Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Sejam mas é felizes

por Rogério Costa Pereira, em 25.12.12

god.jpgEu baralho sempre estas cenas dos dias. Hoje é aquele em que se dizem mentiras muitas, aquele em se comemora a ressurreição, esse fenómeno natural nos seres vivos, ou aqueloutro do menino parido por uma virgem? Jesus, que rol... Bem, é mais tipo o primeiro de Abril, mas com mentiras certificadas por uma religião, esse veneno com que o homem insiste em injectar-se.
Felizes, sejam mas é felizes. E busquem essa felicidade no sítio onde ela se encontra. No fim da luta que não tem fim. Não aceitem placebos. And mind the gap...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:05


Oratória de Natal, de Johann Sebastian Bach

por António Filipe, em 25.12.12
No dia 25 de Dezembro de 1734 estreou-se a Oratória de Natal, de Johann Sebastian Bach.

A Oratória de Natal, BWV 248, é uma obra de Johann Sebastian Bach compilada para ser apresentada na igreja durante a época do Natal. Foi escrita para o Natal de 1734, incorporando a música de peças anteriores do próprio compositor, incluindo três cantatas seculares, escritas entre 1733 e 1734, e uma cantata que, entretanto, se extraviou, a BWV 248a. Esta oratória é um exemplo particularmente sofisticado da técnica de Recriação Musical. O autor do texto é desconhecido, embora o poeta Christian Friedrich Henrici tenha sido um possível colaborador.
A Oratório de Natal tem seis partes, sendo cada uma destinada a ser apresentada em dias distintos das festas principais do período natalício, que vai desde o dia de Natal até ao dia de reis. Nos dias de hoje, a obra é geralmente apresentada como um todo, ou dividida em duas partes iguais. A duração total da obra é de aproximadamente 3 horas. Tal como noutras oratórias, um tenor Evangelista narra a história.


1ª Parte da Oratória de Natal, de Johann Sebastian Bach
Monteverdi Choir
English Baroque Soloists
Maestro: Sir John Eliot Gardiner

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:01


Barretes há muitos...

por Rogério Costa Pereira, em 24.12.12
"Lamento muito mas fui mesmo embarretado", diz Nicolau Santos.

Deixa lá, Nicolau...

Andamos a ser embarretados há ano e meio por um gajo que diz ser PM. E é.

E há quase 30 anos por outro que diz ter sido PM e agora PR. E foi, e é.

Este, "pelo menos", não destruiu o país. É certo que não tem o cúrriculo de um Relvas ou de um Coelho...

Barrete maior não há do que o da nossa realidade.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:35


Filho de Deus...

por Ana Bento, em 24.12.12


Em nome dos que choram,

Dos que sofrem,

Dos que acendem na noite o facho da revolta

E que de noite morrem,

Com a esperança nos olhos e arames em volta.

Em nome dos que sonham com palavras

De amor e paz que nunca foram ditas,

Em nome dos que rezam em silêncio

E falam em silêncio

E estendem em silêncio as duas mãos aflitas,

Em nome dos que pedem em segredo

A esmola que os humilha e os destrói

E devoram as lágrimas e o medo

Quando a fome lhes dói.

Em nome dos que dormem ao relento

Numa cama de chuva com lençóis de vento

O sono da miséria,terrível e profundo,

Em nome dos teus filhos que esqueceste,

Filho de Deus que nunca mais nasceste,

Volta outra vez ao mundo!


Ary dos Santos


Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:39


Khusugtun - Mongolian music

por Rogério Costa Pereira, em 24.12.12

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 06:32


A Mitologia do Natal

por Luís Grave Rodrigues, em 24.12.12

         

 

Estando noiva de José, e antes ainda de com ele ter coabitado, Maria apareceu grávida por ação do Espírito Santo.

Quando José se preparava para a repudiar, apareceu-lhe em sonhos um "anjo do Senhor" que lhe ordenou que recebesse Maria em sua casa e que aceitasse o filho que ela carregava como obra do Espírito Santo.
Quando a criança nasceu, e tal como o anjo lhe havia ordenado, pôs-lhe o nome de Jesus.

Todas as culturas antigas, sem exceção, tinham um horror profundo e visceral à esterilidade. O que é absolutamente compreensível, face à óbvia conexão entre a própria sobrevivência da tribo ou de uma determinada sociedade e o seu fortalecimento face aos povos vizinhos e rivais, por exemplo, em disputas territoriais.
Não é, por isso, de estranhar que desde a sua origem todos os cultos religiosos revelem nas suas mitologias e iconografias não só esse temor, como muito principalmente uma óbvia preocupação pela fecundidade.

De tal forma que nas mais remotas manifestações de religiosidade o lugar de Deus foi ocupado por uma mulher.
Só muito mais tarde a mulher foi relegada para um papel de mãe, esposa ou amante do Deus, sempre com a responsabilidade da renovação e da reprodução, mas também obviamente virgem, como convém a toda a terra que vai receber uma nova semente e de quem se espera a máxima fecundidade.

