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As finanças na Madeira são, como há muito se previa, uma autêntica Caixa de Pandora. Aberta, aparecem dívidas por tudo quanto é lado com o Alberto João a dizer que tem muita honra na situação calamitosa a que levou a Região Autónoma.
Está habituado a que lhe paguem as contas, esperemos que desta vez seja diferente e o responsabilizem, obrigando-o a participar no esforço de contenção nacional.
O resgate pode chegar a cinco mil milhões mais que a tranche que o estado recebeu ontem - 3,49 mil milhões !
A apoteose de Hayek aconteceu nos anos 80 a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher citou o seu livro “The Road to Serfdom” (1944), onde ataca o planeamento central. Mas em economia nunca há veredictos finais. Enquanto a defesa de Hayek do sistema de mercado contra a ineficiência do planeamento central foi ganhando adeptos, a visão de Keynes de que o sistema de mercado exige uma estabilização contínua persistiu nos ministérios das Finanças e nos bancos centrais.
As duas tradições foram eclipsadas pelas “expectativas racionais” da escola de Chicago, que dominou o pensamento económico dominante nos últimos 25 anos. Se os agentes económicos possuem informação perfeita sobre todas as contingências possíveis, as crises sistémicas nunca podem acontecer, a não ser como resultado de acidentes ou surpresas que não estão ao alcance da teoria económica.
O colapso económico global de 2007 e 2008 desacreditou a economia das “expectativas racionais” (apesar dos seus maiores defensores ainda terem de o reconhecer) e recuperou Keynes e Hayek de novo para uma disputa póstuma. As questões não mudaram muito desde que iniciaram a sua discussão na Grande Depressão dos anos 30. O que provoca o colapso das economias de mercado? Qual a reposta correcta a um colapso? Qual é a melhor forma de evitar futuros colapsos?
Para Hayek, no início dos anos 30, e para os seguidores de Hayek no dia de hoje, a “crise” resulta de um excesso de investimento face à oferta de poupanças, possível devido à excessiva expansão do crédito. Os bancos emprestam a taxas mais baixas do que os genuínos aforradores iriam exigir, tornando todo o tipo de projectos de investimento temporariamente rentáveis.
Mas como estes investimentos não reflectem as preferências reais dos agentes económicos para o futuro sobre o consumo actual, não estão disponíveis as poupanças suficientes para a sua realização. Podem ser mantidos durante algum tempo através de injecções de capital por parte do banco central. Mas, eventualmente, o mercado vai perceber que não existem poupanças suficientes para todos os projectos de investimento. Nessa altura, a expansão transforma-se em queda.
Qualquer expansão artificial carrega consigo as sementes da sua própria destruição. A recuperação consiste em liquidar as afectações erradas, reduzir o consumo e aumentar a poupança.
Keynes (e actualmente os Keynesianos) pensaria nas crises como o resultado do contrário: falta de investimento face à oferta de poupança – ou seja, muito pouco consumo ou procura agregada para manter um nível de pleno emprego do investimento – que leva a um colapso das expectativas de lucros.
Mais uma vez a situação pode manter-se por um tempo recorrendo ao financiamento do crédito aos consumidores mas, eventualmente, os consumidores vão ficar sobre endividados e restringir as suas compras. De facto, as explicações keynesiana e hayekiana da origem da crise não são muito diferentes: em ambas o sobreendividamento tem um papel central. Mas as suas conclusões são muito diferentes.
Enquanto para Hayek a recuperação exige a liquidação de investimentos excessivos e um aumento das poupanças dos consumidores, para Keynes consiste na redução da propensão para poupar e no aumento do consumo para manter as expectativas de lucros das empresas. Hayek exige mais austeridade, Keynes mais gastos.
Temos aqui uma pista para perceber porque Hayek perdeu a sua grande batalha com Keynes nos anos 30. Não foi apenas porque a política de liquidação dos excessos fosse politicamente catastrófica: na Alemanha, levou Hitler ao poder. Como Keynes sublinhou se todos – famílias, empresas e governos – começarem a tentar aumentar as suas poupanças ao mesmo tempo, não há forma de evitar que a economia caia até que as pessoas sejam demasiado pobres para poupar.
