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A culpa é do Sócrates IV

por Rogério Costa Pereira, em 13.01.12

CULPADO!...

... pela minha estupidez de ter votado em branco nas últimas legislativas. Que era arrogante, que estava a abusar dos PEC's (ó saudosos), que não dizia a verdade toda. Nem metade. Que mentia. Este d'agora ejacula-nos a verdade nas trombas (que nojo). "Vá pra fora, lá fora"!, "Emigrem!" E as empresas de lá (Nissam) desistem! E as empresas de cá fazem como os pais do Espinosa: vão para a Holanda. De Janeiro a Janeiro...

A culpa é do Sócrates. 

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publicado às 23:16


A culpa é do Sócrates III

por Rogério Costa Pereira, em 13.01.12

... CULPADO!...

 O bode expiatório, de William Holman Hunt.

A culpa é do Sócrates. 

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publicado às 23:05


A culpa é do Sócrates II

por Rogério Costa Pereira, em 13.01.12

CULPADO!...

... pelo consulado do aníbal (1985-1995 -- X, XI, e XII Governos Constitucionais): Abandono da agricultura e das pescas (a aceitação sem bufar do cheque "paga-para-destruir"; manda a vinha abaixo). Despesismo, derrapagem na aplicação dos fundos comunitários. Inexistência de regulação na gestão dos fundos: toma lá dinheiro para um tractor e compra um jipe; dez tractores garantem uma casa para a teúda e manteúda.

A culpa é do Sócrates. 

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publicado às 23:00


A culpa é do Sócrates I

por Rogério Costa Pereira, em 13.01.12

CULPADO!...

... por o contabilista oficial do regime se ter esquecido que a integração das pensões da banca eram uma nódoa medalhada com reverso. Raios partam o raio dos encargos com as pensões que fazem disparar o défice em 2012. A malta cobre a diferença, no big deal...  

A culpa é do Sócrates. 

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publicado às 22:41


O julgamento de José Sócrates - feito, revisto e confirmado

por António Leal Salvado, em 13.01.12

Corria o ano de 2011 e em Portugal o primeiro-ministro era José Sócrates. A crise mundial que colocou a Europa de gatas diante do casino financeiro internacional criou a palavra de ordem na luta pelo poder: O descambar do crescimento económico revelava que o projecto de Sócrates não estava realizado. Qual crise? É tudo e só culpa de Sócrates, que planeou e não realizou – logo mentiu.

A JSD criou a ligação de Sócrates a Pinóquio. O disfemismo vendeu e rendeu para os publicitários da propaganda e, é claro, para a corrida de Passos Coelho ao poder e a estratégia euro-financeira de acabar com os restos de governos de centro-esquerda que subsistiam na União. Só faltava Cavaco dar uma achega e calhou a jeito a chegada do movimento dos ‘indignados’ a Portugal – o Presidente exortou-os a irem para a rua e foi a cereja no topo do bolo.
Com a força da crise, o poder da banca e os poderes do Presidente da República, Sócrates foi a julgamento. Com os factos que esse tribunal colectivo forneceu, o júri eleitoral ratificou o veredito – e confirmou a preparada substituição do poder. Segundo as regras do jogo da Democracia, outro capítulo se abriu, outro ciclo começou, outras políticas ganharam assento. E as contas da História pareciam acertadas.
Mas o exercício do poder traz outras responsabilidades – governar é outra prova real.. E, agora, para o que se não sabe fazer o álibi é a “herança”. Para aquilo de que se não é capaz a desculpa é o passado. Para um primeiro-ministro que ainda mal tinha tempo de ser desmentido já anunciava que nele tudo seria mentira, a dissimulação e o encobrimento fazem-se na menorização do futuro, no desprezo do presente – pela propaganda sobre o passado. Os disparates do presente que se não consegue salvar? O erro histórico do futuro que se aposta em destruir? Tudo culpa de Sócrates! Tudo força de uma força tão forte, tão forte, que os actuais governantes não só são incapazes de ultrapassá-la, como têm necessidade de a estafar até ao exorcismo do que para eles é um verdadeiro inferno: manter o país a caminhar e direito.
Afinal, Passos e Relvas mistificam o país como tendo em Sócrates a origem e a força de todos os males. Tentam apagar da História do País o presente da sua própria governação, enfatizando a acção do anterior chefe do Governo. Afinal, Passos e Relvas acabam por fazer uma avaliação muito negativa de si próprios – porque lerda e involuntariamente afirmam a ancestral sabedoria: dos fracos não reza a História.