Por isso, também, só de uma divindade é possível esperar o dom da fecundidade, principalmente quando se trata de uma mulher estéril que acaba por dar à luz, um milagre que obviamente só está ao alcance de um Deus.
Ao mesmo tempo, constitui prova inequívoca da proximidade de um homem a Deus o facto de ter nascido do milagre da conceção de uma mulher virgem.

Assim, vemos que essa associação entre uma conceção milagrosa e a deificação do filho nascido de um fenómeno que só está ao alcance de Deus (sempre após uma história mais ou menos fantasiosa de uma «anunciação» feita por um anjo ou qualquer outra entidade celestial, seja ao vivo ou em sonhos), é afinal perfeitamente vulgar e recorrente em todos os cultos religiosos da antiguidade e, curiosamente, nas mais distantes regiões do planeta.

Aparecem então como filhos de mães virgens tanto Deuses como grandes personagens, como os imperadores Chin-Nung, da China, ou Sotoktais do Japão, ou como os Deuses Stanta, na Irlanda, Quetzalcoatl do México, Vixnu da Índia, Apolónio de Tiana da Grécia, Zaratustra da Pérsia, Thot do Egipto, ou como Buda, Krishna, Confúcio, Lao Tsé, etc., etc.

O mito vai mesmo ao ponto de Gengis Cã ter um belo dia determinado que também ele era filho de uma mulher virgem, para se deificar aos olhos do seu povo e dos povos que ia conquistando, e para se fazer obedecer e respeitar cegamente como um Deus pelas suas tropas.

Entre os mais famosos homens filhos de mulheres virgens está, como é sabido, Jesus Cristo.
É também muito curiosa a mitologia comum relacionada com o nascimento destas personagens deificadas pelo seu nascimento de mulheres virgens, como sejam a existência de estrelas ou sinais celestes que os anunciam ou comemoram: uma milagrosa luz celeste anunciou a conceção de Buda, um meteoro o nascimento de Krishna, uma estrela o nascimento de Hórus e uma «estrela no Oriente» o nascimento de Jesus Cristo, embora somente o evangelho de Mateus se lhe refira, sendo pacificamente aceite que não mais do que para corporizar ou fazer concretizar (quase um século depois da morte de Jesus Cristo) profecias messiânicas do Antigo Testamento.

Ao mesmo tempo, é também absolutamente natural que faça parte dos cultos de fecundidade a adoração de Deuses relacionados com o ciclo solar e com a renovação anual das estações do ano e, com estas, as colheitas ou a produção de gado, com especial incidência e manifestação em festas, mitos, cerimónias e ritos religiosos comemorativos, realizados normalmente nos Solstícios, preferencialmente no Solstício de Inverno.

A corporização mais comum destes Deuses de renovação e de fecundidade é feita em relação ao Sol, símbolo perfeito da sucessão regular e infalível dos dias e das estações do ano, quer seja adorado como um Deus em si, e em praticamente todas as civilizações conhecidas, das Américas Central e do Sul, ao Egipto, passando pela Suméria ou Mesopotâmia, quer também através de outros Deuses «solares», como o Deus-faraó egípcio Amenófis IV, que reinstalou o culto de Áton (Sol) e mudou mesmo o seu nome para Aquenáton, ou como Deuses que resultam da antropomorfização do Sol, como os Deuses Hórus, Mazda, Mitra, Adónis, Dionísio, Krishna, etc.

Destes Deuses, um merece especial referência: Mitra.
Mitra é um dos principais Deuses iranianos (anteriores a Zaratustra), simbolizado com uma cabeça de Leão (representação típica dos Deuses solares) e conhecem-se manifestações do seu culto já com mais de mil anos antes do nascimento de Cristo.
Mais tarde os romanos adotaram o seu culto e incluíram-no mesmo no seu panteão.

Enquanto divindade, as funções de Mitra eram carregar com a iniquidade e os males da Humanidade e expiar os pecados dos homens.
Mitra era também visto como meio de distinção entre o bem (Ormuzd) e o mal (Ahriman), como fonte de luz e sabedoria e estava ainda encarregue de manter a harmonia no mundo e de proteger todos os homens.
A mitologia do Deus Mitra tinha-o como um «enviado», ou um Messias, que voltaria ao mundo para julgar toda a humanidade.

Sem ser o Sol propriamente dito, Mitra era tido como seu representante, sendo invocado como o próprio Sol nas cerimónias do seu culto, onde era tido como espiritualmente presente no interior de uma custódia, por isso colocada em lugar de especial destaque.
Todos os Deuses solares depois de expiarem os pecados dos homens acabam por morrer de morte violenta, acabando depois por ressuscitar ao fim de três dias e de ascender aos Céus ou ao Paraíso.

