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O Zé Tó

por Rogério Costa Pereira, em 27.02.10

Depois do adiamento por razões de estado (as in "estado" da megalomania habitual) da licença-para-disparatar, esperava no mínimo um golpe, em directo, ao dito das tais razões. Afinal, a montanha pariu um rato: foi mais uma espécie de confissão de sacrílego. Ouvido ontem de manhã na Comissão Parlamentar de Ética, o ex-Director do Expresso, ora chefe de um jornal angolano (olhó racismo, ó Cabrita) também vendido em Portugal, confessou que, na publicação das escutas (arremedo de, digo eu), usou de "uma certa noção de pudor".



Em rigor, afiançou que "temos uma certa noção de pudor"






foram estas as palavras. Parece que a "certa" noção de pudor que buliu com o futuro Nobel terá tido a ver com uns caralhos e uns filhos-da-puta (conas da tia?) atirados pelos escutados e que o Zé Tó decidiu não afixar. Uma certa noção de vergonha levou o eterno filho e sobrinho a não publicar umas caralhadas, portanto. Pena que o rubor moral não tenha sido total. Por menos uns kwanzas, o Estado de Direito (o Português) teria sido menos metralhado. Não vá o diabo tecê-las, afianço que isto não é uma tentativa de intimidação. Portanto, chefe, se te voltarem a chamar à Estrada da Cartuxa, isso é, estou certo, pró teu bem.



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publicado às 02:20


5 comentários

De atom a 27.02.2010 às 10:28

Vamos imaginar que o Sr. arquitecto fabricava sapatos. Vamos também imaginar que um banco o financiava. Vamos também imaginar que o design dos ditos sapatos não agradavam ao público, os sapatos não vendiam e o negócio não era rentável. Todos podemos imaginar que o banco deixaria de financiar o negócio, (pois os bancos não vivem de fazer empréstimos a que não os podem pagar) e este fechava. Porém o negócio do Sr. arquitecto  é um jornal... Assim no caso do negócio não ser rentável o banco não tem maneira de se retirar. Pois se retira apoio ao negócio do Sr. arquitecto está a proceder a "decapitação" ,a procurar alterar a "linha iditorial do jornal" e a atentar contra a "liberdade de imprensa. Cuidado, bancos e respectivos acionistas... Negócios de imprensa só tem porta de entrada. Não há porta de saida!

De Miguel Braga a 27.02.2010 às 13:32

Não sei se heide classificar isto de ignorância ou burrice, mas como fala em «imaginar» deve ser uma fábula, e com grandes animais.

De Anónimo a 27.02.2010 às 15:33

Rogério,

Está a aproximar-te da condição de simples escarro a uma velocidade metórica. Apesar de tudo podias escolher um fim mais digno.

De Manuel Maria Ferreira Pacheco a 27.02.2010 às 20:18

Envio este post do seriíssimo António José Saraiva. São estes ingénuos que vão para as comissões intitular-se de verdadeiros e íntegros.
 
http://instantefatal.blogspot.com/2007/02/o-conto-do-vigrio-jos-antnio-saraiva.html (http://instantefatal.blogspot.com/2007/02/o-conto-do-vigrio-jos-antnio-saraiva.html)

De fernando antolin a 27.02.2010 às 21:54

Rogério, vou entrar de serviço amanhã às sete no Aeroporto. Passe por lá : um par de horas naquela chuva e vento das placas de estacionamento e pistas desanuviava-lhe as ideias. Fala a experiência.

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