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Agostinho da Silva com a sua agudeza de espírito na observação dos humanos, as suas reacções, as formas como se relacionam, acerta no alvo como poucos o fazem e tão frequentemente. Então, em política, senão fores um activista cego, um tipo que não vê mais que a cor da camisola, já sabes, levas com o "carimbo".
É raro, mesmo muito raro, encontrar-se uma pessoa que seja capaz de despir-se dos seus preconceitos ideológicos e olhar com neutralidade ideológica para uma boa medida, uma boa decisão, enfim, olhar com os olhos de quem vai beneficiar com a decisão.
Foi isso que Agostinho da Silva percebeu muto bem, o difícil, é reconhecer que quem não pensa como nós é alguém que merece ser ouvido e que tem todos os direitos de que nós próprios gozamos. Foi, por esta razão tão simples que, muito cedo na história da Humanidade, apareceu o conceito de democracia!
Eu sou de esquerda arrota-se entre dois subsídios;eu sou de direita, arrota-se entre dois whiskies; eu sou do centro arrota-se entre duas Avés Marias.
Um certo dia discutia-se o direito das famílias escolherem a escola para os seus filhos. Eu perguntei, "mas uma boa escola , fecha-se"? onde os professores são felizes, as crianças aprendem e os pais confiam? Houve quem me respondesse :"são da padralhada"! Argumento último para se fechar uma boa escola! Fiquei esclarecido!

Em conversa com um amigo, sobre a actualidade, a dado momento ele, em jeito de questão, diz «será que a distinção do fado como património imaterial da humanidade, vai provocar nos papás deste país o mesmo que aconteceu com o efeito Lobos, aquando do Mundial de Rugby, e vão todos a correr colocar os filhos em escolas de guitarra portuguesa...»
Em Londres é à vez, num dia entram os carros com matrícula par, no outro os de matricula ímpar. E, os cidadãos acham bem, de outra forma é impossível viver na cidade. Na última vez que lá estive para entrar na cidade, avisa o condutor, estávamos mais ou menos a 30 Kms. Mas andou bem e rapidamente estávamos no meio da cidade. Lá entram e saem um milhão de pessoas por dia, aqui em Lisboa 400 000 pessoas e 200 000 carros.
Com esta alteração, dia sim dia não, alivia-se a entrada em 50% dos carros privados ( a mais das vezes com uma só pessoa) por dia. Convenhamos que é uma medida de grande impacto. Mas, claro, aumentam os passageiros nos transportes públicos em cerca de 200 000 pessoas. Como responder a esta procura? Há "almofadas" nos comboios, no metro e nos autocarros? Também ganham as empresas de transporte, transportando mais gente a pagar e ganha o ambiente. Ganham todos! Até a bolsa das pessoas que passam a gastar menos dinheiro em transportes.
E, o chamado transporte "partilhado" com os vizinhos e amigos a acertarem transportarem-se no mesmo carro?
A super ministra Assunção Cristas anda a pensar nisto! Que não lhe falte a vontade, a coragem e a paciência para os "não" do costume!
Disse também que quanto à energia, em tempo de "vacas magras", mais importante que fazer barragens e dar subsídios a "energias alternativas" é apoiar a manutenção da rede e evitar o desperdício! Quem está contra?
E agora?
“Precisamos de algumas pessoas malucas, que vejam só para onde as pessoas normais nos levaram”
George Bernhard Shaw
„E agora?“ é o título do magazine alemão DER SPIEGEL nº 48/2001 e a imagem da capa fala por si. O subtítulo do respectivo artigo reza: “Só restam duas hipóteses de salvar o euro – ambas são terríveis”.
A tal “terceira via”, na certeza adquirida com razão de que não funciona, nem sequer é referida. Todavia, como já referi, ela existe mesmo e funciona perfeitamente mas apenas “sob o pensar e o agir virado para fora e sóciocêntrico”, uma hipótese que pelas “pessoas normais” que nos levaram para o atoleiro pelos vistos não é considerada.
Seja como for: num futuro próximo iremos ter “pessoas malucas”, sendo apenas uma questão delas surgirem em consequência de uma mudança benéfica da estratégia à ultima da hora ou se surgem, tardiamente, depois da eclosão do caos. Acredito que vale a pena empenhar-se na já referida 3ª via porque aquelas pessoas “malucas” que tomarão conta da situação se não fizermos nada, podem ser mesmo malucas, radicais e perigosas.
