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Ó serra se fosses só serra
e vento
Se fosses só portela
e pedra letreira
Se fosses só rio Ceira
e floresta
Se fosses só terreiro de festa
Bordada de giesta e hera
Não serias mais que Beira Serra
Ó Açor se fosses apenas
Simples serra
Sem altos nem baixos
Se fosses só ave
de grande porte
Que esvoaça contra o vento
sem norte
Não serias tão altiva
e forte
Ó penedo alto e sem medo
Se fosses só granito
e xisto
Se fosses só poema
e prosa
Se fosses só carqueja
e mel
Não escorrias tuas águas
na ribeira do Sinhel
Mas és tudo o que a serra tem
No brilhante olhar de alguém
Paxiano
[Louçã com Seguro]
- Prove a sua boa educação: diga-nos que guardaram a cabeça de touro do ex-ministro Manuel Pinho.
- Guardámo-la e oferecemos-lha. Quere-a inteira ou quer que lhe parta os cornos?
Seja pela eficiência com que derrubou o governo de Sócrates, seja pelos indícios de nacionalidade estrangeira no seu discurso, seja pela manifesta capacidade de salvação de bancos fraudulentos com ligação a negócios imobiliários de sucesso, Cavaco pode ser o escolhido pelas petrolíferas americanas para próximo candidato à disputa da Casa Branca com Obama.
Exame Expresso
"O jornalista da SIC Mário Crespo foi sondado pelo ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, para saber da sua disponibilidade para aceitar o cargo de correspondente da RTP em Washington. A situação está a gerar algum mal-estar na administração da estação pública, que só soube desta intenção do ministro com a tutela da comunicação social após os primeiros contactos informais entre o governante e o jornalista."
Meninas de quatro anos apresentam-se de lingerie. Ninguém se indigna, trata-se de negócio, aparecem nas capas das grandes revistas de soutien e cuecas, meias e outros artefactos que eu não sou conhecedor do assunto. Pedofilia, como é óbvio, das famílias que autorizam, das empresas que as contratam, dos leitores que as compram.
Mas no altar do negócio vale tudo, mercados livres, dizem eles.
Libérrimos!

A decisão fica para Setembro diz o ministro da economia após o seu encontro com o colega espanhol. É uma má notícia. Está mais que provado que o TGV não só não é viável como não é prioridade nenhuma. Venham os comboios de mercadorias para apoiar as exportações e integrar a plataforma logística de Sines.
"Por essa razão, pretende dar prioridade à ligação de mercadorias entre Sines e Elvas, junto à fronteira espanhola.
Santos Pereira destacou que o eixo de Sines assegurará que essa “conexão com a Europa seja realizada a médio prazo, o mais rapidamente possível” e que com isso “conseguiremos aumentar a competitividade e atractividade das exportações portugueses e espanholas”.
No final de um encontro com o seu homólogo espanhol, o ministro da Economia disse que a ligação para transporte de mercadorias deve ser realizada o mais cedo possível.
Portugal não pode, Espanha não quer!
O sentimento foi o mesmo que aos 11 anos me fez obstinar em ser advogado.
Levaram-me um domingo ao futebol. No peão, ali mesmo colado à bandeirola de canto, deslumbraram-me os voos do José Pereira (o "pássaro azul") e, depois da troca de campo, aquela perfeição de jogadas que começavam no corte limpo do Vicente e seguiam por aí adiante na corrida do Peres ou nas fintas do Yaúca, até chegarem aos pés mortíferos do mago Matateu. No regresso do empate que agradou a todos e mereceu calorosas palmas finais do público covilhanense que sempre recebia bem os visitantes da cruz de Cristo, eu vinha sensibilizado pelo fair play da bancada do Santos Pinto e rendido à classe dos Belenenses.
O fado veio a seguir. Lá em casa havia pluralismo clubístico. Os argumentos eram o Benfica-Sporting da praxe – de um lado a paixão por José Águas, Coluna e os outros precursores enquanto não chegou o Eusébio, do outro a memória dos incomparáveis cinco violinos. O meu entusiasmo pelos ‘pastéis de belém’ foi logo escarnecido: que era o clube da situação, com o corta-fitas Tomás como sócio. Vinha longe o 25 de Abril, mas o argumento fez-me estremecer. Com a internet ainda nos testículos do pai, a pesquisa não foi fácil, pelas folhas d’O Século que eu colecionava, vá-se lá saber para quê. Só no fim de 3 ou 4 meses de angústias encontrei a primeira pista do desagravo: também o republicano presidente Teixeira Gomes tinha sido adepto e sócio dos ‘azuis’. Do mal o menos. Mas a honra maior havia de a encontrar mais tarde.