Foi esta falha no raciocínio de Hayek que levou a maioria dos economistas a desertar do campo de Hayek e a abraçar as políticas de “estímulo” keynesianas. Como o economista Lionel Robbins lembrou: “Confrontados com a dura deflação desses dias, a ideia de que o essencial era eliminar os investimentos errados e… fomentar a disponibilidade para poupar era… tão desadequada como negar cobertores e estimulantes a um bêbado que tivesse caído num lago gelado, afirmando que o seu problema inicial era o sobreaquecimento”.
Excepto para os fanáticos de Hayek, parece óbvio que estímulo global coordenado de 2009 impediu que o mundo caísse noutra Grande Depressão. Não há dúvida que o custo para muitos governos de resgatar os seus bancos e de evitar o colapso das suas economias prejudicou ou destruiu a sua capacidade de crédito. Mas é cada vez mais reconhecido que medidas de austeridade no sector público, em alturas de gastos reduzidos no sector privado, leva a anos de estagnação ou provoca mesmo um novo colapso.
Assim, a política tem que mudar. Pouco se pode esperar na Europa. A verdadeira questão é se o presidente Barack Obama tem o que é necessário para ser um novo Franklin Roosevelt.
Para evitar novas crises da mesma dimensão, os Keynesianos proporiam o reforço das ferramentas de gestão macroeconómica. Os Hayekianos, por seu lado, não têm nada sensato a propor. É demasiado tarde para um dos seus remédios favoritos – abolição dos bancos centrais, supostamente a fonte da excessiva criação de crédito. Mesmo uma economia sem bancos centrais estará sujeita aos erros do optimismo e do pessimismo. E uma atitude de indiferença face às consequências destes erros é uma má política e um mau princípio moral. Assim, apesar da sua distinção como filósofo da liberdade, Hayek mereceu perder a batalha com Keynes nos anos 30. E merece perder a vingança de hoje também.
Robert Skidelsky, a member of the British House of Lords, is Professor Emeritus of Political Economy at Warwick University.
Copyright: Project Syndicate, 2011.
www.project-syndicate.org

Que a merda dos números se vai cumprir ninguém duvide. Também é evidente que esta política de terra queimada equivale, de abismo à frente, a dar o passo que falta. O último a sair apaga a vela (que outra luz, para além da do dia, não haverá).
África
„A vossa crise é a nossa oportunidade“ Dambisa Moyo*: “Eu nunca disse que a assistência a países subdesenvolvidos devia acabar já amanhã. Todavia, precisamos é de um programa de saída temporalmente esboçado. A solicitude de qualquer modo diminuirá: de facto, quem ainda poderá exigir aos gregos altamente endividados ou aos italianos que prestem assistência? A vossa crise financeira é a nossa oportunidade: ela poderá obrigar a África a assumir finalmente responsabilidades.”
Entrevista a Dambisa Moyo em DER SPIEGEL 37/2011
Já escrevi sobre este tema em princípios de 2010. Agora, com o lançamento do livro “Dead Aid” em alemão, o magazine DER SPIEGEL voltou a entrevistar a Dra. Dambisa Moyo.
Torna-se bem evidente a grande semelhança (parcial) do postulado do meu esboço estratégico “New Deal” – que data de 2007 – e o postulado de Dambisa Moyo: cortar a assistência aos países subdesenvolvidos dentro de um determinado prazo estipulado, para obrigar a África a assumir responsabilidades próprias. Claro, Dambisa Moyo diz “A” mas falta – que eu saiba – o “B”. O “B” – substituição dos subsídios arrasadores por um esquema de cooperação de custos mínimos mas de benefícios máximos para todos – consta do meu esboço estratégico “New Deal”.
