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publicado às 00:53


noah maradona kalina

por Rogério Costa Pereira, em 11.01.10


O mais certo é já não estar lá nada, mas o post chamava-se Está tudo bem e, mesmo que o maradona não saiba, era a versão portuguesa disto. Sem paciência para tirar fotos todos os dias, o maradona atirou-se de boca ao zoom da máquina. A verdade é que conseguiu representar numa só foto o seu passado, presente e futuro. O Noah precisou de 6 anos e uma centenas de fotos e não chegou nem perto de nos dar uma imagem do futuro que o espera, sendo que do presente só ele sabe. Fraquinho, Noah. O original é português e treina a selecção da Argentina.

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publicado às 23:50


And Homer Kalina Simpson

por Rogério Costa Pereira, em 11.01.10

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publicado às 21:05


Noah Kalina - diário fotográfico de uma vida*

por Rogério Costa Pereira, em 11.01.10


*"Everyday is a viral video produced by American photographer Noah Kalina. It features a fast montage of thousands of pictures of Kalina spanning over a period of six years all played sequentially."


 


Daqui a 6 anos falamos outra vez - o meu diário começa hoje. Ou mensário, para ser original. Anuário é mais rápido. Ou posso tirar uma agora e publicar.

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publicado às 21:04


I Gotta a Feeling que não chego a Junho

por Rogério Costa Pereira, em 11.01.10

I Gotta a Feeling que vão ocorrer suicídios em massa por causa desta coisa do I Gotta a Feeling que a selecção escolheu para hino. Ainda só estamos em Janeiro e a puta da canção já me provoca náuseas. Já tenho vontade de queimar todos os discos dos black eyed peas — não tenho nenhum, estou a pensar em comprá-los só para os poder morder. Ao ritmo a que a coisa vai, vou ter de deixar de ouvir rádio, ver só o canal Panda. E ainda só estamos em Janeiro. A coisa surge na rádio da forma mais inesperada e matreira possível, tipo a meio de um noticiário — às vezes, um gajo só repara quando já está a levar com ela. No outro dia, ia-me espetando contra uma parede ao tentar desligar o rádio. Foi na cozinha, mas também já me aconteceram cenas semelhantes na sala e até no carro. Neste caso, do carro, já conduzo só com a mão esquerda, a direita está sempre em cima do botão de desligar. Temo — assim de temer à séria — o dia em que a cena me apanhe no chuveiro (aconteceu-me um dia com os Delfins e andei a semana toda indisposto). Ando sempre em stress. É inevitável eu dar comigo um destes dias a trautear o pagode. Nesse dia vai haver bofetão. Já não ouço o Carlos Queiroz porque reparei que ele explica muitas vezes a razão da escolha da canção e a seguir tungas. E ainda só estamos em Janeiro. Haverá alguma hipótese de tratar o fenómeno assim como fizeram com a gripe A? Comunicados à população. Demissão do treinador. Um líquido? Olha, podemos não ir ao Mundial, dávamos o lugar aos irlandeses já ia com canção e tudo e se eles não gostassem (por estar na língua deles) trocávamos pelo cai neve em nova iorque, do José Cid já que toda a gente gosta tanto de neve. Este post não é mesmo para ter piada, temo o pior. Mesmo!

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publicado às 18:26


Alguém tem sal que me empreste?

por Rogério Costa Pereira, em 11.01.10


(esta foi tirada da varanda de minha casa por volta das sete da manhã. Lá ao fundo fica a Estrela)

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publicado às 16:49


Val,

por Rogério Costa Pereira, em 10.01.10


Pedi ao Rato (acederam, mas a minha conta vai ressentir-se) autorização para te dizer que estou prontinho para fazer uma religião à volta do Zé Manel e do Zé Pereira. Venham, pois, os crucifixos. Vamos reformular a coisa: a Taça e a final da Liga Europa. Está bem assim? Um violino já me chega e nunca o Pacheco vai ser tão adorado. Que digo?, meio violino e tens a aposta ganha - os zés serão a minha lua e o meu sol.

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publicado às 02:49


Há trinta e uns e trinta e uns

por Rogério Costa Pereira, em 09.01.10

Laura, também te estimo (para além do mais, temos uma charrette a unir-nos), mas isto dá razão à Isabel. E claro que se pode fazer humor com tudo, mas aquilo que linko não é humor, é uma declaração de princípios. Homofóbica e sem aparência de piada. Coisa da escola pegadiana, a tal que se se mascarou de referendo.

