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pim-pam-pum

por Rogério Costa Pereira, em 19.01.09

Com a morte. Hoje levei com a morte. E bateu-me mal, assim de uma forma estranha – não foi dor, como acontece quando me morrem pessoas próximas; não foi sensação de vazio, nada semelhante. Foi uma espécie de empurrão ao mesmo tempo pelas costas e pela frente. Dado à velocidade da luz - que nem saí do mesmo sítio. Tipo acorda pá, qualquer dia és tu. Podias ter sido tu. Não te lembras deste?, quem diria que o ceifava neste dia? Deu-me para aqui, podia-me ter dado para aí. Estás a ver como isto é? Espécie de banca francesa – a fortuna que sai dum corno.

Claro que a mandei para a puta que a pariu, que tenho um filho que aprendeu agora a andar e corre para mim quando chego da labuta e diz papá-papá-pápa. E dá-me abraços e beijos e dá-me sorrisos. Era o que mais faltava, que fosse comigo – não estou para aturar abusos idiotas de idiotas; e deixei-lhe isso bem claro.

Mas, confesso, foi só garganta – ainda os tenho bem apertadinhos. Podia mesmo ter sido. Esta cena da morte é um bocado pim-pam-pum e um gajo às vezes anda de gavetas desarrumadas e de repente dói-lhe uma unha e não é nada não é nada – é só uma unha. Vou amanhã ver disso, hoje tenho mais que fazer. E vai-se a ver e valia a pena ter ido mais cedo, que com estas idades a coisa depois foi sempre galopante. E tão novo, e o caralho. Não aguentou o galope, essa é que é essa.

Mas porquê este desatino todo com esta morte? Esta morte de hoje. Todos os dias morre gente conhecida, mais ou menos velha, mais ou menos amiga, mais ou menos próxima. Francamente, não faço ideia. Sei que me sinto agoniado. E que agora que escrevi isto ainda me sinto pior. E não devia ser para isso que um gajo escreve, para depois se sentir pior. Agonia por agonia bembondam as que provoca ouvir todos os dias a senhora de foice ao ombro. Aos berros de pim-pam-pum. 

Pim-pam-pum.

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publicado às 17:17


A Crise! Somos ouvidos! [Luis Moreira]

por Rogério Costa Pereira, em 17.01.09

Para quem tinha dúvidas que a Jugular tem influência ao mais alto nível, estão aí as provas. Basta reler "A Crise! E se a vendêssemos?" e "A Crise! De passo trocado?"!


Agora vamos prever (eu e o Prof. Bambo):


A economia na próxima década vai crescer abaixo dos 1% (tal como, grosso modo, na década anterior). Isto quer dizer que os desempregados de hoje nunca mais terão emprego. Só a partir de um crescimento de 2% é que há criação de emprego, logo, o desemprego vai crescer até aos 10%. Dizem os livros que a partir dos 10% de desemprego iremos ter problemas sociais, com violência nas ruas, aumento de roubos e furtos. Como não temos folga nenhuma, o deficit já vai nos 3,9% - é como parar a água com a palma das mãos. Acresce que a dívida externa já está nos 70%, o que quer dizer que o custo do dinheiro vai aumentar e vai ser mais difícil contrair empréstimos no exterior, o que, por sua vez, quer dizer que os grandes investimentos públicos já foram. Adeus TGV, Aeroporto, terceira ponte sobre o Tejo. Pelo menos nos próximos anos. Estes investimentos esgotariam toda a pequena folga de crédito ainda existente deixando, perigosamente, o fornecimento de bens essenciais à beira da ruptura! Como tudo isto é mau demais o que fazer? Deficit para 7% e dívida para os 100% do PIB! E adivinhem quem vai pagar? Pois é, amigos, comecem a poupar que vem aí a crise!


E, então, a que vem esta lamúria? "Estamos de tanga" dizia o fugitivo. Vamos cair no "Pântano" dizia o assustado. Lembram-se?


