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Dia de Rossini

por António Leal Salvado, em 14.11.11

Morreu a 13 de Novembro de 1868, em Paris – e a última grande obra que fez não foi musical: Deixou toda a sua fortuna ao governo francês, com o objectivo de ser criada uma residência de condigno apoio a músicos na reforma.

Gioachino Antonio Rossini recebeu as suas primeiras lições musicais do pai, que tocava trompa e trompete na orquestra local. Aprendeu piano rapidamente e em 1806 entrou para o Conservatório Musical de Bolonha.
Mas parece que a aridez do contraponto não cativava o jovem Rossini, que sentia jorrar dentro de si um turbilhão de ideias musicais e ansiava por lhes dar vazão. Em 1810 abandona o conservatório e segue para Veneza, onde estreia a sua primeira ópera, La Cambiale di Matrimonio.

Com um estilo e uma sonoridade que fazem lembrar o seu admirado Mozart, Rossini fez sucesso na Itália e fora dela. O próprio Beethoven se declarou admirador dele, augurando-lhe o reconhecimento que o mundo da Música já lhe tributava em vida e que ainda hoje lhe é devido.
O século XX consagrou-o como nome maior da ópera cómica, “obrigatoriamente” inscrito no repertório dos maiores intérpretes.

A ópera Guilherme Tell estreou em Paris, decorria o ano de 1829.
Embora Rossini tivesse então apenas 37 anos e só tivesse vindo a morrer quase 40 anos mais tarde, o certo é que Guilherme Tell foi a sua última composição para a ópera.
Talvez a sua obra-prima…
Em Dezembro de 1815, o proprietário e empresário do Teatro da Torre Argentina, em Roma, o Duque Francisco Sforza-Cesarini, pedira ao compositor que escrevesse duas óperas para a temporada do carnaval daquele ano de 1816. A primeira dessas duas óperas foi “Trovaldo e Doliska”; a segunda, “O Barbeiro de Sevilha”, com libreto de Cesare Sterbini.

Rossini compôs “O Barbeiro de Sevilha” em menos de 15 dias, quando tinha apenas 24 anos de idade. Muito embora a sua primeira apresentação tenha sido um retumbante fracasso, veio a tornar-se no maior sucesso da carreira do autor lírico.
A acção decorre em Sevilha, no século XVIII, e conta a história do velho Doutor Bartolo, empenhado em casar a sua pupila Rosina. No entanto, Rosina está apaixonada pelo jovem Conde Almaviva que, com a cumplicidade do barbeiro Figaro, surge disfarçado de soldado bêbado, pedindo guarida em casa de Bartolo...
A par da elegância e da ligeireza da orquestração, o realismo com que representa a sociedade aristocrática, a linguagem irónica que autoriza todas as insolências, a simplicidade de estilo, e ainda a jovialidade desta comédia divertida e cheia de espirito são, sem dúvida, os segredos do êxito desta obra prima da ópera bufa italiana.
A estreia ocorreu no Teatro Argentina, em Roma, em 20 de fevereiro de 1816.

Largo al Factotum, de ‘O Barbeiro de Sevilha’. Tenor: Luciano Pavarotti

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publicado às 23:59


A grande cabazada

por Francisco Clamote, em 14.11.11
Desde que o actual "árbitro" tomou conta do apito, o factor trabalho ainda não averbou um único ponto sequer no confronto com o factor capital.
Na sobretaxa extraordinária inventada, sob o pretexto do "desvio colossal" = colossal embuste, a cobrar este ano, com o corte de 50% do subsídio de Natal, toda a factura incide sobre os rendimentos do trabalho (Capital: 1- Trabalho: 0);
Para aumentar a "produtividade" da economia:
- aumenta-se o horário de trabalho em meia hora por dia, sem qualquer contrapartida por parte dos empregadores (Capital: 2 - Trabalho: 0 );
eliminam-se quatro feriados, aumentando em igual número os dias de trabalho à borla (Capital: 3 - Trabalho: 0);
- diminui-se o montante e o período de duração do subsídio de desemprego (Capital: 4 - Trabalho 0);
A inflação aumenta (já é superior a 3%), mas o salário mínimo não senhor, porque, diz este "tipinho" que   "em temos relativos e em relação ao salário médio, o salário mínimo [€485]  não é baixo". Se não é, ele que experimente viver com ele (Capital: 5 - Trabalho: 0);