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publicado às 23:29

O dia seguinte

por Isabel Moreira, em 09.01.10

Ontem o meu computador estragou-se. Não me foi possível dizer isto: obrigada.  Não me foi possível dizer da minha felicidade.


Após uma hora ao telefone com um informático salvador, volto ao Jugular para dizer também que o dia 8 de Janeiro de 2010 foi o dia mais feliz e mais bonito da minha vida cívica.


A luta continua.

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publicado às 17:30


Não t'avergonhes c'a malta percebe

por Rogério Costa Pereira, em 09.01.10

"(...) zanguem-se agora a sério (...)", diz-nos (em mais uma das suas "coisas [não o desminto] da Sábado") José Pacheco Pereira, antes de uma tirada a armar ao pingarelho e após adiantar que o jugular (fala de outros dois blogues, mas esses não são comigo) é escrito "muitas vezes sob anonimato" e nele "pululam empregados do Governo". Não me zango, afiança este anónimo acima assinado − não vá o diabo tecê-las e este peixe morrer pela boca, que ainda um dia posso dar comigo na mesma situação: a necessitar de integrar os ataques a um qualquer blogue num projecto pontual de vida (ou vida pontual, sei lá). Desta vez, portanto, não ligarei por aí além aos “golpes de insultos e calúnias” de José Pacheco Pereira. Claro que este “não ligarei” não equivale a dizer que não venha a exigir explicações. Logo se vê como acordo um destes dias e encaro a "caterva de insultos".

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publicado às 00:16

Da natureza humana e da maturidade

por Isabel Moreira, em 07.01.10

Ontem estive até muito tarde ao telefone uma das pessoas mais importantes da minha vida. Quando eu nasci ela já tinha percorrido o mundo, já tinha acabado os estudos, já tinha sofrido a perseguição política, já tinha enterrado amigos, já tinha amado, já tinha sido abandonada, e eu estava a respirar pela primeira vez..


Essa pessoa brinca comigo, por eu ter nascido no dia, no mês e no ano em que foi aprovada a nossa Constituição democrática. A democracia é jovem, diz-se; então eu também sou, pois. Andamos a par e passo. O meu aniversário aparece todos os anos no jornal. Em todo o caso, dizíamos, são 33 anos, isto a propósito dos meus, e não dos da democracia, e há uma idade para tudo.


Aos vinte, quando precisamos desesperadamente do afecto de tudo o que mexe, perdoamos o impensável, somos pisados, cospem-nos em cima, esmurram-nos e depois ouvimos um desculpa lá e corremos que nem uns gatinhos assustados para o colo do afecto.


Mas há um tempo e uma idade para isso. Para esses compromissos que nos degradam. Acontece a quase toda gente, penso eu. Há um dia em que se diz: basta. Ofendem-nos, pisam-nos, caluniam-nos, mentem-nos cospem-nos em cima e nós viramos as costas. Pessoas que nos fazem coisas horríveis e que se agarram que nem uns taradinhos a uma falha nossa, uma, uma só, e só dela falam, esquecendo cinquenta episódios de violência, de mentira, de calúnia, de cobrança, de vitimização e de cobardia.


Ficam no cantinho de uma sala de malucos a pensar que terão o seu acontecimentozinho para a posteridade das conversas com terceiros ouvintes que desconhecerão a taradice da maldade daquele ser.


São os passivo-agressivos. É dessa gente que eu falava ontem. Gente muito perigosa. Apresentam-se como gente boa, honesta, calma, mas depois magoam, insultam, violentam, invejam e cobram.


Só há uma medida possível a tomar contra esses passivo-agressivos: cortar relações com eles.


Mas eles são tão obsessivos que certamente se dedicam, após o corte de relações, a tentar fazer parecer que foram eles que cortaram as relações connosco. Para eles, esse contencioso é importante.


Por exemplo: eu cortei relações por mail com uma pessoa assim, explicando-lhe que não me enviasse mais mails porque os apagaria sem ler. Contei um minuto para receber um mail. Apaguei sem ler. Mas não é difícil adivinhar o conteúdo do maníaco.