Já os meus ímpetos pela bola se iam desvanecendo (o Benfica levou-nos o Yaúca, o Peres trocou-nos pelo Sporting e o Matateu envelhecia a jogar no Canadá) chegou-me a dica redentora. O Necas Lalande, belenense do peito aos costados, contou-me a história dos grandes estádios de Lisboa; o velho campo das Salésias foi expropriado ao Belenenses, sem direito a compensação nem utilidade dada ao terreno, enquanto Benfica e Sporting recebiam chorudos apoios para construírem a Luz e o José de Alvalade. Havia privilégios, havia – mas já nessa época eram para os grandes. Mas construímos o Restelo, à custa dos nossos sócios e da nossa bilheteira, e quando veio a rainha de Inglaterra foi lá que a levaram a visitar a maravilha.
Entretanto, o Real Madrid tinha construído o mítico Santiago Barnabéu. Na inauguração, o jogo que se impunha – com o Belenenses. Respeito duradouro, que os ‘merengues’ sublinharam quando, nas bodas de prata de Chamartin, homenagearam o hexacampeão europeu Gento, em um jogo com os portugueses da cruz de Cristo. E já tínhamos sido a 1ª equipa portuguesa a participar na Taça UEFA e a vencer o Barcelona, que já nem era preciso recordar os nossos recordes de goledas no campeonato (29 golos em 2 jornadas seguidas, com a Académica e o Boavista por vítimas) os 17-0 na Taça de Portugal e as mais históricas humilhações aos outros ‘grandes’, que foram 9-0 ao Sporting, 8-1 ao Benfica, 7-3 ao Porto e várias outras, sempre tareia nos mesmos.
Já em 1970, acabado de chegar a Lisboa e de saber onde era a Biblioteca Nacional, continuava a fazer-me mossa aquela de sermos o clube do regime. Era mentira, já o sabia – mas ainda não tinha desistido de prova mais concludente. E ela apareceu.
Era de Homério Serpa, salvo erro, a crónica que descobri na Biblioteca Nacional. Estava lá tudo preto-no-branco: No final do Portugal-Espanha, três jogadores portugueses saíram sob custódia da PVDE, antecessora da PIDE, directos ao calabouço para interrogatório. Crime: tinham-se recusado a fazer a saudação fascista enquanto tocava o hino, no início do jogo. Amaro, Feliciano e Simões tinham conspirado contra a ordem interna do Estado Novo – e a prova maior da premeditada conspiração coletiva era tratar-se dos três representantes da mesma camisola clubística: a dos Belenenses. Jamais alguém tinha ousado levar a honra da Pátria oprimida para dentro das quatro linhas.
O meu Belenenses de sempre passou a ser para sempre. E passou depois pelos anos que todos temos passado. Já no tempo em que o futebol são letras gordas para mim, ainda gritei quando fomos a casa do detentor da Taça UEFA eliminá-lo categoricamente, ainda me senti ufano pela única equipa que venceu a Taça de Portugal batendo o Porto nos quartos, o Sporting nas meias e o Benfica na final, no mesmo ano em que Marinho Peres nos guindou para o 3º lugar no campeonato. Mas, do desporto belenense, os meus orgulhos satisfaziam-se já com umas dezenas de títulos nacionais e mundiais em atletismo, andebol, basquetebol, natação, rugby…, na memória do Vicente eleito pela imprensa inglesa o mais elegante defesa do mundo (e o único que nunca deixou marcar um golo a Pelé) e dos grandes nomes que se fizeram no Restelo: José Mourinho, António Livramento, Jesus Correia, Filipe Gaidão, Carlos Lopes, Francis Obikwelu, Naide Gomes, José Pinto, Vanessa Fernandes, Bruno Pais, Anaís Moniz, ou do treinador dos ‘Magriços’ Otto Glória, ou do treinador dos miúdos que deram a Portugal os dois únicos títulos mundiais de futebol, ou do meu ídolo Matateu, cuja morte foi notícia com digno destaque na CNN.

