradecimento, onde se lia: “Obrigado pelo prato, mas onde está a cabeça da minha mãe?” Quando a mãe morreu, na primavera de 1992, Stephen Sondheim nem sequer foi ao funeral.
José Sócrates vai ser comentador num programa de televisão semanal. E já por aí circulam petições a exigir que alguém com poder faça calar o homem. Consonantemente ou não, os mais ortodoxos crentes do PSD (com os neófitos deputados enfileirados a seguir à cabeça do leader Montenegro) esbraceja por tudo o que é off-set – e o CDS mostra-se ‘perplexo’ com a permissão de regresso de Sócrates ao uso do direito de expressão.
Os mais argutos pensadores da política não partidária aventam a tese de que a ideia de dar antena a José Sócrates terá sido de Relvas. Porque é ele quem manda na RTP, porque é ele o criador da estratégia de diabolização de Sócrates, porque é o partido que ele comanda que continua à procura de melhor argumento do que o estafado “a culpa é do Sócrates”, porque são ele Relvas e os seus parceiros de negócio internacional quem mais perde com a catástrofe que estão a ser os intermináveis disparates de Gaspar na sustentação do acéfalo Coelho e do já anedótico Cavaco.
Seja um “presente envenenado” de Relvas ou uma distracção dos conselheiros de Cavaco-Passos-Gaspar, o estrondo do regresso do anterior primeiro-ministro já se deu. E enquanto o Prof. Marcelo não vem aconselhar os da situação e aclarar os da oposição, andamos todos expectantemente curiosos…
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É muito questionável a ética de anfitriões e convidados de programas com comentadores manifestamente afectos a uma ideologia, apresentados como se fizessem análise 'isenta'. Precisamente por serem apresentados assim.
Essa elementar salvaguarda ética foi e tem sido estrondosamente violada pela astuta estratégia de utilização de um professor de palavra fácil e retórica convincente - como indiscutivelmente é Marcelo Rebelo de Sousa - para em prime time transmitir aos portugueses uma clara visão de defesa do partido político de que é militante e foi leader máximo, com a aparência de reflexão serena e avisada do professor universitário.
Vem agora a notícia de que o pequeno ecran vai proporcionar a palavra a quem alinha por outro diapasão político.
É natural - embora lastimável - que se amofinem aqueles que vivem confortáveis à sombra do sereníssimo professor liberal-conservador e vejam ameaçado o privilégio de as ideias do ilustre prof. circularem "livres e líquidas". É natural, porque a propaganda de sentido único tem dado enormes frutos e incontáveis vantagens. Com Cavaco a defender o indefensável Governo da nulidade e Marcelo a propalar que este Governo é mau, mas a culpa é dos adversários, torna-se uma chatice deixar circular a palavra do contraditório.
O problema é que essa 'chatice' é, afinal, nada menos que a Democracia.
O confronto de ideias diversas – sobretudo num país que arranjou um bode expiatório para todas as contradições de um capitalismo financeiro que estoira por todos os lados (e para todas as incompetências de quem exercita esse modelo de governação até ao absurdo) – vem abanar a comodidade da política de sentido único. Ainda por cima, bradam os ‘revoltados’, a RTP leva a democraticidade ao ponto de permitir que se defenda aquele para quem se atiram todos os males. Não dá jeito nenhum...!
Para quem imponha à sua própria honestidade intelectual a necessidade de ouvir os dois lados das questões, ter Sócrates a dar uma perspectiva diversa da de Marcelo-Cavaco-Relvas é tão somente a forma de mitigar um pouco a desvergonha que tem sido a utilização da figura artificialmente promovida do Prof. Marcelo.
Pela minha parte, não deixarei de ouvir sempre um e o outro. Apesar de ter as maiores dúvidas sobre se algum deles me convencerá.
* Também publicado em http://quadratim.blogspot.pt ![]()
Da direita à esquerda, vejo pessoas indignadas com a notícia de que o ex-primeiro-ministro José Sócrates vai ser comentador da RTP.
Mas por que raio há tanto barulho à volta disso?
Até há uma petição on-line, que já vai com mais de 53 mil assinaturas, no sentido de impedir que o Sócrates venha comentar para a televisão pública.
Mas também há outra petição on-line no sentido de pedir que o Sócrates venha comentar para a televisão pública. Esta ainda só tem cerca de 2300 assinaturas, mas só foi colocada algumas horas depois da primeira.
Não assinei nem assinarei uma nem outra, porque nem me aquece nem me arrefece que o Sócrates venha comentar para a televisão. Mesmo que seja a televisão pública. Mesmo que seja a ganhar um ordenado.