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publicado às 22:01

Quando a maioria absoluta cansou, José Sócrates travou com os partidos do capital financeiro a guerra de números que lhe veio a ser fatal. Armas de Sócrates: Entre 2005 e 2008 o Governo tinha conseguido o feito histórico de equilibrar as contas públicas, Portugal ganhou a liderança nas estatísticas europeias, como país com melhor performance no controlo do défice, na modernização tecnológica, na multiplicação da inteligência técnica, no fomento das pequenas e médias empresas, no aumento de exportações e no crescimento económico. Armas da oposição, de Cavaco, banca e Passos-Relvas: As promessas de equilíbrio no emprego falhadas, a sustentatibilidade da Segurança Social não assegurada, a produtividade do sector empresarial do Estado não recuperada, o desmantelamento do monstro burocrático-clientelista (montado pelo cavaquismo) não conseguido.

Do confronto nasceu a nova estratégia da direita portuguesa: Sócrates fora ambicioso, mas os seus ambiciosos objectivos tinham falhado. Corrigiu o défice das contas públicas (a única vez em que Portugal o conseguiu em toda a sua História) mas deixou que ele voltasse a escalar quando escalou em todo o mundo. Aumentou as exportações, mas deixou-as cair ao mesmo tempo que o resto da Europa. Pôs o País a investir na inteligência, mas não segurou a competitividade quando os asiáticos invadiram a EU. E, acima de tudo, lançou o mais arrojado projecto de qualificação da juventude, mas não atingiu os 150.000 empregos que traçara como objectivo. Numa palavra: mentiu. E foi vencido numa campanha eleitoral precisamente por isso – o seu adversário proclamou ou prometeu ou prometeu proclamar uma “política da verdade”. O País esperou (esperançou), confiou e elegeu-o.

O País ganhou uma expectativa? Sim – a da desambiguação de um princípio: Falar verdade.

 


A desambiguação de um princípio: Falar verdade

Logo que foi eleito, o Governo PSD-CDS apresentou-se a afirmar a verdade de que fez apanágio para chegar ao poder: Proclamou que o País precisava de austeridade, de mais e maior austeridade – ao contrário do que Passos Coelho jurara na campanha eleitoral.
E tudo porque os males das finanças públicas não eram conhecidos – apesar de Passos Coelho ter garantido que os conhecia “perfeitamente” quando se candidatou.
Só por essas duas imprevisíveis verdades ele, Passos Coelho, tomou como principal fundamentação da sua governação o repisar da “pesada herança” – que se comprometera solenemente a nunca invocar como desculpa.
E, enfim, para falar “toda a verdade” aos portugueses, no curto período de 3 meses afirmou como “medida absolutamente necessária” o aumento dos impostos – que tinha achado uma infâmia a atalhar imperiosamente.
E “indispensável” o corte de subsídios do trabalho – que tinha combatido como um “disparate”.
E “inadiável” o corte nos rendimentos dos reformados – a que se tinha oposto por “imoral”.
E tudo o resto do longuíssimo rol de pesos que os portugueses vão ter de suportar no sempre crescente pacote de austeridade – que terá de ser muitíssimo mais pesado do que aquele que, por ser “inaceitável”, levou ao derrube do Governo de Sócrates.

