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A traça

por ZZZZ, em 17.01.13

Está uma traça imóvel na minha parede,

é preta

de asas

recortadas

 

tem uma textura aveludada

como quem deixa ficar

partes de si

em quem

a toca

 

o pequeno,

pequeníssimo

coração da traça

está agora,

despedaçado

 

Está uma traça imóvel na minha parede,

é preta

de asas

cortadas.

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publicado às 23:19

Um comprimido torna-te enorme,
Outro comprimido torna-te minúsculo.
E os que a mamã dá,
Nem aquecem nem arrefecem.
Pergunta à Alice,
Quando ela tiver três metros d'altura.
E se fores caçar coelhos,
Sabendo já que vais cair,
Diz-lhes que uma lagarta, fumando nargilé,
Te disse para perguntares à Alice,
Quando ela estiver pequenina.
Quando as peças do xadrez
Se levantam e te ordenam para onde ires,
Quando um cogumelo selvagem
Faz a tua mente girar devagar,
Pergunta à Alice,
Acho que ela vai saber.
Quando lógica e proporção
Tiverem caído, redondas, no chão
E o Rei Branco falar por anagramas
E a Rainha Vermelhas se desfizer em fúria,
Recorda o que o batente da porta te disse:
"Pensa pela tua cabeça!"

— White Rabbit, Grace Slick

Ninguém fala noutra coisa, o relatório do fmi, o relatório do fmi... Hoje, duma assentada, o Esquerda[ponto]Net, propõe-nos três artigos a respeito do tal relatório do fmi. Uff! Mudaram de título ao quarto, para irem finalmente direitos ao assunto.

Penso não ser muito difícil perceber a razão do enfoque: "Ah...! O pessoal não grama o fê-mê-i, bora!". Lamento muito, pessoal, mas é um erro. Não estou a dizer que o tal fê-mê-i não mereça umas boas castanhadas, mas o enfoque é um erro político. E um erro que nada ajuda no essencial. Como nunca gostei que me assobiassem para beber água, decidi seguir o conselho da Grace Slick e pensar pela minha própria cabeça, lendo o dito cujo.

Primeiro pormenor, e não é de somenos: o link anterior é para o site do jornal Público; na primeira página, encontra-se um link significativo – para um documento oficial do FMI (!) – e é este: Linhas Orientadoras para Divulgação de Informação Técnica. Não será difícil compreender que o desgoverno português violou aquelas regras, da forma mais saloia e mais gritante, e pelos motivos mais baixos deste mundo e do outro. O resto é outra loiça e porcelana que eu bem conheço: aquilo é um relatório de consultadoria.

Já fiz muito trabalho de consultadoria e há um documento que tenho bem presente no meu espírito: tem por título Manual do Consultor e contém uma única folha. Na frente, uma única frase. Esta:

Albarda-se sempre o burro à vontade do dono.

Sei que estou a divulgar segredos corporativos, por isso..., não faz sentido esconder o resto. Na outra face daquela folha única, encontramos apenas uma definição, a definição do métier e dos seus praticantes:

'Consultor' é um homem que conhece trezentas maneiras de foder e não conhece nenhuma mulher.

Esta definição não é tão literal como pode parecer..., significa que..., bem..., um consultor não é responsável pela implementação da..., ahn! assistência técnica..., ora bolas! Já estou lixado, que se dane. Cada leitor que pense o que muito bem entender.

No que respeita ao essencial, os factos são simples: o coelhito começou a falar em "refundação" nos finais de Outubro de 2012; o relatório é datado "Janeiro de 2013". Este não é o "plano do fmi"; esses são apenas gajos que verificam aquela definição acima, e que fazem o que o dono do burro quer que se seja feito; dizem-lhe como fazer o que ele quer ver realizado. Este é o plano do coelho branco, do gaspar cinzento, do borges furta-cores e do relvas alucinogéno. É o seu ódio à simples ideia de coesão social; é a sua baixeza e incompetência gritantes. Em cada linha, em cada vírgula. Até, talvez, no espaço em branco das margens. Talvez nos espaços em branco ainda mais do que no resto: ...quando um cogumelo selvagem faz a tua mente girar devagar..., o absurdo consumou-se e o coelho branco está no poder.



I've seen the Future, brother / And it is murder. – Leornard Cohen

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publicado às 22:35


Cuida-te, Pedro!

por Francisco Clamote, em 17.01.13
Passos Coelho mente com tanta facilidade que suponho que a mentira lhe é tão natural como o respirar.
Hoje mesmo, em Paris, onde foi fazer nem sei bem o quê, teve o desplante de afirmar que "ninguém aconselhou os portugueses a emigrarem".
O Jornal de Negócios ("link" supra) faz o favor de lembrar ao Pedro as várias declarações de incentivo à emigração proferidas por membros do seu governo, incluindo o próprio Pedro Passos Coelho.

