Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Could have come through anytime,
Cold lonely, puritan
What are you fighting for?
It's not my security.

It's just an old war,
Not even a cold war,
Don't say it in russian,
Don't say it in german.
Say it in broken english,
Say it in broken english.

Lose your father, your husband,
Your mother, your children.
What are you dying for?
It's not my reality.

It's just an old war,
Not even a cold war,
Don't say it in russian,
Don't say it in german.
Say it in broken english,
Say it in broken english.

What are you fighting for?

What are you fighting for?
What are you fighting for?
What are you fighting for?

What are you fighting for?
What are you fighting for?

Could have come through anytime,
Cold lonely, puritan.
What are you fighting for?
It's not my security.

It's just an old war,
Not even a cold war,
Don't say it in russian,
Don't say it in german.
Say it in broken english,
Say it in broken english.

Say it in broken english,
Say it in broken english.

What are you fighting for?
What are you fighting for?
What are you fighting for?
What are you fighting...

Ringtone de "Broken English"

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 23:45

Numa interessante entrevista o Presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Manuel António Pereira, no Expresso, admite que, face ao que o ministro pensa do ME, a possibilidade de haver boicote é real. Mais, diz que a burocracia é algo de impensável, e dá como exemplo de , esta semana ,ter recebido na escola um despacho que era do Ministério da Saúde e, que, depois de alertado, o ME indicou outro despacho, mas já revogado...

Alerta que a avaliação por professores externos à escola pode levantar dificuldades, dizendo que nos grandes centros as escolas ficam ao lado umas das outras mas que, no interiror, podem localizar-se a 40 Kms de distância.

Perguntado de qual seria a medida que tomaria de imediato, refere a autonomia das escolas, como a medida mais necessária.

E, diz que há muito que a opinião de políticos e cidadãos sobre os professores, é muito má, "e que só com um corpo de professores respeitado é possível trabalhar para uma educação com mais sucesso".

Não põe em dúvida a necessidade da avaliação e das quotas e reafirma que "numa escola com mais autonomia, seria relativamente fácil identificar os belíssimos professores que existe e ajudar os menos capazes, afastando-os depois se não tivessem condições para ensinar. "

Enfim, tudo medidas que há muito provam, com resultados, nos diferentes países que nos deviam servir de exemplo!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:44


rcp waves 22:22 #2 - Tom Waits-Ol' 55 (Closing Time 1973)

por Rogério Costa Pereira, em 06.08.11

Well my time went so quickly, I went lickety-splickly out to my old '55
As I drove away slowly, feeling so holy, God knows, I was feeling alive.
Now the sun's coming up, I'm riding with Lady Luck, freeway cars and trucks,
Stars beginning to fade, and I lead the parade
Just a-wishing I'd stayed a little longer,
Oh, Lord, let me tell you that the feeling's getting stronger.
And it's six in the morning, gave me no warning; I had to be on my way.
Well there's trucks all a-passing me, and the lights are all flashing,
I'm on my way home from your place.
And now the sun's coming up, I'm riding with Lady Luck, freeway cars and trucks,
Stars beginning to fade, and I lead the parade
Just a-wishing I'd stayed a little longer,
Oh, Lord, let me tell you that the feeling's getting stronger.
And my time went so quickly, I went lickety-splickly out to my old '55
As I pulled away slowly, feeling so holy, God knows, I was feeling alive.
Now the sun's coming up, I'm riding with Lady Luck,
Freeway cars and trucks, freeway cars and trucks, freeway cars and trucks...
All rights reserved to Tom Waits with all respect and admiring

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:22


Na érretêpêum

por autor convidado, em 06.08.11

Um tipo canta que a sua vida é cantar e que assim se sente feliz. E que adora o seu país. E a Isabel Figueiras com o João Baião. A fazerem de coro. Oferecem prémios. Está lá também um presidente de não sei de quê. Que diz que tem aproveitado ao máximo os fundos europeus. Em passeios pedonais. Onde se pode andar quilómetros. E está também um comandante. Um comandante fardado com uma boina à pára-quedista. Num eufemismo de farda. Onde se põem muitas medalhas em dias de comemorações. Mas que, afinal, é dos bombeiros. E também da protecção civil. E o presidente não usa gravata. Veste informalmente. Mostrando o pescoço até ao externo. Assim à moda do Paulo Portas em dia de encerramento do congresso.

