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É da torre mais alta do meu pranto
que eu canto este meu sangue este meu povo.
Dessa torre maior em que apenas sou grande
por me cantar de novo.
Cantar como quem despe a ganga da tristeza
e põe a nu a espádua da saudade
chama que nasce e cresce e morre acesa
em plena liberdade.
É da voz do meu povo uma criança
seminua nas docas de Lisboa
que eu ganho a minha voz
caldo verde sem esperança
laranja de humildade
amarga lança
até que a voz me doa.
Mas nunca se dói só quem a cantar magoa
dói-me o Tejo vazio dói-me a miséria
apunhalada na garganta.
Dói-me o sangue vencido a nódoa negra
punhada no meu canto.
Ary dos Santos, in 'Fotosgrafias' Tema(s): Cidade Portugal Povo
O Ascenso Simões vê neste "Bom" maravilhas!Diz ele que se não tivéssemos "nogueiras sindicalistas" teríamos exaltados professores aí à solta pelas ruas. O que seria, evidentemente, um perigo, gente sem açaimo, sem palavras de ordem, sem estarem devidamente "perfiladas" e agrupadas!
E, claro, lá vai dizendo que o "BOM" é mais que merecido, não como sindicalista que não é essa a sua profissão, mas como professor que não é, porque não dá aulas há vinte anos, digo eu.
Então, como pode ser, o "nogueira sindicalista" perderia a sua antiguidade e a sua classificação? Isso é o que querem os que não gostam de sindicatos, conclui.
Por acaso, digo eu, é mesmo ao contrário. Em primeiro lugar não tínhamos mentiras. Em segundo não tínhamos professores que se dedicam á escola e saem prejudicados com avaliação mais baixa e, mais que tudo, o "nogueira sindicalista" percebia que não se deve estar vinte anos na mesma função pública.
E, se quer ser sindicalista a tempo inteiro que coma o "lombo" mas também o "osso". Avaliado como professor é que é uma mentira sem nome!
Há muito que se sabe que os sindicatos cumprem uma função de "controlo" dos trabalhadores, sendo uma correia de transmissão de partidos políticos ou de corporações poderosas ou, até mesmo do governo. Parece que o Ascenso Simões ainda não leu nada sobre isso. Há muitos anos que existe um livro que se chama "A mentira dos Sindicatos"!




No dia 31 de Dezembro de 1903 nasceu em Odessa, Rússia, o violinista Nathan Milstein. Foi o quarto de sete filhos de uma família judia, da classe média, sem nenhum passado musical. É famoso pelas suas interpretações das obras para violino solo de Bach e de obras do período romântico. Teve uma longa carreira como violinista: actuou em público, com um enorme grau de excelência, até aos 83 anos e só terminou a sua carreira, porque partiu a mão, num acidente. O seu último concerto foi em Estocolmo, em 1986. Foi muitas vezes chamado “príncipe do violino” e, às vezes, “príncipe do arco”
Ao assistirem a um concerto dado por um rapaz de 11 anos, os pais de Milstein decidiram fazer dele um violinista. Esse rapaz de 11 anos era, nem mais nem menos, que Jascha Heifetz. Aos sete anos começou os estudos de violino com Piotr Stolyarsky, que também era professor do grande violinista David Oistrakh. Quando atingiu os 11 anos, foi convidado por Leopold Auer a ser um dos seus alunos no Conservatório de S. Petersburgo. Quando Auer partiu para a Noruega, Milstein regressou a Odessa.
Em 1921, conheceu o pianista Vladimir Horowitz e a sua irmã Regina, durante um recital, em Kiev. Convidaram-no a tomar chá, em casa dos pais. Milstein, mais tarde, afirmou: “Vim tomar chá e fiquei três anos”. Milstein e Horowitz actuaram juntos, como “filhos da revolução”, por toda a União Soviética, e desenvolveram uma amizade para o resto da vida. Em 1952, deram uma série de concertos pela Europa Ocidental.
