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presente contínuo

por António Leal Salvado, em 01.08.11
No dia 1 de Agosto de 1997 morreu o pianista Sviatoslav Richter.
Nome estranho, o deste ucraniano, filho de uma russa e um alemão. Mas a verdade é que quem gosta de ouvir piano, de olhar as montras de grandes discotecas, ou ler revistas musicais, ainda que seja só a capa, dificilmente fala de piano sem falar de Sviatoslav Richter.
Os pais quiseram que ele aprendesse piano… embora não estivessem certos do seu talento. Ele aprendeu com facilidade, mas o instrumento que mais o apaixonava era a voz – e fez-se pianista acompanhador na Ópera de Odessa. Tinha então 15 anos.
Depois, o célebre Prof. Heinrich Neuhaus desanimou com a indisciplina e a irreverência dele no Conservatório de Moscovo. Mas Sviatoslav ganhou todos os primeiros prémios de piano.
Aos 25 anos deu o seu primeiro concerto público. Um tremendo sucesso.
Lançou-se a fazer leituras completamente novas das partituras mais difíceis para piano. Deixou o mundo boquiaberto.
Ao piano, tocava com intensidade, com sinceridade, com liberdade de interpretação, com virtuosismo.
Logo a seguir, o exército soviético, suspeitando da origem alemã da família, fuzilou o seu pai. 5 anos depois, o governo soviético conferiu-lhe o Prémio Staline. E logo a seguir o título de Artista do Povo.
Tocou piano durante 60 anos. Tocou tudo, tocou todos os compositores, tocou em todos os palcos e em todos os estúdios. Quando morreu, faz hoje 14 anos, disseram dele que nunca se tinha ouvido ninguém tocar assim.
Talvez isto fosse um exagero. Mas ninguém que goste de ouvir piano, de olhar as montras de grandes discotecas ou ler revistas musicais (mesmo que seja só a capa) ignora o nome do pianista Sviatoslav Richter.
 
*
Uma gravação histórica:
Triplo Concerto, em Dó Maior, para Violino, Violoncelo e Piano, de Beethoven
Orquestra Estatal de Moscovo, dirigida pelo Maestro Kiril Kondrashin
Violinista David Oistrakh; Violoncelista Mstislav Rostropovich; Pianista Sviatoslav Richter

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publicado às 23:55

No porto de Amsterdã
Há marinheiros que cantam
Sobre os sonhos que os assombram
Ao redor de Amsterdã
No porto de Amsterdã
Há marinheiros que dormem
Como as bandeiras penduradas
Ao longo das margens escuras
No porto de Amsterdã
Há marinheiros que morrem
Cheios de cervejas e dramas
Às primeiras luzes do dia
Mas no porto de Amsterdã
Há marinheiros que nascem
No espesso calor
Dos fracos oceanos

 

No porto de Amsterdã
Há marinheiros que comem
Sobre toalhas também brancas
De peixes gotejantes
Eles mostram os dentes
Que mastigam o destino
Que engolem a lua
Uma baforada de caras
E cheira a bacalhau
Diretamente no coração das batatas fritas
Que suas grandes mãos convidam
A retornar uma vez mais
Então, levantam-se a rir
Com um ruído de tempestade
Fecham suas braguilhas
E partem arrotando

 

No porto de Amsterdã
Há marinheiros que dançam
Esfregando suas barrigas
Nas barrigas das mulheres
Eles giram e eles dançam
Como os sóis cuspiram
Ao som rasgado
De um acordeão rançoso
Eles torcem o pescoço
Para melhor se ouvirem rindo
Até que, de repente
O acordeão morre
Em seguida, o gesto grave
Em seguida, o olhar orgulhoso
Eles trazem suas batavas
À plena luz

 

No porto de Amsterdã
Há marinheiros que bebem
E que bebem e bebem
E que bebem outra vez
Eles bebem à saúde
Das putas de Amsterdã
De Hamburgo ou de outro lugar
Ao fim, bebem às moças
Que dão a eles seus belos corpos
Que dão sua virtude
Por um pedaço de ouro
E quando eles estão bem bêbados
Levantam seus rostos para o céu
Assoam os narizes nas estrelas
E eles urinam como eu choro
Sobre as mulheres infiéis
No porto de Amsterdã
No porto de Amsterdã

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publicado às 23:45


A tolerância dos outros...

por Luis Moreira, em 01.08.11

Não sei se foi na Noruega mas sei que foi num dos países nórdicos. Vi o que aqui se conta quanto ao tratamento dos imigrantes hispânicos ( o meu caso) e o de uma cidadã africana. Após terem passado todos os louros e de olhos azuis sem qualquer revista quiseram-me revistar. Neguei-me! Disse-lhes, "ou me tratam como os anteriores que já entraram no país, ou não saio daqui, e apanho o avião de volta logo que possível."

