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Realiza-se hoje (finalmente), às 20.30, o merecido jogo de homenagem a Iordanov. É o jogo de homenagem mais estranho de sempre, ou não tivesse quem homenageia sido obrigado a realizá-lo. Atitudes como estam marcam negativamente o Sporting e representam a sua exacta negação. O Sporting — O Sporting! — indepentendemente das razões jurídicas que lhe pudessem assistir, não se recusaria a prestar homenagem a um dos seus jogadores mais queridos e carismáticos. Por falar em jogadores queridos e carismáticos, Acosta também vai estar presente. Os gatinhos que por agora lá andam a arranhar estofos que aproveitem para aprender alguma coisa.

O PS está claramente a pôr-se a jeito para apoiar Alegre. Parece que não tem outro remédio, que o que não tem remédio remediado está. Como não acredito em remedeios — não me guio por eles —, como o discurso de ontem me pareceu ele próprio um remedeio, uma tentativa de branqueamento do passado — a inexistência, artificial, de uma palavra crítica para a governação de Sócrates fala por si —, Alegre consolida-se como uma armadilha demasiado óbvia. Trata-se, pois, de um candidato apoiado pelo Bloco, que se tenta agora encostar ao PS, chamando-o de seu partido, isto depois de anos passados a pregar pregos nas tábuas daquele de caixão. Não acho que o papel de um presidente seja facilitar a vida dos Governos, mas também entendo que um Presidente deve fazer tudo para não a dificultar só porque sim. Com Alegre na presidência teríamos, não se iludam, um presidente do Bloco de Esquerda, com tudo o que isso significa — só a ideia arrepia. O passado demonstra que, neste momento, Alegre está mais próximo do Bloco do que do PS. Se eu votasse em tal produto, isso significaria uma de duas coisas: ou que tinha enlouquecido ou que estava pronto a engolir um sapo para não ver Cavaco de novo em Belém. Como ainda reconheço as minhas loucuras, ao ponto de ainda não as ver de papel passado, e como não como tudo o que me põem à frente, obviamente não votarei em Alegre. Como não voto em Cavaco — não costumo meter o pé duas vezes na mesma argola —, como Fernando Nobre se afasta a cada palavra, parece-me mais ou menos óbvio o caminho que tomarei.
Que com isso estou a votar em Cavaco por omissão, poderei argumentar. Até pode ser, concedo e lamento. Lamento mais do que se possa imaginar, mas não posso votar Alegre. É uma questão de pele.
Já escrevi aqui e noutros textos, como a propósito do RSI, exemplos do que não suporto - é esse o verbo - na direita populista.
Vivo mal com a demagogia, vivo mal com a cedência a uma rapidinha na subida de intenções de votos à custa do atropelamento da ética, de princípios básicos como o de respeito por um correcto esclarecimento do eleitorado - e não o do aproveitamento da confusão lançada sobre o mesmo- , pelos princípios da igualdade, da justiça ou por uma simples postura de decência.
O estafado caso de Inês de Medeiros fez muito barulho, muito, daquele barulho que se faz de propósito e com maldade a ver se se atinge a sensibilidade de quem anda, justamente, atento aos gastos que se fazem dos dinheiros dos contribuintes.
A montanha pariu um rato e, depois de calúnias, de confusões intencionais entre onde se vive e onde se vota, tudo irrelevante para o caso, que era omisso, o caso de uma Deputada de bem, que nunca pediu nada, que ouviu de mais de quem não deveria ter ouvido nada, se esse gente soubesse calar a boca antes de se informar, que talvez tenha ouvido de menos de quem deveria ter falado há mais tempo, surge a única coisa que está prevista: uma decisão fundamentada num parecer jurídico.