Hórus morre em luta com o mal, corporizado no seu irmão Seth (identificado com Satanás), que o coloca num túmulo escavado numa rocha, ressuscitando ao fim de três dias para subir ao Paraíso.
O Deus hindu Xiva sacrifica-se pela humanidade, e morre ao ingerir uma bebida corrosiva que causaria a destruição e a morte de todo o mundo, acabando também por ressuscitar ao fim de três dias.
O Deus Baco foi também assassinado, tendo ressuscitado três dias depois, através dos seus pedaços recolhidos por sua mãe.
O mesmo acontecia aos Deuses Ausónio, Adónis ou Átis, que morriam para salvar os homens ou expiar os seus pecados e acabavam por ressuscitar ao fim de três dias.

E todos eles a 25 de Dezembro.

Uma vez mais, um dos mais famosos «ressuscitados» é Jesus Cristo, embora este tenha ressuscitado em metade do tempo dos restantes Deuses, talvez somente um dia e meio depois, embora a sua mitologia continue a mencionar os três dias.
Ou seja: a figura de Jesus Cristo, e toda a religião e mitologia cristã, foram construídos com base num modelo pagão dos deuses solares que então se conheciam.

A própria escolha da data de 25 de Dezembro para comemoração do nascimento de Jesus Cristo é disso um inequívoco exemplo.
Aliás, esse dia 25 de Dezembro (o dia das festividades dos Deuses Mitra, Baal e Baco) só foi adotado pela Igreja Católica já no século IV, por decisão do Papa Libério, com o óbvio objetivo de “cristianizar” os cultos solares, então ainda muito populares e difundidos e de os fazer confundir e “absorver” pelos próprios ritos cristãos, dada até a proximidade com a data do Solstício de Inverno – data da “morte” do Sol no horizonte – e a data em que o Sol “ressuscita” e se eleva novamente horizonte três dias depois, exatamente no dia 25 de Dezembro.


Merece especial referência o facto de todos esses Deuses solares serem representados fisicamente com a cabeça rodeada de um disco ou uma auréola amarela, como ainda hoje acontece com os Deuses e até com os santos católicos.
Aliás os próprios imperadores romanos que governaram no auge do culto destes deuses solares faziam-se representar devidamente aureolados, por exemplo nas moedas que mandavam cunhar.
O imperador Constantino, a quem se deve a criação da Igreja Católica Apostólica Romana (e que nunca se converteu ao cristianismo, antes o tendo adotado como religião oficial do império, sem nunca proibir as restantes, para melhor o unificar), mandava realizar regularmente sacrifícios em honra do Sol e as moedas que mandou cunhar continham a inscrição «Soli Invicto Comiti, Augusti Nostri».

Não obstante a oficialização do cristianismo no seu império, Constantino manteve a obrigatoriedade de as suas tropas rezarem e prestarem culto ao Deus Sol todos os Domingos, isto é, «O Dia do Sol».
Também neste dia do Sol se pode ver a óbvia influência destes cultos na formação dos ritos católicos, com a mudança do «Sétimo Dia» ou «Dia do Senhor» bíblico do Sábado para o Domingo, uma vez mais com o objetivo de fazer “absorver” as festividades e os ritos solares, nem que para isso se tenha tido de “aldrabar” a própria redação de um dos mandamentos trazidos por Moisés do cimo da montanha.

Como se não bastasse a óbvia coincidência ritualística dos cultos solares com os cultos cristãos, como a morte violenta e ressurreição três dias depois, da presença física do Deus na custódia, no nascimento de uma mulher virgem, do «Dia do Senhor» como «Dia do Sol» (Sunday, em inglês), da auréola solar a coroar as divindades, da designação e da forma radiada do chapéu dos bispos católicos, ou «mitra», é precisamente com este Deus Mitra que se dá o mais curioso aproveitamento dos ritos e cultos solares por parte da Igreja Católica.

De facto, segundo a sua mitologia, muito popular por volta de 1.000 a.C., Mitra nasceu de uma virgem; nasceu no dia 25 de Dezembro; nasceu numa cova ou numa gruta; foi adorado por pastores; foi adorado por três magos ou sábios 12 dias depois do seu nascimento, a 6 de Janeiro, que interpretaram o aparecimento de uma estrela no céu como anúncio do seu nascimento, pregou incansavelmente entre os homens a sua mensagem de bem por oposição ao mal; fez milagres para gáudio dos que o seguiam; foi perseguido; foi morto; ressuscitou ao terceiro dia; o rito central do seu culto passava pela distribuição de pão e vinho entre os iniciados presentes, numa forma de eucaristia de composição e fórmula em tudo idênticas à que a Igreja Católica viria a adotar.


Já na mitologia de Hórus, que teve o seu auge cerca de 2.000 aC., se passa exatamente a mesma coisa. Hórus é filho de Osíris e de Isis, a sua mãe virgem que engravidou de um espírito com a forma de um falcão, com a curiosidade ainda de ter um pai terreno com a profissão de carpinteiro.