PS: Estamos com sorte. Desta vez o referido artigo de capa do DER SPIEGEL já se encontra na integra em língua inglesa em SPIEGEL ONLINE INTERNATIONAL, com o título “Euro Zone on the Brink - A Continent Stares into the Abyss”.
http://www.spiegel.de/international/europe/0,1518,800285,00.html
Abraço
Rolf Dahmer
É uma boa ideia esta de reduzir os feriados e encostá-los aos fins de semana. A interrupção dos trabalhos no meio da semana é altamente prejudicial para a produtividade das empresas, muito especialmente para as industriais.E o banco de horas também é muito importante, é preciso trabalhar quando há encomendas, prazos a cumprir. Acerta-se quando há pouco trabalho.
Agora não percebo é como se podem acabar com coisas que não existem, como é o caso das pontes e das tolerâncias de ponto. Não existem nem estão previstas em lado nenhum, foi a imaginação preguiçosa de uns e o interesse eleiçoeiro de outros que os inventou. Se não existem, não é preciso fazer nada, o trabalhador não espera por eles e o patrão ou o dirigente não os permite, ponto final!
Outro assunto muito importante são os falsos certificados médicos, uma fraude que deve ser tratada como fraude e dar despedimento. Não se pode esquecer a dimensão que esta fraude pode tomar ao sabermos que de Outubro de 2010 a Fevereiro de 2011 os professores meteram 73 041 certificados médicos, isto é, metade da classe esteve doente. Em termos estatísticos podemos dizer que num ano cada um dos professores mete um atestado médico (são perto de 150 000). E, quantos dias de trabalho perdido representam estes certificados?
Deixem-se de reuniões e de perdas de tempo! Apoie-se quem trabalha e meta-se na ordem quem pisa o risco!
Que silêncio criou este vale
Junto do murmúrio das águas
Levou o pendor das mágoas
De amor suavizou os ventos
E calou a verdade dos tempos!
Quem soltou o vento na serra
E libertou água no riacho?
Quem teceu o verde dos montes
E fez crescer água nas fontes?
Quem fez este caminho sinuoso
Em redor desta montanha
Quem deu esta pena tamanha
Quando tudo no campo é viçoso?
Toda a pena tem um tempo
e um fim
Esta por ser tão dura
Cresce e morre dentro de mim
Quando o governo de José Sócrates, já muito apertado, resolveu nacionalizar o BPN muitos de nós declaramos que se tratava de um erro. O banco não tinha dimensão no mercado para produzir efeitos sistémicos, o número de trabalhadores não era significativo, o melhor seria liquidar o banco, vendendo os activos e pagando o que devia.
Mas não foi assim. Contra todas as vozes que se ergueram em protesto que agora se vê que tinham toda a razão, o governo achou por bem fazer o que sempre fez em todos os casos. Atirar dinheiro para cima dos problemas e colocar como administradores homens da sua confiança vindos da Caixa Geral de Depósitos. Antes disso, inviabilizou uma proposta de Miguel Cadilhe que precisava de 30% do dinheiro que foi lá queimado. E, ainda mais estranho, tratou de separar a SNL, uma holding onde se reuniam os activos mais valiosos e que que permanece à margem de todo o processo. Nunca foi dada nenhuma explicação.
Depois, lançaram-se concursos a que ninguém concorreu até que apareceu Isabel dos Santos com o seu parceiro português Américo Amorim e o Banco BIC interessados. Logo se soube (segredo bem guardado) que Isabel dos Santos devia 1 600 milhões de euros ao banco ,resultantes de um empréstimo para comprar uma das muitas partes accionistas de que é titular em grandes e estratégicas empresas portuguesas.
A ideia, logo se percebeu, é que esses 1 600 milhões ficassem no "bolo global", o BIC entregava 40 milhões e os 1 600 milhões ficavam na paz da senhora...
Parece que a Troika não vai nisso apesar do governo (este) já ter ido.E, tudo volta ao principio. Liquidado, o BPN vai despedir cerca de 1 500 pessoas, vai vender os activos, pagar aos credores mais importantes, os depositantes é melhor começarem a pôr umas velinhas aos seus santos padroeiros e nós todos vamos pagar os desmandos, os roubos e a incompetência de muitos.
Assim seja!
O Expresso de hoje publica a seguinte manchete: “Deputado do BE João Semedo foi sócio do BPN numa clínica do Porto”. Depois, no interior, conta uma história totalmente diferente: Semedo criou em 1994, com outros médicos, uma clínica, que tinha como sócio minoritário uma companhia de seguros, Real, dirigida então por um autarca socialista. Essa companhia de seguros foi comprada pelo BPN muito mais tarde, em 1999, e poucos meses depois Semedo desligou-se da empresa, tendo passado a dirigir o hospital público do Porto dedicado às doenças infecto-contagiosas. Aqui têm a história como ela é.
E alguns factos mais:
FACTO 1: O governo divulgou um relatório sobre a reforma da saúde, que prevê o fecho de seis hospitais públicos, a transformação de todos os hospitais públicos em empresas e outras coisas parecidas. Esse relatório foi coordenado por José Mendes Ribeiro. Como eu lembrei aqui no FB, Ribeiro foi durante anos o gestor do grupo BPN na saúde e saiu com um passivo de 100 milhões de euros. João Semedo foi o maior crítico desta proposta do grupo governamental e tem toda a razão.