Hesitaram e mandaram-me esperar. Voltaram-se para a mulher negra a quem humilharam de forma revoltante. Eu acabei por entrar sem mais problemas.

Um sobrinho meu, estudou em Lemper (julgo que é assim que se escreve) cidade universitária Finlandesa. Conta vários episódios de racismo de que foi vítima ( e ele é louro e branco embora não tenha olhos azuis).

Tudo isso é verdade.

Mas também vi as cidades cheias de negros e Italianos com as suas pequenas mercearias e restaurantes a vender pizas, completamente integrados.E, vi muçulmanos com as suas vestes a passearem na rua sem qualquer problema.

Como se sabe, nos países árabes é bem pior, como ainda o é nos países da antiga União Soviética, ou na China ( um polícia e um militar por habitante, passe o exagero) e em muitos países "onde se celebram "manhãs que cantam".

O ser humano é o ser humano ! Uma vez vi, a sair da Rússia, uma mulher que tinha um capachinho, (por ter perdido o cabelo a curar o cancro da mama), a ser tratada de maneira abominável por uma vaca comunista. Porquê? Não estava parecida com a foto do passaporte! Era a minha mulher!

Só estamos todos mais chocados porque o que aconteceu, aconteceu onde menos esperávamos!É verdade que o capitalismo trás competição desenfreada e ganância, mas também é verdade que o comunismo não trouxe o homem novo!

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publicado às 23:00


Tome-se um homem, feito de nada, como nós

por António Leal Salvado, em 01.08.11
A inteligência e a capacidade criadora dos homens vem de antes dos mercados financeiros. Vem de tempos em que ao ser humano e às suas comunidades se colocavam problemas muito maiores que hoje – questões de sobrevivência, de progresso, ou simplesmente de ânsia de superação dos limites impostos pela vida. Vieram as uniões económicas, e monetárias e políticas – e a inteligência humana não parou. Suspeito que muitas vezes nem quis saber delas.
Um dia, desaparecerão as agências de rating, serão dominados os lobbies financeiros, extinguir-se-ão as uniões políticas que sejam falsas uniões, morrerão os ricos com a mesma idade em que morrerem os pobres – ou, quem sabe?, deixarão todos de morrer. E a inteligência humana, com a capacidade criadora que é sua irmã gémea, continuará a solucionar os problemas, mesmo os maiores – como se todos fossem coisas muito simples e pequenas, comparados com a dimensão do Homem.

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publicado às 21:30


Lições da troika (a brincar, a brincar...)

por António Leal Salvado, em 01.08.11

Fernando Gonçalves, inventor multi-premiado no estrangeiro e desprezado na insignificância da sua cidade, lançou o ‘anúncio’ no Facebook, com a imagem do edifício pombalino que hoje é de dos Paços do Concelho:
“Com boa localização, óptimas vistas, lista de clientes certinhos, com passivo ‘pequerrucho’. Motivo: Não poder estar à testa do negócio.”

Em menos de nada, aparece um comentário:
O Dr. José Eduardo pediu-me, em nome de sua filha, para pedir esclarecimentos: 1) O Estado está disposto a doar seis vezes o valor que for oferecido? 2) O Estado põe na rua 750 pessoas que lá estejam empregadas? 3) O Estado garante que o valor da compra possa ser recuperado em apenas meio ano de actividade?
Se as respostas forem afirmativas...

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publicado às 20:51


descontextualizar

por n, em 01.08.11

O Gaitán diz que o grupo está forte e o Benfica vende Roberto por 8,6 milhões de euros.

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publicado às 20:22


A Social Democracia Europeia em colapso?-

por Luis Moreira, em 01.08.11

Entre o liberalismo americano e a ditadura soviética cresceu o mais extraordinário feito social do homem. A Social Democracia!

"Depois de Tony Blair, que levou a internacional socialista para o pântano, não se vislumbra saída da crise. É preciso colocar a política no posto de comando a dirigir a economia". Isto só será feito voltando aos principios da Liberdade e da solidariedade, com mais democracia. Isto é, voltar à social democracia, com uma economia social de mercado devidamente regulada pelos estados. Não há alternativa!

" Nessa altura, a Europa ganhava pujança económica e força política estratégica renascendo das cinzas da Segunda Guerra Mundial como um modelo social alternativo, a meio caminho entre o estatismo soviético e o liberalismo americano, assente principalmente no peso político e nas receitas ideológicas da social-democracia europeia. A Europa democrática lavara-se das suas devassas colonialistas e imperialistas e assumira-se como paladina da democracia, da solidariedade, e do Estado promotor do bem-estar social. Homens como Willy Brandt, Olof Palme, Helmut Schmidt, Jacques Delors, Mitterrand ou Mário Soares, entre outros, protagonizaram este projecto europeu. "

Quem antes desta crise acreditava de boa fé, numa alternativa política, está na hora de abrir os olhos à realidade e apoiar o modelo político e social que por mais tempo sustentou, a um nível de qualidade de vida, nunca visto, milhões de pessoas.

