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Vivo numa aldeia onde as pessoas ainda dão a “salvação” umas às outras. Acho um gesto bonito. Vou na rua e toda a gente me diz: “Boa tarde, Sr. António”. E eu, claro, retribuo. Se vou acompanhado com um amigo ou uma amiga, dizem: “Boa tarde”. E nós, claro, retribuímos. Também com o nome, se o soubermos, ou só com um simples “Boa tarde”.
É tudo muito lindo. Mas, por vezes, surge um problema. Se eu vou acompanhado por um médico ou um advogado, então, a pessoa que se cruza connosco, diz: “Boa tarde, Sr. Doutor”. Como tenho consciência que toda a gente sabe que eu não sou licenciado (pois isso bastaria para me chamarem doutor e eu, como bom português, aceitaria o título de bom grado), nem sou mestre e, muito menos, doutor, parto do princípio que a saudação “Boa tarde, Sr. Doutor” não é para mim. E aqui é que reside o meu dilema: devo ou não responder? Se retribuo a saudação, as pessoas poderão ficar a pensar que sou presunçoso. Por outro lado, se não digo nada, ficarão a pensar que sou mal-educado.
Como não gosto que me chamem mal-educado (mesmo em pensamento), dou as “Boas tardes”, na expectativa de não me considerarem presunçoso. E sempre na esperança de que talvez assim, na próxima vez, me saúdem com um “Boa tarde, Sr. Doutor”, mesmo que vá sozinho. O que, por acaso, até já aconteceu com pessoas que não me conhecem bem. Como me vêem várias vezes acompanhado por amigos a quem chamam “doutor”, eu apanho com esse título por tabela. Ou então julgam que “doutor” é uma doença que se pega! Mas quem sou eu para os contradizer? Não sou médico. Nem doutor.
E quando vou a um restaurante ainda é mais caricato. Se vou sozinho, tenho um tratamento normal. Se vou com um “Sr. Doutor” até aparece o patrão a fazer vénias. Ao Sr. Doutor, claro. E, de vez em quando, alguém vem à mesa perguntar: “Está tudo bem, Sr. Doutor?”. Dirigindo-se ao Sr. Doutor, claro. E no fim da refeição – acreditem que já me aconteceu – o patrão tem o descaramento de chamar o empregado e dizer-lhe: “Traga um bagacinho para o Sr. Doutor, que pago eu.” E eu, ou bebo metade do bagacinho do Sr. Doutor ou fico a ver navios. O que me chateia é que, no fim da refeição, o patrão recebe o dinheiro dos dois, o que quer dizer que tem consciência de que o meu dinheiro vale tanto como o do Sr. Doutor. E assim perdeu um cliente, que até talvez lá voltasse mais vezes que o Sr. Doutor.
E se eu, ao cruzar-me com um pedreiro o saudasse “Boa tarde, Sr. Pedreiro”? Ou, da próxima vez que passasse por um colega desempregado, o saudasse com um “Boa tarde, Sr. Desempregado”?
A sabujice deste povo impressiona-me. E, depois, não querem que eu me irrite!
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