 


Mentira política e mentira criminosa

Sócrates comprometeu-se com um projecto e não o cumpriu. Não conseguiu, designadamente, criar 150.000 postos de trabalho, nem manter a linha de correcção do défice, quando a crise lançou ao chão as economias europeias.
Passos Coelho comprometeu-se a falar verdade e não cumpriu. Não cumpriu a promessa de saber enfrentar a crise, nem a de defender os portugueses de uma austeridade injusta e imoral que está a infligir-lhes.
Compromissos ou promessas, não as cumpriram um e outro. São incumprimentos, mentiras”políticas”. Sócrates respondeu no lugar próprio – as urnas. Passos Coelho será nesse mesmo lugar submetido a julgamento e veredicto.
Quanto a “mentira política” estamos conversados.

Mas há outra mentira, para além dessa. Mais grave que a mentira-incumprimento é a mentira-falsidade. E o extremo da falsidade é a falsificação.
Esta é crime. É crime de lesa-Pátria, contra o Povo e a Humanidade, falsear os factos, forjar a realidade, inventar o inexistente – para defraudar, enganar e extorquir a Nação.

Desse crime acuso eu os passistas-relvistas:
Porque, para confiscarem maiores valores aos cidadãos e condenarem o Povo a miséria maior, afirmaram que os portugueses vivem acima das suas possibilidades. Sabiam e sabem que é uma grosseira falsidade. Portugal tem o nível de vida mais baixo de toda a Europa comunitária – são os números que o dizem.

Porque, para favorecerem o enriquecimento dos que já são ricos e espremerem ainda mais a dureza do trabalho mal pago dos pobres, lançaram a propaganda de que a economia portuguesa não é competitiva por causa dos custos do trabalho. Sabiam e sabem que é uma grosseira falsidade. Portugal tem o valor de custo/hora de trabalho mais baixo de toda a U.E.

Porque, para entregarem a amigalhaços e especuladores o valioso património do Estado – conquistado com o suor da Nação – lançaram a propaganda de que os hospitais e as escolas portuguesas funcionam mal porque entregues ao Estado. Sabiam e sabem que são grosseiras falsidades. As escolas públicas portuguesas são reconhecidas internacionalmente e têm produzido cientistas e técnicos dos melhores do mundo (ao contrário das privadas, que têm sido inesgotável fonte de escândalos) e o Sistema Nacional de Saúde português é um dos melhores do mundo e, entre os melhores, é dos mais baratos.

Porque, para lançarem os confiscos já apontados e entregarem a riqueza do país a bancos e empresas de amigos seus ou de que eles próprios são accionistas ou beneficiários, lançam medidas de esvaziamento patrimonial dos bens públicos com o pretexto de ser isso obrigação contratada com a troika. Sabiam e sabem que é uma grosseira falsidade. Os roubos do património público que camuflaram (vg BPN) ou ajudam (RTP) ou directamente fazem (EDP) têm sido perpetrados à custa de medidas que vão muito para além do que o acordo com a troika UE / FMI / BCE estipula.

Por este tipo de mentira – a mentira que é falsear os factos e falsificar os números, para extorquir à Nação dinheiro e bens que metem nos bolsos de amigos, influentes ou compadres – são responsáveis os seus autores. E são responsáveis criminalmente. Por grave e histórica lesão da Pátria.

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publicado às 22:00


Standard & Poor's, junk this e aponta no tecto

por Rogério Costa Pereira, em 13.01.12

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publicado às 21:18


Quem dá mais?

por Francisco Clamote, em 13.01.12

 

Fiquei a saber por esta peça que Eduardo Catroga afirmou que os mais de 600 mil euros que vai receber, anualmente, como presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, correspondem ao seu valor de mercado.

Estava muito longe de supor que Catroga se tivesse na conta de "mercadoria" e que estivesse à venda.
Mas sendo assim, muito me admira que ele não tenha ainda lançado por aí o pregão: quem dá mais?
Será talvez o receio de ouvir um mar de vozes a dizer-lhe que por "tal" mercadoria, não dariam nem meio tostão?
Para já, por mim falo.
(imagem daqui)

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publicado às 21:17


A guerra pelo controlo do Estreito de Ormuz

por Luis Moreira, em 13.01.12

O Irão já afirmou que em caso de ataque dos US/Israel fechará o Estreito de Ormuz. Os americanos concentram cada vez mais forças naquela região. Trata-se do conflito cada vez mais aberto sobre um Irão nuclear.