Adianto um pequeno comentário, que maiores reflexões ficarão para depois. Nasci no concelho do Fundão, vivo no concelho do Fundão, leio a notícia no Jornal do Fundão. Não há troika nenhuma e não há yes man nenhum em forma de PM que mudarão o que quer que seja -- mesmo porque os milhões daquela não vêm cá parar, e até os da CEE e, depois, os da UE, pouco por cá se viram (se comparado, em proporção, com o que aconteceu por esse litoral acima e abaixo). Não pagarei -- muito menos desta forma -- os cheques carecas de Lisboa (nem as dívidas do Município do Fundão, a propósito). Acabar com o município do Fundão, para além de ser uma imoralidade, é mais uma machadada no Interior. O Fundão integrado na Covilhã é algo de tão praticável como, sem querer beliscar a grandeza da Covilhã (bem pelo contrário), meter o Rossio na Betesga (o inverso, integrar a Covilhã no Fundão, seria a mesma coisa). É péssimo para o Fundão e mau para a Covilhã. Ficamos todos a perder. E Portugal também. Lisboa e os habitantes de troika, esse planeta distante, não devem confundir os municípios e freguesias a martelo que pululam no Litoral (e também no Interior) com casos como os do Fundão. E não, não é por aqui ter nascido que o digo. É uma manifesta evidência, uma realidade intemporal. Basta dar cá um salto para perceber isso. Habitantes de Troika, vinde em paz e vos explicaremos as coisas como elas são (garanto que não daremos uso ao pelourinho). Explicaremos, por exemplo, que uma daquelas freguesias de Lisboa (uma qualquer) que se manterá como tal, não vale a troca-por-troca com que nos ameaçam (bem sei que muito passa por aí). Por agora é só, que isto exige maior ponderação e melhor trato na argumentação.
Decisões históricas vão ser tomadas, o Euro não implodirá, seria uma tragédia global. Alemanha e França, já falam em "governo económico Europeu" e os "Eurobondes" serão uma realidade mas no fim do processo, leia-se, quando a Alemanha e a França tiverem controlo sobre os países periféricos.
Os limites do crédito vão constar da Constituição dos governos europeus, mais uma forma de dar garantias à Alemanha e à França que os "relapsos" de sempre e habituais "mãos largas" não façam das suas.
As obrigações europeias são incontornáveis, todos as aceitam, mas ninguém está disposto a correr riscos de pagar taxas de juro muito mais altas por causa dos erros dos indisciplinados habituais.
Vejam os vídeos!
Os recibos verdes, com todas as suas injustiças fiscais, de igualdade de direitos e demais violações da cidadania, democracia e com um bocado de sorte da constituição (a assim, minúscula) conferem-me ainda assim uma liberdade que não há imposto, IRS, TSU, SS, selo branco, pede deferimento, com os melhores cumprimentos, de V.Exa. atenciosamente... que pague: Trabalhar em casa. Gerir o meu tempo. Fazer o que quero quando quero ou mesmo, luxo dos luxos, fazer só o que quero (o que não implica fazer o que quero mas sim a liberdade de optar por não fazer se não quiser... não é confuso, pois não?).
Mas atentai, homens, que a liberdade que hoje nos é conferida é uma falácia (e sim, é mesmo falácia que eu quero escrever, infelizmente...). Tudo não passa de uma cabala, que aqui e agora denuncio, para a machadada final no que em tempos foi a sociedade dominada pelo macho.
Os pobres consecutivos governos nenhuma culpa têm, meras marionetas neste "bigger plan". O recibinho verde, o trabalhinho em casa... ah! como nos facilitam a vida. Verdade. Até que chega o dia em que sem termos percebido como damos por nós a lavar a louça, ou a fazer da máquina de lavar um puzzle a ver o máximo de coisas que cabem e depois brincamos a tentar bater o nosso record a arrumar a loiça... Na mais pura inconsciência caminhamos a passos largos para o dia em que dizemos aos nossos horrorizados e futuros ex-amigos que lá em casa somos nós quem cozinha,... e trata da loiça... e aspira... e... ok, não contamos a parte de limpar o pó.