Luis Moreira

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publicado às 23:44


Agora é esperar não nos inviolem a baliza

por Rogério Costa Pereira, em 16.01.09

"Se o Sporting não sofrer golos na partida de domingo frente ao Paços de Ferreira, Paulo Bento atinge uma nova marca no comando da equipa técnica dos leões. Diante do Rio Ave, o Sporting completou o sexto jogo consecutivo sem ver a sua baliza inviolada, faltando apenas 34 escassos minutos para superar a série conseguida em 2005/06, a primeira época sob a orientação do atual treinador." [Record]

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publicado às 10:10


Que categoria de homem

por Rogério Costa Pereira, em 16.01.09

O jogo do dia de Sousa Cintra é o Sporting - Bolonha, para a Taça UEFA (época 1990/1991). O senhor com quem ele fala, mais ou menos a meio do vídeo, deve ser o presidente do Bolonha. Uma verdadeira pérola que fui sacar ao 31 da Armada.

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publicado às 09:59


A crise! De passo trocado? [Luis Moreira]

por Rogério Costa Pereira, em 14.01.09

Digo eu: Após o primeiro embate em que todos reagiram da mesma forma, segurando o sector financeiro, estamos numa fase em que as coisas começam a ser claras. A liquidez serviu e serve para o sistema financeiro lamber as feridas, pouca chega à economia real. A deflação ameaça. O consumo e o investimento retraem-se. O desemprego é o monstro resultante destas condicionantes. Que fazem os governos?


Obama: Democratas e Republicanos estão de acordo. Investir no apoio directo às empresas que têm um efeito de arrastamento a montante, criando empregos. Escolhe sectores estratégicos para o futuro. Saúde, ambiente e energias alternativas.40% dos 700 mil milhões de dólares em redução de impostos vão relançar estas empresas. O resto do dinheiro é devolvido às empresas e aos indivíduos para aumentar a procura interna. Enfim, a intervenção é directa na economia real, nas empresas de bens e serviços transaccionáveis, nas empresas exportadoras, nas empresas criadoras de emprego. Geograficamente em todo o país!


Economistas e empresários nacionais: Atrair investimento estrangeiro de bens transaccionáveis. Mobilizar os portugueses para consumir o que é nosso. Apoiar as empresas de bens transaccionáveis financeira e fiscalmente. Expandir a procura interna. Melhorar a sustentabilidade dos modelos energéticos e urbanos. Progredir na produção de bens e serviços transaccionáveis. Libertar o Estado do envolvimento das actividades económicas não estratégicas. Reduzir a concentração de investimento em obras públicas. Eliminar os entraves às empresas exportadoras. Rever o programa de investimento público para reduzir as importações e o endividamento. Encorajar as actividades agrícolas e das pescas. Reduzir o IRC para fomentar as exportações e diminuir as importações. Apoiar financeira e fiscalmente jovens empresários com novas ideias e projectos.


Governos da UE: No essencial, aumentar a protecção no desemprego e expandir os apoios sociais aos indivíduos e às famílias. Apoiar fiscalmente as empresas com redução de impostos. Estimular a procura interna!


Governo português: Grandes investimentos públicos, com fraca rentabilidade e nenhum efeito em 2009, no emprego. Aumento da dívida externa e das importações.


Mãe do recruta: o meu filho é o único que vai com o passo certo!


Luis Moreira

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publicado às 09:58


Em drénico nos desentendemos

por Rogério Costa Pereira, em 12.01.09

«O pagamento dos Magalhães, nos casos em que a isso os pais sejam obrigados, estão a receber informação por sms devendo, em todas, constar a entidade 11023»


 


A escrita de um post, como a situação exige, já não é preciso, ver a informação, toda,  aqui, e, aqui. Não constem a entidade 11023; por sms.