As forças navais dos EUA – a Marinha e a Guarda Costeira dos EUA – são as maiores do mundo. Nada se compara às capacidades dos EUA em águas profundas e oceânicas. Mas ser a maior e a mais potente não implica que seja invencível. No Golfo Persa e no Estreito de Ormuz, as forças navais dos US são vulneráveis.Apesar do poder e das muitas capacidades, a geografia trabalha literalmente contra o poder naval dos EUA no Estreito de Ormuz e no Golfo Pérsico. A região, pelo menos em contexto estratégico e militar, é como um canal. Em termos figurativos, os porta-aviões e grandes navios de guerra dos EUA ficam ali confinados, pode-se dizer, “presos”, nas águas costeiras do Golfo Persa.

Esta circunstancia torna a marinha americana presa fácil dos mísseis iranianos!

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publicado às 20:00


Maçonaria, aventais e Georg Simmel

por Hélder Prior, em 13.01.12

Em 1814, a viscondessa de Juromenha, amante do general inglês William Beresford, foi iniciada na loja Virtude por um maçon. O objectivo era claro: a viscondessa deveria transmitir aos irmãos os desabafos de alcofa do general inglês. Ora, este bem podia ser um texto sobre mulheres e dissimulação, mas não é aqui que pretendo chegar...

 

Em Secret et Sociétés Secrètes, um autor como Georg Simmel parte das formas de revelação do segredo na vida social para ilustrar os modos de associação decorrentes do processo de interação, sobretudo no que às sociedades secretas diz respeito. A socialização, entendida como a absorção do indivíduo pelo grupo, constrói-se graças a juramentos e ritos, isto é, graças a uma educação imposta pelo aparelho hierárquico que funciona como garantia de silêncio, de segredo. Deste modo, o grupo é organizado com o objectivo de respeitar as congeminações secretas que a ordem comporta, ao mesmo tempo que todo o seu pensamento acaba por ser modelado em favor de objectivos que devem ser, em todas as circunstâncias, comuns. Ora, é importante referir que as sociedades secretas nascem, maioritariamente, à margem do poder vigente. Do ponto de vista histórico, surgiram como inimigas do poder central e, nesse sentido, conclui Simmel, "as sociedades secretas são perigosas pelo simples facto de serem secretas". 

 

Existe uma extensa lista de sociedades ditas secretas, sendo que as mais conhecidas são a Antiquus e Mysticusque Ordo Rosae Crucis (AMORC), os Illuminati da Baviera, descrita como o grupo mais radical do Iluminismo, de que se diz ter desempenhado um papel determinante na Revolução Francesa, o Priorado do Sião, do qual Leonardo da Vinci, Isaac Newton e Victor Hugo fizeram, segundo se diz, parte e, em Portugal, a agora tão propalada Maçonaria. Segundo se pode ler em História da Maçonaria em Portugal, da autoria de Oliveira Marques, um dos momentos marcantes da actuação da maçonaria teve que ver com uma verdadeira operação de espionagem. Em 1814, a viscondessa de Juromenha, amante do general inglês William Beresford, foi iniciada na loja Virtude por um maçon. O objectivo era claro: a viscondessa deveria transmitir aos irmãos os desabafos de alcofa do general inglês. Ora, este bem podia ser um texto sobre mulheres e dissimulação, mas não é aqui que pretendo chegar. Por ironia, ou talvez não, a maçonaria conquistou espaço no debate público devido à teia existente entre os serviços de informação e segurança (ou de espionagem), a política e grupos económicos, inclusive, grupos de media. Segundo a opinião publicada, os maçons da Loja Mozart cruzam-se com outros maçons em sectores estratégicos, como a política, os serviços secretos, empresários e até polícias. A promíscuidade é tanta que, na loja Mozart, o presidente da Ongoing, o líder parlamentar do PSD, militantes do PS, ex-secretários de Estado e espiões do SIS e do SIED, partilham os mesmos rituais sagrados e usam os mesmos aventais e códigos secretos num esoterismo tão infantil quanto confrangedor. E isto num Estado democrático, ou naquele que deveria ser, nas palavras de Norberto Bobbio, "o governo do poder visível". 