Assim aos poucos vai nascendo o "dono de casa". De manhã ele parece um cidadão normal. Ele trabalha. Ele tuita. Ele posta. Ele faicebuca. Ao bater das doze badaladas o pc transforma-se numa esfregona Vileda (um pouco de publicidade a ver se a Vileda envia uns brindes aqui para a malta que isto no verão a tijoleira suja-se muito), o rato num balde (Vileda, claro); os ténis ou sapatos de vela transformam-se numas Crocas e é vê-lo esvoaçant... pronto, não tornemos isto degradante, trabalhador, ora tratando de almoços e dando um avanço ao jantar, ora estendendo esta roupinha que aproveito e apanho a outra que já deve estar seca...
... Enquanto isso no mundo real já elas estão aos poucos a sair da casca, a levantar a crista (um bocado óbvia esta da Crista, eu sei, mas é irresistível) a presidir a coisas... até que o dia chegará que o queimar do soutien será simbólica mas inexoravelmente vingado com um fim decretado à gravata!
(perdão?? ah, já foi? não assisti, estava aqui a passar uma roupinha enquanto lia o FT).
"Devia ter criado um partido que me apoiasse nas políticas liberais que o Partido Comunista sempre boicotou."
"Putin, avalia, “está a bloquear o progresso da Rússia para que o país se torne numa democracia moderna”. “O plano de modernização do Presidente para a economia, a política e outras esferas é bom, mas as suas hipóteses são limitadas. Ele está a ser manobrado e enganado por Putin”.
Sem Democracia mais ou menos burguesa são as forças totalitárias que ganham.

Este senhor da imagem chama-se Ilídio Vale e acabou de colocar Portugal na final do Mundial de Sub 20, em futebol. Dele, e da rapaziada que conduz, pouco temos ouvido falar. Como é consabido, esta é uma selecção mal-amada, desprezada, praticamente marginalizada pela imprensa (amanhã, talvez já sejam os melhores do mundo nas edições dos desportivos e mereçam uma chamada de primeira página nos jornais ditos de referência). Dizem que praticam um mau futebol, "apesar de terem eliminado a Argentina e a França".
Este post complementa o anterior. Em 1989 e 1991, o país parou para ver os jogos dos figos e pintos desse tempo; em 2010, o país vê, na Sport TV, o Barça papar o Real pela enésima vez, ignorando o jogo que passava em sinal aberto. Ignorando o Portugal que nos alberga, envergonhados dele, publicamente inscientes de que é a nossa imagem cuspida e escarrada. É destas pequenas coisas que se vai fazendo Portugal; este Portugal que insiste em não limpar o cotão que tem no umbigo (a troika diz não ser esse o caminho). Este é e não é o meu Portugal. É um Portugal que me dói e que me cura, quando dele me ausento. Um Portugal a quem resisto porque é meu filho e meu pai. Em 89 e 91, comprávamos tractores em forma de jipes e casas de férias, em 2011, com ar de "a próxima rodada é por minha conta", pagamos descadadores de bananas em 50 prestações com juros a rondar o insulto. Talvez por aí resida a diferença, de país de revigorados novos-ricos passámos a terra de pobres-ricos-novos, cansados e envergonhados da imagem que o espelho nos devolve. E sempre com o dinheiro dos outros. Apesar de em 1989 e agora nos andarmos a enganar a nós próprios, aqui há vinte e tal anos julgávamos que era só aos outros; agora, afundados em dívidas e galinhas no quintal melhores do que as da vizinha, sabemos, lá bem no fundo, que somos nós próprios os enganados. E queixamo-nos muito. E trabalhamos nada.
PS - Boa sorte para os putos na final.
PPS - Não me levem a mal, mas o plural que usei não me inclui, assim como não incluirá muitos dos poucos que por aqui passam. Mas tem de incluir alguém, que a culpa, essa, está prometida desde que nasceu a um qualquer segundo filho de boas-famílias.
| BALLADE POUR MA MÉMORIE Music by Francis Lai. Lyrics by Boris Bergman. Sung by Francis Lai and Liliane Davis |
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Dois mundos chamados Messi separam Mourinho de Guardiola; o primeiro é o melhor jogador do mundo de todos os tempos, Messi, ele próprio; o segundo Messi que faz de Guardiola um treinador superior a Mourinho é aqui sinónimo das qualidades daquele, que são como que um outro Messi em campo. Lamento, mas quem nasce para Guardiola não precisa de ser um Mourinho fora de campo.

BEM-VINDO: O EMPRÉSTIMO ONLINE ENTRE PESSOAS GRAVE...
Você quer pedir dinheiro emprestado? se sim, entre...
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