FACTO 2: Ribeiro deu uma entrevista ao Expresso, que é hoje publicada com honras de duas páginas (ninguém lhe pergunta nada sobre a sua experiência como dirigente do BPN na saúde). Ao mesmo tempo, vá-se lá saber como, o Expresso começa a investigar a “acusação” contra Semedo. A vingança move o mundo.
FACTO 3: João Semedo criou uma clínica com outros médicos (1994). Associou-se então a uma companhia de seguros, que nada tinha que ver com o BPN. Anos mais tarde, o BPN comprou essa companhia de seguros (1999), sem que naturalmente houvesse qualquer conhecimento prévio, interferência ou decisão nesse sentido por parte dos médicos que faziam parte da clínica. Semedo abandonou a empresa logo depois (2000).
FACTO 4: Em 2000, ninguém conhecia qualquer irregularidade no BPN nem em qualquer das suas empresas. Isso só se soube muito mais tarde, em 2007.
FACTO 5: João Semedo foi um deputado exemplar em independência e rigor na Comissão de Inquérito sobre o BPN. Fez um serviço essencial à democracia, contra o que sabemos hoje ter sido um gang que prejudicou gravemente os contribuintes. Percebo quem se queira vingar dele. Eu defendo-o, porque é de rigor e honestidade como a do João Semedo que o país precisa.
FACTO 6: Eu tive uma conta corrente no Banco Espírito Santo durante os anos 70, onde depositava o meu salário que devia então andar pelos 6 contos. Espero que o Expresso publique no próximo número a seguinte manchete: “Francisco Louçã apanhado em parceria de negócios com Ricardo Salgado desde os anos 70”.
Pois é, meu caro deputado, não lhes dê ideias...
Andam por aí uns puristas muito chateados porque o Expresso meteu esta "caixa" na primeira página. É, óbvio, que a notícia só está na primeira página porque muita desta gente utilizou o caso BPN para efeitos políticos. Tivesse o assunto ficado onde deveria ficar e não andaria por aí a enlamear pessoas.
Recorde-se que o BPN é (foi) um banco privado e como tal deveria ter ficado na esfera privada. Não é o facto de os seus administradores e accionistas serem ex-governantes que o torna público. Aplique-se a Lei !
Mas o que vários grupos organizados fizeram foi "colar" o BPN e as intrujices que lá se passaram ao PSD, os mesmos que agora arrancam os cabelos.
João Semedo, pelo que se sabe, não cometeu nenhum crime, nem há nada a apontar, como médico foi accionista e administrador de uma clínica, bem conhecida, aliás ( e o seu percurso também é bem conhecido) não há razão nenhuma para ser notícia de jornal, mas claro, agora o BPN já é de todos, não é só de ex-PSD tomados pela ganância...
É no que dá a promiscuidade entre público e privado e a guerrilha política.
PS: leia às 13h30 uma declaração de Francisco Louçã sobre o mesmo assunto
esta malta das greves...os eu as greves percebo, o que eu não chego a perceber é se é tudo uma espécie de jogo, votam neles e depois vão grevar geral contra eles ou se os que votam e os que grevam não são os mesmos, mas acho que a coisa se resolvia se lessem todos o Ensaio Sobre a Lucidez, do Saramago. sabem?, aquele onde ninguém vai votar e os gajos ficam à rasca porque não sabem muito bem o que hão-de fazer. ou como naqueles concursos mais armados ao pingarelho, literários, de cinema, que têm quando acham que nenhum dos candidatos merece ganhar, simplesmente não entrega o prémio e siga, faz-se outro, vocês, façam-se à vida que daqui não levam nada? tão a ver como seria? isso é que era democracia, desses? nenhum, ou novos e bons ou não escolhemos nenhum. resolvam lá isso, vá. a malta espera, o povo é sereno.
Foi publicado hoje, pela fresquinha. Calhou-lhe o cento e onze, talvez por referência ao número de pregos que estas regiões das Beiras já levam no caixão. Pode ser consultado aqui. Divirtam-se.
| quando do cavalo de tróia saiu outro cavalo de tróia e deste um outro e destoutro um quarto cavalinho de tróia tu pensaste que da barriguinha do último já nada podia sair e que tudo aquilo era como uma parábola que algum brejeiro estivesse a contar-te pois foi quando pegaste nessa espécie de gato de tróia que do cavalo maior saiu armada até aos dentes de formidável amor a guerreira a que já trazia dentro em si os quatro cavalões do vosso apocalipse Alexandre O'Neill (1924-1986) Poesias Completas |
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