 

Meus caros, se um dia vier a ocupar um cargo de elevada responsabilidade já sabem; é porque o meu Curriculum Vitae chegou às mãos de um destes "pedreiros" e passei a usar, de quando em vez, um avental bordado nas "beiças"... 

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publicado às 18:10

„A Europa encontra-se bastante virada para dentro. Consegue ver para além do bordo do próprio prato mas já não para além dos lados da mesa. A Europa perdeu um pouco a visão global.” Karel (Príncipe de) Schwarzenberg Ministro dos Negócios Estrangeiros da República Checa

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“Europe has become very introverted. It looks beyond the edge of the plate, if you will, but not beyond the edge of the table. Europe has lost something of its global perspective.” Karel Schwarzenberg - Ministro dos Negócios Estrangeiros da República Checa SPIEGEL ONLINE de 09.01.2012

Vai abaixo o link para uma entrevista efectuada pelo magazine alemão DER SPIEGEL com o actual Ministro dos Negócios Estrangeiros e candidato a Presidente da República (2013), Karel Schwarzenberg.*

Este político, amigo e – temporariamente – chefe de gabinete do saudoso Presidente Vaclav Havel e intitulado pelo SPIEGEL como “um dos mais fascinantes políticos contemporâneos”, tem uma visão certa sobre o futuro da Europa e os actuais erros e problemas da mesma. Para tal, basta ler a citação em epígrafe, extraída do texto da entrevista.

Presumivelmente, este influente e carismático político checo seria muito receptivo em caso de ser contactado por congéneres da UE, no sentido dos parceiros mais pequenos da UE se juntarem para exigir em Bruxelas – sugeri isto – um debate sério sobre uma radical mudança de estratégia com vista de virar a União Europeia para fora (NEW DEAL). Um acto destes, face à actual situação da UE que vai de mal em pior, seria um contributo decisivo para assegurarem não só a sua própria sobrevivência mas também o futuro da Europa.

P.S. Interessante a opinião de Karel Schwarzenberg sobre a Chanceler alemã Angela Merkel:

„Ms. Merkel is a very tough politician. She knows when it is best to wait until one's opponent destroys himself. This is a great art, which I acknowledge. Does she have a vision for Europe? Perhaps. But I for one am not aware of it.”

Está tudo dito!

* http://pt.wikipedia.org/wiki/Karel_Schwarzenberg

SPIEGEL ONLINE, 01/09/2012

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SPIEGEL Interview with Czech Foreign Minister: 'We Have to Move Away from a Europe of Small Minds'

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In a SPIEGEL interview, Czech Foreign Minister Karel Schwarzenberg attacks European politicians for lacking vision, describes the resentment felt by small EU members at the dominance of Germany and France and warns the Germans against megalomania in their defense of the euro.

You can download the complete article over the Internet at the following

URL:

http://www.spiegel.de/international/germany/0,1518,807933,00.html

 

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publicado às 18:00

Vimos na minha última crónica como são elevados os vencimentos dos magistrados portugueses quando comparados com as remunerações de outros servidores do Estado, nomeadamente militares e professores do Ensino Superior e, sobretudo, quando são olhadas à luz das capacidades económicas do país.

Mas, há outro aspecto relevante e que é pouco conhecido do público. Trata-se do apertadíssimo leque remuneratório existente na magistratura judicial. Com efeito, os vencimentos dos magistrados têm vindo a ser uniformizados, chegando-se já ao ponto de a diferença entre o vencimento base do presidente do Supremo Tribunal de Justiça e o dos juízes dos tribunais de círculo (primeira instância), ser apenas de cerca de 500 euros.