Nathan Milstein teve a sua estreia nos Estados Unidos, em 1929, com Leopold Stokowsky e a Orquestra de Filadélfia. Eventualmente, mudou-se para Nova Iorque e tornou-se cidadão americano. No entanto, continuou a dar concertos pela Europa e manteve residência em Londres e Paris. Em 1968, foi-lhe atribuída, na França, a Legião de Honra e, em 1975, ganhou um Grammy Award, pela sua gravação das Sonatas e Partitas, de Bach. Também lhe foram atribuídas honras do Kennedy Center, pelo Presidente Ronald Reagan. Morreu em Londres no dia 21 de Dezembro de 1992, dez dias antes de fazer 89 anos.
RSI - Os mitos e a realidade
O cidadão atento tem tido muita dificuldade em perceber o que tem de verdade - ou de objetivo - a afirmação, tão propalada e explorada, de que "os portugueses vivem acima das suas possibilidades". O cidadão de boa fé (digamos 'o cidadão') prescrutou a realidade e, se não é por natureza complacente ou timorato, acaba indignado com o que conclui.
Os portugueses são pobres. Se o país está ou não nos níveis do terceiro mundo, já há quem conteste. Sobretudo quem reclama que a nossa competitividade se meça por comparação com a de chineses e asiáticos - isto, para sermos 'verdadeiramente'... europeus.
Concluem estes (os que acham que a Constituição deveria ser a lei fundamental dos direitos, liberdades e garantias da empresa) que, está bem de ver, a culpa é do Estado Social. Numa palavra: vivemos acima das nossas possibilidades, porque os pobres custam muito ao país dos nobres e destemidos banqueiros e empresários financeiros - ou mais precisamente, em Portugal os pobres vivem acima das suas (deles pobres e deles capitalistas) possibilidades.
Onde estão, nisto tudo, a realidade e o mito?
Nada como a objetividade e a frieza (literal) dos números:
I) Quantos pobres temos
II) Quanto o Estado gasta(va) com os pobres
Isto é,
o peso dos pobres e o peso dos outros
A falta de estratégia dá , sempre, numa visão de curto prazo. Os Chineses acenaram com dinheiro e isso foi o mais importante. Interessante é que o ministro que precisa de mais dinheiro tenha sido o único que preferia vender aos Alemães. (Expresso- Nicolau Santos)
Quem não tem uma estratégia bem definida nunca alcança bom porto, anda ao sabor dos ventos e , principalmente, das tempestades. Vender à Alemanha era vender a quem mais influência terá, no curto e médio prazo, na vida económica e política portuguesa. Vender aos Brasileiros para além de tudo o que sabemos das nossas relações com o país irmão, temos no seu território enormes investimentos.
A China quer entrar no mundo ocidental e nós abrimos-lhes as portas. Já o tinham tentado no Brasil sem êxito e na América o que lhes interessa é a dívida que está nas mãos do estado Chinês.
Há, ainda, o pormenor de a China ser um país comunista, o que anuncia problemas acrescidos num país de economia de mercado. Em África os investimentos chineses não correm como esperavam, é bem mais difícil com concorrência ter êxito. Aquelas promessas de dinheiro que vieram no pacote e que os chineses sempre incluem, não são o que parecem. Em África também já há exemplos!
Como podem ver seguindo os links nós avisamos em vários postes!
Elevam-se sons no firmamento
Torre fantástica sem abrigo
Vergam-se plantas em desalinho
Curvam-se pela força do vento
E protegem-se do destino
Movem-se nuvens, levanta-se
a brisa
Solta-se aviso de mudança
Muda-se o vento e a confiança
Caem gotas, a água desliza
No meu peito cresce a esperança
Soltam-se raios dum céu cinzento
A serra esconde-se enevoada
Tudo no céu se aconchega
Lá longe se ouve trovoada
Esmaga-se na terra molhada
Gotas grossas da forte trovoada
Isto é mais uma achega para se perceber que não há saída numa empresa onde os trabalhadores têm além do vencimento dezoito subsídios (só não recebem quando estão em greve).Mas é bem original ver o sindicato vender o equipamento da empresa e assim tirar os meios de trabalho aos seus associados.