A verdade é que a ideia de ver o Sócrates a comentar na televisão nem sequer me repugna e até me desperta alguma curiosidade.
Se, até há bem pouco tempo, "tive" que gramar o Santana Lopes, que também foi primeiro-ministro, porque é que não hei-de "ter" que gramar o José Sócrates? Se "tive" que gramar o Vitorino e se "tenho" que gramar o Marques Mendes, porque é que não hei-de "ter" que gramar o José Sócrates? Já nem falo do Professor Marcelo e da sua missa dominical.
Nunca apoiei uns nem outros. Nem os seus respectivos partidos. E nunca apoiarei.
Os que são contra os comentários de Sócrates na RTP argumentam que foi ele que deixou o país na bancarrota.
Foi o Sócrates o causador da miséria neste país? Uns dizem que sim, outros dizem que não.
Foi o Passos Coelho o causador da miséria neste país? Uns dizem que sim, outros dizem que não.
Eu concordo com os dois lados. Foi o PS e o PSD, com ou sem Sócrates, com ou sem Passos Coelho que, nos últimos trinta e tal anos, conduziram o país ao estado em que está.
Decorreu esta tarde, na Assembleia da República, um debate sobre uma proposta do PCP, exigindo a demissão do governo. O PS já fez saber que irá votar contra. Só me resta deduzir que PS e PSD são farinha do mesmo saco.
A grande maioria dos comentadores de televisão, seja pública ou privada, são do chamado arco da governação. Tal como no governo, vão alternando e, de vez em quando, mudam de canal. Mas o programa é sempre o mesmo. Sempre dizendo que os seus comentários são independentes. Sempre a tentar convencer o Zé Povinho de que são isentos. De vez em quando mandam umas bocas contra o próprio partido, mas é só para enganar a malta.
Se amanhã o Sócrates vem para a RTP, depois de amanhã irá para a SIC ou TVI.
Cá p'ra mim esta história de ser ou não a favor de o Sócrates vir comentar para o canal público de televisão não é mais do que outra maneira de desviar a atenção das questões que realmente deviam interessar. Enquanto perdemos tempo a falar destas mariquices não nos preocupamos com o facto de haver cada vez mais pobres, cada vez mais desempregados e cada vez mais impostos que só beneficiam os bancos e outros detentores do grande capital. Os nossos governantes actuais até agradecem.
E o que mais me espanta é que até o pessoal de esquerda (e não me refiro aos partidos) perde tempo com estes pormenores.
Pronto, já perdi demasiado tempo a querer convencer o pessoal de que perde demasiado tempo com coisas com as quais não devia perder tempo nenhum.
P. S. (Post scriptum):
Entretanto há outra petição on-line com o título “Petição Abaixo as petições!”, que já vai com dez signatários.
vão ser colocados em lugares mais úteis.
Por exemplo, observadores de pássaros
(enquanto os pássaros não
acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao
entrar numa repartição pública.
Um senhor míope atendia devagar
ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum
poeta por este senhor?» E a pergunta
afligiu-me tanto por dentro e por
fora da cabeça que tive que voltar a ler
toda a poesia desde o princípio do mundo.
Uma pergunta numa cabeça.
— Como uma coroa de espinhos:
estão todos a ver onde o autor quer chegar? —
Manuel António Pina
| No dia 21 de Março de 1839 estreou-se, na Leipzig Gewandhaus, a Sinfonia nº 9, de Schubert, que Robert Schumann considerou a maior peça instrumental desde a morte de Beethoven. O maestro foi Felix Mendelssohn. | ![]() |
A Sinfonia nº 9, em dó maior, D. 944, conhecida como “A Grande”, é a última sinfonia composta por Franz Schubert. O subtítulo de “A Grande dó maior” foi-lhe dado, originalmente, para a distinguir da nº 6, “A Pequena dó maior”, mas, nos dias de hoje, esse subtítulo é associado à grandiosidade da obra. Durante muito tempo, julgou-se que foi escrita no último ano de vida do compositor, 1828. É verdade que, nos últimos meses de vida, Schubert fez alguns esboços de uma sinfonia – mas era em ré maior e é, hoje, aceite como sendo a nº 10.
De facto, sabemos, agora, que “A Grande” foi, na sua maioria, composta em 1825, tendo sido terminada no Verão de 1826. Em Outubro, Schubert, sem posses para pagar uma apresentação pública, enviou-a para a Associação dos Amigos da Música, com uma dedicatória. Como agradecimento, a Associação pagou a Schubert uma pequena quantia, fez cópias das diferentes partes orquestrais e, em 1827, depois de a terem tocado uma vez, decidiram que era muito grande e difícil para apresentar em público.