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publicado às 20:00

As remessas dos emigrantes continuam a ser uma botija de oxigénio para o país que não soube dar-lhes uma oportunidade de vida decente.

"José Cesário sublinhou que a importância dos emigrantes para o país "ultrapassa o plano económico". Mas sublinhou que, para além desta injecção directa de dinheiro na economia portuguesa, os emigrantes protagonizam, cada vez mais, "um investimento enorme no país" em vários sectores, como o imobiliário e o turismo."

Seguindo a linguagem dos negócios, o secretário de Estado disse ainda que "o primeiro activo" de Portugal no estrangeiro são "os portugueses", fazendo referência ao facto de o país ter quase cinco milhões de cidadãos espalhados pelo mundo. "É isso que nos dá dimensão a nível mundial" reconheceu José Cesário.

O secretário de Estado comentou ainda o facto de muitas comunidades portuguesas serem já constituídas por pessoas que nasceram fora do país, entre os quais "empresários com uma dimensão idêntica aquela que têm aqueles que nasceram ao seu lado, nos países onde estão." Segundo o governante , esta é uma dimensão "que é preciso compreender e aproveitar".

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publicado às 18:00

Todos têm direito ao benefício da dúvida. Até um governo fabricado por Cavaco Silva, que soube dramatizar a crise, conspirar contra o mandato, o país e o povo que fez dele presidente da república, liderar a campanha eleitoral e assumir o papel de chairman da agência publicitária que tenta seduzir 9,9 milhões a irem para a agricultura para os outros 100 mil poderem continuar na praia.

Quem, sendo bom e genuíno português, levou o benefício da dúvida além daí e apesar disso, estremeceu quando Cavaco, o arregimentador das massas “à rasca” para se revoltarem na rua contra o Governo de Portugal, apareceu com aquele ar grave e kitsch que o caracteriza, a dizer às mesmas massas e ás demais que afinal é preciso, imperioso e urgente é comer, calar e dar vivas ao casal Coelho-Portas (ele afiança que é mesmo um casal, o centro de uma família perfeita – cujo padrinho se dispensou de citar, por questão de redundância e modéstia.

Ainda o estremecimento não era muito diferente de um ataque epilético, veio o “onze” inicial da Caixa Geral de Depósitos (dos depósitos, melhor falando). O senhor professor doutor não precisou de argumentar – e não duvidamos de que o faria tão eloquente e brilhantemente como sempre. Deve ter pensado, no seu português Nokia (depois da invenção da escrita SMS, Nokia não é uma marca de telemóvel, é um candidato a PALOP) “isso eu nunca fiz, nem faço, nem ‘fazerei’” – isto, para o citarmos mais que ipsis verbis, ipsis literis. O ‘onze’ ainda não entrou em campo – nem é para entrar, a bem dizer – e já a CGD prolongava o estremecimento popular num autêntico ataque tónico-clónico.

Já nem vale a pena lembrarmos a assalto ao subsídio de Natal – inevitabilidade para um verdadeiro cristão ou sacristão como aparenta ser Cavaco e como ele assevera que somos todos. Não vale a pena lembrar – que isso é mesmo para esquecer.

No serão deste domingo, ao mesmo tempo em que se desvendava que para comprar o BPN havia melhor que a tal proposta de 100 milhões (havia a segurança de 40 milhões, com mais de metade dos trabalhadores para o olho da rua e os 5 mil milhões dos contribuintes a terem o  

 

 

destino habitual), o marketing cavaquistanês enviou o adjunto do sr. prof. desfazer equívocos: rivalizando com o circo que na SIC Notícias faz brilhar o crespo cuspidor de fogo, o momento de publicidade ‘institucional’ de domingo à noite na TVI trouxe-nos o professor Marcelo a explicar, naquele seu insuspeito cariz de verdadeiro independente, que ninguém deve ter dúvidas da isenção, da ética e da prodigiosa mais-valia que são os “onze magníficos” da eficientíssima Caixa dos depósitos. Não há lá quem saiba de banca, mas também ninguém veja que existam favores, negócios conflituantes ou conflitos de interesses.

Que ninguém duvide disso. Nem sequer – e muito menos – com o Pedro, irmão do comentador independente, isento e (vade retro!) livre de conflitos de interesses.