Uma empresa inviável sob todos os pontos de vista, é o que é!
Afinal de que tem medo o sindicato para penhorar os bens da empresa? A CP foge? Vende os bens ao desbarato? Dirigentes sindicais movidos por ideologias bem localizadas que querem compensar pela via sindical o que não conseguem por via eleitoral! Para além de humilharem a própria empresa onde trabalham o que pretendem com a penhora? Que efeitos práticos tem a penhora?
Para quê tantas reinvindicações, tanta ganância, tantas greves, tantos subsídios se depois a empresa não tem capacidade para os pagar? Pagam os contribuintes?
Até um dia!
Não se apoquentem porque a maioria destes organismos podem perfeitamente juntar-se e não fazem falta nenhuma. Poupam-se Directores Gerais, por cada Director-Geral, dois subdirectores-gerais, poupam-se três secretárias por cada um, telefonistas, motoristas ...e toda esta gente pode produzir e ser bem aproveitada.
Podem crer, menos despesa, mais gente interessada, pessoas que fazem falta noutros sítios (os professores que estão destacados nas Direcções Regionais fazem muita falta nas escolas), maior autonomia das escolas (é a melhor consequência disto tudo), maior autonomia dos organismos que passam a estar mais perto dos problemas e a depender de menos gente muito bem paga mas que anda em roda livre.
Grande parte da Alta Administração Pública tem mais que uma função, o estado dá-lhes a logística toda ( carro, motorista, secretárias...) e eles andam a dar aulas, em comissões que nunca apresentam trabalho nenhum, em reuniões...
Para o estado também é verdade: "Small is beautifull"!
A sua obra de maior impacto é Le Moulin de la Galette, em que conseguiu elaborar uma atmosfera de vivacidade e alegria à sombra refrescante de algumas árvores, aqui e ali intensamente azuis. Percebendo que traço firme e riqueza de colorido eram coisas incompatíveis, Renoir concentrou-se em combinar o que tinha aprendido sobre cor, durante seu período impressionista, com métodos tradicionais de aplicação de tinta. O resultado foi uma série de obras-primas bem no estilo Ticiano, assim como de Fragonard e Boucher, a quem ele admirava. Os trabalhos que Renoir incluiu em uma mostra individual de 70, organizada pelo marchand Paul Durand-Ruel, foram elogiados, e seu primeiro reconhecimento oficial veio quando o governo francês comprou Ao Piano, em 1892.
Uns só lhe apontam maldades como é o caso, os progenitores estão muito contentes com o rebento. Acho que é mais um passinho, mas antes isso que nada.Também não creio que as pessoas vão acabar nos "bairros de lata", mas é preciso cuidado porque o mais fraco trama-se sempre e no caso, são idosos e pobres.
Para o PCP: "Para o PCP, a lei do arrendamento tem como objetivo "satisfazer os grandes interesses imobiliários e financeiros, sedentos de se apropriarem dos bairros históricos", em "especial de Lisboa e Porto, a troco de miseráveis indemnizações atribuídas aos arrendatários que, sem qualquer alternativa, de um momento para o outro são postos a viver na rua, enquanto as suas antigas casas serão alvo de especulação imobiliária".
"O roubo do direito à habitação é uma brutal consequência do pacto de agressão, subscrito por PS, PSD e CDS/PP, com o apoio do Presidente da República", argumentou."
Naturalmente falta saber quem é que paga a reabilitação dos prédios, mas isso para o PCP não conta.
Para o BE: "
"O que o Governo vem apresentar são medidas para expulsar as pessoas das suas casas, propõe no essencial o aumento substancial das rendas antigas, de quem vive nas suas casas há mais de vinte anos e que há mais de vinte anos não pagava rendas baixas e que muitas vezes se substituiu aos próprios senhorios nas obras de reabilitação", criticou a dirigente bloquista Rita Calvário, em declarações no Parlamento.
Para a ex-deputada do BE e membro da comissão política do partido esta proposta "é de uma extrema insensibilidade social, num contexto em que as famílias portuguesas vivem cada vez pior com o aumento dos impostos e dos níveis de desemprego".