A obra só foi estreada, na sua totalidade, no dia 21 de Março de 1839.
| No dia 20 de Março de 1894 estreou-se o poema sinfónico “O Rochedo”, de Sergei Rachmaninoff. | ![]() |
“O Rochedo”, op. 7, é uma fantasia para orquestra, escrita por Rachmaninoff, no Verão de 1893 e foi dedicada ao compositor Rimsky-Korsakov. Como epígrafe da composição, Rachmaninoff escolheu um excerto de um poema de Mikhail Lermontov: “A nuvem dourada dormiu toda a noite sobre os seios da grande pedra”. No entanto, mais tarde, o compositor admitiu que se tinha baseado numa história de Anton Chekhov, em que uma rapariga encontra um velho, durante uma tempestade nocturna, numa pousada à beira da estrada, na véspera de Natal. O homem conta-lhe a história da sua vida, as suas crenças e fracassos.
Rachmaninoff tinha um grande respeito pelo compositor mais velho, Tchaikovsky e, num encontro entre os dois, em casa de Taneyev, o jovem compositor teve oportunidade de executar, ao piano, a sua recente composição. “O Rochedo” teve um efeito positivo em Tchaikovsky, que pediu a Rachmaninoff que o deixasse incluir o poema sinfónico na digressão que, brevemente, iria fazer pela Europa. No entanto, isso nunca chegou a acontecer, porque Tchaikovsky faleceu, repentinamente, algum tempo depois.

17h42 - O ministro das Finanças diz que o debate crescimento versus austeridade é uma falsa dicotomia [claro que sim, basta ver ver como a economia real vai de vento em popa; nos fins de semana, por exemplo, não são declaradas insolvências], frisando que o crescimento económico exige uma perspetiva de diminuição da dívida pública e equilíbrio orçamental e também de estabilidade financeira.
16h40 - O ministro das Finanças afirma que, de acordo com os cálculos, a dívida pública portuguesa é sustentável [as famílias também acham], estando abaixo dos níveis que se verificam na Itália, por exemplo, e muito perto dos níveis da Irlanda.
16h57 - (...) Relativamente à questão do Orçamento Retificativo, o ministro das Finanças explica que o mesmo só se justifica quando é necessário rever ou aumentar limites orçamentais, frisando que neste momento o tesouro português tem uma posição muito confortável [basta olhar em volta para obter a confirmação], pelo que não há qualquer calendário para um Orçamento Retificativo [lá mais para o fim do mês]. [fonte]
Contexto: #A orelha (arrancada) do Gaspar #gasparates
Estive a dar uma vista de olhos nos ditos do Gaspar durante a audição parlamentar e gosto particularmente de um que mostra bem o ridículo do "economês" da moda, a patetice do sistema estúpido e desfigurado que nos abraça como um urso.
«15h17 - Vítor Gaspar mostra as perspectivas de crescimento para 2013. "Temos um crescimento previsto de -2,3%"».
E um gajo vai-se habituando a isto e até acha natural e tal. Que é assim que a malta que sabe de números fala e se entende.
"Temos um crescimento previsto de -2,3%".
Porra, pá, isso não é crescer, é minguar.
O domínio dos números sobre os homens e sobre as palavras dos homens, bem sei.
Sei, mas não aceito. Não quero. Não compro.
Não sei se percebeste, Gaspar; vou dar-te um exemplo. Se eu te arrancar uma orelha e te disser que a tua orelha cresceu -100% és gajo para achar que estou a gozar contigo, não é? E eu perceberia isso, e, por piedade, até era gajo para te devolver a orelha que não havia crescido -100%, mas sim sido arrancada a pontapé. E dava-te a orelha de volta ou, como tu dirias, terias a tua orelha novamente a crescer os previstos 0%.
Vá, agora vai-te lá embora (tipo, mesmo). Parece que há para aí malta com vontade de te ver crescer -100%.
E caso esteja, quando for às tuas lojas posso pagar-te na mesma moeda? Em chicotadas, digo... A jogar esse jogo vamos mas é jogá-lo por inteiro e com carácter de reciprocidade. Belmiro...
| No dia 19 de Março de 1873 nasceu, em Brand, no Alto Palatinado (hoje Alemanha), o compositor alemão Max Reger. | ![]() |
Além de compositor, foi organista, pianista e maestro. Ensinou música na Universidade de Leipzig e nos últimos 5 anos da sua vida ocupou o cargo de director musical da Orquestra da Corte de Meiningen.