E um casal conversa aqui ao meu lado. Num eufemismo de vida. Discutiam. Há duas horas atrás. Logo no início da visita. Bem alto. Que se é para não atenderes o telemóvel, então, não apareças aqui, faz a tua vida, já tive para ficar com as coisas que me trazes e mandar-te embora, porque assim não te quero cá, podes deixar-me, e fazer a tua vida. A senhora pedia surdamente. Fala mais baixo, que é que tu queres, eu tenho o meu emprego. Mas eu já te tenho ligado quando não estás no emprego, uma, duas, três vezes, e tu não atendes. E Ele. Que julgo ser o marido. Estava nervosíssimo. E a senhora controlava-se. Usando um disfarce para as lágrimas.

Na érretêpêum. Volta o cantor. E canta. Quem é o Pai da Criança. O verdadeiro serviço público. E que justifica como é muito bem empregue a taxa de audiovisual que me debitam na factura da êdêpê todos os meses, sem que eu perceba o que tem a electricidade a ver com tal taxa. A não ser, porventura, que tenha sido uma ideia luminosa de um qualquer governante, que, em tempos, se lembrou de financiar os ordenados da Judite, apesar desta se ter baldado para os lados do seu querido Seabra, a fugir da prometida privatização. Embora me pareça que vai ser, antes, uma putativa privatização, com prazo dilatório ate à próxima abertura da época de caça ao voto.

Entretanto. Hoje. Passei a ter estatuto de visita de referência. Tendo, na investidura, que jurar não estar. Mas sobretudo de não vir a estar. Portador de uma simples constipação. Nem sequer de poder dar um espirro. E se não cumprir fico impedido de desempenhar tal cargo na sua plenitude. Por isso. Hoje. Não saí daqui. Está a cair uma humidade que encharca sem que nos apercebamos. A não ser quando a roupa se cola às costas. E que, a não haver cuidado no devido resguardo, até molha tolos. Optando por uma sandes e uma sopa no bar do Menos Um.

Subi. E aquele casal namora. Agora. Já sem discutir. A senhora com as lágrimas. Agora. De reserva. E Ele. Que julgo ser o marido. Mais calmo. Vão-se embora para o quarto. E Ele pega no aparelho a que anda acoplado. Com um ferro que se desloca em quatro rodas. Como se fosse numa procissão de velas. De onde se dependuram líquidos. Cuidado que tem que se retirar da ficha da parede. O aparelho anda ligado à electricidade. Também financiando as despesas da érretêpêum. Ficando feliz. Porque. Na intimidade. Possível. Do quarto. Espero que Ele esteja mais calmo. Continuando acoplado ao tal aparelho. De novo ligado à ficha da parede. E sabendo, entretanto, que o tal presidente é da câmara. Do município de Santo Tirso.

João José Fernandes Simões

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:36


O Filme - Angéle et Tony

por Luis Moreira, em 06.08.11
Os filmes franceses são delicados, contam histórias vulgares que podem acontecer a um qualquer de nós. A vida normal de gente normal, com passado e com amor para dar. No mar sem fim das costas da Normandia, Tony, tem uma vida dura de pescador. Um dia, por uma via cada vez mais frequente, encontra uma mulher bonita.
Um filme de baixo orçamento sem os efeitos especiais dos filmes americanos , uma história comovente.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 19:30


Água!, benta ou não, eis a questão

por Rogério Costa Pereira, em 06.08.11
Estou na piscina e ouço em fundo, vindos da aldeia, os cantares de uma missa (altifalantes abençoados, bem que lhes tratava da saúde). Se aqui fico muito tempo, saio beato. Mas a água está tão boa. Vou ficar! Saio daqui e vou confessar-me, começando por pedir perdão por este post. Provavelmente, já não poderei continuar a escrever nesta pegada. Aguardemos a penitência. Para já, vou ali converter-me um bocadinho. Fiquem com o deus da vossa preferência, aconselho o desta piscina.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:13

 

Faz hoje 65 anos que Hiroxima desapareceu fisicamente do mapa mas nunca mais foi esquecida.