Esse facto resulta da circunstância de haver um tecto remuneratório correspondente ao vencimento fixado para o presidente da República que limita os aumentos dos vencimentos dos juízes dos tribunais superiores, enquanto os dos outros magistrados, sobretudo os de 1.ª instância, têm uma margem de aumento muito maior. Se as coisas continuarem assim, não tardará muito para que a maioria dos magistrados tenha uma remuneração muito semelhante à do presidente do STJ. Essa é outra consequência do sindicalismo nas magistraturas.

Sublinhe-se que, só com as remunerações dos magistrados, o Estado português gastou em 2010, mais de 220 milhões de euros, dos quais cerca de 182 milhões com as remunerações certas e permanentes e cerca de 40 milhões com remunerações variáveis e eventuais.

Mas outro dos mais escandalosos privilégios das magistraturas é o subsídio de habitação que os sindicatos querem que passe a ser denominado de subsídio de compensação e que corresponde a milhares de euros anuais, os quais, por decisão dos próprios tribunais, estão totalmente isentos de impostos.

Esse subsídio estava na sua origem ligado a um dos paradigmas mais saudáveis da boa administração da justiça consubstanciado na antiga regra do sexénio, abolida em meados dos anos oitenta, e que consistia na obrigatoriedade de os juízes não poderem permanecer na mesma comarca mais de seis anos. Era a versão contemporânea da figura do «juiz de fora» do século XIV e que pretendia evitar que as relações pessoais dos juízes pusessem em causa a boa administração da justiça.

Com efeito, é de meridiana evidência que um juiz residente durante muitos anos na mesma localidade chegará a um ponto em que, por muito honesto que seja, acaba por não poder fazer boa justiça, precisamente por não se libertar das ligações pessoais e familiares, bem como das amizades e inimizades que a prolongada permanência no mesmo local sempre origina.

É óbvio que o sexénio obrigava a grandes sacrifícios, a que o Estado respondia com a atribuição aos juízes de alguns direitos extraordinários, tal como as casas de função, ou seja, residências mobiladas e totalmente gratuitas. E quando não havia residência do Estado, então os magistrados recebiam uma quantia em dinheiro para eles custearem as despesas de habitação.

Porém, os magistrados acabaram com a regra do sexénio, mas mantiveram o subsídio para a habitação.

Ultimamente, os juízes têm tentado transformá-lo numa parte do vencimento, chamando-lhe subsídio de compensação (compensação de quê?), embora seja óbvio que ele só se refere à habitação, pois os magistrados a quem o Estado atribuiu casa não o recebem.

Ou seja, além da remuneração que é das mais elevadas do Estado (basta ver que cerca de 95% de todas as pensões de reforma superiores a 5.000 euros por mês que o Estado paga, incluindo as dos titulares dos restantes órgãos de soberania, são de magistrados), ainda recebem um subsídio pago, indistintamente, a todos os magistrados, incluindo aqueles que já estão aposentados ou os que vivem em casa própria ou de familiares. Mesmo aqueles que vivem juntos na mesma casa recebem esse subsídio como se cada um vivesse em casa própria.

Chega mesmo a verificar-se situações em que um casal de magistrados vivendo juntos, a um deles o Estado atribui a casa de função e a outro o subsídio de habitação. Trata-se de situações anómalas que não deviam acontecer ou então que deviam ser corrigidas rapidamente. Mas nesses privilégios não mexe a ministra da Justiça.

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publicado às 16:00


Vou ganhar o Euromilhões

por Francisco Clamote, em 13.01.12

Não acreditam? Pois bem, meus caros, a probabilidade de eu, que não jogo, ganhar o Euromilhões é mais ou menos a mesma que a atribuída à hipótese de P. Coelho ter falado verdade quando afirmou que "o Governo não interferiu nem directa nem indirectamente nas escolhas que os accionistas privados da EDP fizeram para o futuro Conselho Geral e de Supervisão ou para o Conselho de Administração”.  

