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No dia 27 de Junho de 1885 nasceu no Porto, a violoncelista portuguesa Guilhermina Suggia, que pôs “de joelhos” os palcos e a crítica de todo o mundo nas primeiras décadas do séc. XX.
Em criança, tomou a decisão de ser a primeira violoncelista profissional. Tinha aprendido violoncelo com o pai, que era violoncelista no Teatro de São Carlos e professor no Conservatório de Música de Lisboa. Aos 13 anos, Guilhermina foi ouvida pelo grande Pablo Casals, que aceitou ser seu professor. Mais tarde, Casals e Suggia passaram a viver juntos, reunindo, como casal, os dois expoentes máximos do violoncelo. Aos 15 anos foi estudar para o mais conceituado conservatório da Europa (Leipzig), com uma bolsa concedida pela Rainha D. Amélia. Depois, teve uma vida que fez uma história fascinante.
Julius Klengel, célebre e exigente professor do Conservatório de Leipzig, não hesitou em dizer que Guilhermina “cheia de talento, conhecedora de todos os segredos do violoncelo, começa a subir e há-de ir tão alto que ninguém a atingirá”. E a profecia cumpriu-se. Guilhermina Suggia passou a ser reconhecida como incomparável, adorada como exímia e venerada como sublime na arte do violoncelo.
Em Março de 1903 regressou à sua terra natal, conquistando o público portuense, num concerto em que actuou acompanhada pela sua irmã. A sua vida transforma-se completamente e a partir dessa altura é acolhida nas salas de concerto pela Europa fora, onde o sucesso foi tão grande que o público lhe chamava “Paganina!”
No dia 31 de Maio de 1950 tocou pela última vez em público, num recital no Teatro Aveirense. Em Junho foi sujeita a uma cirurgia numa clínica em Londres, mas foi-lhe detectado um cancro inoperável. Foi acarinhada pelos amigos e fica especialmente sensibilizada pelo bilhete e as flores que recebeu da Rainha de Inglaterra. Aceitando o seu destino, regressou ao Porto, onde veio a falecer, na sua casa da Rua da Alegria, na noite de 30 de Julho de 1950.
Desta magnífica violoncelista portuguesa conhecemos apenas, além dos antigos discos de 78 rotações, uma gravação em CD.


Kol Nidrei, de Max Bruch
Violoncelo: Guilhermina Suggia

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publicado às 00:01


1 comentário

De Luis Moreira a 27.06.2012 às 00:56

Como muitos outros conheço-a pela tua mão, António Filipe

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