 

Uma equipa de cientista trabalhava desde 1942 em Los Álamos em pleno deserto do Nevada, bem no interior dos Estados Unidos, para desenvolver a bomba atómica.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:55

 

 

 

 

 

Com os agradecimentos ao "clarinete" :"O Clarinet" http://oclarinet.blogspot.com


As privatizações são o objectivo central do governo. Porquê esta centralidade; se as receitas que elas geram são uma migalha da dívida? Porque o verdadeiro objectivo delas é destruir o Estado Social, eliminar a ideia de que o Estado deve ter, como função primordial, garantir níveis decentes e universais de protecção social.

Sujeitar os serviços públicos à lógica do mercado implica transformar cidadãos com direitos em consumidores com necessidades que se satisfazem no mercado. Cada um consome segundo as próprias posses. Para os indigentes, o Estado e as organizações de caridade garantem mínimos de subsistência. Mesmo assim, há privatizações e privatizações, e a privatização da água é a mais escandalosa de todas porque ela põe em causa o próprio direito à vida.

A água é um bem comum da humanidade e o direito à água potável um direito fundamental. Um direito de que está privada cerca de um quarto da população mundial (1,5 mil milhões de pessoas). Todos os dias morrem 30 mil pessoas por doenças provocadas pela falta de água potável. As alterações climáticas fazem prever que este problema se agravará nas próximas décadas. Considerando que quase metade da população mundial vive com menos de dois dólares por dia, e, por isso, sem condições para aceder ao mercado da água, tudo recomendaria que as medidas para garantir o acesso à água fossem orientadas pela ideia do direito fundamental e não pela ideia da necessidade básica.

Apesar disso, desde a década de 1980, a onda neoliberal fez com que muitos países privatizassem os sistemas de água. As consequências foram desastrosas: as tarifas subiram mais de 20 por cento; o investimento na manutenção das infra-estruturas diminuiu; a qualidade da água piorou; as poucas multinacionais que controlam o mercado mundial, ao preferirem as empresas do seu grupo, levaram à falência as empresas municipais; houve conflitos violentos (por exemplo, na África do Sul) quando a empresa fechou as torneiras a quem não pagava as contas; foram denunciadas cláusulas danosas nos contratos, conflitos de interesses e corrupção. Perante isto, os cidadãos de muitos países e cidades organizaram-se para impedir a privatização ou para lutar contra ela. Ficou famosa «a guerra da água» em Cochabamba (2000); em vários países, as lutas populares mudaram as Constituições para garantir a água como bem público; iniciativas de cidadãos levaram à substituição das parcerias público-privadas por parcerias público-públicas (entre governos centrais, regionais e municipais).

Este movimento não se confinou ao mundo menos desenvolvido. Por toda a Europa cresce o movimento contra a privatização da água e ele é forte nos países que tutelam hoje a política portuguesa, a França e a Alemanha. Ao fim de 25 anos, Paris remunicipalizou a gestão da água em 1 de Janeiro de 2010. O mesmo se passou com Grenoble mobilizada pela inovadora associação Eau Secours. Na Alemanha numerosas cidades estão a remunicipalizar a gestão da água, e Berlim não quer esperar por 2008 para terminar a concessão à multinacional francesa Veolia.

Por tudo isto, o mercado da água entrou em refluxo. Assim se explica que a privatização da água não conste do menu de privatizações da troika. Não é a primeira vez nem será a última que uma política considerada inovadora pelo governo português, é, de facto, uma política anacrónica, fora de tempo.