Sobre um Poema
Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.
Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
- a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.
E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.
- Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
- E o poema faz-se contra o tempo e a carne.
Pega-rabilonga, ou Pega-rabuda (Pica pica L.)
(Luís, esta é que é a ave "enlutada" devido ao passamento do "Querido Líder" norte-coreano)
No dia 30 de Dezembro de 1904 nasceu, em São Petersburgo, na Rússia, o compositor Dmitry Kabalevsky. Como estudante, frequentou o Conservatório de Moscovo, onde foi aluno de Nikolai Miaskovsky entre 1881 e 1950, e seria professor a partir de 1932.
Além do ensino e da composição, participou em organizações políticas e sindicais, trabalhou na editora de música estatal, foi editor dum jornal e membro do Partido Comunista. As músicas de Kabalevsky, fazendo uso frequente de melodias tradicionais russas, eram intensamente líricas, bem ao gosto do regime vigente. Dedicou a Sinfonia nº 3 à memória de Lenine e compôs várias outras obras versando o patriotismo heróico. Morreu no dia 16 de Fevereiro de 1987.
O Prémio Nobel diz que Portugal e a Grécia podem querer sair do euro, mas o jornalista diz que podem, o que quer dizer que saiem mesmo que não queiram.
Poder sair pode-se sempre desde que a decisão seja de outros, mas querer no caso não vejo como, pese embora a consistência e coerência do Dr. Ferreira do Amaral.
""A União Europeia tem de estar preparada para a eventualidade de a Grécia ou Portugal poderem decidir que é do seu interesse sair em algum ponto", disse o professor de economia na Universidade de Nova Iorque em entrevista à Bloomberg TV.
O prémio Nobel da Economia de 2001 pôs uma parte importante da resolução da crise europeia do lado do Banco Central Europeu (BCE), considerando que este tem de "fazer o seu trabalho" assim como certificar-se de que o "sistema financeiro continua a funcionar".
A lei das Rendas que vem desde há dezenas de anos originou problemas, vários, ainda maiores. A degradação do edificado que está a cair aos bocados pois os senhorios negam-se a gastar dinheiro na recuperação dos prédios sem deles tirarem rendimento; levou muitos milhares de pessoas a viver fora das cidades contribuindo para o trânsito conflituoso e para um ambiente bem menos saudável.
A reabilitação urbana pode contribuir poderosamente para a criação de emprego e ser uma das alavancas para recuperar a economia. Mas é preciso primeiro resolver uma série de problemas. Antes de tudo atender aos problemas sociais das pessoas que vivem no centro das cidades e que não podem pagar rendas mais altas. Vão para a rua? O Estado atende aos casos mais prementes? Em segundo é preciso saber se os senhorios estão dispostos a, no mesmo local, construírem prédios obedecendo às regras estabelecidas. Ainda agora no caso do incêndio da Elias Garcia sabe-se que há um projecto na Câmara para edificar um hotel, objectivo que não condiz com o pretendido para o local. Estará o dono do prédio disposto a construir apartamentos?
Depois, o presente documento permite que senhorio e o inquilino negoceiem entre eles, estabelecendo alguns limites. Mesmo que o inquilino tenha que sair da casa há procedimentos expeditos para o obrigar a sair? O atraso do pagamento das rendas (2 ou 5 meses ?) determina a saída, ou recebendo uma indemnização, tornando mais fácil a integração do despejado.
Eu, pessoalmente, acho que face aos enormes problemas sociais que esta lei vai levantar me ficava por estas simples medidas: quem está viver em casas com rendas baixas mas tem rendimentos médios ou altos deve pagar mais (25% ou 10% do rendimento conforme esteja acima ou abaixo de 500 euros); quem vive numa casa com renda baixa e tenha baixos rendimentos a Câmara deve acordar com o senhorio o que se poderá construir, no mais curto espaço de tempo , atribuindo ao despejado um apartamento para viver ou o dinheiro correspondente( o negócio de construir algo de novo dá margem para isso e muito mais) .
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