Ei-las:

- "se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras" (secretário de Estado do Desporto e da Juventude, Alexandre Mestre)
- "Quem entende que tem condições para encontrar [oportunidades] fora do seu país, num prazo mais ou menos curto, sempre com a perspectiva de poder voltar, mas que pode fortalecer a sua formação, pode conhecer outras realidades culturais, [isso] é extraordinariamente positivo" (ministro Relvas)
"Nós temos hoje uma geração extraordinariamente bem preparada, na qual Portugal investiu muito. A nossa economia e a situação em que estamos não permitem a esses activos fantásticos terem em Portugal hoje solução para a sua vida activa. Procurar e desafiar a ambição é sempre extraordinariamente importante" (Relvas em dose dupla)
- "Angola, mas não só Angola, o Brasil também, tem uma grande necessidade ao nível do ensino básico e do ensino secundário de mão de obra qualificada e de professores.Sabemos que há muitos professores em Portugal que não têm nesta altura ocupação e o próprio sistema privado não consegue ter oferta para todos. Nos próximos anos haverá muita gente em Portugal que ou consegue nessa área fazer formação e estar disponível para outras áreas ou querendo-se manter, sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado de língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa". (Passos Coelho).
Mentir tão descaradamente, já não é defeito, é feitio. Ou melhor dito: é doença. Cuida-te, Pedro!

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publicado às 21:03


Alucinação

por Ariel, em 17.01.13



Ouvi ontem à noite na TV excertos do discurso esquizofrénico do primeiro-ministro no encerramento daquela coisa a que chamou debate com a sociedade civil  com vista à reforma do Estado. Sentada no sofá da sala, já tarde, com o tabuleiro do jantar sobre os joelhos, tentei perceber um vislumbre de sanidade,  um mínimo de coerência,  autenticidade e verdade. Nada. Passos Coelho que no discurso do Pontal, há 4 meses,  anunciava a retoma da economia já em 2013, parecia um alucinado entrincheirado  numa obstinada fuga em frente num caminho de terra queimada, responsabilizando todos quantos se têm oposto à sua política irracional e anti patriótica, pela tragédia que se avizinha. O homem isolou-se numa bolha de rancor e autosuficiência e já só se ouve a si próprio.


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publicado às 11:29


Juan Crisóstomo Arriaga - Compositor basco

por António Filipe, em 17.01.13
No dia 17 de Janeiro de 1826 morreu, em Paris, o compositor basco Juan Crisóstomo Arriaga. Tinha nascido em Bilbau, no dia 27 de Janeiro de 1806.

 O seu pai, Juan Simon, era um comerciante abastado e músico, que encorajou os talentos musicais e artísticos do filho. Aos 11 anos, Arriaga começou a compor obras importantes de música de câmara, orquestrais e corais. A ópera em 2 actos, “Os Escravos Felizes” foi escrita com apenas 13 anos e obteve um grande sucesso em Bilbau.
Aos 16 anos, Arriaga foi estudar para o Conservatório de Paris, onde o director, Cherubini, considerou uma obra-prima a peça coral “Et Vitam Venturi” que Arriaga tinha composto e que, entretanto, se perdeu. Em apenas 3 meses, Arriaga conseguiu absorver os princípios da harmonia e do contraponto e, aos 18 anos, tornou-se o mais jovem professor nomeado do Conservatório.
As suas obras que, na sua maioria, permaneceram desconhecidas durante mais de cem anos, começaram, há poucos anos, a ser publicadas e algumas, como os 3 quartetos de cordas e a Sinfonia em ré maior, já foram gravadas várias vezes.
A música de Arriaga é notável pela sua excepcional fluência, poder e técnica. A abertura da ópera “Os Escravos Felizes” demonstra bem a sua criatividade fora do normal. Infelizmente, apenas sobreviveram alguns fragmentos do resto desta ópera. No seu tempo, Arriaga era conhecido como o Mozart espanhol. Embora fosse contemporâneo de Beethoven e Schubert, o seu estilo é mais parecido com o dos compositores do início do período clássico.
A fervorosa criatividade de Arriaga parece ter prejudicado a sua saúde e, no final de 1825, começou a sofrer de uma doença desconhecida, provavelmente tuberculose. Morreu em Paris dez dias antes do seu 20º aniversário e foi enterrado no mesmo dia, numa vala comum, no cemitério de Montmartre.


Abertura da ópera “Os Escravos Felizes”, de Juan Crisóstomo Arriaga
Orquestra de Câmara Freixenet
Maestro: Rudolf Barshai

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publicado às 00:01


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