Mas como a cartilha deste governo tem uma lógica temporal muito própria (varrer da memória dos portugueses o 25 de Abril e o Estado Social que ele promoveu) não é de esperar que ele se envergonhe do seu anacronismo. Só os portugueses o poderão travar através de lutas de democracia directa e participativa, tais como protestos, organizações cívicas, petições, referendos, e da litigação judicial. Para eles, sim, será importante saber que a luta contra a privatização da água tem tido uma elevada taxa de êxito. O grupo Águas de Portugal não é um bom exemplo de gestão mas a solução não é privatizá-lo; é refundá-lo.
In Visão de 4 de Agosto de 2011

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 13:00


O assistencialismo e os chás dançantes

por Luis Moreira, em 06.08.11

As pessoas têm o direito a uma vida digna, que é obrigação do estado facultar, no quadro de uma sociedade solidária. Não é uma esmola é um direito . Como diz o velho ditado Chinês, "é bem melhor dar-lhe uma cana e ensiná-lo a pescar" do que presenteá-lo com peixe. A diferença é que quem sabe pescar pode desenvolver uma vida digna para toda a vida e não depender da boa ou má vontade do estado.

Esta visão choca frontalmente, com o "assistencialismo" que é qualquer coisa a que ninguém está obrigado e depende da maior ou menor generosidade dos seus semelhantes. E, já agora, das receitas maiores ou menores que se obtêm nos chás dançantes de caridade. Isto sim, é uma indignidade que humilha quem recebe e quem dá.

Nos últimos dias perante as situações de desespero a que muitas famílias estão votadas, tem-se assistido a um incremento de programas de ajuda alimentar, habitacional e medicamentosa que, tem o seu ponto mais alto no programa de "ajuda social " hoje anunciada pelo ministro dos Assuntos Sociais.

Certa esquerda, de forma compungida, logo veio a terreiro manifestar-se contra a "caridadezinha" pugnando por programas assentes no direito das pessoas serem ajudadas. Esquecem, todavia, que quem tem a "barriga cheia de fome" não pode esperar que os programas laboratorialmente preparados cheguem ao seu destino, com o cortejo de burocracia e de  estruturas que guardam para si grande parte do que se disponibiliza.

Compreendo muito bem (embora por principio esteja contra a "caridadezinha) que em "tempo de guerra não se limpam armas" e que é necessário utilizar as estruturas que conhecem o terreno, que estão perto dos problemas e se avance a todo o vapor. E, compreendo também, que o que sobra, o desperdício, seja tratado com todas as condições de higiene e segurança e que se utilize nos casos de miséria, muita dela envergonhada, que necessita, agora, hoje, de ajuda.

Os que se sentem  pouco à vontade em ver os seus semelhantes nestas condições, são os mesmos que há pelo menos trinta anos fazem parte da classe política que levou o país ao estado vergonhoso em que estamos.

Esse, estado, sim, devia envergonhar-nos!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 11:00

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 02:22


Meritíssimo,

por Rogério Costa Pereira, em 06.08.11

Lá estive, hoje, à hora por marcada. A mui douta sentença de insolvência dizia algo como isto: “Assembleia de Credores, 5 de Agosto, 14 horas”. E lá cheguei eu, eu e os demais, à hora marcada. Gastei 120 km de gasóleo, que o meu cliente terá de pagar. Houve quem gastasse mais, vieram de partes mais longínquas; houve quem gastasse menos. Mas todos os presentes gastaram tempo e, como vexa saberá, tempo é dinheiro.

Às 14h15, vieram informar-nos que desconheciam o paradeiro de vexa – assim mesmo −, que estaria algures entre as três comarcas que o turno lhe exige. Lamento que os turnos em férias judiciais exijam a vexa uma espécie de dom da ubiquidade – e dou de barato que assim foi e que vexa não é uma espécie de deus menor, daqueles munidos dos pequenos poderes que enxameiam este nosso Portugal, incapaz de avisar que não vai poder estar presente.

Entre Advogados e Administrador de Insolvência, decidimos aguardar mais meia-hora, dando tempo a vexa que lograsse a boa-fortuna de ter rede (aquela coisa que faz trabalhar os telefones móveis), algures entre as deslocações que o sistema (esse romeiro em contramão) lhe demanda.