Pondo de parte as nomeações para o Conselho de Administração da EDP, que ninguém questionou e que na afirmação passista só podem aparecer com o intuito de criar confusão, há que dizer que é tão inverosímel que, sem interferência do governo e/ou de Passos, os accionistas da EDP tivessem escolhido para o CGS da EDP  só pessoas relacionadas pessoalmente com o primeiro-ministro e/ou afectas ao seu partido ou ao CDS, que não é crível que alguém se atreva a acreditar numa tal patranha. E de facto, nem os companheiros de partido, como Marques Mendes, acreditam nisso.

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publicado às 15:06


SENHORA DOS VENDAVAIS

por Adriano Pacheco, em 13.01.12

I

De que lado sopram os teus ventos

Donde vêm e para onde vão

Arrastam tudo pelo chão

Não entendem os teus sinais

Quem és senhora dos vendavais?

 

Não conheço os teus ideais

Senhora que te deitas e te

levantas

Que semeias tantas esperanças

Vens lá dum ponto cardial

Percorres montes e montes

Sem nunca deixares sinal

 

Quem és tu senhora dos vales

e das serras

Quem és tu que há tanto tempo

me esperas?

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publicado às 15:00


Nem sei que título hei-de dar a isto...

por Rogério Costa Pereira, em 13.01.12
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publicado às 14:18

Especialistas militares já não têm dúvidas, a guerra para impedir que o Irão chegue à bomba nuclear já começou. De forma limitada, atrasando o programa eliminando cientistas-chave e ou estruturas nucleares.

"Especialistas militares avaliaram, nesta quinta-feira, que a guerra entre o Irã e os EUA já começou, a julgar pelo movimento de tropas na região e os últimos acontecimentos no cenário montado pelas nações ocidentais no Golfo Pérsico. Fontes ouvidas pela agência espanhola de notícias RicTV atestam que, agora, “é apenas uma questão de horas para o início do conflito armado”. A morte do cientista iraniano em um atentado foi, segundo analistas, um ponto decisivo para o agravamento do quadro de confronto entre as forças norte-americanas, israelitas e do Irã."

O assassinato de um cientista esta semana no próprio país mostra que há forças Israelitas  no interior do Irão! Para o ocidente e principalmente para Israel um Irão com capacidade nuclear é um pesadelo.

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publicado às 13:00


As urgências na saúde a preço de saldo

por Luis Moreira, em 13.01.12

O Grupo Trofa Saúde lançou uma campanha inédita. Baixar o preço da consulta nas urgências para 30 euros e, desta forma, concorrer com o SNS cujo preço é de 50 euros.

"Estas urgências podem ser low cost, incluindo no seu valor um raio X sem relatório, mas é preciso notar que os restantes exames e outros meios complementares de diagnóstico não têm qualquer desconto.
Estão também excluídas desta campanha promocional todas as pessoas que dêem entrada nos serviços de urgência vítimas de acidentes de trabalho ou de acidentes de viação, esclarece este grupo que tem cinco hospitais no Norte, numa nota à imprensa intitulada "Trofa Saúde associa-se aos portugueses num momento de crise e lança campanha".

Aí está, saldos, promoções, campanhas, tudo porque em Portugal há hospitais a mais, isto é desperdício, enquanto se vão construindo hospitais outros para terem doentes entram em "rebajas".

E não inclui outros exames e especialidades que serão chamados segundo as necessidades! A crise atiça a imaginação!

 

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publicado às 12:00


Pintores e Quadros famosos - Frieda Kahlo

por Luis Moreira, em 13.01.12

Frieda:

Magdalena Carmen Frieda Kahlo Calderón nasceu a 6 de Julho de 1907, terceira filha de Matilde Calderón González, mexicana, e de Wilhelm Kahlo, alemão, em Coyoacán, um subúrbio da Cidade do México.
Em 1913, contrai poliomielite, o que a deixa com o pé direito ligeiramente deformado. Freqüenta a escola primária no Colegio Alemán, na Cidade do México.

Freqüenta a Escuela Nacional Preparatoria em 1922, como uma das trinta e cinco mulheres num total de dois mil alunos, pensando em estudar medicina na universidade. Admira o trabalho de Diego Rivera no fresco "A Criação", na sua escola.