A obra mais conhecida de Max Reger é, talvez, Variações e Fuga sobre um Tema de Mozart. Mas as suas composições, que tiveram importante significado enquanto prolongando o movimento romântico para o século XX, compreendem obras para órgão, música de câmara, canções, obras corais, um concerto para piano e orquestra, um concerto para violino e muitas peças para piano.
Max Reger morreu, em Leipzig, no dia 11 de Maio de 1916.

| No dia 18 de Março de 1882 nasceu, em Veneza, o compositor italiano Gian Francesco Malipiero. |
Estudou no Conservatório de Viena, no Liceu Musical de Veneza e no Conservatório de Bolonha. Depois de ter sido, durante algum tempo, professor no Conservatório de Parma e director do Instituto de Pádua, foi, a partir de 1939, director do Liceu Musical Marcello de Veneza. Dividiu a sua actividade entre a composição, o ensino e os trabalhos musicológicos.
Malipiero assegurou, especialmente, a edição da obra integral de Monteverdi, de várias obras de Galuppi, Jomelli, Marcello, Leo, etc. Em 1947 o empresário veneziano Antonio Fanna fundou o Istituto Italiano Antonio Vivaldi, com o propósito de promover a música de Vivaldi e publicar novas edições dos seus trabalhos. Gian Francesco Malipiero foi o primeiro director artístico desse Instituto, colaborando na edição das obras completas de Vivaldi.
Malipiero morreu em Treviso, na Itália, no dia 1 de Agosto de 1973.
| No dia 17 de Março de 1830. o compositor polaco Frédéric Chopin sentou-se ao piano para interpretar, pela 1ª vez, o seu concerto nº 2, para piano e orquestra. | ![]() |
O Concerto nº 2, em fá menor, op. 21, de Chopin, foi composto em 1830, ainda antes de Chopin terminar a sua educação musical. O compositor tinha, então, 20 anos de idade. A sua estreia teve lugar em Varsóvia, na Polónia e o solista foi o próprio Chopin. Embora este concerto tivesse sido o primeiro a ser escrito, é conhecido como o nº 2, porque foi o segundo a ser publicado. Tem três andamentos, o que é típico dos concertos instrumentais daquela época.
No final, a certa altura os violinos têm a indicação de tocar “col legno”, isto é, com a parte da madeira do arco. O tema principal do 3º andamento, apresentado pelo piano, é o Chopin clássico – uma delicada melodia reminiscente de algumas das sua mazurkas. Na impossibilidade de ouvirmos Chopin ao piano, deixo-vos com uma pianista que interpretará o Concerto nº 2 tão bem ou melhor que o próprio compositor: a nossa Maria João Pires.
A primeira professora de canto de Ludwig foi a sua própria mãe. Estreou-se em 1946, com dezoito anos, na ópera “O Morcego”, de Johann Strauss, em Frankfurt, onde cantou até 1952, ano em que se tornou membro da Ópera de Darmstadt. Em 1954 e 55, cantou na Ópera Estatal de Hannover. Também trabalhou na Ópera Estatal de Viena, em 1955, onde se tornou a principal artista e actuou durante mais de trinta anos. Em 1954, estreou-se no Festival de Salzburgo, onde apareceu regularmente até 1981. Estreou-se no Festival de Bayreuth em 1966.
Em 1960, Christa Ludwig interpretou Adalgisa, ao lado de Maria Callas, na ópera “Norma” de Bellini. Em 1959 estreou-se nos Estados Unidos, na Ópera Lírica de Chicago e, no mesmo ano, fez a sua estreia no Metropolitan, onde actuou cento e vinte e uma vezes, até 1993. No Royal Opera House, Covent Garden, em Londres, apareceu pela primeira vez, em 1969. A última actuação de Christa Ludwig foi na Ópera Estatal de Viena, em 1994, na interpretação de Elektra, de Richard Strauss.
Perdi um pedaço de mim
Saí comigo mesma
Jé nem me lembro mais
Onde foi que me perdi.
Naquele momento chamado lembrança
De lembrar tudo o que dizia
De todas as ideias e ideais
De toda a perfeição que queria
Muitas vontade, poucas realizada,
Nos dias de muitas dúvidas
Não depende de ti,
Apesar de ser o teu caminho
Não existe luz suficiente pra saber onde pisas
Aquela que perdeste já não sou eu,
Agora mesmo perdi um pedaço de mim,
Nestas linhas perdi mais uma que já fui.