Às 14h45, a melhor perspectiva que tínhamos era a de que vexa estivesse a caminho de uma comarca limítrofe, prestes a atarefar-se com alguma urgência de última hora; coisa imperativa que impedia vexa de pegar num telemóvel e de mandar dizer-nos algo como: “ide em paz, lamento imenso, mas vamos ter de adiar isto”.

Nada disto sucedeu, pelo que tivemos de ditar para a acta a realidade do sucedido. Em suma, tendo em conta a falta de rede entre o telemóvel de vexa e o resto do mundo, e considerando que tínhamos mais que fazer, resolvemos ousar lavrar a nossa impossibilidade de esperar mais por boas-novas acerca da saúde de vexa e do m.mo telemóvel que o serve.

Despeço-me agora, com o desejo de que tudo esteja bem, de que nada de grave lhe tenha acontecido, e de daqui a 2 meses ou coisa que o valha, estejamos finalmente a decidir o futuro daquela pessoa a quem a má-fortuna atentou. Não será vexa a estar presente, bem sei, que entretanto acabam-se as férias judiciais, e o titular do processo lá tomará conta da ocorrência.

Todos os presentes se ausentaram, pois, do Tribunal; todos bastante aflitos pelo insólito atraso e pela gravidade que o dito podia encerrar, não pelo dinheiro necessário para as novas publicações em Diário da Republica – o Estado lá pagará a rodada −, não pelo tempo precioso que perdemos (faço amanhã, o que azar de vexa, “derivado” à falta de rede, com o devido respeito e muito respeitosamente, não me deixou fazer hoje − aquelas horas eram realmente horas preciosas, se gastas a trabalhar na encomenda das 14h ou noutros assuntos).

Espero que tudo esteja bem e que o despacho de vexa, assim o tempo lhe permita lavrá-lo, justifique cabalmente − desculpe vexa a ousadia − a razão de eu e outros termos gasto tempo e dinheiro a ir ao encontro agendado com vexa. Ao encontro a que vexa faltou. Estou certo que a justificação me será suficiente e que me fará maldizer a má-fortuna da fraca cobertura da rede de telemóvel que assola este país.

Espero, pacientemente, o deferimento de vexa, pois. É que, apesar de apenas me abeirar dos 40 anos, cada vez me vai faltando mais a paciência para aturar as faltas de respeito a que o Estado obriga vexas a perpetrarem, pelos fracos meios de comunicação que coloca ao dispor de vexas. Perdoe-me agora, vexa, o aparte, mas há inúmeros colegas seus que já mudaram de rede, o que lhes possibilita estar a horas, o lamentar o atraso, o avisar previamente – a tempo de eu não despejar gasóleo não-agrícola no depósito ­− que a diligência não se vai realizar. Tivesse a rede do telemóvel de vexa permitido comunicar ao tribunal que vexa se encontrava a caminho e ainda agora por lá me encontraria à espera.

Tenho imenso respeito e obedeço de forma quase irracional às redes de telemóvel que se dão ao respeito.

Amanhã, Sábado, por causa da rede que faltou a vexa (e que eu, humildemente, respeito e compreendo), lá estarei no escritório a repor as horas que hoje me escassearam. Se eu sonhasse que por isso não foi (por causa da rede que falhou), que não foi esse o motivo, aqui estaria a acrescentar um éme ao vexa de que tanto abusei. Não é o caso, que bem sei que vexas não vexam.

E.D.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 01:59


A adiada morte da pena capital

por António Leal Salvado, em 06.08.11

Sean Sellers tinha 16 anos quando matou a mãe e o companheiro desta, por motivos e em circunstâncias que praticamente nada interessam à discussão – porque se desde logo a morte é sempre sinistra, a morte provocada é sempre tenebrosa e absurda, e a morte por negação da primordial fonte da vida do próprio assassino uma aberração só explicável pelo inexplicável mistério da loucura.