Eu hoje nem faço links. Lembro-me de não agradar a gente ignorante que o Direito tenha decidido o caso omisso, preenchido uma lacuna, com base em princípios constitucionais, como o da igualdade das condições de trabalho dos Deputados, com um critério razoável de analogia com os arquipélagos, sendo a distância remanescente paga pela Deputada, mas a tal gentinha ignorante perguntava, maldosa: para que serve um jurista? Diziam que isto de um parecer valer só para o caso de Inês de Medeiros, um parecer apadrinhado por Jaime Gama - esse grande oráculo desde a primeira hora da Deputada -, era coisa muito estranha. Estranho é que cidadãos que escrevem em jornais e vivem no mesmo mundo que eu ainda não se tenham apercebido que um jurista serve para isso mesmo: para, perante um caso, dar uma solução para esse caso, com um parecer, o qual, se for sancionado por quem de direito, naturalmente não serve de precedente para outros casos. Qual é o espanto? E quando um juiz decide um caso? A sua sentença vale para outro caso? Pois é. Jaime Gama foi confrontado com uma situação peculiar: uma Deputada eleita pelo círculo de Lisboa, mas com residência, família e tal, em França. Há princípios que não me apetece repetir agora que explicam, sem alarme algum, antes com muita justiça, que Inês de Medeiros tenha uma situação algo análoga aos Deputados eleitos por círculos fora de lisboa, mas adiante, só não entende isto quem não quer.
O problema é que a confusão foi tanta, a mentira foi tão impune, a calúnia espalhou-se como agora é de bom tom, a desinformação sobre o caso escreveu-se em tantas linhas, que em época de crise, foi fácil aos artifícies da demagogia cozinnharem a frase de rua: com que então a tal da Medeiros veio para cá de propósito para a gente lhe pagar uma fortuna em viagens, não é? Uma vergonha.
Mas a montanha pariu um rato. A Deputada explicou-se. Claramente. Apelando à boa imagem do Parlamento que escolheu servir. Jaime Gama decidiu.
Queriam calma, com tantos problemas que o país tem para enfrentar?
Como perder a oportunidade de fazer eco e mais eco daquela frase de rua e dar uma queca demagógica no voto popular?
Gostava muito de ver Paulo Portas, assim como quando fala olhos nos olhos com os portugueses, "com toda a frontalidade", olhar olhos nos olhos para a Inês de Medeiros e explicar-llhe isto, dizendo, sem, lá, que é a "bem da Nação".
Com muita pena minha, parece que a Deputada preferiu sacrificar os seus direitos para que, por culpa da direita popuilsta que eu não suporto, se pare, de uma vez por todas, à sua conta, de desprestigiar o Parlamento.
Eu sei quem não deveria dormir bem hoje de noite.
Leia o Acórdão aqui.

Tenho este post reservado desde antes do jogo de ontem. Passo a explicar: escrevo este post no Sábado e deixo-o agendado para Segunda-feira de manhã, com a certeza de que as palavras que aqui deixo em título encontrarão justificação na vitória de 1-0 (Golo de Luisão) que o Benfica ontem foi arrancar ao Dragão (adivinhei, certo?), assim demonstrando que é um justo vencedor do campeonato. Assim o prova, de resto, a forma comovente como o golo que marcou foi aplaudido pelos próprios adeptos do Porto e até em Alvalade. O próximo Domingo será, pois, apenas de festa tranquila e merecida, afastada a imperiosa necessidade de pontuar. Resta-nos deste campeonato a imagem dum Benfica de classe, com adeptos de classe que mostraram que, mais que saber perder, sabem ganhar. Assim se distingue o benfiquista na multidão: pelo requinte nas palavras e nos actos. Outros, colocados na mesma situação, teriam começado a comemorar o campeonato na pré-época e daí em diante a atazanar o juízo aos adversários. Por tudo, este Benfica, tão superior — no futebol jogado e no futebol discutido —, não merecia ir para a última jornada carecido de pontos. Com os nervos à flor da pele, pernas a falhar, suores frios. Todos sabemos o que isso faz a um só homem, multiplicado por 11, então, não auguraria nada de bom. Nada disso aconteceu e ainda bem. Parabéns.
PS - Em boa hora reservaram a Boavista, o Marquês, o facebook. Foi bonita a festa, pá!
Não envelhece quem envelhece ao nosso lado, respondeu um dia o meu pai a quem lhe perguntava acerca do como de tantos anos ao pé de ti. São quarenta e um a ditarem uma declaração do amor que tu espalhas à tua volta e que me sustenta há trinta e quatro.
Num parágrafo, já escrevi quarenta e um e há escrevi trinta e quatro, unidades de tempo, mas poderia ter escrito unidades de tempo como a semana passada ou o dia de ontem ou aquele ano em que me doía o corpo ou aquele telefonema que começou no meu choro e acabou no teu sorriso sempre de esperança ou, melhor, de força, de tanta força, refeito na minha cara finalmente seca.