MHelenaPinto 14.03.2013
| No dia 15 de Março de 1838 nasceu, na Látvia, Karl Davydov, um compositor e violoncelista russo a quem Tchaikovsky chamou “o czar dos violoncelistas”. | ![]() |
O pai era médico e violinista amador. Aos 5 anos teve lições de piano e, aos 12, estudou violoncelo com Heinrich Schmidt, que era 1º violoncelo no Teatro de Moscovo. Embora tivesse um grande talento para a música, os seus pais insistiram para que ele acabasse a sua educação, antes de seguir a carreira de violoncelista. Formou-se em Matemática, na Universidade de S. Petersburgo e, mais tarde, estudou composição no Conservatório de Leipzig, onde, aos 22 anos, foi professor de violoncelo. Ao fazer uma digressão por toda a Europa, foi considerado o maior violoncelista do seu tempo. Em 1876, Tchaikovsky e Davidov foram ambos candidatos à posição de Director do Conservatório de S. Petersburgo, mas foi Davidov que ficou com o cargo.
Em 1887, devido a um escândalo amoroso com uma das alunas do conservatório, Karl Davidov foi forçado a fugir da Rússia, onde só regressou no ano seguinte. Em Janeiro de 1889, com 50 anos, adoeceu repentinamente, durante a interpretação de uma sonata de Beethoven. Veio a falecer no dia 26 de Fevereiro do mesmo ano. “At the fountain” é a sua mais famosa composição para violoncelo que, ainda hoje, faz parte do repertório para aquele instrumento.
Na Grécia: a Troika ordenou uma total censura nos meios de comunicação europeus sobre a situação de verdadeira emergência humanitária que está a acontecer ao povo grego. A Aurora Dourada deu início à doutrinação de crianças do ensino primário com os ideais do partido de extrema-direita.
Na Húngria: o parlamento húngaro aprovou uma extensa emenda constitucional que determina, por exemplo, o controlo da liberdade religiosa e a redefinição de funções do Tribunal Constitucional. Ser sem-abrigo passa a constituir um acto criminoso e dá direito a multa ou pena de prisão; campanhas políticas nos meios de comunicação passam a ser proibidas; a noção constitucional da família é restringida ao casamento entre um homem e uma mulher e respectivos filhos.
Na Itália: o partido populista, o Movimento 5 Estrelas, liderado pelo ex-comediante Beppe Grillo, é o vencedor das eleições italianas. Aparece contra o sistema e os políticos, ataca os sindicatos, está disponível para dialogar com a extrema-direita, quer proibir o financiamento público dos partidos e impede os seus próprios candidatos de participarem em debates.
Em Portugal: está em implementação o Sistema Integrado de Informação Criminal, com o objectivo de controlar politicamente a investigação criminal e as informações produzidas, aproveitando-as para fins que a Constituição não permite, como a "prevenção de ameaças graves e imediatas à segurança interna", conceito muito abrangente, que inclui até meras manifestações cívicas. O Ministério Público, que por imposição constitucional dirige a investigação criminal e a quem todas as polícias criminais devem obediência funcional, está afastado da direcção deste sistema. Estão também a ocorrer acções de formação da GNR a civis, com as quais se pretende que estes venham a ser «interlocutores das forças policiais junto das suas comunidades». e que «estas pessoas podem também fornecer às forças policiais informação privilegiada sobre o que se passa nas comunidades». Tal não é inédito em Portugal, em 1945 Salazar com o objectivo de modernização do aparelho policial secreto cria a PIDE, atribuindo-lhe a missão de defender o regime contra as actividades das organizações clandestinas e «subversivas». É instituído o recurso a métodos que iam da vigilância dos actos quotidianos, da correspondência e das telecomunicações privadas de «suspeitos», à prisão sem culpa formada e à criação e manutenção de uma rede tentacular de informadores civis. Esta teia de vigilância civil era um dos pilares fundamentais da PIDE e adquiriu tais proporções na vida quotidiana portuguesa, que deu origem a hábitos sociais e culturais, ainda hoje detectáveis como o ditado: «até as paredes têm ouvidos».
O mais perturbador destas notícias é o acordar de todos os demónios que assolaram a Europa no século XX, muito dificilmente destes acontecimentos não resultarão consequências imprevisíveis para o futuro da Europa. A situação penosa na Grécia, o primeiro país a ser intervencionado pela Troika, já se pode afirmar sem grandes rodeios que o Neoliberalismo e as políticas de austeridade cegas conceberam um filho chamado Aurora Dourada, conseguiram de facto ressuscitar o Nazismo com uma nova roupagem, algo impensável há uns tempos atrás. Ou acontece de facto algo extraordinário, ou a Europa vai entrar, novamente, numa longa noite.
Olá senhor e senhora Para resolver seus problemas ...
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I met professional hackers beyond human imaginatio...
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