O Estado de Oklahoma, onde o jovem Sean nasceu, viveu, fez morrer e morreu por injeção sentenciada pelo sistema judicial, foi dez anos depois visitado por uma equipa de reportagem europeia que foi procurar o significado, a ressonância e a memória daqueles que estiveram por perto da condenação à pena capital de um menor: famílias das vítimas e do homicida, magistrados, executores e guardas do corredor da morte, comunidade local. Os jornalistas colecionaram um advogado desiludido com o seu Estado, um pastor que não aguentou a missão de acompanhar os últimos dias de sentenciados a morrer, e uma série de pessoas, incluindo familiares das vítimas, carcereiros e carrascos, com vidas tristes, pesadelos noturnos, consciências em remorso. Só o acusador público, conhecido por implacável arauto da pena de morte, manteve a convicção de que a crueldade da medida é necessária á dissuasão dos criminosos – mas reconhece que a violência não diminui nos estados com pena capital e, significantemente, quando questionado se entende o Deus que tanto venera como apoiante da pena da morte disse apenas “não quero responder a essa pergunta”.

Assistir a um documentário destes, começa-se com interesse e termina-se com angústia. Pela memória dos casos – que não têm sido poucos – de descoberta de provas supervenientes que vêm inutilmente ilibar quem já foi injustamente sentenciado e enterrado, pela abdicação de regeneração do ser vivo mais capaz de aprender 

a redenção, pela desistência de crer que a Natureza fornece reequilíbrios para todos os desequilíbrios, pela arrogância de se resolver pela violência a dúvida sobre as causas e as naturezas do pacifismo – e, acima de tudo, pela inquietante aceitação de que a inteligência e a vontade humanas podem decidir de tudo, mesmo da própria vida humana, mesmo do próprio sentido, valor e profundo conteúdo da existência de qualquer homem.

O tema está rodeado de uma imensidão de perguntas que o mundo não faz, ou que faz muito pouco – quiçá pela evidência da falta de respostas assimiláveis pela consciência e pela alma humanas.

Talvez algumas delas tenham algo que ver com o facto de as sociedades mais persistentes na manutenção da pena de morte serem coincidentemente as que mais afirmam o individualismo e a imposição do respeito da vontade individual até ao absoluto – até ao absurdo – incluindo o primado da competição como factor omnipotente de todos os equilíbrios sociais, incluindo a crença quase religiosa de que o Estado, a comunidade, o coletivo, são entidades obsoletas, ineficazes ou desprezíveis.

Talvez algumas dessas questões tenham relação com o facto de nações como a portuguesa, pouco pragmáticas e economicistas mas muito tolerantes e gregárias, se terem lançado no pioneirismo da abolição da pena capital ainda no século XIX.

Talvez a mais pragmática mas sensata resposta a essas questões seja aquela que sobre a condenação de Sean Sellers deu o dirigente espiritual da sua comunidade: “a única razão por que existe pena de morte é a necessidade que o ser humano tem de impor castigo ao seu semelhante”.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 01:27


página facebook da pegadatwitter da pegadaemail da pegada



Comentários recentes

  • mariamemenez

    BEM-VINDO: O EMPRÉSTIMO ONLINE ENTRE PESSOAS GRAVE...

  • Endre

    Você quer pedir dinheiro emprestado? se sim, entre...

  • Endre

    Você quer pedir dinheiro emprestado? se sim, entre...

  • Endre

    Você quer pedir dinheiro emprestado? se sim, entre...

  • DAVID

    Saudações da temporada, eu sou David e sou um hack...

  • Welty Jeffrey

    MARTINS HACKERS have special cash HACKED ATM CARDS...

  • sandra

    I wanna say a very big thank you to dr agbadudu fo...

  • DAVID

    Olá senhoras e senhores!O ano está acabando e esta...

  • Maria

    God is great i never thought i could ever get loan...

  • edwin roberto

    I am Edwin Roberto and a construction engineer by ...


Arquivo

  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2013
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2012
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2011
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2010
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2009
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2008
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D

Pesquisar

Pesquisar no Blog  



subscrever feeds