Também foi traído, torturado e morto, ressuscitando ao terceiro dia, o mesmo dia 25 de Dezembro.


Em suma:

Independentemente da bebedeira consumista que se apodera das pessoas, o que atualmente se comemora como o nascimento de Deus, na forma de «Deus Filho», ou de «Menino Jesus» (como se sabe, um dos Deuses da Mitologia cristã), não é mais do que a apropriação de um culto pagão, de um «Deus Solar», como tantos houve durante a História dos Homens.

Para um católico, dir-me-ão, este aproveitamento ritualístico será irrelevante, na medida em que o seu significado mítico ou simbólico, qualquer que seja a forma ou a data em que se realiza, continuará sempre a ser (atualmente) o nascimento de Jesus Cristo, como referi um dos (muitos) Deuses da mitologia cristã.


É certo.
Mas é também certo que esta apropriação existiu de facto, e o seu significado como fenómeno antropológico não pode ser ignorado.
Como também não pode ser ignorado, ainda assim, o manifesto significado simbólico, mítico e até místico dessa mesma apropriação.

Até por que uma coisa mais terá de ser realçada, essa sim, talvez a que contenha uma maior valoração simbólica deste aproveitamento e apropriação ritualísticos:
- É que, como não podia deixar de ser, toda esta transformação e apropriação foram feitas sob a égide de um Papa, mais exatamente do Papa Libério (352-366) e sob a força legislativa e fortemente repressiva do Imperador Constâncio II que, com mão de ferro e com uma ferocidade inaudita e que ficou na História, as impôs pela força das armas.

E assim, uma vez mais, vemos que também o ritualismo desta nova mitologia cristã, mesmo esta que se refere ao próprio nascimento do seu Deus, deste «Menino Jesus» deitado nas palhinhas, uma vez mais teve de ser impiedosamente imposta aos Homens pela força.


Obviamente depois do conveniente e costumeiro... banho de sangue...

 

 

               

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:16

No dia 24 de Dezembro de 1906 nasceu, em Königshütte, província da Silésia, hoje Polónia, o compositor Franz Waxman, mais conhecido como compositor de bandas sonoras.

Aos 3 anos sofreu uma grave lesão nos olhos, provocada por água quente, que lhe afectou a visão permanentemente. Orquestrou a partitura para o filme de 1930 “Anjo Azul”, de Frederick Hollander e depois compôs bandas sonoras para vários filmes alemães. Com os nazis no poder, a partir de 1933, trabalhou algum tempo em França, onde escreveu a banda sonora para o filme “Liliom”, de Fritz Lang. Em 1935 foi para os Estados Unidos.
O realizador James Whale, que tinha gostado do seu trabalho no filme “Liliom”, encomendou-lhe a música para o filme “A Noiva de Frankenstein”, o seu primeiro filme americano. Franz Waxman teve 12 nomeações para os Óscars, ganhando em dois anos consecutivos, com “Sunset Boulevard” e “Um lugar a sol”.
Além de bandas sonoras, Franz Waxman também compôs música de concerto e, em 1947, foi o fundador do Festival de Música Internacional de Los Angeles, que dirigiu durante vinte anos. Durante a sua direcção, o festival serviu de palco para a estreia de 80 obras importantes de compositores como Stravinsky, William Walton, Vaughan Williams, Shostakovich e Schoenberg.
Waxman trabalhou com o realizador Alfred Hitchcock em quatro filmes, recebendo por dois deles, nomeações para o Óscar da Academia. Uma das suas obras mais conhecidas é a Fantasia para violino e orquestra, baseada em temas da ópera “Carmen”, de Georges Bizet. Franz Waxman morreu com 60 anos, vítima de cancro, no dia 24 de Fevereiro de 1967.


Excerto da Fantasia sobre temas da ópera “Carmen” de Bizet, de Franz Waxman
Violino: Glenn Dicterow
Orquestra Filarmónica de Nova Iorque
Maestro: Zubin Mehta

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:01


Concerto para violino, de Beethoven

por António Filipe, em 23.12.12
No dia 23 de Dezembro de 1806, no Theater an der Wien, em Viena, aconteceu a estreia do Concerto para violino, de Ludwig van Beethoven. Ao que parece, sem ter tido nenhum ensaio.

