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Não, Alberto, tiveste de esperar cinco anos

por Rogério Costa Pereira, em 20.07.12
Na imagem: Alberto Martins

"Em algum momento, ponderou não falar?
Não. Tinha de ter condições para o fazer. O que esperava era que me prendessem e espancassem, mas eu tinha de pedir a palavra. Era o meu compromisso. Mas quando entrei para a sala pensei para mim próprio: “isto não vai ter grande efeito, estou sozinho, eles vão fazer aquilo que eu estou a pensar que vão fazer, vão-me prender”. Mas entretanto entram os meus colegas que ocupam toda a sala. Recordo-me de uma fotografia do Celso em cima de um colega nosso a mandar entrar os nossos colegas. Quando vi os meus colegas na sala pensei: “a batalha está ganha”. Perante o meu pedido de palavra, o Américo Tomás disse “bom, e agora fala o ministro das Obras Públicas”. Depois prenderam-me nessa noite, à saída da AAC. Vinham com uma pistola e disseram “o senhor é o Alberto Martins? Então considere-se preso”. Levaram-me e lá fiquei até ao meio-dia do dia seguinte. Passada uma hora oiço um barulho brutal. Eram os colegas que tinham ido para a porta da PIDE a pedir a minha libertação. Foram banidos violentamente com graves agressões. No dia seguinte libertaram-me e suspenderam-me das aulas e de qualquer actividade universitária.
Depois, a academia faz greve às aulas com uma grande adesão, inclusive dos professores, e o José Hermano Saraiva afirma que “a ordem será inexoravelmente mantida na Universidade de Coimbra”, com rosto e voz ameaçadora, algo que teve uma resposta esmagadora com a greve. Depois, o governo encerra a universidade e nós decidimos fazer então a greve aos exames. Fizemos piquetes de greve, fomos espancados, presos pela Polícia Judiciária, levados a tribunal e absolvidos, acusados do crime de tumulto público que era um crime que não era exercitado em termos de acusação desde a monarquia. Em Agosto, após a greve aos exames, a AAC é encerrada e 49 de nós são incorporados compulsivamente no exército, como traidores à pátria. Coimbra, na altura, foi uma ilha de liberdade." (fonte)

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publicado às 20:00



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