É importante cortar relações. E é importante, às vezes, não perdoar. Nada há de arrogante, nisso. Chama-se dignidade e auto-estima. Uma pessoa ganha isso com a idade.


E (já agora) a democracia também.

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publicado às 17:04

É importante existir o 31 da armada

por Isabel Moreira, em 06.01.10

Cada vez que se lê uma piadola homofóbica no 31 da armada, que aqueles marialvas, no seu mundinho fechado, estou certa, devem achar que não tem importância alguma, eu volto a ter presente, precisamente, a importância desta causa, a do acesso ao casamento civil por pessoas do mesmo sexo.

Recordo-me daquilo que é totalmente indiferente a pessoas como este rapaz, que nunca deve ter visto ou ouvido dizer de alguém morrer por causa da homofobia; que nunca deve ter parado na sua vida para pensar o que é que deve ser saber que a lei nos vê como criminosos em plenos anos oitenta; que nunca deve ter ouvido o choro compulsivo de um adolescente esmagado por uma família que não o aceita e que lhe diz és doente, como de resto se dizia oficialmente até há poucos anos; que nunca, espero que nunca, deve ter presenciado aquele morrer de amor que acontece a tantos, mas com a diferença de não poder ser partilhado em voz alta, acolhido nos braços da família, apaziguado e defendido por um acto público.

Cada vez que se lê uma piadola no 31 da armada, eu agradeço. Porque me recordo que há uma razão essencial para acabar com a homofobia legal. É que a homofobia existe. E cabe à lei, no caso de discriminações injustificadas, dar o sinal à sociedade, esse sinal que se chama inclusão.

Se a lei vier a ser promulgada, o Estado deixa de estar ao nível da ofensa gratuita que as palavras do Manuel Castelo-Branco encerram. E como essas, tantas que foram escritas no 31 da Armada, com as caixas de comentários devidamente ecancaradas e permissivas a todo o tipo de insulto pessoal, à homofobia mais furiosa. Não vou fazer nenhum link, por razões  evidentes. As ofensas eram dirigidas a pessoas concretas, como nome, portanto, e o 31 da armada descansado.

Falei com alguns membros daquela casa que não concordam com tal coisa, até já houve por lá um protesto contra um post, mas aquilo tem dono, que fazer?

Vem agora o Manuel Castelo Branco exibir talvez falsa ignorância, para fazer uma piadinha, referindo-se ao "flagelo dos casamentos gays clandestinos".

O falgelo, como expliquei, é outro, mas não o impressiona, claro. Este rapaz faz parte da raça dos que só se incomoda com o que o incomoda pessoalmente. Está visto que não é homossexual. Bom para ele?

Desconhece a irrelevância dos números, a importância de se ter uma lei que diz: tu não és anormal para o efeito. Desconhece, também, a importância da lei para o futuro, sim, para os gays e lésbicas que daqui a 10, 20, 30 40, 50 anos queiram casar.

E não faz uma estatística dos casamentos inter-"raciais" para os proibir de seguida. Quantos conhece em Portugal? São poucos, não são? Quer proibí-los, pelo seu maravilhoso e fascista critério da estatística?

Se eu acreditasse em deus, diria: deus conserve o 31 da armada, para que eu nunca me esqueça do por quê desta luta. E quanto a casamentos clandestinos, Manuel Castelo Branco, a expressão lembra-me mais a homofobia também existente em alguns gays, sobretudo da vossa área política e moral, que vivem o paradoxo de serem o que são e de abraçarem partidos políticos e mundos morais que os negam. São pessoas que querem que o casamento possa continuar a permitir-lhes uma clandestinidade de "vícios privados e públicas virtudes", na cabeça deles, claro, essa de de se ser homossexual e de se casar com pessoas de sexo diferente. Eles e vocês que gostam do mundo assim que não se preocupem. Vai continuar a ser possível.

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publicado às 12:07

Referendo: qual é a dúvida?

por Isabel Moreira, em 05.01.10

Fala-se num "direito ao referendo". É experimentar dizer isso à frente de Jorge Miranda... Eis uma pessoa honesta que é frontalmente contra o casamento de pessoas do mesmo sexo, com argumentos, para mim, indefensáveis, mas são os dele, não os esconde, e não vem para a praça pública em desespero com o referendo. Muito menos falando num direito ao referendo.