A estreia do Concerto em ré maior, op. 61, para violino e orquestra, de Beethoven esteve longe de ser aquilo a que se poderia chamar um grande sucesso. Consta que Franz Clement, o violinista na estreia, mal teve tempo para estudar o concerto, terminado por Beethoven pouco tempo antes, tendo mesmo tocado a parte solo sem nunca a ter ensaiado. Além disso, os 3 andamentos foram tocados separadamente e nos intervalos, para entreter a audiência, Clement exibiu alguns dos seus dotes como, por exemplo, tocar com o violino de pernas para o ar...
O concerto foi composto por Beethoven para o violinista Franz Clement. No entanto, a 1ª edição impressa, em 1808, foi dedicada a Stephan von Breuning, amigo do compositor. Não foi um sucesso imediato e, na verdade, só voltou a ser executado mais uma vez durante a vida de Beethoven. Devemos a sua redescoberta a Felix Mendelssohn que, em 1844, dirigiu uma interpretação com o famoso violinista Joseph Joachim. Na verdade, este concerto já tinha sido tocado em 1834 por Vieuxtemps, que tinha, na altura, 14 anos. Mas esse facto passou desapercebido.
Contrariamente à atitude prevalecente na época, este concerto de Beethoven é, realmente, um concerto para violino e orquestra e não apenas um concerto para fazer brilhar o solista, com uma orquestra subserviente e secundária. Desde a interpretação de Mendelssohn, passou a ser uma das peças mais executadas do repertório de violino.


Concerto em ré maior, op. 61, para violino, de Beethoven
Violino: Itzhak Perlman
Orquestra Filarmónica de Berlim
Maestro: Daniel Barenboim

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:01


Bom Natal

por Catarina Gavinhos, em 22.12.12

 

Passos quer que “em cada português haja um soldado para vencer a guerra da crise"

Eu espero que estes traidores que nos governam deixem o poder antes de fazerem de  nós soldados para os vencer.

 

Bom Natal!

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:06

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 04:59

... com a mira virada para ti, biltre!

O chefe do Governo diz que "precisamos de encontrar em cada cidadão um soldado que esteja disposto a lutar pelo futuro do país".

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 01:41


Tu sabes que é um mito...

por Luís Grave Rodrigues, em 22.12.12

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:15


Andre Kostelanetz – Maestro arranjador russo

por António Filipe, em 22.12.12
No dia 22 de Dezembro de 1901 nasceu, em S. Petersburgo, o popular arranjador e maestro Andre Kostelanetz, um dos pioneiros da chamada música “easy listening”, conhecido por fazer arranjos e gravações de famosas obras de música clássica e versões orquestrais de canções da Broadway.

Depois da revolução russa, em 1922, fugiu do país e, ainda nesse ano, foi para os Estados Unidos. Nos anos vinte do século passado dirigiu concertos para a rádio e, nos anos trinta, iniciou um programa semanal, na CBS, chamado “Andre Kostelanetz apresenta”.
Durante muitos anos, Kostelanetz também dirigiu a Orquestra Filarmónica de Nova Iorque. De 1940 a 1980 gravou para a Columbia Records uma série de álbuns de música instrumental, hoje conhecida como “easy listening”. Continuou a gravar este género de música, mesmo depois dos seus contemporâneos, como Mantovani, terem deixado de gravar.
Fora dos Estados Unidos, uma das obras mais conhecidas de Andre Kostelanetz foi um arranjo orquestral da canção “With a song in my heart”, que serviu de genérico a um popular programa de rádio da BBC. Patrocinou várias obras conhecidas de grandes compositores, como Aaron Copland, Jerome Kern, William Schumann, Ferde Grofé, Virgil Thomson e Paul Creston.
William Walton dedicou o seu “Capricho burlesco” a Kostelanetz, que dirigiu a estreia e fez a primeira gravação da obra, com a Orquestra Filarmónica de Nova Iorque. O seu último concerto foi na War Memorial Opera House, em Viena, no dia 31 de Dezembro de 1979. Foi o segundo marido da soprano Lily Pons, com quem esteve casado, de 1938 a 1958, ano em que se divorciaram. Andre Kostelanetz morreu no Haiti, no dia 13 de Janeiro de 1980.


Abertura da ópera “La princesse jaune”, de Saint-Saens
Orquestra Sinfónica de Columbia
Maestro: Andre Kostelanetz