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publicado às 16:39


Lançada a primeira pedra do quinto império

por Rogério Costa Pereira, em 12.01.09

Depois de séculos de trevas e lassidão, de sempre para trás - para onde se diz que a burra mija, eis-nos chegados ao dia em que Portugal volta a ter voz activa no destino do universo. Como a Fernanda já aqui deu nota, Obama está vai-não-vai para anunciar um cão português como First Dog do país que faz fronteira a norte com o país que faz fronteira a sul com os E.U.A.. Depois da escolha de Clinton para Secretária de Estado, o mundo abre novamente a boca de espanto com a opção por Piloto, um cão de água português. Piloto vai ocupar o cargo internacional de maior relevo e influência desempenhado por um português desde a serpente genesíaca que, como é sabido, era sobrinha-neta de uma cobra de água portuguesa. Termino com os desejos de um excelente mandato e de que se dê bem com a perna de Obama.

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publicado às 15:41


A pregar no deserto

por Rogério Costa Pereira, em 10.01.09

Devem estar curiosos por saber que foi feito do Silva.


Pois bem, depois de criar o seu paraíso no deserto, qual deus menor com a mania das grandezas, o Silva morreu, ao volante do seu camião cisterna novo-usado - parece que foi uma falha nos travões.


A estufa lá ficou, anos a fio. Abandonada.


E aconteceu.


É sempre fácil zombar das regras da natureza, munido de lápis e papel, inventando estórias num banco de jardim.


Das flores.


Morreram todas. Ou melhor, salvaram-se as que se adaptaram à nova realidade. Mas essas não eram bem flores, daquelas que aformoseiam esquifes. Sem água e adubos, sobreviveram, mas feitas mutantes, espécie de náusea aos sentidos.


As árvores.


Salvaram-se as de raízes revoltas e manhosas. Iguais àquelas que, diz quem sabe, fazem parte do jardim da legião dos seis mil.


E as abelhas.


Desprezaram o mel e, em sensualidade e luxúria, passaram a produzir fel. Aguçaram ferrões e, por Azazel - antes de este engenhar os cremes para a casca humana, mataram-se umas às outras, divididas em clãs. Mataram-se e reproduziram-se (outra espécie de morte) e aliaram-se e firmaram pazes podres. Fizeram pela vida, como os bolores humanos fazem.


Para melhor terem uma ideia da estufa do Silva depois da morte deste, deixem-me que vos conte dos vidros partidos, dos cheiros nauseabundos vindos directamente do inferno. Da confusão desassisada de sentidos.


Há quem diga que um formoso devir.


E depois…


Depois foi isto.


Isto.

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publicado às 22:25


Pontos de vista

por Rogério Costa Pereira, em 08.01.09

Uma versão:


Cristiano Ronaldo sai ileso de acidente de viação.


Ferrari do Jogador ficou bastante danificado.


 


Versão alternativa ou versão herbie:


Ferrari sai bastante danificado de acidente de Viação.


Condutor do Ferrari sai ileso.

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publicado às 16:40


Choque e pavor

por Rogério Costa Pereira, em 08.01.09


 


Acabo de saber que a Maria João  Pires, aquela do embeded, não é a pianista.

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publicado às 15:21


Ouvido de passagem

por Rogério Costa Pereira, em 08.01.09

Duas meninas a rondar os 30 anos:


- Estou com o período atrasado três semanas.


- Tens que trabalhar a dobrar para recuperar.

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publicado às 15:08


A Crise. E se a vendêssemos? [Luis Moreira]

