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ERC oblige: Pedro Rosa Mendes nunca existiu!

por Rogério Costa Pereira, em 05.05.12

Lembram-se por certo de Pedro Rosa Mendes. Por certo não se terão esquecido de Pedro Rosa Mendes e do que Pedro Rosa Mendes disse.

Escrevi na altura:

DELITO DE OPINIÃO, POIS ENTÃO! LIMPEM O PÓ AOS TRIBUNAIS PLENÁRIOS!

Pedro Rosa Mendes terá sido chutado para canto "pouco depois do sr. Ministro dos Assuntos Parlamentares ter regressado de Angola", como antes da certeza do despedimento avisava Pedro Marques Lopes"Não pode ser...", dizia o Pedro. Agora é só uma questão de fazer as contas. FOI!

Foi! Foi a 18 de Janeiro de 2012, a crónica onde Pedro Rosa Mendes "ousou" desafiar o regime, afiançando depois que "Foi-me dito que a próxima seria a última porque a administração da casa não tinha gostado da última crónica sobre a RTP e Angola”. Tudo treta!, como vereis de seguida.

Com efeito, três meses depois, a 18 de Abril passado (só hoje soube, via Governo Sombra), o Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social [CRERC], presidido pelo magnânimo Carlos, beg your pardon, pelo Dr. Carlos Magno Castanheira, o homem que dá vida às citações e que não vive sem elas, porque vive, tão-só (tão só), por intermédio delas (vide anos de Contraditório; eu e a minha mulher chegávamos a fazer apostas sobre quantas seriam, as citações -- ela ganhava sempre, que eu apostava por baixo) -- dizia, eis que, três meses passados o CRERC pariu a Deliberação 2/CONT-R /2012.

Na sua primeira prova de fogo, algo afastada dos escaparates (curioso!), o Conselho Regulador, presidido pelo homem que vai a Vigo comprar o El País -- noblesse oblige -- deliberou (o que quer que isso queira dizer, vindo de uma entidade que neste preciso contexto é menos que zero), e cito:

a) Considerar que o teor da crónica de Pedro Rosa Mendes, ainda que crítico e contundente em relação à televisão pública e ao regime angolano, se inscreve nos limites da liberdade de expressão e de opinião;
b) Dar por provado que o “Este Tempo” há muito gerava desagrado junto dos diretores de informação e de programas da RDP e que não foram introduzidas alterações de fundo à rubrica, tanto por inércia daqueles responsáveis como por resistência do então diretor-adjunto, Ricardo Alexandre.
c) Verificar que subsistem dúvidas de que a decisão de acabar com a rubrica tenha sido tomada, de forma cabal e definitiva, na  reunião do “grupo de trabalho da rádio” de 11 de janeiro de 2012, ainda  que não se consiga determinar se a mesma ocorreu antes ou depois da crónica sobre Angola.
d) Verificar que a decisão de cessar a rubrica foi assumida pelo então diretor de informação, João Barreiros, ainda que, na decisão de não renovar os contratos do “Este Tempo”, tivesse havido alguma intervenção, que não se conseguiu objetivar no presente processo, do diretor-geral de conteúdos,
Luís Marinho. 
e) Considerar redutora a explicação de que a cessação da rubrica foi apenas motivada pela crónica sobre Angola.
f) Valorar a avaliação negativa do “Este Tempo” como uma das razões para o seu fim, o que também terá sido propiciado pelo facto de os contratos dos colaboradores terminarem a 31 de janeiro e de estar em curso uma restruturação da grelha de programas da rádio pública.

E, à laia de tudo ponderado, arrisca ainda, o Conselho Regulador, concluir «que os elementos recolhidos no presente processo não permitem dar por provado que  a cessação do “Este Tempo” resultou, diretamente, do desagrado provocado pela crónica de Pedro Rosa Mendes.»

Em português de gente, e após 36 páginas de considerandos, diz a ERC que não houve censura. Lida a decisão, vou pois dormir em paz. Se a ERC diz, se o conselho regulador e seu presidente afiançam, quem sou eu para duvidar. Cumpra-se!

O jornalista Pedro Rosa Mendes confirmou, em declarações ao PÚBLICO, ter sido informado, por telefone, que a sua próxima crónica, a emitir na quarta-feira, será a última da sua autoria. “Foi-me dito que a próxima seria a última porque a administração da casa não tinha gostado da última crónica sobre a RTP e Angola”, diz o jornalista, por telefone, a partir de Paris.

“A ser verdade, esta atitude é um acto de censura pura e dura”, sustenta o jornalista, que aborda nessa crónica a emissão especial que a RTP pôs no ar na segunda-feira, 16 de Janeiro, em directo a partir de Angola. A chamada telefónica que serviu para anunciar-lhe o fim deste espaço de opinião foi feita por “um dos responsáveis da Informação” da Antena 1, continua o jornalista, que não quis especificar quem daquele departamento lhe comunicou aquela decisão.
Rosa Mendes critica a emissão do programa televisivo Prós e Contras da RTP feita a partir de Angola, com a participação do ministro português que tutela a comunicação social, o ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas. Porém, o jornalista entende que “com tudo o que está em causa, foi uma crónica contida”. Aliás – prossegue –, a ser verdade que tenha sido dispensado por causa do teor desta crónica, essa decisão seria “muito estranha”, porque ele não foi “a única pessoa a ficar desagradada com a natureza e o conteúdo da emissão da RTP”. “Houve outras opiniões negativas nestes últimos dias”, aponta.

Reposta a justiça, eis pois a verdade, com carimbo certificado:

O Pedro Rosa Mendes nunca existiu. O Pedro Rosa Mendes nunca existiu. O Pedro Rosa Mendes nunca existiu. O Pedro Rosa Mendes nunca existiu. O Pedro Rosa Mendes nunca existiu. O Pedro Rosa Mendes nunca existiu. O Pedro Rosa Mendes nunca existiu. O Pedro Rosa Mendes nunca existiu. O Pedro Rosa Mendes nunca existiu. O Pedro Rosa Mendes nunca existiu. O Pedro Rosa Mendes nunca existiu. O Pedro Rosa Mendes nunca existiu. O Pedro Rosa Mendes nunca existiu. O Pedro Rosa Mendes nunca existiu. O Pedro Rosa Mendes nunca existiu. O Pedro Rosa Mendes nunca existiu. O Pedro Rosa Mendes nunca existiu. O Pedro Rosa Mendes nunca existiu.

Pedro quê?

A crónica-falada que passo de seguida, e o que nela é dito, não existe. Lembrai-vos: Pedro Rosa Mendes nunca existiu.

Era tudo mentira!

Para Angola e em força, pois! Oh Pingo Doce Africano!

Lembrai-vos, ó incréus: Há mas é que «Valorar a avaliação negativa do “Este Tempo” como uma das razões para o seu fim, o que também terá sido propiciado pelo facto de os contratos dos colaboradores terminarem a 31 de janeiro e de estar em curso uma restruturação da grelha de programas da rádio pública.»

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publicado às 02:18


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