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:01


O fim da impunidade

por António Leal Salvado, em 21.12.12
A menos que vos esteja a escrever de um outro mundo
tão estranho que a minha miopia não dê para lhe notar as diferenças,
acho que afinal o mundo não acabou hoje
Confinando-me ao território que as fugas às portagens me permitem alcançar (“quem vê o seu povo vê o mundo inteiro”, diz Eduardo Lourenço), garanto que em Portugal o mundo não acabou mesmo, apesar das codiciosas ordens que António Borges tem trazido do Goldman Sachs. O astro-calendário maia terá sido prodigioso ao ponto de adivinhar que Cavaco conseguiria posturar Gaspar em duas-patas-só e ajeitá-lo na pasta das Finanças – mas, talvez aterrorizados com tão abstrusa imagem do inferno, os maias devem ter, assim que deparados com a maldição, ter feito o resto das contas com o ábaco do próprio Vitor e tanto bastou para que a aritmética acabasse no tresloucado resultado que daquela idioteira sai sempre e invariavelmente. Em suma, é tão exato o mundo acabar nesta data como a luso-sociedade Aníbal-Loureiro-Olivcosta ter sacado apenas 4 mil milhões dos patos à beira-mar plantados.
Mas os galfarros do freak-infanto-manicómio instalado ali para os lados do Arco da Rua Augusta, fiéis à ordem de acabarem com tudo o que mexa, não desistiram de substituir o fim do mundo pelo fim de qualquer outra coisa que lhes fosse tão cara como o próprio mundo (o deles, claro). E resolveram, com aquela determinação com que o Coelho vem sempre dizer que descobriu a pólvora três dias antes de reaparecer com o mesmo ar apatetado declarar que somos todos uns atrasados mentais pois está visto que a pólvora nunca existiu – resolveram que por estes dias tinha que acabar qualquer coisa.
E escolheram o emissário, ou melhor, a emissária da trágica notícia. Mandaram a dòtôra da Cruz, a mais loira da ganapagem, com a inteligência, a honestidade e a competência que lhe conhecem. Porque conhecem mesmo – essa é mais uma matéria em que somos todos atrasados mentais, que eles é que sabem. Com a sapiência que espanta pelo menos os advogados, juízes, professores e demais estudiosos do Direito (espanta mesmo, já que quando ela fala de Justiça toda essa classe esbarra em conceitos e ideias que nunca viu nos códigos, na jurisprudência ou na doutrina) veio então a charmosa namorada do Assessor Principal da Ministra da Justiça proferir o revolucionário decreto: Vai acabar a impunidade.
Não sei se foi maior o riso do entrevistador da RTP, se o engasganço dos cinco milhões de futuros pagantes das luvas do Relvas. Mas a dòtôra loira falou e disse.
Vai acabar a impunidade. Podem escrever. É como se já tivesse acabado.
Fui logo à procura dos artigos que a água oxigenada vai limpar do Código Penal. Ansiava ver o finar de impunidade da loira - e desejar paz à sua alma.
Mas num ápice despertei. Ainda não é desta que o Diabo foge da Cruz.


Código Penal

Artigo 308º
Traição à Pátria

Aquele que, por meio de abuso de funções de soberania, entregar a país estrangeiro ou submter à soberania estrangeira todo o território português ou parte dele; ou ofender ou puser em perigo a independência do país
é punido com pena de prisão de 10 a 20 anos.
Artigo 335º
Tráfico de Influência
Quem, por si ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, vantagem patrimonial ou não patrimonial, para abusar da sua influência junto de qualquer entidade pública,
é punido com pena de prisão de 6 meses a 5 anos.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:12


O Fim do Mundo

por Luís Grave Rodrigues, em 21.12.12

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:20


Eric Coates – Compositor e violista inglês

por António Filipe, em 21.12.12
No dia 21 de Dezembro de 1957 faleceu, em Chichester, na Inglaterra, o compositor e violista inglês Eric Coates. Tinha nascido no dia 27 de Agosto de 1886, em Hucknall, Nottinghamshire.

Estudou música na Royal Academy of Music, em Londres, a partir de 1906. Aprendeu viola de arco com Lionel Tertis e, em 1910, integrou a Queen's Hall Orchestra, tornando-se violista principal, em 1912. Manteve esse cargo durante sete anos. Foi despedido, devido ao facto de ter que se ausentar muitas vezes, para dirigir as suas próprias obras. Segundo o próprio Coates, nunca mais se dedicou à viola, concentrando-se na composição.
A sua primeira obra de sucesso foi a abertura “The merrymakers”, em 1922, mas mais popular foi a Suite “Londres”, cujo último andamento foi usado, pela BBC, como genérico de um programa de rádio. Depois de ter sofrido um AVC, Eric Coates faleceu no dia 21 de Dezembro de 1957.


By the Sleepy Lagoon, de Eric Coates
Cornish Sinfonia
Maestro: David Frost

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:01


O fascismo não se abate com cravos

por Rogério Costa Pereira, em 20.12.12

salto para o s.jpg

"O Estado Novo desmoronou-se depressa mas dissolveu-se devagar, tão devagar que transbordou as dobras do século que o gerou". 
A frase é do Fernando Dacosta, na narrativa Nascido no Estado Novo (2001). O carácter certeiro do dito revela-se na unha encravada do pé deste País de hoje, sentado no sofá, a gemer de dores que tem e que não tem, de manta no colo e a tremer de medo; ai os horrores de pintar às cores a eterna parede cinzenta.
Abril light deu nisto: um mortal encravado num sofá. O fascismo não se abate com cravos. Haja memória.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:50

Este é mais um post a que eu dei o mesmo título-base — Crónica antecipada duma revolução inevitável — de outros anteriores. O motivo é simples: isto não vai acabar bem! Nunca acabou, porque seria agora que as coisas seriam diferentes? Até os chineses Han se conseguiram libertar do jugo mongol e, vejamos, nem o Relvas nem o Passos são exactamente um Genghis ou um Kublai. Como vai acontecer, não faço a menor ideia. Quando vai acontecer, também não sei, mas a este respeito é fácil estabelecer um limite superior: antes de 2050! Não, não é tranquilizador, mas é uma afirmação segura.