Mas qual direito? Está tudo doido?


O referendo é um instrumento de democracia semidirecta, obrigatório no caso da regionalização, e, nos restantes casos, realizável muito, mas muito excepcionalmente. É ir ler o artigo 115º da Constituição.


A nossa democracia representativa, claramente, não gosta que se faça muito uso dele, pelos perigos que acarreta - é ir ler Jorge Miranda - e pela substituição daquela, que é a regra. Por isso mesmo, os requisitos constitucionais e legais são apertados, pois são.


É vedado o referendo numa série de matérias, há fiscalização preventiva obrigatória da proposta do referendo, a pronúncia do TC excepcionalmente é vinculativa, depois ainda temos a decisão do PR de convocar ou não o referendo. É muita coisa não é? É.


Quando a iniciativa é dos cidadãos, depois de reunidas as assinaturas necessárias - não menos de 75 mil, nos termos da lei orgânica do referendo - não se constitui nenhum direito ao referendo. E mesmo que fossem só (?) 75 mil já era um número grandinho, não era? Pois, mas a lei não se impressiona. É que vivemos mesmo num sistema de democracia representativa. Se não fosse assim, todos os dias podíamos lançar movimentos pelo país fora de recolha de assinaturas para convocar referendos. E substituirmo-nos ao Parlamento. Era giro.


Mas a a Constituição e a lei não permitem isso. Então, depois de reunidas 75, 85, 90, 100, 200 mil assinaturas, o parlamento, democraticamente eleito, tem de aprovar ou rejeitar a dita proposta. Se aprovar, segue-se todo aquele caminho que tracei mais atrás. Por isso, nem sequer é garantido que haja referendo. Se rejeitar, o que pode, democraticamente fazer, o processo fica por ali. E durante essa deliberação, se há uma proposta de lei na AR que incide sobre a mesma matéria, esse processo não é suspenso, ouviram?


Dizem alguns: mas 90 mil assinaturas é tanto...Pois é. É menos de 1% da população. A maioria parlamentar, se chumbar a proposta, não só está a exercer uma prerrogativa constitucional como representa mais de metade do eleitorado.


 Que chatice, respeitar a democracia e o que decorre dela, como a Constituição e a lei, não é? Assim como fez a Isilda Pegado quando era Deputada.

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publicado às 15:13


João Miguel Tavares e o "caso Playmobil"

por Rogério Costa Pereira, em 05.01.10

Caro João Miguel Tavares


Antes de mais, deixe-me dizer-lhe que não o considero uma amiba e lamento que tenha extraído essa ilação do meu post — se o tivesse em tal conta, nem me teria dado ao trabalho de comentar a sua resposta à Fernanda. O que se passa é que discordo completamente da visão que você tem da realidade em causa. Não concordo com a sua percepção do certo e do errado e não o acho preparado para, juridicamente, discutir assuntos como o que se propôs discutir. Dito isto, avanço.


Como é óbvio, o seu exemplo não tem ponta por onde se lhe pegue, porque pretende comparar o incomparável. Ainda assim, vou tentar responder-lhe da forma mais clara e pedagógica possível. Você considera a seguinte situação: “Um jornal respeitável tem três funcionários da Toys’r’Us a testemunhar que um ministro foi apanhado a escapulir-se com uma quinta dos póneis debaixo do braço.”


Em face de tal facto — uma notícia de um “jornal respeitável” —, coloca-me as seguintes perguntas:


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publicado às 00:20

Réplica ao Pedro Lomba

por Isabel Moreira, em 04.01.10

Como se percebe bem ao ler o que escrevi aqui sobre um artigo do Pedro Lomba, as minhas críticas essenciais ao mesmo eram as seguintes: espantou-me que o académico que optou por iniciar um texto sobre o nosso sistema semipresidencialista, nomeadamente sobre o papel do PR, em abstracto, nessa perspectiva, subitamente abandonasse essas vestes para descer à terra e atacar, agora já na perspectiva do analista político de combate, José Sócrates. Mais espectacular, considerei, como método de análise do sistema, esta súbita incursão ao retratado, como abusador, José Sócrates para, depois, outra vez  como académico dado à análise abstracta (presumo), concluir que, por causa da circunstância Sócrates, não é bom diminuir o poder do árbitro que ainda nos resta, que naturalmente não é Cavaco, mas a figura constitucional abstracta do PR.


