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A chaga social do desemprego continua imparável. Graças aos  esforços do governo Passos/Coelho, Portugal não só bate, uma vez mais, todos os anteriores recordes, já da responsabilidade deste governo, como atingiu finalmente o pódio dos países da União Europeia com o desemprego mais elevado.  À frente de Portugal, com 15,3% de desempregados, já só vemos a Espanha (24,1%) e a Grécia ( 21,7%) . 

Mas, pelos vistos, Passos/Coelho não está satisfeito com o último lugar do pódio. Com efeito, o seu governo acha que a subida do desemprego torna mais urgente a reforma laboral, como se as medidas já tomadas na área laboral não tivessem até agora contribuído para agravar o flagelo.

Parecem tolos, se é que o não são mesmo. E se o não são, cegos, pela ideologia ultraliberal, são-no pela certa, para não verem os resultados a que a política seguida já conduziu, resultados que no futuro não irão ser diferentes se a política continuar a seguir os mesmos passos de Coelho.

Por acaso, tão raras são as vezes que passos os olhos pelo ecrã, acabei de ver, na televisão, o ministro Relvas a dizer, com ar apalermado, devido certamente às noites mal dormidas, que o desemprego, apesar das reformas, não diminui, situação que lhe tira o sono. 

Ó homem, meta na cabeça, duma vez por todas, que, se o desemprego sobe, não é apesar das reformas. Sobe por causa das reformas. 

Entretanto o que vemos? Enquanto esta e outras desgraças se acrescentam e avolumam, o povo, ou mete a cabeça na areia, ou, no próprio dia do trabalhador, cai, de pés e cabeça, na cilada armada pelos donos do Pingo Doce. 

Se já nada me espanta, também nada me impede de concluir que nunca foi tão verdadeiro o dito de que cada povo tem o governo que merece.

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publicado às 14:48


2 comentários

De Luis Moreira a 02.05.2012 às 15:04

O povo não merece porque os dados da equação há muito que foram lançados. Este desemprego começou quando a dívida foi utilizada em investimentos sem retorno ( vejam as desertas autoestradas e os desertos estádios) que não criam postos de trabalho permanentes. Tivessem sido dirigidos para as empresas exportadoras e outro galo cantaria...

De António Leal Salvado a 02.05.2012 às 17:18

Tempo perdido, caríssimo Francisco, a chamar à razão quem não é racional.
Boa vontade perdida, a do Luís, a tentar ainda compreender as explicações esfarrapadas de "a culpa é de quem esteve antes" (apesar de haver culpas, sim).
A mim, parece-me mais que claro, nesta altura do campeonato, que a substituição do "apesar de" pelo "por causa de", se bem que verdadeira, é ainda eufemística e benevolente. O desemprego sobe é "pelo programado 'sucesso' de".
Não há apenas negligência - há dolo.

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