É que o Planeta está a aquecer, e a velocidade do aquecimento está a aumentar, porque cada vez emitimos mais dióxido de carbono para a atmosfera. O carvão será a principal fonte de energia em breve. Noticias péssimas mas inevitáveis: as potências emergentes não vão hipotecar a sua chance de desenvolvimento, para tirarem as castanhas do lume, num braseiro que não foram eles que acenderam. Estão já a fazer muito mais do que o "terço norte industrializado", a Europa, os Estados Unidos e o Japão, fizeram durante duzentos anos de Revolução Industrial. Inevitavelmente insuficiente, mas a questão política aqui, é que os gaspares e as merkels estão a destruir a coesão social, que a abordagem dos assuntos globais exige: quando a crise bate à porta, os ursos polares..., que se podam, como diria o Pernando. No planeta passos, as pirâmides de Gizé, obra de homens e mulheres livres e remunerados acima da média, nunca teriam sido construidas.

A temperatura média da atmosfera irá aumentar, algures entre os optimistas 2º C do protocolo de Kyoto e os virtualmente catastróficos 4ºC, cada vez mais inevitáveis. Isto significa energia. Mais energia na atmosfera. Quanta? É relativamente simples. O calor específico do ar, cp, é muito aproximadamente igual a 1 KJoule por quilograma e por grau Kelvin; a massa total da atmosfera é aproximadamente 5 × 1018 quilogramas. Por isso, depois de multiplicarmos os ingénuos 2º C de Kyoto, por 5 (e dividirmos pelo coeficiente adiabático, cp/cv, igual a 1,4), o resultado é aproximadamente 7,1 × 1018 KiloJoule. Ainda não dá para perceber, pelo que o mais aconselhável é adicionar seis zeros ao KiloJoule e dividir pela "latência" da atmosfera, e o resultado torna-se mais perceptível: cerca de 25 milhões de GigaWatt, ou seja, aproximadamente 25 milhões de reactores nucleares. Ora, como a Terra suportaria, no limite, cerca de 8000 coisas destas, aqueles números implicariam esventrar, escavacar, mineirar até ao tutano, mais ou menos 3000 Sistemas Solares como o nosso. Convenhamos que é muito mais simples queimar carvão e hidrocarbonetos fósseis, e libertar o dióxido de carbono produzido na atmosfera...

As consequências seriam as mesmas. Mas como escolhemos a forma mais simples de loucura, isso deixa-nos num imbróglio. É que não basta esperar que até lá, alguém invente alternativas: os pontos de não-retorno já foram ultrapassados e estamos a aumentar o problema, de forma abismal, a cada dia que passa. Aquilo que não fizermos hoje, enquanto a pressão ainda não é demasiada, irão os nossos filhos e os nossos netos ter que fazer pela necessidade da sobrevivência física imediata. Vão fazê-lo, mas apenas depois, ou enquanto, chamam meretrizes às respectivas avós e bisavós.

Como esta perspectiva não me agrada, não me agrada mesmo nada, considero preferível estimar quanto é que nos custaria, hoje, abordar o problema de frente. As respostas são duas e a mais importante é estritamente qualitativa: aproximadamente metade do que irá custar aos nossos filhos e netos, lá pela metade do século; a segunda é quantitativa e o trabalho pesado já foi feito por uma agência do governo americano: cerca de 3,5 cêntimos a mais no custo base do kilowatt.hora de electricidade com origem no carvão, cerca de 8,3 cêntimos a mais no custo base de 1 quilograma de gás natural e cerca de 10 e 11 cêntimos a mais nos custos base de, respectivamente, 1 quilograma de gasóleo e de 1 quilograma de gasolina -- e quem preferir continuar a enganar-se a si próprio, fazendo contas em litros de gasolina e metros cúbicos de gás, pois que multiplique os últimos números por 0,8.

Estes números derivam de ainda um outro estudo — notável — patrocinado pelo governo americano, e dizendo respeito aos custos actuais da captura e sequestro do excesso de dióxido de carbono atmosférico, gerado pela actividade industrial humana. Não parecem muito ameaçadores, entre $15 e $25 dólares actuais, por tonelada de dióxido de carbono capturado. A verdadeira ameaça é política.

Aquele trabalho notável que eu referi, tenta subtilmente induzir o governo americano a abordar o assunto como uma prioridade de segurança nacional, logo como um custo social, a ser equitativamente suportado por todos os cidadãos, pois todos estão em risco. Feito à moda do planeta-gaspar, os números acima representam um terço do aumento dos preços hoje, e um sexto do aumento dos preços, daqui a 40 anos. Não deixe que os seus filhos e netos chamem aquelas coisas feias à sua mãezinha.