São só alguns exemplos, mas como o "árbitro" nem sequer tem a preocupação de disfarçar a sua parcialidade, como se pode ver por este despacho "do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais (SEAF), Paulo Núncio, sobre a tributação dos dividendos dos grupos económicos [que] deu mais vantagens às empresas do que apontava o parecer sobre o mesmo assunto do Centro de Estudos Fiscais (CEF) do Ministério das Finanças", é evidente que a cabazada não vai ficar por aqui.

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publicado às 23:44


Seguro de colheita na REN

por Luis Moreira, em 14.11.11

A REN accionou um seguro para cobrir as despesas com advogados e acções de Justiça dos seus empregados que respondem por corrupção. Não está aqui em jogo se são ou não culpados, isso é com a Justiça, mas uma empresa, ainda por cima pública, pode "cobrir" as acções que nada têm a ver com a actividade normal da empresa, praticadas pelos seus empregados? Sejam eles administradores, directores ou contínuos?

A ver se percebo. Um administrador da REN passa os fins de semana a fazer negócios privados ( que no caso levantaram suspeitas de favorecimento) e, a empresa, depois, tem um seguro para cobrir a actividade que a Justiça considera suficientemente grave para o levar a tribunal?

Estão a mexer no meu bolso!

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publicado às 23:25

Cara(o) associada(o)
Junto seguem dois links para dois vídeos que merecem ser vistos e um texto que merece ser lido.
Cordiais saudações
Vasco Lourenço

 

1. Vídeo de M. Jackson censurado nos EUA, Impressionante mesmo. 


O vídeo é do single de maior sucesso de Michael Jackson no Reino Unido, que não foi nem "Billie Jean", nem "Beat it", e sim a ecológica "Earth Song", de 1996. A letra fala de desmatamento, sobrepesca e poluição, e, por um pequeno detalhe, talvez você nunca terá a oportunidade de assistir na televisão.
O Detalhe: "Earth Song" nunca foi lançada como single nos Estados Unidos, historicamente o maior poluidor do planeta. Por isso a maioria de nós nunca teve acesso ao clipe.
Vejam, então, o que os americanos nunca mostraram de Michael Jackson.
Filmado em África, Amazónia, Croácia e New York.

http://sorisomail.com/email/12091/clip-censurado-nos-eua--mickael-jackson-.html

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publicado às 20:00

A Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) emitiu um parecer onde defende (e bem) que são  "ilegais e inconstitucionais" a redução de remunerações e a suspensão do pagamento dos subsídios de férias e de Natal previstas na proposta na Lei do Orçamento do Estado  para 2012, alegando (bem, novamente) que aquelas reduções de remunerações constituem um verdadeiro confisco que só pode ser feito pela via do imposto, da expropriação ou da nacionalização, para além de se tratar de medidas violadoras do princípio da igualdade
Mas, por outro lado, manifesta "frontal oposição a uma alteração ao estatuto da jubilação, actualmente consagrado, que é no sentido de a pensão do juiz jubilado dever ser calculada em função de todas as remunerações sobre que incidiu o desconto, devendo tal pensão ser igual à remuneração do juiz no activo de categoria idêntica, descontadas as quotas para a Caixa Geral de Aposentações", tomando, nesta passagem, uma posição que claramente contradiz o alegado princípio da igualdade. De facto, como justificar, em termos de justiça e de equidade, o direito de um juiz jubilado receber uma pensão igual à do juiz no activo, quando todos os demais funcionários e agentes do Estado recebem a pensão fixada no momento da aposentação?
É caso para dizer que, para a ASJP, o princípio da igualdade não sofre qualquer entorse, se os juízes forem mais iguais do que os outros, posição que, evidentemente, só enfraquece o parecer no ponto em que lhe assiste razão.
Estranho é que a ASJP não se dê conta disso.