por Rogério Costa Pereira, em 07.01.09

Como se esperava, o BdP veio confirmar as piores previsões. Só confirmar, porque há muito que os empresários que mantêm contacto com as empresas lá fora recebiam essas informações e, bem pior, viam as suas carteiras de encomendas encolherem. Cá dentro, a ordem era gerir expectativas, deixando para o mais tarde possível o anúncio das más notícias. Mas a realidade, mais tarde ou mais cedo impõe-se, e o futuro próximo é negro. O emprego, ou a falta dele, é a prioridade das prioridades. Sabemos que as PMEs representam 70% do emprego. Porque é que esta realidade não se impõe em medidas concretas? Até agora vimos o governo "segurar" bancos e grandes empresas. O investimento que se promete é dirigido às grandes empresas. Decisões vão no mesmo sentido, como é exemplo a bem recente de entregar por ajuste directo as obras públicas até cinco milhões de Euros. É hoje pacífico, para a maioria dos observadores, que as grandes empresas que constituem a coluna dorsal da economia portuguesa há muito que não respondem às necessidades de uma economia competitiva, moderna, aberta ao exterior. São as PMEs que asseguram a produção dos bens e serviços transaccionáveis, que inovam, que competem em mercados abertos, onde a inovação e a competitividade são argumentos decisivos. As grandes empresas nacionais ou operam em quase monopólio ou em quase cartel. Esta "docilidade" leva-nos sempre aos mesmos resultados. Um país pobre e a afastar-se e a divergir da média europeia. As empresas recentemente orgulhosas dos seus imensos lucros e "performances" empresariais estão hoje a pedir a "bênção" do Estado. Como é isto possível, em escassos meses? Porque grande parte dos seus resultados resultavam, não do seu "core business", mas de actividades financeiras! Esta relação Estado/grandes Grupos económicos levar-nos-á, periodicamente" a crises, ao empobrecimento permanente, porque não conseguimos uma economia sustentável, competitiva a nível global. Mas é possível, como mostram sinais aqui e ali, ainda incipientes, mas também já casos de sucesso a nível global. Empresas que trabalham com a NASA! Se alguém dissesse isto há dez anos seria crismado de demente! Investigação científica reconhecida ao mais alto nível científico! Empresas a lançar medicamentos inovadores disputados a preço de ouro nos mercados mais competitivos. E tudo isto foi conseguido com uma política coerente e sustentada nos últimos anos, com apoios específicos por parte deste governo. Ainda só investimos cerca de 1,1% do PIB mas os resultados começam a aparecer. A Espanha investe cerca de 1.2% a Itália cerca de 1.4% para não falar dos países mais fortes. São estes bens e serviços que podemos vender lá fora (e, já agora, que não precisaríamos de comprar lá fora) que pode dar um pontapé na crise permanente em que o país vive há séculos. Entre investir nas empresas de sempre e manter a crise em "incubadoras" douradas, que tal exportá-la?


 


PS: Claro que os "atentos" de serviço me vão dizer que os mercados que recebem as nossas exportações também estão em crise e não há quem compre. Mas também é claro que se não começarmos a trabalhar já os outros vão chegar primeiro! Aí está uma oportunidade de ouro que a crise nos dá! Mudar a malha da economia, eis o verdadeiro sentido que nos deverá nortear!



Luis Moreira

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publicado às 18:22


Mais do mesmo

por Rogério Costa Pereira, em 03.01.09

No estranho português que lhe é caracteristico, o tal de Mascarenhas, em comentário a este post, diz o que lhe vai na alma: "Quanto a este comentário idiota, parece-me que o “Luis Moreira” é um heterónimo do tal de Rogério, que já se assinou também como Afixe em tempos e que, pura e simplesmente, não existe. Para que não restem dúvidas, não conheço Luis Moreira nenhum e por isso nunca lhe posso ter pedido desculpas, como anda por aí a inventar nas caixas de comentários. Tenho muito orgulho do meu trabalho enquanto jornalista do Independente. Se o “Moreira” é gente de verdade que contradiga com factos as insinuações e as difamações que por aí anda a espalhar. Vergonha é insultar anonimamente, como tem feito por interpostas pessoas."


 


Em tempos assinei como afixe, é certo, mas nunca neguei a ninguém a revelação da minha identidade - quando solicitada. Nunca assinei como Luis Moreira, como singelos dois dedos de testa bastam para afiançar. A régua lésbica que o paulus Paulo utiliza para me medir é, por certo, a  mesma que utiliza para se aferir como pessoa. Fica a saudade e a certeza de que com este tipo de animus o novo jornal vai ser de referência.

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publicado às 20:02


Boa e rentável acção

por Rogério Costa Pereira, em 02.01.09

Combata a iliteracia e ganhe mil euros.


 


Já agora: «algarviada» é uma bela palavra (vem de Algarve, não é?) - sem o significado de algaraviada, mas uma bela contribuição para o renovar da língua. 


 


PS - este post é dedicado à minha querida amiga Esmeralda.

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publicado às 19:00

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