Agora, com a nossa crise – ela não veio por acaso e entre outras coisas não apenas quer obrigar a África a assumir responsabilidades mas também a nós, no nosso próprio interesse –, vislumbra-se cada vez mais a exactidão e aplicabilidade do meu esboço estratégico de 2007, no contexto de uma nova ordem superior mundial. Considerando que desde 2007, tal como por mim vaticinado desde meados dos anos 90, a situação da próspera e orgulhosa União Europeia sofreu um declínio sem exemplo, pode ser que exista esperança. De facto, hoje nem o Dr. Durão Barroso nem a Dra. Merkel poderão alegar que “tudo está encaminhado no sentido do meu esboço”, ou – a Sra. Merkel fez isso – passar a minha proposta para o Ministério da Cooperação alemão – o qual para defender os seus próprios interesses porventura o fechou na gaveta.
Agora muitos dirão: mas o que é que Portugal, que se encontra em grandes apuros e com as mãos atadas pela troika, poderá fazer para ajudar África e o terceiro mundo em geral? Bom, Portugal, isto é, o seu governo, se não quer ver-se “grego” também, poderá e deverá quanto antes propor em Bruxelas a concepção de uma mudança de estratégia no sentido da minha abordagem de “altruismo egoista”. Com efeito, se queremos vingar temos que contribuir para que os outros se possam salvar. É assim que asseguramos o nosso bem-estar. De qualquer modo o avanço exponencial e imparável dos mecanismos de correcção cibernéticos vai vencendo os entraves interesseiros ainda colocados pelos lobbies da “indústria” dos benfeitores crónicos. Só é uma questão de tempo. Infelizmente entretanto o nosso sofrimento e de muitos outros no mundo vai aumentando em flecha. Se agirmos já, este sofrimento poderá ser encurtado substancialmente dando lugar a um novo crescimento orgânico.
* Dambisa Moyo, 41, economista da Zambia, doutorada em Oxford e ex-conselheira do Banco Mundial. Escreveu o livro “Dead Aid” (Ajuda de Morte).
A Imaginação é o último refúgio do homem, onde tudo pode acontecer e onde a felicidade é possível. Mesmo numa actividade tão árida como a política, há sempre quem encontre o seu cantinho de felicidade.
Cartazes que envelhecem, propanga que suja o chão de todos nós, mentiras com perna curta, tudo isso pode ser substituído pelo afecto, pelo calor humano.
Vejam o vídeo, mas não corram que eu já registei a ideia.

Enquanto decorria o salvamento de um motociclista que tinha ficado preso debaixo de um carro em chamas (don't ask), aquele indivíduo que podemos ver no canto superior esquerdo da imagem manteve-se impávido e sereno. Sempre? Não exactamente! Quando o homem é finalmente resgatado por um daqueles tipos de capacete que na imagem ainda não estão a erguer o carro - apenas porque ainda estão a correr para lá -, o gravatas é dos primeiros a chegar-se ao desgraçado. De mão no bolso interior do casaco, como quem está prestes a tirar... um cartão de visita. A cena passou-se nos EUA e, como disse acima, nem me atrevo a tentar adivinhar a profissão do senhor. Prefiro pensar que estava com uma horrível dor nas costas, que é médico e que é graças a ele que a vítima da insólita situação logrou sobreviver.
Não é assim tão difícil! Expira a patente e o medicamento passa a genérico com redução imediata do preço em pelo menos 60%.! Até agora, a indústria farmacêutica metia umas acções cautelares nos tribunais que se arrastavam por dois ou três anos e o preço mantinha-se.É só fazer as contas e fica explicada a factura do medicamento que o estado paga todos os anos.
Afinal, a quota de mercado dos genéricos em Portugal anda pelos 21%, enquanto nos países ricos chega aos 80%!
A cobardia política tem explicação, há enredos que se cruzam, compromissos que não deixam tomar decisões, interesses privados com cobertura pública.
BEM-VINDO: O EMPRÉSTIMO ONLINE ENTRE PESSOAS GRAVE...
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Olá senhoras e senhores!O ano está acabando e esta...
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