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publicado às 16:56


Somos a ausência

por Adriano Pacheco, em 01.08.11

 

 

 

Somos feitos dessa ausência

Onde a luz se deflagra

Fica depois em permanência

No beco escuro da tua morada

 

Deixa-nos a força das palavras

O som das sílabas demoradas

Num tempo quase esquecido

Solto, sem rumo, sem sentido

 

Somos a geração do silêncio

Que explode fora do tempo

Somos a história da ausência

Prontos calados, penitentes

Agarrados ao sonho andando

Perdidos vamos caminhando

 

Mas é p’las rimas que nos tocas

Pela música que nos elevas

E no tempo que nos embalas

Deixas a pergunta inquieta

E depois te fechas e… te calas

 

 

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publicado às 15:00


BPN - os grandes negócios do Estado

por Luis Moreira, em 01.08.11

Após a camarilha que levou o banco à falência, com negócios fraudulentos, veio um governo que se apressou a nacionalizar os prejuízos.Agora temos outro governo que vende por 40 milhões de euros o banco, montante que não chega sequer para pagar as indemnizações aos 750 empregados que vão para o desemprego e que são encargo do estado segundo a comunicação de hoje.

"O ministério refere ainda que o "custo do Estado com o BPN, descontando do preço de venda, ascende nesta data a cerca de 2,4 mil milhões de euros".

João Semedo do BE diz: O deputado do Bloco de Esquerda João Semedo classificou hoje de "catástrofe para as contas públicas" a venda do BPN ao BIC.

Catástrofe é, mas quem dá mais? Dava o NEI ( núcleo de empresários investidores) mas pelos vistos não entra nas contas da "diplomacia económica" que Paulo Portas andou a vender em Angola e Brasil. É preciso não esquecer que vêm aí mais privatizações e é necessário chamar quem tem dinheiro fresco .

Grandes negócios !

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publicado às 13:20


Dicionário do neo-realismo português. *D*

por António Leal Salvado, em 01.08.11
Dar - verbo de significado desconhecido entre a classe política, em cuja actividade apenas aparece nas situações "dar prejuizo", "dar barraca" e "dar ordens".
Democracia - designação inventada pelos gregos no tempo de Cristo e que actualmente tem especial significado no dicionário, por ser o único lugar em que existe.
Direito - mal-estar que provoca a enxaqueca do dirigente autárquico.
Dormir - a actividade em que os políticos não praticam desonestidades, excepto quando sonham.
Drogado - estado biopsíquico de um político surpreendido a falar verdade.
*
Duelo - confronto eleitoral de dois presidenciáveis, um Alegre e um triste.
Dúvida - atitude filosófica cultivada pelos que amam a perfeição e a verdade, abominada pelos dirigentes políticos e desconhecida dos seus subordinados.

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publicado às 11:59


Alberto João - agarrem-me ou vou-me embora...

por Luis Moreira, em 01.08.11

Alberto João, faz esta cena há mais de trinta anos e outras parecidas que têm em comum serem uma espécie de chantagem. Independência para a Madeira é outra. O Álvaro, o que está ministro, num dos seus livros já escreveu que o melhor mesmo era dar a independência à Madeira, coisa que nenhum Madeirense aceitaria, principalmente os que antes da autonomia andavam a "vender retretes" e, hoje, são donos de várias empresas e ganham todos os concursos públicos .

Isto tudo, agora, e não depois nem antes, porque a "crise" vai cortar no orçamento e o Alberto João deve muito dinheiro e ainda tem meio Funchal para pôr de pé.  O que ele quer está aqui: "No seu habitual tom acusatório, Alberto João Jardim deixou ainda um recado para os socialistas a quem acusou de terem “roubado” a Madeira em cerca de mil milhões de euros em seis anos de governação."

Nós os "cubanos do continente" é que pagamos tudo!

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publicado às 10:00


Hora de dizer basta

por Rogério Costa Pereira, em 01.08.11

Alberto João Jardim

 

Se Passos Coelho nada fizer, se Passos Coelho nada disser, as conclusões são óbvias, ou não fosse o indivíduo da imagem o líder regional do partido que Passos Coelho encabeça a nível nacional. Se o Primeiro Ministro nada fizer é porque não vê nada de censurável no gesto (aqui, não há cinzentos!, ou é preto ou é branco). É capaz de já ser hora de o PSD (falo do nacional, que a outra coisa não será exactamente um partido) se definir, ainda que isso implique perder as eleições na Madeira. Não vale tudo, não pode valer tudo. Quanto ao tipo da imagem, de pirete em punho, para além de asseverar que não tornarei a pôr os pés na Madeira enquanto o seu eterno "mandato" não teminar, apenas lhe digo na única linguagem que ele domina: "pá!, mete-o no cu!". Já chega!

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publicado às 00:33


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