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publicado às 19:27


O nacional gaspanço, arma do internacional gamanço

por António Leal Salvado, em 14.11.11

"Os donos do capital incentivarão a classe trabalhadora a adquirir, cada vez mais, bens caros, casas e tecnologia, impulsionando-a cada vez mais ao caro endividamento, até que a sua dívida se torne insuportável."

Karl Marx, 1867

Quando a Alemanha, a França e o outros precisaram de expandir os seus mercados (a própria Alemanha sabia o que era uma recessão), criaram o euro e demoliram as fronteiras comerciais e cambiais.
Infestaram a Europa com o seu domínio económico.
Depois, o financeiro - quando todas as bolhas rebentaram aquém e além mar.
Quando as economias nacionais dos países servos já não têm nada para crescer nem podem pagar, as economias periféricas interessam para quê?
Quando os mercados financeiros perderam a clientela por inanição, a alta finança (que já não se contenta com taxas baixas nem fracas garantias) venderia dinheiro com rendas especulativas a quem?
Aos estados soberanos, desde que 'controlados' por obedientes fantoches, dispostos a roubar o património das nações, transferindo-o para aqueles que são servos da vampiragem internacional mas vampiros domésticos.
Destruir o suporte de vida das nações - matando o Estado Social - só dependia de o poder do dinheiro demonstrar, afirmar e praticar que o poder político é um mero cão de trela seu.
Aí os temos, a venderem-nos o seu produto - o dinheiro - pelo preço que querem.
E ai de quem diga "ajuda não, obrigado"!
Que países tinham governos menos colaborantes? Irlanda, Grécia, Portugal e Espanha.
Já estão todos "no papo". Só o primeiro escapou de governo fantoche.
As preocupações dos manipuladores da marioneta merkozy terminaram.
Mas que ninguém pense que a austeridade vai reverter.
O crescimento está agora com o sentido e os parâmetros 'certos'. A verdadeira guerra começa agora.

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publicado às 19:15


Uma democracia de banqueiros na Europa

por Luis Moreira, em 14.11.11

Estão a ser substituídos políticos eleitos por tecnocratas nomeados pelos mercados financeiros!

"A democracia européia se converteu em uma democracia de banqueiros. A vontade das maiorias foi substituída por dirigentes saídos do coração dos bancos e que jamais se expuseram ao voto nem conquistaram nunca um mandato eletivo. O medo das urnas, ou seja, que o eleitorado rejeite os ajustes e a guilhotina social, conduz a colocar marionetes dos bancos à frente do Estado. Nunca como agora a ditadura dos mercados havia forçado o destino dos povos. As agências de qualificação desfazem as maiorias eleitas e as substituem por representantes da racionalidade financeira, as contas sem déficits e artesãos da decapitação social. "

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publicado às 18:00


Um banco que não cobra juros...

por Luis Moreira, em 14.11.11
Já escrevi aqui. A imaginação e a força de vontade fazem milagres! Onde? Na Suécia, claro, em democracia, na social-democracia, no estado de direito!

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publicado às 16:00

- Setum!
- Santinho!