Porque é nessas alturas que a lucidez dos visionários se torna quase insuportável.


Give me back my broken night
my mirrored room, my secret life
it's lonely here,
there's no one left to torture
Give me absolute control
over every living soul
And lie beside me, baby,
that's an order!
Give me crack and anal sex
Take the only tree that's left
and stuff it up the hole
in your culture
Give me back the Berlin wall
give me Stalin and St Paul
I've seen the future, brother:
it is murder.

Things are going to slide, slide in all directions
Won't be nothing
Nothing you can measure anymore
The blizzard, the blizzard of the world
has crossed the threshold
and it has overturned
the order of the soul
When they said REPENT REPENT
I wonder what they meant
When they said REPENT REPENT
I wonder what they meant
When they said REPENT REPENT
I wonder what they meant

You don't know me from the wind
you never will, you never did
I'm the little jew
who wrote the Bible
I've seen the nations rise and fall
I've heard their stories, heard them all
but love's the only engine of survival
Your servant here, he has been told
to say it clear, to say it cold:
It's over, it ain't going
any further
And now the wheels of heaven stop
you feel the devil's riding crop
Get ready for the future:
it is murder

There'll be the breaking of the ancient
western code
Your private life will suddenly explode
There'll be phantoms
There'll be fires on the road
and the white man dancing
You'll see a woman
hanging upside down
her features covered by her fallen gown
and all the lousy little poets
coming round
tryin' to sound like Charlie Manson
and the white man dancin'

Give me back the Berlin wall
Give me Stalin and St Paul
Give me Christ
or give me Hiroshima
Destroy another fetus now
We don't like children anyhow
I've seen the future, baby:
it is murder

— Leonard Cohen

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:41

1. O Presidente eleito toma posse perante a Assembleia da República.

2. A posse efectua-se no último dia do mandato do Presidente cessante ou, no caso de eleição por vagatura, no oitavo dia subsequente ao dia da publicação dos resultados eleitorais.

3. No acto de posse o Presidente da República eleito prestará a seguinte declaração de compromisso:

Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa.

"A secretaria do Tribunal Constitucional encerrou sem que o Presidente da República tenha ali entregue hoje, último dia do prazo, um pedido de fiscalização preventiva da constitucionalidade do OE 2013. Agora Cavaco Silva tem até dia 31 para promulgar o diploma. Segundo foi noticiado sábado pelo Expresso - sem que Belém tenha desmentido ou confirmado -, o PR deverá accionar a intervenção do TC depois de promulgar o decreto, usando a chamada fiscalização sucessiva de constitucionalidade." [DN]

 

Artigo 130.º da Constituição da República Portuguesa (Responsabilidade criminal)

1. Por crimes praticados no exercício das suas funções, o Presidente da República responde perante o Supremo Tribunal de Justiça.

2. A iniciativa do processo cabe à Assembleia da República, mediante proposta de um quinto e deliberação aprovada por maioria de dois terços dos Deputados em efectividade de funções.

3. A condenação implica a destituição do cargo e a impossibilidade de reeleição.

 

Artigo 131.º da Constituição da República Portuguesa (Renúncia ao mandato)

1. O Presidente da República pode renunciar ao mandato em mensagem dirigida à Assembleia da República.

2. A renúncia torna-se efectiva com o conhecimento da mensagem pela Assembleia da República, sem prejuízo da sua ulterior publicação no Diário da República.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:43

"(...) Quem me dera ao menos uma vez

Explicar o que ninguém consegue entender
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.

 

Quem me dera ao menos uma vez
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
Fala demais por não ter nada a dizer.

 

Quem me dera ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente.

 

Quem me dera ao menos uma vez
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês
Sua maldade, então, deixaram Deus tão triste. (...)"

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:16



página facebook da pegadatwitter da pegadaemail da pegada



Comentários recentes

  • Anónimo

    GANHE RICO COM CARTÃO ATM EM BRANCO durante este W...

  • Anónimo

    RICHE COM O CARTÃO ATM EM BRANCO Whatsapp: +1(845)...

  • Anónimo

    Meu nome é Valeria Marco, 6 meses atrás meu negóci...

  • Anónimo

    Olá, senhoras e senhores, precisam de ajuda financ...

  • Anónimo

    Olá, senhoras e senhores, precisam de ajuda financ...

  • Anónimo

    Olá, senhoras e senhores, precisam de ajuda financ...

  • Anónimo

    Olá, senhoras e senhores, precisam de ajuda financ...

  • Anónimo

    Meu nome é Valeria Marco, 6 meses atrás meu negóci...

  • Anónimo

    Firma de empréstimo Sky Wealth, nós concedemos emp...

  • Anónimo

    Hordle Finance B.V (UK) Limited provides personal ...


Arquivo

  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2013
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2012
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2011
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2010
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2009
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2008
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D

Pesquisar

Pesquisar no Blog  



subscrever feeds