O Cabo da Roca é o mistério da beleza sem par e só de aparente perigo, por isso mesmo, porque aquela ventania é uma montanha imemorial de vozes sábias, é assim que me surge, quando lá vou porque sim, não preciso de dizer a ninguém, não tenho medo do que parece, apenas parece um abismo, porque encosto o meu corpo ao limite da Europa e descanso o olhar no único elemento que me rouba à introspecção, esse mar que só tão tarde descobri não acabar na linha no horizonte, por isso eterno, calmo quando quer, revolto quando tem de ser, revolto, mas sem me transmitir medo algum, antes mensagens, avisos tantos, que me dizem quando devo esperar em silêncio, quando devo gritar até que uma rocha se parta, quando devo procurar uma luz no nevoeiro, ou mesmo quando devo ignorar este último, porque há o outro, sempre o outro, e nem a cegueira de uma parede opaca nos pode fazer hesitar nos passos.
Tu, sardenta, com o toque irlandês do teu pai, foste sempre o meu Cabo da Roca. Há uns anos escrevi-te: o meu cabo da roca.
Quando te pergunto como é possível perder tanta gente pela vida e não cair numa cama, como nós, não te dares ao direito de deprimir, não morreres por uns tempos, como é possível essa sensibilidade militante de te doer tudo, a tua dor e a dos outros, a tua empatia sem igual, numa viagem até ao dia do teu nascimento, e ainda assim não te tremerem as pernas, porque a vida segue, há sempre que tratar dos que ficam, dos tais que precisam de se deixar morrer por uns tempos, dos que não aguentam a tragédia do que não vem casado com a palavra anunciado, dizes apenas, num sorriso, que estou a disparatar, porque cada um nasce como nasce e não está em ti passar por mais do que chorar o que tens a chorar de noite e acordar para fazer o que há a fazer.
Devias ter nos teus nomes alegria, emoção, loucura saudável, generosidade e força. E para mim tens. (Ó meu deus, e quando pegas num lápis, distraída e desenhas obras de arte; ó, meu deus, e quando alucinaste com um monte de barro e fizeste em seis horas o busto do pai e tiveste por razoável, quando o mesmo foi transformado em bronze, marcar uma consulta no dentista e, para horror deste, sacar da broca e corrigir o olho da tua obra espontânea!)
O meu Cabo da Roca, tu que choras com a arte e que tens princípios de ataques cardíacos com um jogo de futebol, tu que sabes, como um mapa minucioso, das minúsculas e enormes diferenças quotidianas das alegrias e dores de seis filhos e doze netos. Tu que sabes que a ventania, a calma, o nevoeiro, o abismo, têm sempre a sua beleza – não tenhas medo, dizes.
Hoje, tal como no tempo em que se disputava o lugar no sofá ao pé de ti depois do jantar, a minha mão e a tua face conhecem-se e reconhecem-se, tantos foram os anos de cumplicidade a aproximarem-se.
Obrigada, meu Cabo da Roca.
E não te esqueças do meu pedido infantil: tu até aos cem e eu até aos setenta.
«O secretário geral da CGTP-IN anunciou hoje a realização de uma grande manifestação nacional no dia 29 de maio em Lisboa, na sua intervenção no final das comemorações do 1º de Maio.» (DN)

O povo doutros tempos dizia que quem não se sente não é filho de boa gente. Hoje, porque parece mal e paga pior, faz diferente. Neste tempo sem luvas (e não me refiro às exigências do tempo morno, mas ao focinho do filho-da-puta onde aquelas assentam bem — o século da afronta é eterno), neste tempo onde a ressentida bengalada nos cornos está tipificada como crime, onde os padrinhos só estão licenciados para exercer a sua função no baptistério, parece que é de bom-tom fazer de conta que o passado não se faz presente. Que não aconteceu. O estupor que nos socou ontem (ou aos nossos) deve ser hoje obscurecido pelo sol nublado da gravata pública que nos estica a mão — assim como quem segue para bingo sem ter feito linha.
Quem assim se deixa obrigar — porque e como sói — transforma uma estrela jovem em buraco negro. A pata deixada ao ar é pois um dever cósmico. De regulação universal, quero dizer, que a morte duma estrela é coisa grave.
(para a Laura)
(também neste arquivo de coisas)

Adorava ter ido a Quarta-Feira num Sábado. Uma fralda suja e uma birra não mo permitiram.
Olá, sou Sergio Paula DA SILVA ASSUNCAO, apresento...
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