 (clique na imagem)

Nesses tempos, em que os jogos raramente passavam na televisão, eu ouvia os relatos com o meu avô, benfiquista ferrenho. Tudo acontecia no 1º andar da velha casa do Castelejo; ele num sofá, dizendo mal da vida pelo neto que não tinha conseguido converter, e eu noutro. Rivais por duas horas. Era um Domingo à tarde (nessa altura, os jogos eram todos ao Domingo à tarde). Eu tinha por hábito descer ao andar de baixo, para anunciar as minhas alegrias à minha avó. Nesse dia, ela sabia que se jogava forte lá em cima. Avô contra neto; um neto que chorava quando o Sporting perdia (muito chorei, por esses anos). Nesse dia eu desci sete vezes. Numa das minhas sete explosões de alegria lá em baixo (em cima, limitava-me, quase invisível, a descer do sofá de-va-ga-ri-nho), ela disse "já desceste tantas vezes, filho, quem é que vai aturar aquele homem?" Ninguém o aturou, que ele deitou-se logo de seguida. Que saudades que eu tenho. Não do Sporting, não dos sete golos. Que saudades que eu tenho, meus amores. [Nesse ano, ficámos em 4º lugar, a 11 ponto dos lampiões; mas quem se lembra disso?]

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publicado às 15:15


Manuel Maria Carrilho com o pé no estribo...

por Luis Moreira, em 14.11.11

Já com o pé no estribo, Manuel Maria Carrilho que era companheiro de Sócrates nas maratonas até ir para Paris, diz que "Sócrates foi determinado na asneira".

Sendo verdade, fica-lhe mal a ele dizer isso, porque também comeu da gamela. Agora também já está contra os megainvestimentos, comparando Sócrates a Cavaco.

Daqui a uns tempos jura que sempre esteve com Seguro! E, é assim, sempre no cavalo que passa no poder, uma dose de paciência e com uma coluna vertebral flexível, chega-se ao cimo da montanha.

Diz o povo que ao cima da montanha só chegam dois animais. A águia e a serpente. Uma voa a outra rasteja!

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publicado às 12:43


Não há dinheiro, eis o problema!

por Luis Moreira, em 14.11.11

O nosso  principal problema é os bancos não terem dinheiro diz o gestor. E, assim sendo, não há dinheiro para apoiar a economia. Este é um problema de liquidez de curto prazo, o que também tira um activo muito importante - tempo!

A banca mandou (manda?) em governos, está cheia de benesses, mal acostumada, fica com os lucros para si e para os seus accionistas e atira com os prejuízos e com o risco do negócio para cima dos outros agentes do mercado.

Agora que os mercados não estão interessados em meter dinheiro nos bancos, vão levar com o Estado como accionista e vão deixar de fazerem o que querem, mas isso é como arrancar os dentes aos banqueiros. A banca não pode estar acima da Lei nem dos poderes eleitos democraticamente!

Quem não tem dinheiro não aluga "palhaços"! É bom que a banca perceba isso de vez!

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publicado às 11:00


Pepe - o paredão.

por Luis Moreira, em 14.11.11
Contamos contigo! Se não acertares na bola nós compreendemos, mas não os deixes passar!

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publicado às 10:00


Poesia ao nascer do dia - Mia Couto

por Luis Moreira, em 14.11.11
 
 
Para Ti

Foi para ti
que desfolhei a chuva
para ti soltei o perfume da terra
toquei no nada
e para ti foi tudo

Para ti criei todas as palavras
e todas me faltaram
no minuto em que talhei
o sabor do sempre

Para ti dei voz
às minhas mãos
abri os gomos do tempo
assaltei o mundo
e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano
de tudo sermos donos
sem nada termos
simplesmente porque era de noite
e não dormíamos
eu descia em teu peito
para me procurar
e antes que a escuridão
nos cingisse a cintura
ficávamos nos olhos
vivendo de um só
amando de uma só vida

Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"

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publicado às 08:00


...do povo, pelo povo e para o povo

por Rogério Costa Pereira, em 14.11.11
Para memória futura, sem considerações e juízos de valor, há que registar que, neste momento, na Grécia e na Itália temos dois Governos não eleitos. Com tudo o que isso possa querer dizer.

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publicado às 00:58


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