Ora, este tipo de análise do sistema político-constitucional é inadmissível. E é este o meu ponto principal. O Pedro sabe disso. Eu não posso justificar a alteração do papel constitucional do PR com a actuação da maioria absoluta de Cavaco, por exemplo. É pouco. Depois, como seria? Vinha outro PM, com outro estilo, e eu defenderia uma revisão constitucional? Este é o ponto. O Pedro sabe disso.


Por essas e por outras dei um exemplo de medidas que me parecem boas para melhorar o sistema, isto numa análise desinteressada do sistema. Mas a análise do Pedro peca por isso mesmo. Ela não é desinteressada. Começa por ter um cheirinho académico para cair num ataque sem precedentes a José Sócrates. Sem precedentes por pretender fazer da actuação de Sócrates qualquer coisa de tão mau que ganhe foros de item abstracto de análise ao ponto de justificar a manutenção estrutural do figurino constitucional actual do PR.


Para isso, e esse é o ponto em que Pedro Lomba baseia quase toda a sua resposta, esquecendo o principal que escrevi até aqui, faz-se uma comparação entre Sócrates e Salazar. Pedro Lomba vem dizer que não e até diz que Vasco Barreto percebeu isso. É claro que eu, tal como o Vasco, sei que o Pedro Lomba sabe a diferença entre os dois regimes em causa. Mas também é claro como água, que o Pedro, o Vasco e eu sabemos que para que o ataque a Sócrates surtisse mais efeito, a comparação foi feita.  A comparação, recorde-se, foi assim: 


Em 1960, o Governo de Salazar tinha poder. Em 2009, em inúmeros sentidos o Governo de Sócrates detém ainda mais poder. Não prende, mas tem muitas formas de silenciar. Não mata, mas se quiser persegue. O que tem para distribuir arbitrariamente pelos seus "amigos políticos" são recursos que o paroquial Salazar desconhecia. Essa é a contradição mais impressionante deste regime. Como é que nos libertámos dum Estado obscuro e governamentalizado e fomos gerando outro, em certos aspectos, mais obscuro e governamentalizado?


Para o Vasco, isto "estragou" o artigo do Pedro. Para mim, o que o estragou foi o método, tal como expliquei. A comparação com salazar faz parte do método, só isso. Eu sei que o Pedro sabe que os regimes são diferentes. Talvez isso agrave o método...

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publicado às 15:19

Menos uma discriminação

por Isabel Moreira, em 04.01.10

Finalmente entrou em vigor. A partir de hoje os seropositivos passam a poder entrar nos EUA.


Os Estados Unidos levantaram hoje a proibição de entrada no país de estrangeiros infectados com o vírus da sida, há 22 anos em vigor, de acordo com o departamento de Estado norte-americano.


A medida foi anunciada em Outubro passado pelo Presidente Barack Obama, mas só hoje entrou em vigor e foi divulgada no sítio electrónico do Departamento de Estado norte-americano.


É uma óptima notícia. Confesso que não tinha conhecimento desta proibição até ser confrontada com uma situação concreta. Há uns anos, propus a uma pessoa amiga uma viagem a NY e, para meu horror, essa pessoa disse-me, em tom amargo: seria bom, tão bom, mas como sabes eu não posso entrar nos EUA. Fiquei muda com a minha ignorância. Eu não sabia. Fiquei a saber. Daquela maneira.


A ver se retomo a proposta. E aqui mesmo.


Esta é para ti: vamos a NY?

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publicado às 12:19

Com que então....

por Isabel Moreira, em 04.01.10

...a  Câmara Municipal de Lisboa deve à paróquia do Restelo cerca de 205 mil Euros por causa de uma história mal explicada que começou  no tempo de João Soares. Foi assinado um primeiro protocolo, nunca aprovado em sessão da Câmara, para aquela igreja caravela, em que o município, imagine-se, " associando-se às aspirações da comunidade católica da freguesia de São Francisco Xavier", prometia à Fábrica Paroquial "o projecto de arquitectura que o professor arquitecto José Troufa Real graciosamente colocou à disposição da autarquia, bem como todo o acompanhamento na execução da obra". 