No dia 17 de Setembro de 1925, fica gravemente ferida numa colisão entre um bonde e o ônibus, em que seguia da escola para casa, com o amigo Alejandro Gómez Arias. Fica um mês no hospital da Cruz Vermelha e começa a pintar durante a convalescença. O único ensino artístico que recebeu anteriormente resume-se a algumas aulas de desenho dadas pelo tipógrafo comercial, Fernando Fernández, cuja oficina ficava perto da sua escola.

                                                                                     Auto retrato com vestido de veludo

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publicado às 11:00


Descontar "pontes" nas férias

por Luis Moreira, em 13.01.12

A UGT e as associações patronais estão perto de assinar este acordo." A UGT está disposta a aceitar uma medida que permita que as empresas encerrem em dias de ponte, o que para os trabalhadores implica o gozo obrigatório de um dia de férias. A medida, que agrada às confederações patronais, está a ser delineada no âmbito das negociações para o eventual acordo tripartido, apurou o Negócios junto de várias fontes. E acresce à eliminação da majoração de três dias de férias. "

É claro que a meia hora a mais por dia vai cair, não só não tem impacto na competitividade das empresas como dificilmente os sindicatos e os próprios trabalhadores aceitariam trabalhar mais meia hora /dia gratuitamente. Mas com estas medidas e a redução dos feriados a economia vai tornar-se mais competitiva.

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publicado às 10:00


Poesia ao nascer do dia - Miguel Torga

por Luis Moreira, em 13.01.12

 

 

Dá-me a tua mão

Dá-me a tua mão: vou agora te contar
como entrei no inexpressivo
que sempre foi a minha busca cega e secreta.
De como entrei naquilo que existe
entre o número um e o número dois,
de como vi a linha de mistério e fogo
e que é a linha sub-reptícia.

Entre duas notas de música existe uma nota,
entre dois fatos existe um fato,
entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam
existe um intervalo de espaço,
existe um sentir que é entre o sentir
- nos interstícios da matéria primordial
está a linha de mistério e fogo,
que é a respiração do mundo,
e a respiração contínua do mundo
é aquilo que ouvimos
e chamamos de silêncio.

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publicado às 08:00


Stephen Foster - O pai da música americana

por António Filipe, em 13.01.12

No dia 13 de Janeiro de 1864 morreu, na miséria, o compositor norte-americano Stephen Foster, cujas canções continuam populares mais de 150 anos depois da sua morte. De descendência irlandesa, nasceu em Lawrenceville, agora parte da cidade de Pittsburgh, na Pennsylvania, a 4 de Julho de 1826. Foi o mais novo de dez filhos de uma família de classe média, que cairia na pobreza, devido ao alcoolismo do pai. A sua educação incluiu uma breve passagem pela Universidade de Jefferson. Não se sabe se deixou a universidade voluntariamente ou se foi expulso. A verdade é que, um belo dia, saiu com um colega e nunca mais regressou.
Em 1846, Foster foi para Cincinnati trabalhar como guarda-livros na empresa do seu irmão. Foi então que começou a escrever algumas das suas canções. Tentou ganhar a vida como compositor profissional, mas ganhava muito pouco, devido à falta de leis de protecção aos direitos de autor. Vários editores publicavam as suas obras sem lhe pagar nada. Recebeu 100 dólares pela famosa canção “Oh, Susanna”.
Em 1860, mudou-se para Nova Iorque. A partir daí, tudo correu mal. A qualidade das suas novas canções tinha piorado muito. Cada vez com menos dinheiro, foi viver para um hotel barato, na baixa de Manhattan. Após algum tempo ficou doente. Depois de 4 dias sem se poder levantar, devido a uma persistente febre, tentou chamar uma empregada do hotel, para o ajudar. Ao levantar-se, bateu com a cabeça no lavatório que se encontrava ao lado da cama e teve que ser levado para o hospital de Bellevue, onde veio a falecer três dias depois. Na sua carteira encontraram 37 cêntimos.


"Beautiful Dreamer", de Stephen Foster
Soprano: Marilyn Horne
Piano: Martin Katz

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