Leiam o resto da notícia, leiam. Lá estão os restantes protocolos, a dívida da Câmara, a nossa dívida, só falta que alguém nos explique a que se deve uma coisa destas.

 

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publicado às 11:53


Descubra as diferenças

por Rogério Costa Pereira, em 04.01.10

5 de Outubro de 2009: “Hoje pela madrugada fora, um pequeno grupo patusco atrás de um milionário banqueiro [Paulo Teixeira Pinto, antigo administrador do BCP e presidente da Causa Real], que conduziu um dos maiores escândalos da criminalidade económica em Portugal, lá apareceu pelo Tejo a gritar as saudades da monarquia”, afirmou, referindo que “sobretudo na cultura mais reaccionária da direita”, ainda “há gente que reclama o regresso ao passado, o regresso ao atraso, à monarquia e à diferença.” [i]


 


2 de Janeiro de 2010: "O Bloco de Esquerda criticou este sábado o processo movido a Francisco Louçã por Paulo Teixeira Pinto, ex-presidente do Conselho de Administração do BCP. De acordo com a agência Lusa, que cita uma fonte do partido, os bloquistas consideraram-no «uma ameaça sem significado e inaceitável, que pretende limitar a liberdade de expressão». A queixa foi apresentada depois de Louçã ter dito descrito, no dia 5 de Outubro, uma iniciativa da Causa Real como uma acção «patusca» promovida por um «banqueiro milionário» associado ao período do colapso da liderança do BCP. A fonte do BE que falou com a Lusa, disse que a queixa-crime por «difamação e calúnia» deu entrada no «final do ano» passado na Assembleia da República." [IOL Diário]


 


Aparentemente, a crer no que então e agora foi escrito, transformou-se um milionário banqueiro que conduziu um dos maiores escândalos da criminalidade económica em Portugal num banqueiro milionário associado ao período do colapso da liderança do BCP. Tratar-se-á de um arremedo de subtileza ou de mera distracção?


 


Adenda: Entretanto, na página do Louçã no facebook, surge a versão "um banqueiro tão ilustre não gosta de que sejam revelados os detalhes da catástrofe financeira de que foi parte". Alguém tem mais alguma ideia? (sem ter absolutamente nada a ver, em português do Brasil, patusca quer dizer "Embrulho de fezes para se atirar à rua.")

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publicado às 11:32


Perdidos e achados

por Rogério Costa Pereira, em 03.01.10

Ainda a propósito disto, para além da perna humana calçada com uma bota, no meio dos peixes e moluscos mortos, foram encontrados os seguintes itens:



  1. Uma orelha humana com brinco;

  2. Uma orelha de porco de coentrada;

  3. Dois dentes humanos com palito e um pedaço de molusco por retirar;

  4. Um cotovelo com cotoveleira de BTT;

  5. Um antebraço humano com a tatuagem "Angola 69";

  6. Um chispe esquerdo de porco afiambrado à alentejana com a tatuagem "amor de mãe";

  7. Um pénis humano (macho) circuncidado;

  8. Um dedo no nariz (ambos humanos);

  9. Um olho humano semicerrado;

  10. Um testículo humano descaído;

  11. Um pé de atleta;

  12. Uma azia;

  13. Vários bicos de papagaio;

  14. Uma unha humana encravada;

  15. Um cilício peniano;

  16. Um intestino preguiçoso com restos de bifidus activo;

  17. Uma axila humana com pêlos;

  18. Uma sobrancelha humana;

  19. Um buço;

  20. Uma maçã de adão;

  21. Um sinal de nascença;

  22. Uma barriga de perna humana com cãibra;

  23. Um pneu de barriga humana;

  24. Uma cara de pau;

  25. Um joanete;

  26. Um pé chato;

  27. Caspa humana;

  28. Um mênstruo;

  29. Um hímen complacente;

  30. Uma defloração;

  31. Um orgasmo múltiplo;

  32. Um banco de jardim;

  33. Uma bicha solitária;

  34. Uma boca foleira;

  35. Uma cabala;

  36. Uma careca humana;

  37. Um calcanhar de aquiles;

  38. A marca que a esquerda radical colocou no Ferreira Fernandes;

  39. Uma dor de corno e um esgar (vêm agarrados);

  40. A pomba da paz;


Os artigos acima mencionados serão devolvidos a quem provar ser seu proprietário.

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publicado às 00:29

Li com atenção este artigo do Pedro Lomba. Sobretudo porque me interessa o que o jurista tem para dizer, já que estamos numa área cara ao Pedro, aquela em que, tão bem, concluiu o seu mestrado. 


 O que mais me preocupa no nosso sistema de governo, é a dificuldade que se tem verificado, nestes 33 anos de democracia, em garantir a tão falada estabilidade governativa, sem a qual não é possível, como se compreende, levar a cabo políticas de continuidade e incutir o clima necessário de confiança económica ao desenvolvimento do país. Para se perceber este ponto, basta comparar o número de Executivos que, em democracia, Portugal e Espanha tiveram e o desenvolvimento de um e de outro país.


O Pedro explica-nos, em parte, a origem do nosso sistema semipresidencialista, desde logo o por quê do estatuto do PR, em diálogo com Vasco Pulido Valente, que entende que o sistema já não funciona. Até aqui tudo bem. 


Subitamente, abandona a análise do sistema para analisar o uso que alegadamente Sócrates faz do sistema. Nas suas palavras, "Em 1960, o Governo de Salazar tinha poder. Em 2009, em inúmeros sentidos o Governo de Sócrates detém ainda mais poder. Não prende, mas tem muitas formas de silenciar. Não mata, mas se quiser persegue. O que tem para distribuir arbitrariamente pelos seus "amigos políticos" são recursos que o paroquial Salazar desconhecia. Essa é a contradição mais impressionante


Enquanto o governo for tão poderoso como é, enquanto o primeiro-ministro exercer um controlo único e dado a toda a espécie de abusos sobre o Estado e a sociedade, enquanto os partidos gerarem políticos sem credenciais, prescindir do estatuto do Presidente da República e assim do semipresidencialismo pode implicar um suicídio. Dificilmente podemos prescindir da última instância de recurso que o regime nos concede. Quem pretender a sua reforma tem de repensar o regime e a concentração de poder no governo, a causa mais próxima do "sistema híbrido" que temos".  Como é que nos libertámos dum Estado obscuro e governamentalizado e fomos gerando outro, em certos aspectos, mais obscuro e governamentalizado? 


Confesso que me caiu a alma aos pés. O Pedro pode, livremente, estar dedicado a atacar o PM, mas iniciar um artigo como analista do sistema de governo para justificar a manutenção em abstracto do papel do PR por causa do que é para si, em concreto, como analista político, a actuação de José Sócrates não entra nos conceitos mais elásticos que aprendi de análise do sistema. Este é, talvez, o ataque mais requintado que tenho visto a José Sócrates. O homem é tão perigoso, tão mafioso, que merece o estatuto estrutural de justificar um pensamento abstracto sobre o sistema de governo.


E já agora: por que é que Sócrates é comparável com Salazar, que já agora matava, torturava, prendia arbitrariamente, e não tinha de se preocupar em distribuir muitos lugares na fantástica vida económica do país, já que esta estava reservada a uma pequena quota de famílias privilegiadas? Pedro Lomba não concretiza. Arrepia-me e penso que ofende muita gente a comparação com Salazar. E gostaria de saber se o Pedro entende se houve abusos nas maiorias absolutas de Cavaco. Pedro Lomba nãoconcretiza. Mas devia. Porque ele exige isso dos outros, como exigiu de Pedro Marques Lopes. E aqui, Pedro Lomba, está a acusar Sócrates de crimes. Diferente, diria.


Mas eu voltaria à estabilidade governativa e diria a Vasco Pulido Valente que o sistema não está morto, mas que pode melhorar, como o Pedro também sabe. Concordo com o Professor Jorge Reis Novais quando este defende a introdução, no nosso regime, da moção de censura construtiva, por exemplo. A oposição só poderia votar a moção se tivesse um governo alternativo pronto para assumir funções. Uma solução parecida, em termos de votação, pode ser avançada, para leis fundamentais. Estas propostas permitem que governos minoritários tenham condições de governabilidade. Mas isto sou eu a voltar ao que é a análise desinteressada do sistema de governo. Não é excitante.

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publicado às 12:53



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